segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Peça-me o que Quiser, Capítulo 49
Depois de 20 dias em nosso paraíso particular, onde tudo é mágico e divertido, chegamos à Cidade do México, Surpreendida, olho da janela do carro para as ruas lotadas de gente. Emma fala ao telefone com sua expressão séria de costume, enquanto o motorista dirige a impressionante limusine.
Quando chegamos a um dos mais modernos edifícios de arte, um homem de uniforme abre a porta. Saúda Emma e rapidamente chama o elevador. Quando estamos no décimo oitavo andar e as portas se abrem, vejo que Laura vem a nosso encontro. Seu quente sorriso me faz ver o quão feliz ela esta com a nossa visita.
— Olhem para voçês, que lindas e morenas estão as noivas. — Todas sorrimos e a mexicana, pegando a minha mão, acrescenta: —Deusa, que bom vê-la novamente.
— E quanto a mim? – ouço Emma protestar.
Laura bate a mão contra ela, e com conhecimento de causa, sussurra:
– Desculpe, Emma, mas eu gosto mais da sua esposa do que de você.
Achando graça, eu me aproximo dela, me agacho até sua cadeira de rodas, e lhe dou dois beijos na bochecha. Laura, feliz por nossa chegada, depois de nos cumprimentar olha para uma mulher que está ao seu lado e nos apresenta:
– Esta é Graciela, minha assistente pessoal. Emma já conhece.
– Bem-vinda, Sra. Swan, diz a garota morena.
Emma a cumprimenta e, com um sorriso inocente, responde:
– Prazer em vê-la novamente, Graciela. Tudo bem com esta rabugenta mulher?
A jovem de cabelo escuro olha para Laura com um tímido sorriso e murmura:
— Agora mesmo está tudo perfeito, senhora.
Laura, se divertindo, depois de escutá-la, me olha e diz:
— Regina é a mulher de Emma e estão passando para nos visitar depois de sua lua de mel.
—Encantada Sra. Swan e parabéns pelo casamento – me parabeniza a garota, me olhando.
—Por favor – digo rapidamente, enquanto estico minha minissaia – me chame de Regina – pode ser?
A jovem olha para Laura, ela assente e eu acrescento:
—Não olhe para ela nem para minha mulher. Não preciso que deem sua autorização para que possa me chamar pelo meu nome, de acordo?
Sorrio. A mulher sorri e Emma conclui:
—Já sabe, Graciela... chame-a de Regina.
—De acordo, senhora – A garota sorri e me olhando, acrescenta: - Encantada, Regina.
Nós duas sorrimos e isso me tranquiliza.
Que me chamem continuamente de senhora ou com o meu novo sobrenome , não é algo que me deixa louca. É mas como algo que cheira mal, como odor ranço.
Resolvido isso, observo Graciela e deduzo que deve ter poucos anos a mais que eu. Seu aspecto é elegante e do meu ponto de vista é bonita. Cabelos escuros, olhos cativantes e uma doçura que relaxa. Agora sim, seu forte não é moda. Veste- se muito antiquada para uma jovem da minha idade.
Uma vez que nos cumprimentamos, entramos em um salão arejado. Sem obstáculos para que Laura possa se mover bem ali com sua cadeira de rodas.
Durante uma hora nós quatro conversamos cordialmente e recordamos do casamento. Laura me pergunta por minha irmã e quando fala seu nome pela quarta vez, olho para ela e esclareço:
— Laura..., fique longe da minha irmã.
Emma e ela soltam uma gargalhada que eu de certo modo entendo. Não quero nem pensar o que aconteceria com Laura se tivesse um compromisso com minha irmã e propusesse a ela alguma de suas coisas. O bofetão é garantido. Sorrio sozinha pensando nisso.
Emma, que sabe o que penso, ao ver meu sorriso diz:
—Fique tranquila, amor. Laura sabe muito bem com quem deve ou não sair.
Concordo. Quero que isso fique claro quando a maldita da Laura pergunta:
—Deusa, tem ciúmes de sua linda irmã?
Com diversão olho para ela.
Eu, ciúmes da minha irmã?
Por favorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr, sim adoro a Mary!
Disposta a deixar claro, respondo:
—Não. Simplesmente cuido dela.
Laura sorri.
—Tu és muito linda minha querida Regina.
—Obrigada, Laura – eu provoco —. Mas para sua integridade física deixe a minha irmã de lado. Quem avisa amigo é! Lembrei-se!
Nós três rimos, conscientes do que nós referimos e logo me dou conta de que Graciela não o faz. Não sorri. Seus olhos se enchem de lágrimas por um momento e ela olha para o chão. Depois de duas inspirações, volta a levantar a cabeça e seus olhos voltam ao normal. Nossa... que capacidade de recuperação e sobretudo, quão forte é o que acabo de intuir! Viva o sexto sentido das mulheres!
Só precisei de alguns minutos com Graciela pra me dar conta que ela esta caidinha por Laura. Pobrezinha. Fiquei com pena dela.
Instantes depois a jovem se despede e sai.
Quando nós três permanecemos sozinhas no enorme salão, Laura nos pergunta como fomos tratadas no hotel durante a lua de mel. Minha menina me olha e eu sorrio como uma boba.
Tem sido fantástico. A melhor viagem da minha vida. Emma me ama como nunca pensei que uma mulher pudesse me amar e eu estou completamente caidinha por ela.
Entre risadas e cochichos, Laura nos pergunta se temos jogado em nossa lua de mel, e eu respondo que temos jogado muito... muito... muito..., mas que tem sido jogos somente entre minha esposa e eu.
Oh Deus..., só de recordar meu coração dispara.
O hotel...
A cama...
Seus olhos... suas mãos...
Aquelas conversas quentes e mórbidas...
Ao me escutar e em especial ver meu rosto, Emma sorri. Diz que em minha expressão se vê claramente o que penso e sem dúvida alguma adivinhou meus pensamentos. Ao ver como nos olhamos, Laura, astuta como sempre, pisca com um olho para mim, olhando minhas pernas bronzeadas.
— Deusa... quando você quiser estou pronta para jogar.
Isso me faz sentir ainda mais calor.
Os jogos de Laura são muito quentes e mórbidos, ao ver o gesto de Emma sorrio. Minha mulher está sempre disposta. Mas nossa excitante conversa é cortada quando toca um telefone e segundos depois Graciela entra com ele na mão.
Laura responde e Emma aproximando-se de mim, comenta:
—Te vejo acalorada, docinho, o que está acontecendo?
Mas que sem vergonha ela é.
Sem poder evitá-lo, sorrio e antes que eu possa responder passa a mão por minhas pernas e murmura em tom meloso:
—Se você quiser, eu estou disposta...
Uauuuuuu, que calor... que calor!
Sei a que se refere e entro no sufoco da morte.
Sexo!
Como sempre que a ocasião se apresenta meu estômago contrai e minha vagina se lubrifica em décimos de segundos e estou me convertendo em uma besta sexual.
Quão forte!
Quem diria que eu gostaria desse jogo?
Definitivamente, estou me tornando uma louca do sexo.
Mas o certo é que eu gosto e me apetece. Meu desejo cresce em um instante e somente de observar como me olha a minha recém-estreada esposa, já estou a cem e quero jogar. Minha garota sorri. Eu também. E disposta á diversão, sussurro com sensualidade, sem que Graciela me ouça.
—Rasga minha calcinha.
Oh , Deus, o que eu disse?
Logo o olhar verde de minha Icewoman se torna intenso e mórbido.
Uauuuuu! De cem eu passei pra duzentos e do jeito que me olha sei que ela está a quinhentos.
Sou consciente que ela fica louca com o meu descaramento e minha entrega. Sorrio do jeito que sei que lhe esquenta o sangue e astuta murmura algo que os mexicanos dizem muito:
—Saborosa!
Quando Laura termina a chamada e entrega o telefone para Graciela, ela sai e Emma diz:
—Laura..., que horas chegam os convidados para o jantar?
Seus olhares se encontram e sei que elas se entenderam perfeitamente. Essas duas!
—Faltam três horas – responde encantada.
Eu sorrio. Laura levanta as sobrancelhas, com cumplicidade, depois passa seus olhos com descaramento por meus peitos já duros e pergunta:
—Que vocês acham de irmos a um lugar mais íntimo?
Tumtummmmmmm.... Tumtummmmmmm.... Meu coração dispara.
Sexo!
Nervosa, me levanto e Emma pega minha mão com força. Eu gosto muito dessa sensação. Caminhamos depois de Laura e me surpreendo quando entramos em seu escritório. Acreditei que iríamos para um quarto.
Uma vez que Emma fecha as portas, fico de boca aberta quando a mexicana aperta um botão na biblioteca e esta se movimenta para a direita. Devo ter uma cara assustada porque Laura diz:
—Deusa..., bem vinda ao quarto do prazer.
Sem soltar minha mão, Emma me guia. Entramos nesse escuro lugar e quando a biblioteca fecha atrás de nós, uma luz delicada e amarelada se acende.
Morbidade em estado puro.
Meus olhos se adaptam a penumbra e vejo um espaço de uns trinta metros com uma cama, uma jacuzzi, uma mesa redonda, uma cruz na parede, gavetas e várias coisas penduradas nas paredes. Ao chegar perto, vejo que são cordas e brinquedos sexuais. Sado! Eu não quero Sado.
Minha cara deve ser um poema, pois Emma, aproximando-se de mim pergunta:
—Assustada?
Nego com a cabeça. Com ela nada me assusta. Sei que nunca permitiria que eu sofresse e menos ainda me obrigaria fazer nada que não quero.
Laura, sentada em sua cadeira, se aproxima de um aparelho de som e coloca um CD. Instantes depois o quarto se inunda com uma canção instrumental muito sensual. Quente. Em seguida se aproxima da mesa redonda e Emma me beija. Enfia sua língua dentro da minha boca e eu desfruto... desfruto e desfruto, enquanto planta suas mãos no meu traseiro e o aperta com prazer.
O calor me movimenta e meu corpo reage diante do seu contato em décimos de segundos.
Durante vários minutos nos beijamos e nos tocamos. Sou consciente de que Laura nos observa e desfruta. Quando estou total e completamente excitada por minha linda mulher, ela abandona minha boca e diz, enquanto senta na cama:
—Fique nua, docinho.
Os olhos de ambas as mulheres me comem, enquanto observo que Emma não tira a roupa e nem Laura. Somente me olham e esperam que eu faça o que ela me pediu.
Sem duvidar um instante, abro o botão e o zíper da minissaia e a peça cai no chão.
As duas cravam os olhos em minha calcinha, mas eu não tiro.
Laura faz um movimento com a mão e ao entendê-lo, giro o corpo e lhes mostro minha bunda.
—Mãezinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa – murmura a mexicana.
Quando volto a olhá-las de frente, tiro lentamente minha blusa de alcinhas que uso e me coloco diante delas vestida somente com roupa íntima e sapatos de saltos altos. As conheço e sei que gostam que eu use estes sapatos.
—Coloque as mãos na cintura e separe um pouquinho as pernas – diz Laura.
Faço o que me pedem, enquanto minha respiração se acelera e Emma diz:
—Toque seus seios.
Com sensualidade, levo minhas mãos até eles, por cima do sutiã, os aperto e os massageio enquanto as duas me olham de cima a baixo e eu queimo de desejo.
Estou sendo observada por duas mulheres que querem loucamente me foder.
Estou sendo observada e quero que me observem porque me excita.
Minha respiração se acelera. Desejo que me toquem. Laura se aproxima e sem se mover, murmura:
—Ainda me lembro como aquela mulher na Alemanha desfrutava do seu corpo e de como todas nós nos delicíavamos. Foi incrível.
Recordar isso me faz suspirar. Eu gosto muito de Diana, a mulher alemã que Laura falava. Sua maneira de me possuir é tão exigente que pensar nela me lubrifica mais.
Emma sabe disso.
Saber disso a excita.
Nós temos falado durante nossa lua de mel e está tão desejosa quanto eu para voltar a ficar com ela. Agora, ao ver meu gesto, diz:
—Você verá Laura. Eu sei que Regi está desejando repetir aquele momento com Diana.
Laura solta a respiração e assente. Depois se dirige a lateral do quarto onde tem um frigobar e vejo que pega uma garrafa de água e um potinho com algo vermelho. Minha curiosidade me pede e eu pergunto.
—O que tem no pote?
Laura destampa e me mostrando, responde:
—Cerejas vermelhas! Eu amo!
Sem mais, coloca uma na boca, mastiga, saboreia e murmura:
—Hum..., que doce!
Emma, ao ver minha expressão, sorri e Laura, depois de deixar a água e o pote de cerejas sobre a mesa, abre uma das gavetas da mesa lateral, pega uma caixa e uma máscara, entregando-os a Emma, e diz:
—Faça isso.
Emma pega a máscara, se aproxima de mim e depois de me dar aquela olhada que me deixa louca, me beija e a coloca. Meu mundo se torna escuro. Não vejo nada e ouço o que Laura pede:
—Senta ela na mesa.
Minha mulher me guia e quando sento onde Laura tinha dito suas mãos já estão nos meus joelhos. Os toca e a ouço dizer:
—Deite-se docinho.
Faço o que ela me pede.
A mesa está dura e não vejo nada. Não sei onde Emma está e isso me deixa um pouco desconcentrada. Um dedo passeia nesse momento por minha calcinha e meu estômago se desfaz. Estou quente. Excitada e totalmente exposta a elas, enquanto ouço como a cadeira de rodas de Laura dá a volta ao redor da mesa.
—Deusa..., seu cheiro de sexo me deixa louca, mas quero que seja tua mulher quem rasgue sua calcinha para mim e me convide a pegar de ti tudo que eu fantasio.
Instantes depois eu sinto a boca de Emma no meu umbigo. Reconheço-a. Ela o beija. Deixa uma trilha de beijos de lá até o inicio de minha calcinha, toca minhas coxas com deleite e depois a tira.
Acelerada e com a respiração ofegante, tenho a boca seca e murmuro:
— Tenho sede.
Um cubo de gelo corre sobre meus lábios. Abro a boca disposta que seu frescor me sacie e Emma diz perto, muito perto de mim:
—Laura, te convido a tomar tudo o que queres de minha mulher.
—Obrigado, Emma, o farei encantada.
Minha boca, úmida pelo gelo, se seca em questão de segundos quando de repente sinto que derrama água fresca sobre meu sexo. Uma toalha suave me seca e a voz de Emma murmura:
—Agora está pronta, meu amor.
Meu coração vai sair pela boca. Estou tremendamente excitada e coberta pela máscara, pergunto:
—Você gosta do que vê?
Com delicadeza, Emma se deita sobre mim na mesa, abre o sutiã e tira deixando meus peitos no ar, antes de beijá-los contesta:
—Me deixa louca, pequena.
Quando deito totalmente nua na mesa, sinto que Emma se afasta e em seu lugar Laura se coloca entre minhas pernas, sentada em sua cadeira. Ela as agarra e coloca sobre seus ombros, e diz:
—Que maravilhoso manjar me ofereces, bela.
Estremeço. Sei o que vai ocorrer e solto um gemido. Sem me dar trégua, Laura passeia sua mão sobre minha tatuagem e quando presumo que tenha lido, sussurra:
—Peço que se entregue a mim.
Enlouquecida por sentir-me tão desejada, me movo sobre a mesa à espera que me devore, quando de imediato me diz:
—Coloque os pés no chão. Vire-se e deite sobre a mesa.
Faço o que me pede. Viro e quando meu rosto toca a madeira, minha bunda fica exposta e me dá vários açoites.
—Avermelhado...assim... vermelhinho para mim.
Meu traseiro arde depois das açoitadas. Sei que Emma olha e se controla, logo sinto a mão de Laura separando as bochechas da minha bunda e diz, enquanto aplica lubrificante em meu ânus:
—Hoje vamos jogar outra coisa.
Outra coisa? Que coisa?
Estou a ponto de protestar, quando sinto as mãos de Emma em meus ombros e sussurra no meu ouvido lentamente:
—Não se mexa.
Sua voz me tranquiliza e noto como Laura introduz algo em meu ânus e com uma voz carregada de morbidez, sussurra:
—Essas bolas anais aumentarão o teu e o nosso prazer..., já verás.
Deitada sobre a mesa permito que introduza bola por bola no meu interior, enquanto ela me excita por ela, deixo-a fazer.
Deus como eu amo ser seu brinquedo!
Laura se diverte com meu ânus e as bolas. A cada uma que introduz, me dá um tapa, seguida de uma terna mordida e uma massagem em minhas nádegas.
Oh, sim..., eu amo o que ela faz.
Uma vez terminado, sinto meu ânus completo. É uma sensação rara, mas eu gosto.
—Deusa, deite-se sobre a mesa como estava antes.
Com o traseiro vermelho, cheio de bolinhas, a máscara tampando meus olhos, faço o que me pede.
—Emma..., posso saborear sua mulher agora?
Meu coração, tumtum...tumtum..., acelera mais a cada segundo.
Elas são duas mórbidas e experientes jogadoras e me deixam louca sem quase ter me tocado. Abro a boca para respirar e solto um suspiro quando ouço Emma dizer:
—Saboreie tudo o que quiser.
Não vejo seus olhos...
Não vejo seu olhar...
Não vejo sua expressão...
Mas imagino e seu tom de voz me faz saber que desfruta muito deste momento. Eu gemo enlouquecida e minha respiração forte se ouve no quarto.
Oh, sim.., sim...
Não quero que parem...
Quero que joguem...
Quero que me saboreiem...
Quero que me fodam.
Laura abre minhas coxas e fico totalmente exposta diante dela; então sinto que algo redondo e pegajoso passa por meu clitóris e Laura diz:
—Cerejas vermelhas e Regina. Uma explosiva e maravilhosa mistura.
E sem mais, sinto como seus dentes prendem a cereja e começa apertá-la contra mim. A dureza e a suavidade da fruta contra a pele golpeiam e estremece com deleite por meu clitóris e eu suspiro enquanto Laura move a boca com destreza e a cereja me esquenta e estimula em décimos de segundos. Percebo que solta a cereja e ela escorrega pelo meu sexo, enquanto ela toca meu clitóris com a língua para depois voltar a pegar a fruta e repetir a ação.
Oh Deus..., oh Deus!
Meu corpo reage.
Suspiro... e enlouqueço quando a boca de Emma toma a minha.
Me beija...
Me desfruta...
Me deixa louca...
Enquanto Laura suga meu inchado clitóris e eu levanto a pélvis da mesa, disposta a oferecer mais a ela.
—Assim..., amor..., assim..., - murmura Emma ao notar a minha entrega.
Durante vários minutos sou o manjar das duas sem poder ver nada. Só sei que uma desfruta entre minhas pernas e a outra desfruta com minha boca. Mas o melhor sou eu que desfruto das duas.
Que maravilha!
Logo, Emma se retira da minha boca. Levanto o pescoço em sua busca, mas não a encontro e com a máscara, não a vejo.
Quero seus beijos...
Quero seu contato...
Quando sinto que jogam água de novo sobre meu sexo, sei que vão trocar o jogo.
Laura se retira e ouço a cadeira circular a mesa até chegar à altura da minha cabeça. Segura minhas mãos e depois de beijar os nós dos dedos, murmura:
—Agora você vai receber tudo e mais um pouco do que tua linda e voraz mulher tem a te proporcionar.
As mãos de Emma me tocam. As reconheço. Sorrio e segurando firme minhas coxas as separam com força e com uma estocada certeira me penetra de uma vez só com seus ágeis dedos.
Seu gemido rouco me deixa louca.
Minha respiração acelera. Laura solta minhas mãos e Emma levantando-me da mesa, diz, tirando a máscara:
—Encaixe-se mais em mim.
Arrepio...
Suspiro...
Enlouqueço.
Enquanto a mulher que adoro me penetra uma e outra vez e olho em seus olhos sem necessidade que o peça.
Oh Deus, seu olhar!
Seus olhos me perfuram, falam, me dizem o que querem, enquanto Laura bate na minha bunda deixando-a avermelhada como ela gosta.
De novo, Emma me penetra forte e nesse instante, Laura tira a cordinha das bolas anais. Tira uma e me dá um tapa. De boca aberta pelo que estou sentindo, dou um grito. Isso as enlouquece.
Emma sorri e me aperta com força, voltando a me penetrar.
Nova penetração.
Nova retirada de bola e tapa.
Novo grito meu.
Uma a uma, as suaves bolinhas saem de mim, e eu me entrego enlouquecida, enquanto Emma me tem e com seus dedos me fode cada vez mais rápido.
—Assim...docinho...assim. Olhe pra mim e desfrute.
Quando saem de mim todas as bolas anais que Laura colocou, esta vai para o lado e Emma toma a iniciativa do nosso momento. Caminha até a parede me apoia nela e devorando minha boca como só ela pode fazer me penetra uma e outra vez... e outra vez. A força de suas estocadas me parte em duas, mas eu gosto. Com a mão livre aperta minha bunda enquanto eu me abro mais e mais para ela.
Nossa alegria é imensa. Não quero que acabe. Quero que suas penetrações durem eternamente. Seus gemidos roucos me enlouquecem e quando acredito que vamos explodir soltamos um gemido ao mesmo tempo e depois de uma ultima investida, gozamos e nos deixamos levar pelo prazer.
Com seus dedos alojado dentro de mim, esgotada apoio minha cabeça em seu pescoço. Adoro seu cheiro. Seu contato. Fecho os olhos e me abraço mais a ela, enquanto meu amor me abraça também, sei que ela sente tudo o que sinto.
Após alguns instantes, nossas respirações se normalizam e como sempre pergunta no meu ouvido:
—Tudo bem?
Concordo e sorrio.
Emma caminha até a mesa e me deixa sobre ela. Quando se afasta de mim, Laura se aproxima e segurando minha mão beija os nós dos meus dedos e murmura:
—Obrigado, deusa.
Eu sorrio e sem um pingo de vergonha por minha nudez, pego a calcinha que está sobre a mesa e enquanto coloco, desejando uma ducha, respondo:
—Obrigada, eu quem agradeço.
Duas horas mais tarde, depois de tomarmos um banho no quarto que nos foi atribuído e nos arrumamos para o jantar, eu e minha garotona voltamos para o salão que já está cheio de gente.
Não conheço ninguém, mas todos me cumprimentam com um grande sorriso. São a família e os amigos de Laura. Emma conhece todo mundo e me surpreende vê-la tão relaxada e feliz.
Claro, quando ela quer a filha da puta é um amor!
A família de Laura é encantadora e seus pais são maravilhosos. Como tratam Emma, pode-se ver que eles a consideram muito e quando me apresentam como sua mulher, eles me abraçam e com doces gestos mexicanos, me mimam e me dizem coisas maravilhosas.
Sem demora, todos me cumprimentam, tios, primos e amigos de Laura me fazendo sentir muito especial. Eles me lembram do povo de Jerez, acolhedor e carinhoso. Sorrio quando vejo Emma com o bebê da irmã de Laura nos braços e me olha.
Oh Deus! Como coça meu pescoço!
Quando me vê coçando, minha Icewoman solta uma gargalhada e eu sorrio também.
Logo vejo um rosto amigo, o primo de Laura!
Com um sorriso encantador Juan Alberto cumprimenta Emma e se aproxima de mim, o recém-chegado me olhando pergunta:
—Posso te cumprimentar sem que minha vida corra perigo?
Eu sorrio.
Cada vez que lembro as coisas que disse ao pobre coitado certo dia tenho que rir, mas gosto de ver que ele reagiu bem. Se fosse eu, com meu mau jeito, ainda estaria o crucificando.
O encontro com essas pessoas é agradável e logo observo Graciela a assistente de Laura. A jovem permanece em segundo plano. Neste momento, se aproxima de nós, Cristina, a mãe de Laura e pegando o braço do sobrinho Juan Alberto, ao qual chama carinhosamente de Juanal, lhe pergunta:
Eu sorrio.
—É verdade que você vai com eles para a Espanha amanhã?
—Sim, tia.
—E você vai fazer o que? Se é que posso saber!
Juan Alberto sorri e com carinho responde:
—Quero visitar a Espanha e alguns países da Europa para ver se posso expandir meu negócio.
—Mas em breve você voltará certo?
—Claro que voltarei tia! Minha empresa é aqui e minha vida é no México.
Vejo que a mulher balança a cabeça. Não sei o que pensa, mas não parece muito convencida do que ele diz, quando ouço o que Laura diz se divertindo:
—Eu também vou, mãezinha.
Eu ri. Divirto-me com Laura e suas caras de diabinho.
—E o que você vai fazer lá, sua sem vergonha, você passa metade da sua vida fora.
— Mamãe... mamãezinha linda, minha empresa é internacional e requer que eu viaje muito. Mas desta vez fique tranquila, Graciela me acompanhará.
O rosto da mulher se transforma. Sorri e encantada diz:
— Oh, eu gosto mais disso. Ela controlará mais os seus horários.
Volto a rir.
Para controlar Laura nem Deus. Quando eu acho que a mulher vai desistir, me olha e diz:
— Querida...arrume um boa mulher para meu sobrinho. Juan necessita de uma bonita e carinhosa esposa, que cuide dele e o mime.
— Escuta... aproveite e arrume uma para mim também – se diverte Laura.
Sua mãe olha para ela, diante de todos, abaixa a voz e cochicha:
—Você se quisesse já tinha! Já te disse mil vezes.
Laura disfarçando o olhar olha para Graciela que está com o filho de sua irmã nos braços, e murmura:
—Mãezinha, pare com isso.
Juan Alberto ao ouvi-la, olha para sua tia e apontando para um par de amigos de Laura que estão ali, diz:
—Tia, o que menos necessito é uma esposa. Agora que voltei a ficar solteiro posso ter muitas...
— Deixe de ser um idiota e arrume uma mulher nas condições certas. É isso que você precisa! – diz a mulher e olhando para mim acrescenta: - Eu não sei o que acontece com essa juventude. Ninguém quer ter algo tão bonito como você e Emma.
—É que Regina é um amor, Cristina – esclarece Emma me agarrando pela cintura. – Mulheres como a minha pequena não tem muitas... pode acreditar. Por isso quando a conheci a amarrei ao meu lado até que consegui que fosse minha mulher.
Pufttttttttttttttt!
E Puftttttttttt!
Se me cortar com uma faca, não sangro.
Mas que coisa mais bonita e romântica que disse minha mulher.
Como a devoro... ah devoro com meus beijos!
Muito apaixonada, apoio a cabeça em seu braço e respondo ao ver a carinhosa expressão da mulher:
—O bonito é encontrar alguém especial e eu tive a sorte de conhecer a Emma.
Minha menina ao ouvir minha resposta me aperta mais a ela e Cristina pergunta:
— Não tem uma irmã para apresentar a Laura?
A gargalhada que Emma solta é tão monumental que Laura diz:
—Sim, mamãe, ela tem, mas segundo a Regina, sua irmã não me convém.
—Ela é tão má?
Agora que dá gargalhadas sou eu e respondo:
—Não, Cristina. Especificamente é muito boa e inocente para sua filha.
Antes que me perguntem mais coisas sobre minha irmã, Laura pega a mão de sua mãe e leva todos para mesa onde jantaremos.
Durante a noite, várias amigas de Laura, por certo umas assanhadas, nos acompanham. Para o meu gosto são umas escandalosas e acredito que para o gosto de Cristina, a mãe da anfitriã, também são. A maneira que se aproximam de Laura e Juan Alberto não é certa e quando pensam de fazer com Emma, dou um olhar de “arranco seus olhos” e no final passam por ela. Emma sorri!
Depois do jantar, passamos ao enorme salão, onde bebemos e conversamos. E como sempre acontece nas festas de família, ao final, Laura pega sua guitarra, chama seu pai e sua mãe, formando sua banda, e começam a cantar músicas típicas.
Estou certa que se a festa fosse à Espanha, meu pai e o Bicho cantariam uma das nossas músicas típicas.
Que talento!
Alucinada, escuto a mãe de Laura e sua voz relembra tristemente a desaparecida Rocío Dúrcal.
Que força tem essa mulher para cantar o que propôs!
Meu pai tem todos os seus discos e sorrio ao relembrar como cantarolavam meu pai e minha mãe. São lindas recordações!
Uma vez que terminam a canção os aplaudo, e sem pestanejar peço que cantem "Se nos Dejan". Emma me olha e sorri. Oficialmente é a música de nossa lua de mel.
Cristina não hesita por um segundo e sua filha se junta a ela.
Oh Deus... Que lindo! Que vozes incríveis elas tem!
Sentada sobre minha esposa , que me agarra com força, escuto essa bonita, romântica e apaixonada música. Quando terminam, Emma me beija e fala no meu ouvido:
—Te amo pequena.
Depois de várias canções, me fazem cantar uma minha.
Sou espanhola!
Minha mãe... minha mãe...vou morrer!
Emma me olha e sorri. Ela sabe que quando se trata de farra eu sou um terremoto!
Eu canto Macarena e eles morrem de rir. Mas todos conhecem!
Quando acabamos a música com seus correspondentes passos de dança, o pai de Laura, que toca muito bem, pega a guitarra e toca uma rumba e eu mais alegre que umas castanholas, começo a dançar no estilo Rosarillo Flores, jogo meu cabelo e uso todo o talento que tenho dentro de mim.
Viva o poder espanhol!
Quando termino, Emma aplaude orgulhosa e todos a parabenizam pelo talento que tem sua mulherzinha.
Quando estamos mais tranquilos, fixo meu olhar em Graciela e vejo como ela observa Laura se movimentar pelo salão. Dá pena. Sei que sofre por sua chefe, mas não pode fazer nada para alcançá-la.
Enquanto Emma conversa com os pais de sua amiga, decido dar uma volta pela festa e acabo ficando ao lado de Graciela, que me olha e sorri, ainda em seu olhar vejo algo que não tinha visto pela manhã: ressentimento. Sim, quando ela olha para Laura o faz com autêntica admiração.
Ah, que bonito! Isso me faz sorrir e pergunto me concentrando nela:
—Quanto tempo trabalha para Laura?
A jovem me olha diretamente e responde:
—Uns quatro anos.
Concordo. Quatro anos são muitos anos para desesperar e curiosa, pergunto:
—E como é Laura como chefe?
Ela timidamente retira o cabelo do rosto e com resignação diz:
—É uma boa chefe. Ocupo-me que esteja bem em sua casa e que não te falte nada.
Sorrio consciente que ainda que fosse uma tirana nunca me confessaria. Uma dor na minha barriga me faz xingar. Foda-se! Tenho certeza que ficarei menstruada. Quando estou perdida em meus pensamentos, a jovem fala em voz baixa:
— Em algumas ocasiões é desconcertante, mas agora mesmo com a visita de vocês e essa festa, está muito feliz. Ela gosta muito de vocês.
Seu sorriso, sua atitude, seu olhar me fazem saber que é uma boa garota e tentando estreitar os laços que me fazem unir a ela, acrescento:
—Sabia que a Emma era minha chefe também? Ela se comportava como Laura.
Isso a surpreende e prestando atenção em mim pergunta:
— A Sra. Swan era sua chefe?
—Sim, mas eu trabalhava em seu escritório não em sua casa.
Sua atitude muda e imediatamente me vê de igual para igual.
—Então me alegra duplamente, que seu amor pode ser real. Que lindo!
—Obrigada Graciela!
Emma e Laura nos olham do grupo onde estão. Sei que cochicham e sorriem enquanto Graciela fica corada. Gostaria de perguntar a jovem muita coisa, mas me contenho. Não quero ser uma intrometida como minha irmã, nem eu mesma me perdoaria. Por isso para cortar minha veia de detetive digo algo para fugir:
— Preciso ir ao banheiro, me diz onde fica?
Graciela concorda.
Caminhamos por um corredor muito amplo, quando para, abre uma porta e diz:
—Te espero aqui para voltarmos juntas, tudo bem?
Concordo e entro no banheiro.
Mãe de Deus! Eu fiquei menstruada!
Consciente de que isso sempre é inconveniente abro a porta e digo:
—Graciela pode me arrumar um absorvente?
—Agora mesmo! Já vou trazer.
A jovem desaparece. Eu fico no banheiro pensando nos familiares e na famosa menstruação quando Graciela volta e me entrega o que pedi, sorrio. Neste momento não sinto dor, mas sei que em algumas horas estarei retorcendo de dor.
Quando termino abro a porta e saio. A jovem me olha. Conheço esse olhar. Sei que deseja algo e lhe pergunto diretamente:
—Quer saber alguma coisa?
Ela concorda e disposta a sanar suas dúvidas a incentivo:
—Vamos.... pergunte.
Olhando para todos os lados, Graciela abaixa a voz e vermelha como um tomate, diz:
—Laura viaja muito para a Alemanha, ela tem alguém especial ali?
Ah pobre menina! Agora entendo toda sua angustia e desejando abraçá-la, contesto:
—Se você se refere a uma mulher, não. Não tem nenhuma especial.
Seu gesto muda. Minha resposta a faz sorrir e agarrando-a pelos braços decido deixar de meias palavras e a empurro para o banheiro, depois que tranco a porta digo a ela:
—Só estou aqui há algumas horas e já percebi que você gosta muito dela.
—Deu para perceber?
—Intuição feminina Graciela. Raramente falha. Já sabe que nós mulheres temos um pouquinho de bruxa.
Nós sorrimos conscientes de nosso sexto sentido.
—E quanto a sua pergunta, te digo que na Alemanha não tem nada especial. Te digo isso por que sei que é assim de fato.
Ficando vermelha até não poder mais, concorda. Sei que tem um grande peso em suas costas, mas sem poder evitar, pergunto:
—Ela sabe?
Envergonhada encolhe os ombros e responde:
—Não sei. Às vezes penso que sim pelo jeito que me trata, mas outras vezes creio que nem sabe que existo. Gostei dela desde o primeiro momento que a vi prostrada na cama. O notei porque me recordou o uma cantora mexina de que gosto muito. Eu trabalhava no hospital quando sua família me ofereceu esse trabalho, não hesitei Era uma maneira de permanecer perto dela. Foi amor a primeira vista.- Eu sorri.- Mas acredito que ela nunca me notou. Me trata bem, é justo e correto com tudo que preciso, mas nada mais.
— Você nunca se insinuou para ela?
—Não.
—Nem sequer um pouquinho?
—Nada.
—Mas nada de nada?
—Nada de nada. Mas não é porque não tenha tentando.
Solto uma gargalhada. Não posso imaginar Laura negando uma proposta sexual.
—Não sou de pedra Regina. Tenho minhas necessidades. Mas está claro, como mulher, eu não a atraio. Eu não existo.
Seu doce tom de voz chega no meu coração e pergunto:
—Você não é mexicana, certo?
Ela sorri e murmura:
—Nasci no Chile especificamente de um maravilhoso lugar chamado Concepción. Embora tenho muitos anos de trabalho no México. Meu pai era daqui. Sou uma mistura chilena e mexicana.
Engraçado, olho para essa jovem que me fez confidências depois de saber que Emma era minha chefe. É uma menina agradável de ver, mas totalmente assexuada. O vestido que usa e o coque muito apertado não favorece em nada.
—Olha Graciela eu não sei se você sabe que Laura não pode...
Ela arregala os olhos.
—Eu sei. Lembra que a conheci no hospital. Eu sei tudo sobre ela. Na vida nem tudo é sexo convencional.
Vai...vai...vai... olha a assexuada!
De boca aberta ao ver que é menos inocente do que pensava pergunto:
—Ah não?
Ela nega com a cabeça e se aproximando mais sussurra:
—Em algumas ocasiões tenho visto seus amigos em seu escritório e no quarto que há dentro do escritório. – Eu olho pra ela e acrescentando diz: - O quarto onde estavam vocês três, eu sei o que passa ali.
—Você sabe?
Graciela concorda.
Agora quem deve estar vermelha como um tomate dever ser eu e entendo o seu olhar de censura.
Mas sem importar com o que eu penso, olha para o teto e diz:
—Oh Deus! Laura é tão quente... tão fogosa!!! – E ao ver que solto uma gargalhada de “não estou acreditando nisso”, a coitada diz rapidamente: - Por favor... Por favor... o que estou dizendo? Por que estou contando isso? Perdão... Perdão.
Ao ver que aterrorizada tampa o rosto com as mãos, me dá pena aproximo dela e digo:
—Fique tranquila Graciela. Não aconteceu nada. – Disposta a saber o quanto sabe, pergunto: - O que você acha dos jogos de Laura com seus amigos?
—Mórbidos e excitantes.
Toma vaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.... com a doce puritana. Quem poderia dizer?
— E você já jogou alguma vez o que ela joga?
Nervosa, suspiro, mas disposta a dar-lhe toda a confiança do mundo reconheço:
—Sim, eu tenho jogado, mas fora destas paredes negarei que disse. E você?
Surpreendida pelo que acabo de dizer, titubeia e finalmente responde:
—Depois de ver o que ela fazia, pesquisei e conheci algumas pessoas com quem jogo e fantasio que é ela. Mas com Laura nunca me atrevi.
—Mas você faria?
Concorda sem um pingo de dúvida e eu sorrio. Está claro que o mórbido e o sexo agradam a todos nós. Como diz Emma, existem os que desfrutam e existem os que passam metade da vida pensando o que gostariam de desfrutar.
No final ao ver o rosto de interrogação de Graciela, finalmente digo:
—Fique tranquila Graciela, você me confiou um segredo e eu não serei a pessoa a revelá-lo. Espero que guarde o meu também.
—Não duvide Regina.
— Agora é o seguinte, se você gosta de Laura – insisto- acredito que deve fazer alguma coisa para chamar sua atenção.
—Eu fiz de tudo, mas ela não me vê.
Sem querer ofendê-la, acrescento:
—Talvez se você se vestisse de outra maneira, isso mudaria, não acredita?
Tocando o coque apertado diz:
—Se eu tiver que me vestir do jeito de suas amigas idiotas pare que ela olhe para mim, não farei.
—Não me refiro a isso Graciela. – a corto e pergunto: - É verdade que vai acompanhar Laura a esta viagem à Espanha e depois a Alemanha?
Emocionada, concorda. Disposta a ajudá-la, digo:
— Incrível! Pois amanhã eu e você teremos um dia de garotas. Nós iremos às compras enquanto elas tratam de negócios, o que você acha?
—Faria isso por mim?
—Claro que sim! Nós mulheres temos que nos ajudarmos ainda que às vezes pareça o contrário - respondo convencida que estou me metendo onde não fui chamada.
Neste momento umas batidas soam na porta. Ao abrir vejo que é Emma que com cara de preocupação, pergunta:
—Por que demorou tanto? Aconteceu alguma coisa?
Quando saímos do banheiro, olho para minha esposa e dando um beijo carinhoso em sua boca, respondo:
—Docinho, fiquei menstruada. A coitada enruga a testa. Sabe que vivo na borda quando estou assim. – Com isso, amanhã irei às compras com a Graciela, algum problema? Surpreendida por essa repentina amizade, me olha. Sabe que estou armando alguma coisa. Vejo em seus olhos e responde:
—Por minha parte nenhum e acredito que da parte de Laura também não haverá.
Ao ouvi-la sorrio.
Como é inteligente a filha da puta! Inteligência alemã. Não escapa uma.
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