Naquela noite há uma festa no
hotel. Depois do jantar, Emma e eu nos sentamos confortavelmente nos pufs
dispostos a apreciar o show. As danças coloridas e gosto mexicano estão
presentes o tempo todo e passamos um grande momento enquanto canto:
“Altanera preciosa y orgullosa, no permite la quieran consolar.
Dicen que alguien ya vino y se fue, dicen que pasa las noches
llorando por él.
La bikina, tiene pena y dolor
La bikina, no conoce el amor.”
Surpresa, Emma olha para mim. Ela sorri e pergunta:
“Altanera preciosa y orgullosa, no permite la quieran consolar.
Dicen que alguien ya vino y se fue, dicen que pasa las noches
llorando por él.
La bikina, tiene pena y dolor
La bikina, no conoce el amor.”
Surpresa, Emma olha para mim. Ela sorri e pergunta:
– Também sabe
esta canção?
Assento e aproximando-me dela, digo:
– Querida, eu já estive em vários shows do Luis Miguel na Espanha e sei todas elas!
Beijamos-nos. Desfrutamos o momento enquanto os mariachis cantam La bikina e quando terminam e uma nova canção começa, um dos homens vestido de vaqueiro me convida para dançar, como outras turistas. Eu não sou preguiçosa e acabo aceitando. Diversão para mim!
De mãos dadas chego à pista, onde o resto dos dançarinos e os turistas fazem o que podem com a música e eu encantada, os imito. Eu não tenho vergonha de dançar, ao contrário, aprecio como uma louca, enquanto Emma me observa e sorri. Ela parece tão relaxada, aproveita o que vê e eu estou prestes a explodir de felicidade.
Mas de repente, em uma das minhas voltas, meus olhos se encontram com a mulher que esta manhã me ofereceu um coquetel na praia e me seguiu até a água. A de blusa azul!
Meu Deus... Meu Deus, se ela vier me abordar outra vez serei uma mentirosa.
Eu fico nervosa, mas por quê?
Rapidamente eu olho para Emma que pisca para mim, e quando vejo que a desconhecida vai diretamente para ela e a cumprimenta, eu perco o meu equilíbrio e se não fosse pelo dançarino que me segura pela mão eu teria caído diante de todo o público do hotel.
A partir desse momento eu não estou bem.
Eu não sei nem dançar!
Observo que Emma fala amigavelmente com a mulher e a convidada a sentar no meu puff.
Meu puff!
Poucos minutos depois, a dança termina e o dançarino me acompanha até a minha mesa. Quando saio, eu olho para Emma, que me dá um beijo e diz:
– Você dançou lindamente.
Assento e com um sorriso artificial, eu vou dizer uma coisa, quando ela acrescenta:
– Amor, esse é Marina Velaz, prima de Laura. Marina Velaz, esta é a minha linda esposa, Regina.
A outra mulher, com um sorriso zombeteiro pega a minha mão e galantemente, beijando-me, dizendo:
– Regina, é um prazer te conhecer... Finalmente.
– Finalmente? - Emma pergunta surpresa.
E antes que eu possa dizer qualquer coisa, Marina esclarece divertida.
– Minha prima falou muito bem dela.
Eu coro.
Meu Deus... Meu Deussss. O que Laura lhe disse?
Vendo minha cara, Emma sorri. Sabe o que estou pensando, quando Marina continua:
– Mas eu digo finalmente porque esta manhã eu tentei conhecê-la. Mas nossa, que gênio tem tua mulher. Jogou-me para escanteio e me avisou que se continuasse a incomodá-la eu teria um problema muito sério.
Emma sota uma sonora gargalhada. Ela gostou de ouvir isso, mas intrigada porque eu não lhe disse nada, me olha e eu esclareço:
– Eu disse que sozinha sei defender-me de predadores.
Marina ri e diz:
– Oh, sim... Posso te assegurar, Emma. Deixou-me com medo.
Emma se senta no puff, me senta em seu colo e me dá um abraço protetor, com sorriso zombeteiro, pergunta:
– Esta mexicana tentou dar em cima de você?
Eu sorrio e Marina logo responde:
– Não, só estava tentando conhecer a mulher da minha amiga. Laura me disse que estavam se hospedando neste hotel e quando eu a vi soube que essa jovem linda era Rgina.
Emma sorri. Marina também e, finalmente, eu também. Tudo está claro.
Nós três nos divertimos bebendo deliciosas Margaritas e a música soa deliciosamente no bar. Marina é tão divertida e espirituosa como Laura. Inclusive fisicamente se parecem. Ambas são atraentes, mas ao contrário de sua prima, não me olha com desejo.
Nós conversamos... Conversamos e conversamos e descubro que Marina vai nos acompanhar para a Espanha e, em seguida, viajar ao redor da Europa. Ela trabalha projetando sistemas de segurança para as empresas.
A conversa dura até duas horas da manhã, quando Marina nos diz com cumplicidade levantando-se:
– Bem... Eu vou dormir para que vocês tenham um bom tempo e desfrutem.
Eu dou um sorriso e Emma me fazendo levantar, pergunta, estendendo-lhe a mão:
– Vai ao jantar organizado na casa de Laura no México?
– Eu não sei - Marina responde. – Ela comentou comigo e eu tentarei ir. Se eu não puder, nos vemos no aeroporto, de acordo?
Emma concorda, Marina também e depois de me dar dois beijos no rosto, ela sai.
Uma vez que estamos sozinhas, Emma coloca a boca no meu pescoço e murmura:
– Eu gostei de saber que sabe se defender sozinha dos predadores.
Manhosa eu a olho.
– Te disse, querida.
– O que acha de Marina?
Vendo seu olhar, levanto uma sobrancelha e pergunto:
– Em que sentido?
– Acha ela uma mulher sexy?
Eu sorrio. Creio que entendi o que pergunta e respondo:
– Só você me parece sexy.
– Mmmmm... Me excita saber disso. – sussurra sobre a minha boca.
Nossos olhos se encontram. Estamos a poucos centímetros uma da outra e eu sei o que quero e a desejo. Sua respiração acelera e a minha também.
Uhulll!
Sorrimos e, de repente, eu sinto sua mão debaixo da minha saia longa e com calor pergunto:
– O que você está fazendo?
Emma... Minha Emma sorri perigosamente e com a voz baixa acrescento:
– Aqui?
Confirma e vejo que está brincalhona. E eu fico com mais calor.
Quer me masturbar aqui?
As pessoas ao nosso redor sorriem, se divertem e bebem Margaritas, enquanto ouvem o som das ondas e a música que toca. Estou olhando ao redor o tempo todo, sentada no puff em frente ao meu amor, sentindo que sua mão chegar em minha coxa. Desenha círculos e em seguida chega à minha calcinha.
– Emma...
– Shiiiuu
Histérica e nervosa, sorrio.
Ai, meu Deus...
Disfarçando, eu olho para ambos os lados. As pessoas estão na delas, quando Emma, chegando mais perto de mim, sussurra brincalhona:
– Amor, ninguém está olhando.
– Emma...
– Fica tranquila...
Remove o tecido fino da minha calcinha e rapidamente um dos seus dedos brinca com meu clitóris. Eu fecho meus olhos e minha respiração fica mais profunda.
Oh, Deus... Eu amo o que faz.
A sensação do proibido me excita. Me excita muito e quando Emma mete um dos seus dedos no meu interior eu suspiro e ao abrir meus olhos me encontro com seu magnífico sorriso.
– Gosta?
Como uma marionete, confirmo enquanto o meu estômago se decompõe em mil pedaços.
Eu não quero que pare!
Ela sorri enquanto seu dedo brinca dentro de mim e as pessoas ficam alheias se divertindo ao redor do nosso jogo quente.
Que sem vergonha!
Mas eu gosto... Eu gosto e eu gosto e me movimento em busca de mais profundidade e prazer através da sua mão.
Minha expressão excitada a faz bufar.
Sim... Eu a deixo louca.
Sim...
E trazendo sua boca na minha sussurra tremendamente excitada:
– Não se mova se não quer que percebam.
Deus... Deus... Deussssssssssss, que tortura...
Estou quase gozando!
Mas como eu não vou me mover?
Sua maneira de tocar-me leva-me a querer mais e mais e quando meu rosto revela o que eu penso, Emma puxa a mão da minha umidade e da minha saia, levanta-se, pega a minha mão e diz:
– Vamos.
Excitada... Nervosa... E disposta eu a sigo. Sigo-a até o fim do mundo!
Estou surpresa quando vejo que ela não vai para o quarto. Ela vai em direção à praia. Uma vez que as luzes do bar deixam de iluminar e a escuridão da noite e a brisa nos rodeiam, meu amor me beija desesperadamente.
Desejando tocá-la, ela desabotoa a blusa e me deleito com seu corpo. Macio, gostoso e ardente.
Eu toco. Ela me toca. E o calor dos nossos corpos cresce a cada segundo.
Entre beijos e toques chegamos à tenda na praia, onde são preparadas as maravilhosas Magaritas pelas manhãs. Agora está fechada e Emma quer jogar. Com pressa desata a camisa que eu amarrei na cintura e quando meus mamilos aparecem, murmura:
– Isso é o que eu quero...
Como uma loba faminta, se ajoelha e beija meus mamilos. Primeiro um e depois o outro. A camisa cai no chão e eu fico só de saia longa. Empolgada com o momento, eu olho para o bar onde as pessoas continuam se divertindo. Eles estão a cem metros de distância, mas não me importo se podem nos olhar. Agarro-a pelos cabelos e murmuro, colocando meu peito direito à sua boca:
– Saboreia-me.
Encantada, se derrete em atenções ao meu peito, enquanto suas mãos percorrem minhas pernas e sobem a saia lentamente. Quando o mamilo fica duro, sem necessidade de que eu peça, Emma presta atenção ao meu outro mamilo, enquanto sussurro:
– Sim... Assim... Assim que eu gosto...
Enlouquecida pelo momento, suas mãos apertam minha bunda e ouço quando minha calcinha é rasgada. Quando eu olho, ela diz se divertindo:
– Está sobrando.
Solto uma risada. Com uma puxada tira minha saia e fico totalmente nua na barraca, minha risada fica nervosa.
Estou a poucos metros dos turistas do hotel, nua, com a calcinha rasgada e disposta a passar um bom tempo assim. Nesse momento, uma risada de mulher que não é a minha se ouve perto de nós. Emma e eu olhamos e achamos do outro lado da tenda uma mulher e um homem na mesma situação.
Nós não falamos. Não há necessidade. Sem nos aproximarmos uns dos outros, cada par continua o seu tempo maravilhoso.
Excita-nos sua presença.
Emma me beija. Anseia minha boca como eu preciso dela. Suas mãos agarram meus pulsos e os eleva acima da cabeça. Seu corpo esmaga o meu contra a madeira da barraca, vejo em seus olhos o quanto me quer. Isso me excita ainda mais.
Duro e forte, é como quero que ela me coma. Me encarando intensamente, ela sussurra:
– Me deixa louca.
Eu sorrio. Fecho meus olhos e estou imensamente feliz. De repente, o gemido da mulher faz com que nós duas voltemos a olhar. Ela agora está no chão, de quatro, e seu companheiro a penetra por trás uma e outra vez.
Impossível tirar os olhos do show. Assisto a expressão da mulher. Sua boca, seu rosto, seus olhos extasiados me fazem ver o quanto desfruta me excitando ainda mais.
Gosto de olhar.
Olhar me excita.
Olhando leva-me a querer jogar.
– Gosta do que vê?
Emma pergunta no meu ouvido.
Essa pergunta me lembra da nossa primeira visita ao Moroccio, aquele restaurante tão especial que me levou em Madrid. Eu sorrio, lembrando da minha cara de horror e suspiro ao imaginar minha cara agora. Tudo é diferente. Graças a Emma que a minha percepção de sexo mudou e para o meu gosto, melhor.
Agora eu sou uma mulher que desfruta do sexo. Que fala de sexo. Que joga com o sexo e já não o vê como um tabu.
Assento. Sua voz cheia de erotismo, junto com o show que observamos são, na melhor das hipóteses, prazerosos, enquanto os gemidos da mulher são ouvidos cada vez mais e as investidas são cada vez mais duras e certeiras.
Incapaz de desviar o olhar, percebo que Emma com uma das mãos que pendiam a minha no alto, me vira de costas e diz no meu ouvido:
– Agora a quero ouvir gemer.
Sem mais, abre minhas pernas e passa sua mão pela minha bunda até a entrada do meu sexo e depois de um segundo me provocando, me penetra.
Ah, sim... Sim.
Sua estocada é precisa e certeira como nós gostamos. Seus longos dedos entram totalmente em mim e minha boceta os suga e os aperta, com prazer de recebê-la. O prazer é enorme... O calor me queima...
Arqueio e meu amor, minha amante, minha alemã me agarra possessiva pela cintura, ansiosa para se divertir, enquanto uma e outra vez me penetra, arrancando- nos gemidos e nos deixando loucas.
Eu olho para a direita, e vejo como os que antes gemiam nos observam e sei que agora sou eu que mostro a outra mulher o meu prazer.
Ah, sim... Eu quero mostrar.
Eu quero que saiba o quanto eu gosto.
A altura de Emma e a sua força me levantam do chão várias vezes e eu me agarro a madeira da tenda para que ela continue entrando e saindo de mim. Eu gosto da maneira que ela faz.
Uma e outra vez ela faz. Eu gosto. Ela gosta. O outro casal gosta, até que minhas forças acabam, meu corpo torna-se uma gelatina e me deixo ir com um gemido de prazer. Emma chega momentos depois ao prazer com um suspiro rouco.
Durante alguns segundo permanecemos quietas, sem nos movermos. Estamos exaustas, até que um movimento nos faz voltar à realidade e ver que o outro casal está se vestido e, depois de um aceno, eles se vão.
Emma, ainda me abraçando, retira os dedos de dentro de mim. Beija minhas costas e quando vê que eu me encolho, me vira e me levando em seus braços, murmura:
– O que você acha de um mergulho na água?
Ah, sim... Com ela me apetece tudo e sem hesitação, aceito.
Eu adoro senti-la natural.
Eu amo senti-la tão natural. Tão pouco sério. Nuas, felizes e de mãos dadas, corremos para a praia. Na chegada, ambos mergulhamos e quando nossas cabeças emergem da água, meu amor me abraça e depois de me beijar, sussurra:
– Cada dia estou mais louca por você, Sra. Mills Swan.
Eu sorrio.
Como não sorrir... Babar... e gritar de alegria. Pedaço de mulher que eu tenho!
Enrosco minhas pernas em torno de seu corpo, pego sua mão e a levo até onde quero e necessito. Ela sabe o que fazer! E como lhar engraçado olho para minha insaciável, gostosa, quente mulher e sussurro:
– Peça-me o que quiser.
Assento e aproximando-me dela, digo:
– Querida, eu já estive em vários shows do Luis Miguel na Espanha e sei todas elas!
Beijamos-nos. Desfrutamos o momento enquanto os mariachis cantam La bikina e quando terminam e uma nova canção começa, um dos homens vestido de vaqueiro me convida para dançar, como outras turistas. Eu não sou preguiçosa e acabo aceitando. Diversão para mim!
De mãos dadas chego à pista, onde o resto dos dançarinos e os turistas fazem o que podem com a música e eu encantada, os imito. Eu não tenho vergonha de dançar, ao contrário, aprecio como uma louca, enquanto Emma me observa e sorri. Ela parece tão relaxada, aproveita o que vê e eu estou prestes a explodir de felicidade.
Mas de repente, em uma das minhas voltas, meus olhos se encontram com a mulher que esta manhã me ofereceu um coquetel na praia e me seguiu até a água. A de blusa azul!
Meu Deus... Meu Deus, se ela vier me abordar outra vez serei uma mentirosa.
Eu fico nervosa, mas por quê?
Rapidamente eu olho para Emma que pisca para mim, e quando vejo que a desconhecida vai diretamente para ela e a cumprimenta, eu perco o meu equilíbrio e se não fosse pelo dançarino que me segura pela mão eu teria caído diante de todo o público do hotel.
A partir desse momento eu não estou bem.
Eu não sei nem dançar!
Observo que Emma fala amigavelmente com a mulher e a convidada a sentar no meu puff.
Meu puff!
Poucos minutos depois, a dança termina e o dançarino me acompanha até a minha mesa. Quando saio, eu olho para Emma, que me dá um beijo e diz:
– Você dançou lindamente.
Assento e com um sorriso artificial, eu vou dizer uma coisa, quando ela acrescenta:
– Amor, esse é Marina Velaz, prima de Laura. Marina Velaz, esta é a minha linda esposa, Regina.
A outra mulher, com um sorriso zombeteiro pega a minha mão e galantemente, beijando-me, dizendo:
– Regina, é um prazer te conhecer... Finalmente.
– Finalmente? - Emma pergunta surpresa.
E antes que eu possa dizer qualquer coisa, Marina esclarece divertida.
– Minha prima falou muito bem dela.
Eu coro.
Meu Deus... Meu Deussss. O que Laura lhe disse?
Vendo minha cara, Emma sorri. Sabe o que estou pensando, quando Marina continua:
– Mas eu digo finalmente porque esta manhã eu tentei conhecê-la. Mas nossa, que gênio tem tua mulher. Jogou-me para escanteio e me avisou que se continuasse a incomodá-la eu teria um problema muito sério.
Emma sota uma sonora gargalhada. Ela gostou de ouvir isso, mas intrigada porque eu não lhe disse nada, me olha e eu esclareço:
– Eu disse que sozinha sei defender-me de predadores.
Marina ri e diz:
– Oh, sim... Posso te assegurar, Emma. Deixou-me com medo.
Emma se senta no puff, me senta em seu colo e me dá um abraço protetor, com sorriso zombeteiro, pergunta:
– Esta mexicana tentou dar em cima de você?
Eu sorrio e Marina logo responde:
– Não, só estava tentando conhecer a mulher da minha amiga. Laura me disse que estavam se hospedando neste hotel e quando eu a vi soube que essa jovem linda era Rgina.
Emma sorri. Marina também e, finalmente, eu também. Tudo está claro.
Nós três nos divertimos bebendo deliciosas Margaritas e a música soa deliciosamente no bar. Marina é tão divertida e espirituosa como Laura. Inclusive fisicamente se parecem. Ambas são atraentes, mas ao contrário de sua prima, não me olha com desejo.
Nós conversamos... Conversamos e conversamos e descubro que Marina vai nos acompanhar para a Espanha e, em seguida, viajar ao redor da Europa. Ela trabalha projetando sistemas de segurança para as empresas.
A conversa dura até duas horas da manhã, quando Marina nos diz com cumplicidade levantando-se:
– Bem... Eu vou dormir para que vocês tenham um bom tempo e desfrutem.
Eu dou um sorriso e Emma me fazendo levantar, pergunta, estendendo-lhe a mão:
– Vai ao jantar organizado na casa de Laura no México?
– Eu não sei - Marina responde. – Ela comentou comigo e eu tentarei ir. Se eu não puder, nos vemos no aeroporto, de acordo?
Emma concorda, Marina também e depois de me dar dois beijos no rosto, ela sai.
Uma vez que estamos sozinhas, Emma coloca a boca no meu pescoço e murmura:
– Eu gostei de saber que sabe se defender sozinha dos predadores.
Manhosa eu a olho.
– Te disse, querida.
– O que acha de Marina?
Vendo seu olhar, levanto uma sobrancelha e pergunto:
– Em que sentido?
– Acha ela uma mulher sexy?
Eu sorrio. Creio que entendi o que pergunta e respondo:
– Só você me parece sexy.
– Mmmmm... Me excita saber disso. – sussurra sobre a minha boca.
Nossos olhos se encontram. Estamos a poucos centímetros uma da outra e eu sei o que quero e a desejo. Sua respiração acelera e a minha também.
Uhulll!
Sorrimos e, de repente, eu sinto sua mão debaixo da minha saia longa e com calor pergunto:
– O que você está fazendo?
Emma... Minha Emma sorri perigosamente e com a voz baixa acrescento:
– Aqui?
Confirma e vejo que está brincalhona. E eu fico com mais calor.
Quer me masturbar aqui?
As pessoas ao nosso redor sorriem, se divertem e bebem Margaritas, enquanto ouvem o som das ondas e a música que toca. Estou olhando ao redor o tempo todo, sentada no puff em frente ao meu amor, sentindo que sua mão chegar em minha coxa. Desenha círculos e em seguida chega à minha calcinha.
– Emma...
– Shiiiuu
Histérica e nervosa, sorrio.
Ai, meu Deus...
Disfarçando, eu olho para ambos os lados. As pessoas estão na delas, quando Emma, chegando mais perto de mim, sussurra brincalhona:
– Amor, ninguém está olhando.
– Emma...
– Fica tranquila...
Remove o tecido fino da minha calcinha e rapidamente um dos seus dedos brinca com meu clitóris. Eu fecho meus olhos e minha respiração fica mais profunda.
Oh, Deus... Eu amo o que faz.
A sensação do proibido me excita. Me excita muito e quando Emma mete um dos seus dedos no meu interior eu suspiro e ao abrir meus olhos me encontro com seu magnífico sorriso.
– Gosta?
Como uma marionete, confirmo enquanto o meu estômago se decompõe em mil pedaços.
Eu não quero que pare!
Ela sorri enquanto seu dedo brinca dentro de mim e as pessoas ficam alheias se divertindo ao redor do nosso jogo quente.
Que sem vergonha!
Mas eu gosto... Eu gosto e eu gosto e me movimento em busca de mais profundidade e prazer através da sua mão.
Minha expressão excitada a faz bufar.
Sim... Eu a deixo louca.
Sim...
E trazendo sua boca na minha sussurra tremendamente excitada:
– Não se mova se não quer que percebam.
Deus... Deus... Deussssssssssss, que tortura...
Estou quase gozando!
Mas como eu não vou me mover?
Sua maneira de tocar-me leva-me a querer mais e mais e quando meu rosto revela o que eu penso, Emma puxa a mão da minha umidade e da minha saia, levanta-se, pega a minha mão e diz:
– Vamos.
Excitada... Nervosa... E disposta eu a sigo. Sigo-a até o fim do mundo!
Estou surpresa quando vejo que ela não vai para o quarto. Ela vai em direção à praia. Uma vez que as luzes do bar deixam de iluminar e a escuridão da noite e a brisa nos rodeiam, meu amor me beija desesperadamente.
Desejando tocá-la, ela desabotoa a blusa e me deleito com seu corpo. Macio, gostoso e ardente.
Eu toco. Ela me toca. E o calor dos nossos corpos cresce a cada segundo.
Entre beijos e toques chegamos à tenda na praia, onde são preparadas as maravilhosas Magaritas pelas manhãs. Agora está fechada e Emma quer jogar. Com pressa desata a camisa que eu amarrei na cintura e quando meus mamilos aparecem, murmura:
– Isso é o que eu quero...
Como uma loba faminta, se ajoelha e beija meus mamilos. Primeiro um e depois o outro. A camisa cai no chão e eu fico só de saia longa. Empolgada com o momento, eu olho para o bar onde as pessoas continuam se divertindo. Eles estão a cem metros de distância, mas não me importo se podem nos olhar. Agarro-a pelos cabelos e murmuro, colocando meu peito direito à sua boca:
– Saboreia-me.
Encantada, se derrete em atenções ao meu peito, enquanto suas mãos percorrem minhas pernas e sobem a saia lentamente. Quando o mamilo fica duro, sem necessidade de que eu peça, Emma presta atenção ao meu outro mamilo, enquanto sussurro:
– Sim... Assim... Assim que eu gosto...
Enlouquecida pelo momento, suas mãos apertam minha bunda e ouço quando minha calcinha é rasgada. Quando eu olho, ela diz se divertindo:
– Está sobrando.
Solto uma risada. Com uma puxada tira minha saia e fico totalmente nua na barraca, minha risada fica nervosa.
Estou a poucos metros dos turistas do hotel, nua, com a calcinha rasgada e disposta a passar um bom tempo assim. Nesse momento, uma risada de mulher que não é a minha se ouve perto de nós. Emma e eu olhamos e achamos do outro lado da tenda uma mulher e um homem na mesma situação.
Nós não falamos. Não há necessidade. Sem nos aproximarmos uns dos outros, cada par continua o seu tempo maravilhoso.
Excita-nos sua presença.
Emma me beija. Anseia minha boca como eu preciso dela. Suas mãos agarram meus pulsos e os eleva acima da cabeça. Seu corpo esmaga o meu contra a madeira da barraca, vejo em seus olhos o quanto me quer. Isso me excita ainda mais.
Duro e forte, é como quero que ela me coma. Me encarando intensamente, ela sussurra:
– Me deixa louca.
Eu sorrio. Fecho meus olhos e estou imensamente feliz. De repente, o gemido da mulher faz com que nós duas voltemos a olhar. Ela agora está no chão, de quatro, e seu companheiro a penetra por trás uma e outra vez.
Impossível tirar os olhos do show. Assisto a expressão da mulher. Sua boca, seu rosto, seus olhos extasiados me fazem ver o quanto desfruta me excitando ainda mais.
Gosto de olhar.
Olhar me excita.
Olhando leva-me a querer jogar.
– Gosta do que vê?
Emma pergunta no meu ouvido.
Essa pergunta me lembra da nossa primeira visita ao Moroccio, aquele restaurante tão especial que me levou em Madrid. Eu sorrio, lembrando da minha cara de horror e suspiro ao imaginar minha cara agora. Tudo é diferente. Graças a Emma que a minha percepção de sexo mudou e para o meu gosto, melhor.
Agora eu sou uma mulher que desfruta do sexo. Que fala de sexo. Que joga com o sexo e já não o vê como um tabu.
Assento. Sua voz cheia de erotismo, junto com o show que observamos são, na melhor das hipóteses, prazerosos, enquanto os gemidos da mulher são ouvidos cada vez mais e as investidas são cada vez mais duras e certeiras.
Incapaz de desviar o olhar, percebo que Emma com uma das mãos que pendiam a minha no alto, me vira de costas e diz no meu ouvido:
– Agora a quero ouvir gemer.
Sem mais, abre minhas pernas e passa sua mão pela minha bunda até a entrada do meu sexo e depois de um segundo me provocando, me penetra.
Ah, sim... Sim.
Sua estocada é precisa e certeira como nós gostamos. Seus longos dedos entram totalmente em mim e minha boceta os suga e os aperta, com prazer de recebê-la. O prazer é enorme... O calor me queima...
Arqueio e meu amor, minha amante, minha alemã me agarra possessiva pela cintura, ansiosa para se divertir, enquanto uma e outra vez me penetra, arrancando- nos gemidos e nos deixando loucas.
Eu olho para a direita, e vejo como os que antes gemiam nos observam e sei que agora sou eu que mostro a outra mulher o meu prazer.
Ah, sim... Eu quero mostrar.
Eu quero que saiba o quanto eu gosto.
A altura de Emma e a sua força me levantam do chão várias vezes e eu me agarro a madeira da tenda para que ela continue entrando e saindo de mim. Eu gosto da maneira que ela faz.
Uma e outra vez ela faz. Eu gosto. Ela gosta. O outro casal gosta, até que minhas forças acabam, meu corpo torna-se uma gelatina e me deixo ir com um gemido de prazer. Emma chega momentos depois ao prazer com um suspiro rouco.
Durante alguns segundo permanecemos quietas, sem nos movermos. Estamos exaustas, até que um movimento nos faz voltar à realidade e ver que o outro casal está se vestido e, depois de um aceno, eles se vão.
Emma, ainda me abraçando, retira os dedos de dentro de mim. Beija minhas costas e quando vê que eu me encolho, me vira e me levando em seus braços, murmura:
– O que você acha de um mergulho na água?
Ah, sim... Com ela me apetece tudo e sem hesitação, aceito.
Eu adoro senti-la natural.
Eu amo senti-la tão natural. Tão pouco sério. Nuas, felizes e de mãos dadas, corremos para a praia. Na chegada, ambos mergulhamos e quando nossas cabeças emergem da água, meu amor me abraça e depois de me beijar, sussurra:
– Cada dia estou mais louca por você, Sra. Mills Swan.
Eu sorrio.
Como não sorrir... Babar... e gritar de alegria. Pedaço de mulher que eu tenho!
Enrosco minhas pernas em torno de seu corpo, pego sua mão e a levo até onde quero e necessito. Ela sabe o que fazer! E como lhar engraçado olho para minha insaciável, gostosa, quente mulher e sussurro:
– Peça-me o que quiser.