Ao sair do Mill's, reparei na BMW elegante esperando do lado de fora. O carro era alugado, mas combinava com Emma. Ela estava de pé, esperando-me para abrir a porta, e seus lábios roçaram em minha bochecha antes de eu sentar no banco do carona.
O jeito como me tocava era viciante, como se não fosse capaz de se conter.
Emma sentou atrás do volante. O motor roncou, e nós partimos.
Recostando-me contra o assento, olhei para ela enquanto dirigia, excitada pela confiança com que manipulava o corro potente. Suas mãos pousavam com leveza sobre o volante, os braços bem torneados estendidos exibindo sua beleza. A sensualidade lhe era inerente, e eu estava perdidamente apaixonada por ela. Era capaz de adorar qualquer coisa que Emma fizesse.
Isso não era justo, percebi. Nunca reconhecera seus defeitos, embora sem dúvidas existissem. Nunca reconhecera que poderia haver dilemas em sua vida, circunstâncias e pessoas que talvez a arrastassem em direções distintas, para longe de mim. Nunca fora além da superfície.
Estendi o braço e pousei a mão em sua coxa, sentindo minha palma formigar assim que percebi sua excitação. Aprofundei o toque e me maravilhei com o quanto ela estava molhada. Emma trocou a mão com que dirigia para segurar a minha, sua pele quente e seca.
Ela olhou para mim. "Nervosa?"
"Não." Apreensiva, eu diria, mas não nervosa. "Quero você."
Ela assentiu e acelerou.
Permanecemos em silêncio durante todo o caminho até o estacionamento do hotel e assim continuamos depois de chegar. Emma parou o carro, e passamos por um portão lateral que se abriu com um cartão, entrando num pátio central. Pegamos um elevador, mantendo-nos de pé em lados opostos do espaço confinado, os olhos fixos no outro à medida que os segundos se passavam.
A tensão era tanta que ficava difícil respirar. Inspirei fundo, e meus lábios se separaram. Podia sentir o desejo que irradiava dela, a sede deixando sua postura contraída e afiando seus sentidos para cada reação que meu corpo tinha ao dela.
Eu estava molhada e pronta, sentindo a dor entre as pernas, os seios cheios e pesados. Meus mamilos estavam tão rígidos que pulsavam e se empinavam descaradamente na direção dela.
Seu olhar estava em meu peito, acariciando-me, a língua deslizando ao longo do lábio inferior numa promessa evidente do que ela ia fazer comigo assim que estivéssemos sozinhas.
O elevador apitou anunciando nossa chegada ao andar em que ela estava hospedada, e Emma veio em minha direção, segurando minha mão e me arrastando atrás de si. Depois de atravessar um longo corredor, abriu apressada a porta do quarto e , num instante, estava em cima de mim, agarrando-me com tanta força que meus pés deixaram o chão. Larguei minha bolsa e me segurei nela.
Emma tomou minha boca na sua assim que a porta se fechou, um braço em volta da minha cintura e a outra mão enfiada em meu cabelo, soltando o elástico que prendia o rabo de cavalo. A elegância que havia demonstrado na noite anterior desaparecera, restando apenas a fome animal em seu lugar. Seus lábios apertavam os meus, a língua invadindo-o ritmicamente, convidando-me a escalar seus corpo esguio, forte, e sensual.
Minhas pernas enlaçaram sua cintura, meus braços envolveram seus ombros, enquanto meus quadris se moviam para esfregar em seu sexo coberto. A pressão me enlouquecia, fazendo-me soltar um gemido, as camadas de jeans entre nós atrapalhavam demais para me proporcionar qualquer alívio.
"Emma." Engoli em seco junto à sua boca.
"Aguente aí.", rosnou ela, espremendo-me contra a porta.
Voltei as pernas ao chão e levei as mãos até o fecho da minha calça. Abri o botão e baixei o zíper, forçando-me contra o corpo de Emma, que estava puxando minha camiseta.
Suas mãos encontraram meus seios e os apertaram através do tecido fino do sutiã. Engoli em seco, assustada com a intimidade.
"Meu Deus, você é linda", suspirou ela, os polegares circulando os mamilos endurecidos.
Minha cabeça pendeu para trás, contra a porta, enquanto meus pulmões lutavam por ar.
Emma baixou o rosto e me lambeu através do sutiã, seus lábios me envolvendo. Chupou com força, e me contorci, arranhando a porta atrás de mim.
"Anda logo, Emma. Caramba!"
Vi sua covinha reaparecer, e então ela estava me beijando de novo, o corpo rígido contra o meu, a mão direita descendo entre minhas pernas. Sua maneira apressada e meio atrapalhada com que ia me tocando, me fez rir. E como num piscar de olhos, Emma me agarrou-me as pernas e me deitou no chão, ficando em cima de mim. Rapidamente fomos chutando nossos sapatos. Nossos braços e pernas se entrelaçando à medida que tentávamos nos livras das roupas ao mesmo tempo que lidávamos com a urgência desesperada. Emma arrancou a camisa, me proporcionando com a bela visão de seus seios firmes, emoldurados com um rústico soutien de renda branca. Afoita, ela tirou uma das pernas da minha calça e murmurou ofegante: "É o bastante."
Rasgou minha calcinha e assobiou por entre os dentes enquanto observava meu sexo inchado de excitação. No momento seguinte, abriu minhas coxas e enterrou seus dedos em mim.
Sua primeira investida foi tão forte que me fez arquear as costas.
"Regis."
Com o pescoço rígido, os ombros tensos e o suor escorrendo entre os seios, Emma não podia estar mais linda. Ela ia com tamanha devoção dentro de mim, rápida e forte, bem fundo. Meus calcanhares enterraram-se no carpete à medida que meus quadris se moviam, tentando acomodá-la.
"Espere", arfou ela, segurando-me pela cintura para me manter parada.
"Emma...por favor!"
Ela me fitou com ferocidade, os olhos brilhando na meia-Luz do quarto, iluminado apenas pela luz da rua.
"É isso que você quer"? Ela afastou-se, tirando seus dedos de dentro de mim. E os enfiou de novo.
"Ah", gemi, trêmula. "Não pare".
Com a mão livre, Emma entrelaçou os dedos nos meu e passou meus braços ao redor de sua cabeça. Girando a mão, moveu-se fundo dentro de mim, esfregando-me com perfeição do lado de fora. Com toda a impaciência que tivera para me conquistar, Emma estava se demorando bastante agora que o conseguira.
Seus lábios roçaram minha orelha, e ela sussurrou: "Mostra pra mim. Me deixa sentir você."
Movendo-me na direção dela, envolvi as pernas em sua cintura e a apertei contra mim, gozando com um gemido rouco e dolorido, tremendo de prazer à medida que meu sexo se tensionava em espasmos desesperados ao redor de seus dedos.
"Assim", ela me incentivou com a voz rouca, voltando a se mexer. "Ah, que delícia."
Segurei firme , suas investidas controladas mantendo-me excitada e sedenta. Senti meu corpo se contorcer, preparando-se para outro orgasmo.
"Você esta sendo tão dura", sussurrei, adorando a sensação dela escorregando rudemente dentro de mim.
"É por sua causa." Emma me beijou, a mão livre apertando as minhas à medida que seu braço se projetava de novo e de novo, reivindicando-me com investidas profundas e demoradas. "Regis...você vai me fazer gozar."
Ela acelerou o ritmo, então ficou tensa, a cabeça jogada para trás ao ser dominada pelo orgasmo. Fiquei assistindo, admirada. Com os olhos bem fechados, Emma gemeu meu nome, tensionando o pescoço e gozando com tanta intensidade que atingi o clímax novamente
Virando a cabeça, enfiei os dentes em seu ombro, abafando assim os gritos.
"Regis." Ela me abraçou com força, aninhando o rosto suado ao meu.
Agarrada a ela, ainda sentindo-a dentro de mim, soltei a mordida e apertei os lábios contra a marca que acabara de deixar, desejando que fosse possível ser tão fácil marcá-la como minha.
Emma rolou para o lado, ficou de costas no chão e gemeu. "Acho que morri. Não consigo sentir meu braço."
Eu ri, sabendo bem como ela se sentia. Estava com o corpo inteiro formigando, como se tivesse acordado de uma longa hibernação.
O que infelizmente era verdade.
Ela virou a cabeça para mim. Eu a fitei.
"Oi.", disse, pegando minha mão e levando-as aos lábios.
"Oi." Fiquei examinando-a, observando aquele calor gentil em seus olhos do qual sentira tanta falta.
"Desculpe não ter conseguido chegar à cama."
"Tudo bem." Sorri. "Não tenho do que reclamar."
"Levo você assim que eu voltar a vida de novo."
"Está ficando velha, Swan?", provoquei, sabendo que, aos vinte e nove, ela está no auge.
Emma fitou o teto elaborando. "Estou fora de forma."
"Ah, tá." Cobri o rosto com o braço para esconder minha reação. Não podia pensar dela com outra mulher. Ficava louca louca diante da ideia. "Eu leio o jornal, sabia?"
"Sair com uma mulher e transar com ela são duas coisas completamente diferentes." Ela se aproximou de mim. Segurando meu pulso, Emma puxou meu braço e expôs meu rosto. "Mas é bom saber que você ficou de olho."
"Não fiquei."
Sua covinha apareceu novamente. "Ah, tá."
Ergui o tronco, apoiando-me nos cotovelos, e lambi os lábios. "Vem aqui."
Movi-me em direção a ela.
"Pro chuveiro", disse Emma asperamente, colocando-me de pé e estendendo a mão para mim. "Se não tomar um banho vou fica com gosto salgado."
"Não me importo."
"Mas eu, sim." Emma me colocou de pé. "Depois que tiver sua boca em mim, vou querer que fiquei um tempão lá."
Olhei para ela, analisando-a, achando-a incrivelmente atraente ali de pé na minha frente - alta e de soutien, a calça jeans desabotoada. Ela tinha aparência devassa.
Essa era a Emma que eu conhecia. E amava.
"Olhe para você", murmurou ela, deslizando o polegar ao longo do meu lábio inferior intumescido. "Tão sensual. Tão gostosa e bonita."
"Tá bom." Minha boca se curvou com desagrado enquanto eu avaliava minha situação. Tinha uma das pernas presa na calça, a calcinha rasgada e a camiseta enrolada acima dos seios. Sem duvidas , meu cabelo estava uma bagunça. "Falou como uma mulher que acabou de ter um orgasmo e quer outro."
"Não faça isso." Ela ergueu meu rosto pelo queixo. "Não pode me pedir para te dar tudo o que tenho e depois não me levar a sério. Não é justo."
"Não", concordei. "Não é justo, é?"
Pela forma como ela apertou a mandíbula, sabia que tinha entendido — ela não me levara a sério...e depois me abandonara.
Emma agachou-se para puxar minha calça, liberando minha perna. Em seguida, pegou minha mão e contornou comigo a mesinha de centro de vidro e ferro forjado.
Entramos num quarto com uma cama king-size em que havia uma cabeceira de madeira escura que combinava com a escrivaninha e o armário. Havia uma área de estar perto de uma janela que se entendia até o teto alto, e a entrada para o banheiro era um arco maravilhosamente simples.
Quando Emma acendeu a luz, tentei disfarçar meu assombro, mas fiquei feliz por ela não estar olhando para mim, pois tinha certeza de que havia falhado. O cômodo era enorme, com um chuveiro que poderia acomodar três pessoas e uma banheira de hidromassagem. Havia uma televisão embutida na parede, e a pia dupla estava numa peça da mesma madeira maciça que os móveis do quarto.
Tive que perguntar. "Você reservou este quarto achando que ia me trazer aqui?"
"Torcendo por isso". Emma me soltou para ligar o chuveiro. Deixei escapar um suspiro, impressionada com o imenso chuveiro embutido no teto, que produzia um jato para baixo como o de uma cachoeira. Ela me fitou com um sorriso que me encantou. "Posso terminar de desembrulhar você?"
Uma dor aguda tomou conta de mim. Regis, você é meu presente depois de um dia longo e cheio. Uma das muitas coisas que ela me disse em Las Vegas e que fizeram eu me apaixonar por ela.
Perguntei-me, de repente, se era só seu jeito , e se ela falava aquilo para qualquer uma com quem estivesse. Talvez Emma não tivesse ideia de como bobagens açucaradas como aquelas eram capazes de virar a cabeça de uma pessoa. Ou talvez tivesse. O que me deixava triste.
"Ei." Ela ergueu meu queixo. "Não fique com essa cara. Estou aqui. Por inteira."
"Por quanto tempo? Esse fim de semana?" Afastei-me, com uma sensação incômoda de autopreservação me avisando para sair enquanto por cima. "Não posso fazer isso, Emma."
Ela fez cara feia."Regis..."
Virei-me e corri para o quarto para pegar minhas roupas.
"Que merda é essa?", exclamou ela, segurando-me pelo braço assim que atravessei o batente da sala de estar. "Você quis isso."
"Foi um erro." Um erro terrível. Estava mergulhada demais em meus sentimentos para achar que seria só uma despedida.
"Erro coisa nenhuma." Emma me puxou, obrigando-me a ficar de frente para ela, e me segurou pelos braços, impedindo que escapasse. "Por que fez isso? Você queria vir aqui. Queria dormir comigo."
"Eu queria que você me comesse", rosnei, odiando ver o jeito como ela recuou diante de minhas palavras. "Queria acabar logo com essa tensão para você começar a falar a verdade. Não quero mais essa sua conversinha fiada. É tudo mentira. Você é uma mentira."
"Do que está falando? Isto aqui é a mais absoluta verdade, e você sabe disso."
Soltei-me de seus braços e entrei na sala de estar, sentindo-me uma completa idiota, só de meias e camiseta do Mill's. "Não tenho tempo para isso."
"Tempo de quê? Para mim?" Com passadas largas, Emma me alcançou. Chegou primeiro à minha calça e pisou na barra da perna prendendo-a ao chão.Com os braços cruzados, exibia todo o poder de seu corpo perfeito.
"Não tenho tempo nem paciência para fingir que estamos construindo uma coisa que nunca vamos ter." Prendi o cabelo, tentando me concentrar em manter o controle pelo menos por fora.
Sua carranca se intensificou. "Quem está fingindo?"
Joguei as mão para cima "Por que você fala comigo desse jeito? Toda essa baboseira sobre me desembrulhar e sentir minha falta e...tudo isso! Por que não pode simplesmente ser honesta sobre o que a gente tem, sobre o que a gente sempre teve? Nada além de sexo!"
"Isso não é só sexo", rosnou ela, aproximadamente-se. "Ninguém se apaixona só por sexo.!"
"Ah, então eu tenho que me apaixonar por você? Isso faz você se sentir melhor?" Para meu horror, senti os olhos ardendo com lágrimas. "Você já conseguiu o que queria. Não entendo por que tem de agir como se isso fosse um namoro. Não complique uma coisa que deveria ser simples!"
"Nunca foi simples com a gente." Ela exalou bruscamente e esfregou a nuca com a palma da mão. "O que quer de mim, Regina?"
"Acho que a gente deveria se concentrar no que você quer de mim, já que o que eu quero é irrelevante."
Ela fechou a cara. "Não é verdade."
Levei as mão à cintura. "Quero um compromisso, uma chance, um esforço para tentar descobrir até onde as coisas podem ir entre a gente. Você já arruinou isso. Então só restou o que você quer."
"Quero você."
"Você quer me comer", corrigi. "Por que não pode ser honesta quanto a isso?"
"Regis." Emma balançou a cabeça e soltou um suspiro. "Sou uma babaca com todo mundo na minha vida. Você é a única pessoa a quem dou valor. Não tire isso de mim."
"Está vendo? É disso que estou falando! Por que você tem que falar esse tipo de coisa? Por que não pode simplesmente dizer que gosta de mim ou sei lá o quê....?
"Por que é mais do que gostar de você. Você me enlouquece. Só de pensar em você eu já fica excitada. Vejo você e vejo quem sou. Não tenho ideia do que faz comigo." Sua voz tornou-se perigosamente grave. " Você me faz querer fazer sexo o tempo todo, Regina. Minha vontade é colocar você embaixo de mim e me enterrar bem fundo dentro de você, até fazê-la perder a consciência. Você me deixa sedenta..."
"Cala a boca"! Eu estava tremendo, e minha fome se intensificava numa reação às ondas causticantes de desejo que emanavam dela.
"Você sabe o que estou falando. Também sente o que sinto. Me deixa te dar isso."
"Não!" A recusa doeu fundo, como se eu estivesse imobilizando parte de mim com arame farpado.
"Me dê a noite de hoje." Ela pegou minha mão e apertou com muita força. "Uma noite."
Ri baixinho, mesmo com a visão ficando turva. "Uma noite para depois você me esquecer? Que clichê, Emma. Isso nunca funciona. Sexo bom não deixa de ser bom só porque você fez demais."
"Então vamos ter uma noite de sexo bom. Nós duas queremos isso. Precisamos disso."
"Não preciso disso." Tentei puxar a mão de volta, mas ela não deixou.
"Duvido."
Só a verdade pode funcionar com Emma. Ela lia meus pensamentos com muita facilidade, era um especialista em focar na fraqueza do adversário e explorá-la ao máximo.
"Não posso fazer isso", repeti, sustentando seu olhar. "Não sou como as mulheres com quem você está acostumado a transar. Não posso fazer isso por diversão ou para matar a vontade. Não com você. Na última vez, eu me apaixonei. Não posso fazer isso de novo."
"Você ainda está apaixonada", respondeu ela, sem rodeios. "Me dê uma chance de fazer você parar de se arrepender disso.
Dei as costas para ela, e corri o olhar pela sala de estar, que era maior que meu quarto. "Quero que você me leve de volta para o Mill's."
"Então temos um problema." Emma me abraçou por trás. Com os lábios junto ao meu pescoço, sussurrou: "Quero levar você para a cama, e se você quiser eu fico caladinha."
Fechei os olhos, absorvendo a sensação dela atrás de mim. O calor de seu corpo, o cheiro de sua pele, a carícia suave de sua respiração.
"Você deixou o chuveiro ligado", falei, agarrando-me a algo vazio e muito menos pessoal.
"Eu não quero. Quero que você fique por vontade própria. Quero a Regina que exigiu que a trouxemos aqui e desse a ela o que queria."
Olhei para ela por cima do ombro e vi seus olhos brilhando para mim por entre as sombras que acariciavam o seu lindo rosto. Senti a pulsão dentro de mim, aquela atração inexorável entre nós. Não sabia como eliminá-la ou ignora-lá. Alguma piada cósmica doentia tinha me programado para desejar Emma com todas as fibras do meu ser.
Será que eu tinha o que era preciso para convencê-la a ficar? Eu tinha o que era preciso para fazê-la querer mais...já era um começo.
"Uma noite não é o suficiente", disse, em voz baixa.
"Graças a Deus. Só falei isso para ganhar tempo e convencer você a ficar."
"Você não pode simplesmente ir embora sem se despedir, como da última vez." Virei-me em seus braços. "Quando cansar de mim, quero que me olhe nos olhos e diga que acabou."
Emma estreitou os lábios, mas fez que sim com a cabeça.
"Quero exclusividade."
"Sem dúvidas!" Não vou dividir você com ninguém."
"Estou falando de você", retruquei, secamente.
"Isso é óbvio." Ela segurou meu rosto. "O que mais?"
"Meus horários são irregulares. Meu trabalho é prioridade."
"Eu me encaixai na sua vida antes...posso fazer isso de novo."
Segurei-a pelos pulsos. Podia seguir em frente com minha lista de exigências, mas o que precisava naquele momento era de espaço para colocar as coisas em perspectiva. Precisa de tempo para me recompor, recuperar o fôlego e minha autoconfiança; só então talvez fosse capaz de concluir qual seria o melhor passo a dar. "Quero que você desligue aquela merda de chuveiro e me leve para jantar. Estou com fome."
Emma riu, mas sua gargalhada soou forçada. "Você sempre fica faminta depois do sexo. A gente não pode tomar banho antes?"
"Não." Aproximei-me dela. " Quero que você fique com meu cheiro na pele durante as próximas horas."
Ela soltou um gemido. "Você quer me punir."
"É", concordei. "Isso também."
Nenhum comentário:
Postar um comentário