No dia seguinte, no café da manhã, não vejo Graciela. Onde se meteu?
Estou com cólica. O inferno da menstruação enche meu saco quando vem e quando vai. Ela é assim graciosa!
Ao ouvir o meu gemido, Emma franze a testa. Sabe que estou mal, entende e respeita o meu silêncio. Pela sua integridade física, aprendeu a fazê-lo.
Somos as primeiras a chegar ao jato particular e, ao subir no avião, esparramo-me em uma das poltronas e tomo um analgésico. Preciso que passe esta maldita dor. Não falo. Se o fizer, me dói mais.
Emma senta-se ao meu lado, toca-me a cabeça e diz:
— Odeio saber que sente dor e não posso fazer nada.
— Eu odeio ainda mais – respondo mais perto.
Pobrezinha. Dá-me pena o seu rosto e aconchegando-me contra ela, sussurro:
— Fique tranquila, carinho. Em breve passará e não doerá até ao mês que vem.
Sem mais, a minha loira me abraça e, dolorida, caio nos braços de Morfeu.
Quando acordo, estamos voando e estou sozinha na poltrona.
Emma está sentada com Laura e Juan Alberto, mas quando me movo, já está ao meu lado.
— Olá pequena. Como estás?
Pisco e percebo que a minha dor desapareceu.
— Neste instante, perfeita. Não sinto dor.
Ambas sorrimos e acrescenta:
— Olha que soninho você teve.
—Dormi muito?
Divertida, passa-me a mão pelo cabelo e, beijando-me a testa, responde:
— Três horas.
— Três horas?!
— Sim, amor. – ri a minha garota.
Surpreendida pela sesta (cochilo), vou dizer algo quando pergunta:
— Quer comer?
Concordo. Dormi como um urso polar e tenho fome.
Nesse momento, abre a porta do banheiro e Graciela sai.
Ao ver-me, seus olhos se iluminam e rapidamente senta-se ao meu lado. Emma diz:
— Direi à comissária que traga algo para vocês comerem.
Assentimos e, quando ficamos sozinhas, ela murmura com dissimulação:
— Laura perguntou-me onde estive à noite.
— E o que disse?
— Que jantei com uma amiga.
Ao recordar do seu encontro excitante, pergunto:
— Foi bom o teu encontro com o casal ?
Graciela sorri, assente e responde com voz baixa:
— Assustaram-se ao ver o meu novo visual e passamos muito bem.
Sem poder evitar, soltamos uma gargalhada que faz com que as mulheres à nossa frente nos olhem. Emma sorri, mas Laura está séria e, quando deixam de olhar-nos, murmuro:
— Uaaaaau… Acho que alguém está chateada.
Ela concorda e, encolhendo-se mais na poltrona, cochicha:
— Laura queria saber o nome da minha amiga e quando não lhe disse, ficou danada da vida.
Isso me faz sorrir e, olhando-a, digo:
— À noite, no jantar, quase não falou e esteve o tempo todo olhando para o relógio. Quando Emma e eu fomos dormir, ela ficou sozinha na sala.
— Quando voltei, às três da manhã, estava ali mesmo, acordada.
Boquiaberta, exclamo:
— Mas, o que me diz?
— Sim – ela sorri -. Estava lendo na sala. Quando entrei, não me dirigiu a palavra e fui diretamente dormir. Minutos depois ouvi que entrava no seu quarto.
Alucinada, olho para Laura e me dou conta que nos observa. Estou surpreendida. Não é possível que tudo vá tão rápido entre elas e, olhando-a nos olhos, insisto:
— Vamos lá, Graciela, quando você se insinuou para Laura, ela nunca te respondeu?
— Nunca.
— Mas não disse ao menos alguma coisa?
Nesse momento chega a comissária de bordo e, depois de deixar umas bandejas diante de nós com alguma comida, Graciela diz:
— A última vez que tentei, foi há um ano e disse-me que não voltasse a tentar, porque ela não poderia me dar nada do que eu desejava e não queria me decepcionar.
— Oh…
— Lembro-me que não aceitei bem esse fora e que durante um mês fiquei sem falar com ela. Até procurei outro trabalho através dos classificados do jornal e ela, ao dar-se conta, irritou-se. Não queria que trabalhasse para outra pessoa. O incrível foi que no mês seguinte dobrou meu salário. Quando lhe disse que eu não lhe tinha pedido nenhum aumento, ela respondeu que já que não podia dar o que eu pretendia, ao menos queria me ter satisfeita no plano financeiro, para que não fosse trabalhar para outra pessoa.
Pois bem… Aqui há um tema para explorar! E, segura do que digo, exclamo em voz baixa:
— Meu Deus, Graciela, o que acaba de me contar confirma que ela gosta muito de você.
— Não, não gosta. Ela nunca faz a menor menção.
— E porque aumentou seu salário sem que você pedisse?
— Não sei. Laura é muito desprendida do dinheiro.
— Não será que é desprendida contigo porque gosta de você?
— Não acredito.
— Pois eu penso que sim. Gosta de você. Nenhum chefe sobe o salário assim, desse jeito.
— Acredita nisso?
Concordo. Ainda lembro quando Emma me propôs acompanhá-la naquela viagem pelas delegações da Alemanha e me disse que eu fixasse o salário.
— Graciela, esse mulher, eu te digo, baba por você.
— Meu Deuuuuuuuuuuuuus – murmura, vermelha como um tomate.
De novo, Laura nos observa. Eu lhe dou uma piscada. Coitada, se soubesse do que falávamos! Ela sorri e afasta o olhar.
— Ai, Graciela, e logo dizem, e é verdade. Nós mulheres, somos todas estranhas – Ambas sorrimos —Eu digo que Laura gosta muito de você, como você gosta dela. A sua reação é muito exagerada para o pouco que fez. Mas o que está claro é que você lhe interessa e ela está demonstrando com os seus atos.
— Ai, Regina, não me diga isso que fico aflita.
Soltamos uma gargalhada e, tampando-me a boca, digo:
— Aflita vai ficar ela quando chegarmos a Jerez e os meus amigos te atirarem flertes de todos os lados.
Em Jerez, a nossa chegada é uma bomba
O meu pai quer ir nos buscar no aeroporto, mas Emma já organizou tudo e um homem nos entrega as chaves de um Mitsubishi Montero de oito lugares, igualzinho ao que temos na Alemanha. Ao ver que a olho surpreendida, minha icewoman diz:
— Comprei este carro para quando viermos a Jerez, gosta?
Assombrada, concordo e sorrio. Emma é uma controladora e gosta de tomar as rédeas.
Entre risos, vamos todos a Jerez, quando chegamos diante da casa que Emma comprou, eu vejo uma placa que diz “Vila Moreninha”, desfaço-me, enquanto a minha mulher, divertida, desfruta, me vendo rir.
Dou-lhe um beijo gostoso e ela aceita.
Depois aperta um controle no porta-luvas para abrir o portão preto e eu não posso deixar de sorrir. Encantam-me as surpresas e ver que tudo está tão bem cuidado, volto a emocionar-me.
Ela comenta comigo que encarregou o meu pai de contratar alguém que cuidasse do lugar, ainda que não estivéssemos. Quando para o carro, a primeira a descer sou eu. E, encantada, olho para os meus convidados e digo:
— Bem-vindos ao nosso lar em Jerez.
Ao entrar em casa, rapidamente ligo para o meu pai e aviso que em uma hora estaremos em sua casa. Ele, encantado, preparou um jantar e nos espera feliz, com a minha irmã, Flyn e Grace.
Rapidamente, e como anfitriã de Vila Moreninha, organizo como irão dormir os convidados. Há quartos para todos e, depois de lhes dar um tempo para um banho, entramos no Mitsubishi e vamos para a casa do papai.
Estou ansiosa para vê-lo.
Ao estacionar o carro na rua, vejo emocionada que Flyn e Grace correm até nós.
Os meus pequeninos!
Espero só o tempo de Emma parar o carro, abro a porta e desço. Eles atiram-se sobre mim e eu, mais feliz que uma perdiz, ( Perdiz é uma ave galiforme capaz de correr e esquivar-se com grande rapidez.) abraço-os enquanto a minha sobrinha grita emocionada:
— Titiaaaaaaa…. Titiaaaaaaaa, o que trouxe para mim?
— E para mim? — pergunta Flyn.
Raios os partam!
Mas incapaz de chatear-me com eles, beijo-os e respondo:
— Uma montanha de presentes. Agora, vamos, cumprimentem e…
Mas Flyn já se atirou nos braços de sua tia Emma e, como sempre, emociono-me ao ver o carinho que professam. Logo a minha sobrinha, que é mais bruta que um mastodonte ( Mastodonte é um mamífero fósssil, ele é meio que um vizinho do elefante kkkk. É assustadoramente bruto.), lança-se como uma bomba contra eles, Emma perde o equilíbrio e os três acabam espalhados no meio da rua.
Laura e sua companheira riem e Emma, divertida, diz olhando-me:
— Regi, docinho, me ajude!
Rapidamente, aproximo-me dela. Estendo minha mão, segurando-a, a sem vergonha, me puxa e acabo também no chão, junto com ela e às crianças. Simplicidade, amor e risos, me sinto muito bem!
Depois desse momento divertido, quando por fim conseguimos nos levantar, o meu pai que já chegou até nós , olhando-me, diz abrindo os braços:
— Como está a minha moreninha?
Corro até ele.
Abraço-o…
Adoro-o…
Sou louca pelo meu pai e, emocionada ao ver a sua cara, respondo:
— Muito bem, papai. Feliz e loucamente apaixonada por esta cabeçuda.
Emma aproxima-se e primeiro estende a mão ao meu pai e depois finalmente o abraça, apresenta-o a Laura, Graciela e Juan Alberto.
Depois de cumprimentar os vizinhos, que amavelmente saíram para nos receber, entramos em casa e pergunto:
— Papai, onde está Mary?
— Acabou de dar banho na Lucy, docinho. Vá até o seu quarto e vai encontrá
la.
Ansiosa, entro no meu antigo quarto e sorrio. Ali está a minha louca irmã, secando sobre o trocador a pequenininha, que já tem um mês e pouco. Sem fazer ruido, aproximo-me de Mary e, abraçando-a por trás, murmuro, aspirando o cheiro de sua colônia:
— Oieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.
O seu grito não tarda a chegar e, virando-se, diz:
— Sua loucaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa…
Divertidas, nos abraçamos e nos beijamos. Temos tantas coisas para contar que falamos as duas ao mesmo tempo sem parar, até que a pequena Lucy faz um ruído e nós duas a olhamos:
— Minha nossa, mas quanto cresceu essa pequenininha!
Mary concorda e, com a típica voz que todos fazemos quando um bebê está perto de nós, diz tocando as bochechas da pequena:
— Está muiiiitooo gostosinha, não é? Não é verdade, coisssssssssssssssinhaaaa bonitaaaaaaaaaaa?
Emocionada ao ver a menina, aproximo-me dela e, depois de lhe dar um beijo e sentir o cheiro do seu perfume de bebê digo no mesmo tom de voz cantada da minha irmã e pegando sua mão, digo: —Oláaaaaaaaaaaaa, titiaaaaaaaaaaaaaaa. Sou Luuuuuuuuuuuuuuuucy.
— Oláaaaaaaaaaaaa, docinhoooooooooo Apuffffffffffff… Apuffffffffffffffff…
— Requetupuchuflusssssssssssssssssssssss...
A pequena fecha os olhos. Tenho certeza que se pudesse nos responder, nos mandaria plantar batatas por sermos tão tontas e idiotas.
Mas, porque estamos balbuceando?
Porque sempre diante de um bebê utilizamos esse tipo de palavreado tão esquisito?
Por fim, a pequena treme e minha irmã rapidamente começa a vesti-la antes que fique com frio.
— Na cozinha da sua casa tem o que me pediu.
— Fez o bolo de chocolate?
— Sim. – Sorri -.O difícil foi fazer com que as crianças não me vissem enquanto preparava, mas consegui. Tudo para a minha cunhadinha. Coloquei em uma Tupperware ( recipiente de plástico utilizado para acondicionar alimentos.) na sua casa. Está no fundo da geladeira, atrás das Coca-Colas.
Sorrio. Amanhã faz um mês que Emma e eu estamos casadas e quero surpreender a minha esposa.
— Maluquinha, tem que ir ver os convidados, agora deixe eu e a Lucy.
Dou-lhe um beijo e saio disparada até ao jardim, onde ao chegar vejo que todos se acomodaram ao redor da mesa enquanto tomam umas cervejas. Laura e o meu pai falam sobre as rosas que ela planta. São surpreendentes. As rosas mais bonitas que vi em toda a minha vida, enquanto Emma e Flyn fazem confidências e Graciela e Juan Alberto ouvem. Grace ao ver que apareci, diz rapidamente:
— Titia, a tia Emma disse para que você nos dê os presentes.
Ela sorri e aproxima:
— Disse-lhes que foi você quem os comprou e você...
— Nada disso querida – esclareço divertida -. Os presentes nós duas compramos e daremos nós duas.
Ansiosas, as crianças não param de olhar a enorme mala que levamos. Por fim, Emma põe sobre a mesa do jardim, abre e juntas começamos a entregar os embrulhos, quando, de repente, como se tratasse de um terremoto, aparece a minha irmã, mais louca que nunca, com o cabelo apanhado num coque, com o bebê numa mão e na outra o celular e, sem mais, deixa a pequena Lucy nos braços de um desconcertado, Juan Alberto, que não sabe o que fazer com o bebê, e, dando a volta, diz:
— Olha aqui, já disse que não! Este fim de semana não tem jeito. Tenho planos.
Todos a olhamos. Está muito nervosa quando usa essa voz grave. Olho o meu pai, que balança a cabeça, enquanto uma graciosa Mary caminha até a piscina e, parando bruscamente, acrescenta:
— Disse que não. Não quero te ver, Whale. Esquece de mim. Fale com o seu advogado e faça o favor de pagar a pensão das meninas, porque preciso. Ouviu? PRE-CI-SO!
Mas o meu ex-cunhado, o babaca, deve ter dito algo e ela surta:
— Estou cagando para o seu pai, sua mãe e qualquer bicho vivo da tua família. Importa-me uma merda a sua situação pessoal! E sabe porque? – Todos a olhamos e não se ouve uma mosca -. Porque tenho duas filhas para criar e preciso do dinheiro. Agora preciso que deposite na conta, porque as meninas comem e precisam de mil coisas. Como? – grita de novo -. Você que é um sem vergonha, puteiro e com complexo de Peter Pan ( esse complexo dar-se a pessoas que recusam-se a crescerem, sacam?). Ah maduro… babaca, tão maduro! Maduro uma ova! E não volte
a perguntar se nos veremos amanhã porque juro que acabo contigo, nem que seja para te dar um par de tapas nas fuças.
Assustada com o que ouço, não sei o que fazer. Pelas barbas do camarão, que temperamento tem a minha irmã. Mas logo estou consciente que a minha pequena Grace, meu anjinho, está ouvindo o mesmo que eu e meu sangue sobe. Emma e eu nos olhamos e, diante do meu bloqueio, ela diz:
— Olha Grace, a máquina fotográfica do Bob Esponja que comprei pra você.
As palavras Bob Esponja fazem com que a minha sobrinha esqueça a conversa da minha irmã e olhe para Emma.
— Que maravilha, tiaaaaaaaaaaa!
A câmara digital amarela, com o engraçado Bob Esponja, é a única coisa que lhe interessa nesse momento. Menos mal que minha Swan reagiu rapidamente.
Emma dá a outra câmera a Flyn, mas esta é dos bonecos do Mortal Kombat e as crianças ficam loucas. Sem demora, Graciela aproxima-se deles e afasta-os um pouco da mesa para que não ouçam a conversa da minha irmã. Que fica transtornada ao telefone!
Meu pai, angustiado, vai até lá para tranquilizá-la. Pobre homem, o que passou com Mary e comigo. Quando vejo Juan Alberto com cara de desespero com minha sobrinha nos seus braços, corro para pegá-la.
Acho que se ficasse com a pequena por mais um segundo, desmaiaria por falta de respirar. Quando me entrega Lucy, o pobre solta um suspiro de alívio. Que mau bocado passou com a menina!
Com carinho, aproximo o rostinho até o meu rosto e olhando-a digo:
— Oláaaaaaaaaaaaaaaa… cucurucucu
Cucurucucu… aí vou morder suas bochechasssssssssss! Olhaaaa que mordoooooooooooooooooooooo!!!
A pequena me olha e deve pensar que a idiota que balbuciava antes voltou e, logo, Laura diz:
— Combina com você, Regina. Combina muito bem com você um bebê nos seus braços.
Ao ouvir o comentário, olho e vejo que Laura, Emma e Juan me observam. Mas menção em especial a cara de minha mulher. A sua expressão ficou toda derretida e com um radiante sorriso, diz:
— Está maravilhosa com um bebé.
Affffffffffff…e Puffttttttttt....Começa a coçar meu pescoço!
Não. Não quero falar de bebês nem destas besteiras. Sem pensar, procuro alguém para entregar a pequena e Emma, aproximando-se, estende-me os braços. Entrego-a como um pacote e logo ouço-a dizer com o seu sotaque alemão:
— Oláaaaaaaaaaaaaaaa…Oláaaaaaaaaaaaaaaaa maravilhosaaaaaaaaaaaaaaaaa… Sou a tia Emma. Como está a minha menina bonitaaaaaaaaaaaaaa?
Vamos lá…. Outra que fala balbuciando?
Emma senta junto a Laura e as duas começam a dizer-lhe gracinhas e cantam canções à pequena Lucy, enquanto eu olho o meu pai e leio nos seus lábios como pede tranquilidade a Mary quando ela fecha com fúria o telefone. Está chateada e quando a minha irmã se chateia, não tem medida. É blau blau. Já era!
Os nossos olhares se encontram. E quando estou a ponto de ir falar com ela, muda a expressão e, como a melhor atriz de Hollywood, aproxima-se de nós e diz a Emma:
— Olá cunhada, como você está?
— Bem. E você?
Mary encolhe os ombros e solta inalterada:
— Como dizem, fodida e mal paga, mas contente.
Emma e ela se beijam com carinho e, olhando para ela, insiste:
— Tem certeza que está bem?
Mary concorda e Laura, segurando suas mãos, diz:
— Mas o que está acontecendo, minha bela espanhola?
A minha irmã ofega, olha em volta e, depois de ver que Grace não está por perto, explica:
— O meu ex quer me deixar louca, mas antes eu o enloquecerei! Bem sério!.
Emma me olha e eu rapidamente digo:
— Mary, te apresento Juan Alberto. É primo de Laura e passará uns dias na Espanha.
— Prazer em conhecê-lo – responde, sem olhá-lo.
Ele, que não tira o olho dela, concorda e então vejo que olha para Laura com cumplicidade e murmura:
— Deus, que mulher.
Nesse momento aparecem Grace e Flyn com Graciela e começam a tirar fotos de nós com as suas novas câmeras. Meia hora mais tarde, o meu pai nos agracia com um incrível jantar, onde não faltam o bom presunto, camarão, cação curtido e salmorejo.
Na manhã seguinte, o meu despertador toca ás seis e meia da manhã. Rapidamente desligo-o. Estou morta! Que sono! Mas quero surpreender Emma. É o nosso primeiro mês de casadas! Eu quero levar para ela o café da manhã na cama.
Olho-a com carinho. Está adormecida e, como sempre acontece, sinto um desejo tremendo de abraçá-la. Mas, claro, se a abraço, a acordo e não poderia fazer a surpresa que tenho preparada.
Levanto com cuidado, vou ao banheiro e, devagar, fecho a porta. Rapidamente tiro o pijama, tomo banho e coloco a camiseta que comprei para Emma e penteio o cabelo. Já não estou mais menstruada. Ótimo!
Contemplo o resultado, sorrio, saio do banheiro e do quarto. Quando chego à cozinha, procuro atrás das Coca-Colas, como disse minha irmã, e encontro uma Tupperware rosa. Mary é uma artista, preparo dois cafés com leite, churros e bolachas ( que é a mesma coisa que biscoitos U_U ), coloco o bonito bolo no centro e pego uma faca para cortá-lo.
Ficou lindo!
Tiro uma foto com o meu celular como uma lembrança. Afinal, é o nosso primeiro mês de casadas.
Feliz por surpreender minha esposa, volto para o quarto.
Quando entro, aproximo-me da cama, toda sedutora. Coloco a bandeja na lateral e deixo o bolo ao meu lado, enquanto cantarolo a canção que inventei:
Feliz... feliz... mesversário de casadasssssss.
Alemã que a espanhola conquistou,
Que sejas feliz ao meu lado
E festejemos muitos anos maaaaaaaaaaaisssssssss.
Emma abre os olhos e, ao me ouvir, sorri. Como regra ela sempre me acorda, mas desta vez é o contrário. O seu sorriso me faz ofegar e quando vê a camiseta vermelha que uso, que diz “Viva a Moreninha” eu digo:
— Felicidades, querida! Hoje completa trinta dias que estamos casadas.
Abraçando-me, põe-me sobre ela e, olhando divertida a minha camiseta, lê imitando o sotaque mexicano com o seu sotaque alemão:
— Viva a Moreninha!
Nós duas rimos e, cheia de felicidade, murmura com carinho:
— Foram os melhores trinta dias da minha vida. Agora quero ter muitos mais.
A sua boca procura a minha e me beija. Nem quando acabou de acordar o seu hálito cheira mal.
Chupa-me o lábio superior… depois o inferior e, finalmente, dá-me a sua maravilhosa mordida.. Oh simmmm…
Adoro que faça isto!
A sua respiração acelera e a forma de me abraçar fica mais intensa. Rapidamente, tira a blusa vermelha, que cai no chão. Adeus! “Viva a Moreninha”.
Encantada, deixo-me levar pela paixão do momento, quando Emma, sem que eu pudesse fazer nada , levanta-se, me levanta no ar e, ao deixar-me cair na cama, ouve-se: Puuuuuuuuuuummmmm!
Surpreendida pelo ruído, me olha, enquanto eu fecho os olhos e esclareço:
— Isso não é o que pensa. – Emma levanta as sobrancelhas divertida e eu explico – O que ouviu é o bolo que trouxe para você e que agora está justamente debaixo da minha bunda.
Vejo como os seus olhos baixam até o meu traseiro e ao ver que o bolo de chocolate está amassado, cai sobre a cama e começa a rir. Eu não posso mover. Se o faço, derrubarei todo o bolo e, durante uns segundos, observo-a contorcer-se de tanto ri na cama. Por fim eu faço o mesmo. O que está feito está feito! Quando se acalma, digo:
— O bolo amassou, mas ao menos os cafés continuam inteiros sobre a bandeja.
Emma olha, estende a mão e, apanhando uma xícara, toma um gole tranquila. Boquiaberta, olho-a e franzindo o cenho, pergunto:
— Posso saber o que está fazendo?
— Ué. Comendo.
— Comendo?!
Emma assente, fazendo-me rir e acrescenta:
— E agora quero o meu bolo.
Ao ver as suas intenções, nego com a cabeça.
— Nem pensar!
— Quero o bolo – insiste.
— Ahaha! Nem sonhando.
Mas ao ver a sua determinação, começo a rir e fico sem forças justo no momento em que ela me pega e me coloca com a boca para baixo na cama.
— Emma, não!
Mas não adianta nada o que eu diga. Meu louco amor chupa o revestimento da minha bunda e exclama:
— Hum… é o melhor bolo que comi em toda a minha vida.
— Emma! Protesto, mas ela chupa e chupa e desfruta da sua porção de bolo.
Morrendo por causa disto, vou falar quando ouço o que diz nas minhas costas.
— Delicioso manjar.
— Era parte do presente.
— Genial! Logo me lembro de te dar o seu.
— Tem um presente para mim?
— Duvidava? – E antes que responda, acrescenta - : Como você disse, é o nosso mesversário!
Divertida, vou dizer algo, quando me vira e me deixa de frente para ela e diz:
— Quero você, Regina.
Coloco a mão sobre o bolo amassado, pego um pedaço e disposta a seguir com o jogo, lambuzo meus peitos. Continuo até o umbigo e termino no meu monte de Vénus.
Emma sorri e, decidida a lambuzar-nos, apanho mais bolo e esfrego-o no seu abdomem, seios e ombros.
A lambança está feita!
Icewoman ao ver isso, deita-se sobre mim e me beija. Nesta altura, o bolo está completamente repartido pelos nossos corpos e a cama.
— Sempre me pareceu doce, Regina, mas hoje está mais do que nunca.
Animada, sorrio e Emma começa a chupar meus peitos, enquanto no meu olfato permeia do cheiro de chocolate. Segue a trilha que marquei e abaixa até o meu umbigo e, quando chega ao meu monte de Vênus, aspira o meu perfume e a sua ânsia por mim é tamanha que diretamente me degusta. Abre minhas pernas e a sua língua entra em mim.
Selvagem, retorço-me ao sentir a vibração do meu corpo, enquanto ela, como uma loba esfomeada, agarra-me as coxas e abre mais para ter melhor acesso.
— Oh, sim… sim… - ofego gostoso.
Uma e outra vez, Emma passeia a sua língua pela minha umidade. Os seus dedos, jogadores, rapidamente procuram a fenda e, com dois deles me penetra, a sua língua brinca comigo, arrancando-me ondas de prazer.
A cama se move , enlouquecida, agarro os lençóis e tento não gemer. Não quero que o resto da casa acorde. Aperto os calcanhares contra o colchão e me deito para trás até que a minha cabeça cai pela lateral da cama.
Emma segura-me, volta a me colocar no centro e já não posso mover. A minha predadora particular tem as energias no topo. Está fresco e quer o sexo do jeito que nós gostamos. Vejo que morde o lábio inferior enquanto me põe de joelhos, segura -me pela cintura e me contorna.
Adoro como me move na cama. Encanta-me a sua possessão. E como sei o que quer, reclino-me um pouco até ficar de quatro . Coloca novamente seus dedos na minha úmida abertura e lenta e pausadamente penetra-me
— Mais… - exijo.
— Quer mais?
— Sim…
— Ansiosa… - ri divertida.
— Gosto de ser ansiosa. – E suplico -. Mais profundo.
Ouço o seu riso. Encanta-me o seu riso. Dá-me uma palmada que faz barulho e me dá o que lhe peço, aprofunda seus dedos em mim e grito. Mordo os lençóis.
Em seguida, aproxima a sua boca do meu ouvido e murmura:
— Shiuuuu… não grite ou acordará os que dormem.
Uma e outra vez volta a me penetrar enquanto mordo os lençóis para afogar os meus gemidos. Gosto… Adoro o que faz. Gosto do nosso lado animal e incitando-a a que continue, arqueio os quadris e vou à sua procura.
O encontro é devastador e nós duas arfamos mais forte do que o normal.
De repente para. Tira o seus dedos de mim e, me virando, os nossos olhos encontram-se. Enquanto volta a penetrar, sussurra:
— Olhe para mim.
Cravo os meus olhos nela. Na minha deusa, no meu sol, e então sou eu a que sobe a pélvis bruscamente e a faço ofegar. Sorri perigosamente ao meu lado.
Fantástico! Despertei a Icewoman!
Com exigência, passa a mão livre por baixo do meu corpo para imobilizar-me e, caindo sobre mim,me beija enquanto me penetra sem descanso e as nossas bocas ardentes soltam as nossas respirações.
Prazer…
Calor…
Desejo…
E amor…
Tudo isso é o que sinto, enquanto me penetra mil vezes e eu me abro para recebê-la, até que um gostoso espasmo faz com que me arqueie e eu gozo.
Instantes depois, empala-me uma última vez e, com um gemido rouco, cai rendida sobre mim.
Dois minutos mais tarde, Emma rola na cama e deixa-me cair sobre ela. Adora fazer isso. Fica louca ao ter-me por cima.
Temos nossos cabelos lambuzados de bolo e chocolate e me dou conta de que nós duas estamos completamente manchadas.
— Quando a minha irmã te perguntar se gostou do bolo, diz que sim, ou ela me mata.
Emma sorri e responde, com a respiração entrecortada:
— Não se preocupe, amor. Estou totalmente convencida de que foi o melhor bolo de toda a minha vida.
Ambas sorrimos e cinco minutos depois, quando os nossos corpos se colam pelo açúcar, levantamos e vamos diretos ao banheiro. Ali, a paixão embarga-nos de novo enquanto nos lavamos mutuamente, e volto a fazer amor com a minha alemã.
Adorei o qie a Regina preparou pra Emma para a comemoracao de 1mes de casadas ������
ResponderExcluirAdorei linda e continua que já estou com saudades!!
ResponderExcluirvc é ridicula !!! Detestei a emma deixar outras pessoas tocarem a regina !!!!! nao gostei nenhum pouco. So gostei da outra fic
ResponderExcluirPra mim não tem nada a ver, tem muitos casais q se sentem realizados em ver sua parceira se entregando a outra pessoa, depende da cabeça de cada um, e outra vou aproveita pra elogiar essa fic na qual gosto muito, desde o início quando era no nyah q eu acompanho!
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