quinta-feira, 27 de abril de 2017
Peça-me o que Quiser, Capítulo 54
Os dias passam, Laura e Graciela não avançam.
Estão me cansando.
Helena convida Graciela para jantar, ela aceita e Laura não diz nada.
Mas esta mexicana não tem sangue nas veias?
No dia seguinte pergunto à Graciela sobre seu encontro e, encantada, conta que Helena se comportou muitíssimo. Zero sexo.
Honestamente, não estou surpresa. Se há algo sobre Helena, além de ser
maravilhosa, é que ela é uma uma mulher super "cavalheira" e uma boa amiga de seus
amigo.
A escola de Flynn começa. No seu primeiro dia de aula está nervoso. Durante
o caminho, Norbert e eu sorrimos ao vê-lo tão feliz. Ele carrega em sua mochila a
lembrança que fez para a sua amiga especial Luna, está ansioso para entregar- lhe.
Mas sua expressão não é mais a mesma quando vamos buscá-lo à tarde.
Está triste e aflito.
- O que houve? - Eu pergunto.
Com lágrimas nos olhos, meu pequeno coreano-alemão me olha e murmura,
ainda com o presente envolto nas mãos:
- Luna não está mais na escola.
- Por quê?
- Ariadna me disse que seus pais mudaram de cidade.
Oh, meu menino. Sua primeira decepção amorosa.
Que pena. Porque o amor é sempre tão complicado?
Eu o abraço e ele se deixa abraçar enquanto Norbert dirige. Eu beijo sua
cabecinha morena e, tentando encontrar as melhores palavras que meu pai me diria, consigo dizer:
- Ouça Flynn, entendo que você está triste por não ver Luna, mas tem que
ser positivo e pensar que ela, embora não esteja nesta escola, está bem. Ou
prefere que ela esteja mal?
O garoto me olha, nega com a cabeça e diz:
- Mas eu não vou vê-la novamente.
- Isto nunca se sabe. A vida dá muitas voltas e, talvez um dia volte a reencontrar sua amiga.
Meu pequeno não responde e, tentando fazê-lo sorrir, proponho:
- O que você acha de ir comprar alguns presentes para sua tia Emma? Sábado é seu
aniversário.
Concorda. Rapidamente, indico a Norbert que desvie e nos leve a uma joalheria, onde eu sei que há um colar que minha mulher gostará. Custa o valor de um terreno, mas hoje nós podemos nos permitir!
Quando entramos na joalheria, a mim não conhecem, mas a Flynn e a
Norbert sim, e quando eu digo que sou a Senhora Swan, só faltam estender um tapete vermelho e jogar pétalas a meus pés.
Que forte! O que o dinheiro não faz.
Depois de comprar o colar e uma pulseira fina de ouro branco que Flynn
escolheu para sua tia, deixo que empacotem tudo para presente e me entristeço ao
ver a carinha de meu sobrinho. Eu não gosto de vê-lo tão triste, principalmente depois do último mês em que esteve tão feliz. Quando chegamos ao carro, tento fazê-lo sorrir.
- Você sabe que, dentro de dois finais de semana participarei de uma corrida
de motocross com jurgen?
- Viva! Sim?
Concordo e pergunto:
- Você quer ser meu assistente?
O garoto acena com a cabeça, mas não sorri e eu insisto:
- O que você acha se começarmos no próximo fim de semana suas aulas com
a moto?
Sua expressão muda e os olhos se iluminam.
Desde antes de nosso casamento, o pequeno queria aprender a andar de
moto, por isso pedi a meu pai que aproveitasse o verão e o ensinasse primeiro a
andar de bicicleta. Isto me facilitaria a tarefa.
Eu penso em Emma e me treme a carne. Eu sei que essas aulas vão me
trazer mais dor de cabeça, mas também sei que Emma finalmente aceitará. Minha
meninona prometeu mudar sua atitude e tem demonstrado isso.
Flynn começa a fazer perguntas sobre a moto. Eu respondo da melhor forma
possível, até que me olha e diz:
- Tia Emma vai ficar brava, certo?
Desdenhando do fato, beijo-o na cabeça e respondo, convencida de que tem
razão:
- Fique tranquilo. Eu prometo que vou convencê-la.
Mas Flynn e eu estávamos certos. Naquela tarde, quando Laura e Graciela
saem para resolver alguns assuntos de sua empresa, eu falo com Emma sobre o
assunto e ela fica extremamente brava.
- E por que você tem que lembrá-lo? – Ela diz do outro lado da mesa de seu
escritório.
- Ouça Emma. - Respondo olhando a estante com as suas armas. - Flynn estava
destruído pela perda de Luna e eu pensei ...
- Você decidiu trocar Luna por uma moto, certo?
Eu olho. Ela me olha.
Desafiamos-nos como sempre com o olhar e acrescento:
- Antes do casamento você prometeu a ele que aprenderia a andar de moto.
- Eu sei o que eu prometi, Regina. Eu não entendo é porque você teve que lembrá-lo.
Ela tem razão. Como sempre, eu tenho sido muito impulsiva. Não penso nas coisas e faço logo. Porém, como não aprendo a lição, eu acrescento:
- Ele me perguntou também. Dentro de dois finais de semana participarei com
Jurgen de uma corrida e...
- O que você vai fazer?
Oh... oh... Mau momento.
Franze o cenho e noto que fica tensa. Porém disposta que ela cumpra o que
prometeu um dia, esclareço:
- Eu já falei. Você sabe há um mês. Eu lhe disse que Jurgen me avisou desta corrida e você mesma disse que estava tudo bem. Por que então você ordenou que trouxessem a minha moto em seu avião?
Espantada, me olha e pergunta:
- Eu ordenei?
- Sim. E se você tem menos memória que Doris, a amiga de Nemo, não é problema meu! - E antes que diga algo mais, eu acrescento: - Mas, bem, isso não importa agora, o que importa é falar de Flynn.
Emma me olha com o cenho franzido.
- Começando o ano letivo, não quero que se distraia dos estudos. Deixe as aulas de moto para a primavera.
- Como?
- Regina pelo amor de Deus. Flynn não se preocupa em aprender agora ou daqui
um tempo.
- Mas eu prometi que...
- O que você prometeu não é assunto meu. - Me corta secamente. - Além disso, a moto de Hannah ou a sua são muito altas para ele. Teria que comprar uma adequada para uma criança.
- Bommm... - Bufo.
Eu aprendi com a moto do meu pai e aqui estou, inteirinha!
- Olhe Regi, é claro que ele aprenderá a andar de moto, mas agora não é o
momento.
- Agora é sim
Tensão...
Muita tensão.
- Regina... - Sussurra.
Sem enfurecer, respondo:
- Emma...
Fazia um tempo que não sentia essa sensação. Ela me olha com seus olhos
gelados de Icewoman e meu estômago se contrai. Deus, como ela me deixa! E
quando vou dizer que não quero discutir, o telefone toca. Emma o pega, faz um sinal
para mim e eu entendo que é trabalho.
Espero cinco minutos para retomar a conversa, mas ao ver que aquilo se arrasta, eu decido sair do escritório e ir para a cozinha tomar alguma coisa. Quando entro, encontro Flynn sentado. Voltou a estar abatido. Ainda mantém o pacotinho para Luna e, ao me ver olha e diz:
- Eu não quero que você e minha tia briguem.
- Está tudo bem, querido.
- Mas eu ouvi que minha tia está brava.
- Ela está irritada porque a recordei que vou participar de uma corrida de motos, não porque você vai aprender. - Eu minto, e ao ver sua carinha, insisto: - Está tudo bem querido, acredite.
- Sim, sim vai passar. Eu a deixarei com raiva e você irá embora.
Ao ouvir isto sorrio. Meu smurf mal-humorado me ama e isto me enche o
coração. Então, me sento em uma cadeira ao seu lado, e faço que me olhe.
- Olhe Flyn, sua tia e eu nos amamos muito, porém somos muito diferentes em tantas coisas que será muito difícil não discutir. Porém, ainda que briguemos, isto não quer dizer que eu vou embora, porque para eu ir embora e deixar você e ela, tem que acontecer algo muito... muito... muito grave, e isto eu não vou permitir que aconteça, certo?
O menino concorda. Pego-o pela mão e faço que se sente sobre minhas pernas. Ainda que me surpreenda conseguir essa proximidade, quando me abraça e apoia sua cabecinha em meu ombro, murmuro:
- Eu amo seus abraços, sabia?
Noto que sorri e, por mais de cinco minutos continuamos assim, sem falar ou
mover-nos, até que ele me olhando outra vez, diz:
- E eu amo que você more conosco.
Nós dois rimos e, voltando a me surpreender, ele acrescenta, pegando minha
mão:
- Já que Luna se foi, eu quero dar o presente para você.
- Você tem certeza?
Flynn concorda e eu pego o presente.
Abro o papel e sorrio ao ver uma pulseirinha feita a mão com as peças do jogo Bratz de minha sobrinha, que curiosamente, é da minha cor favorita: lilás!
- Ela é linda, eu adorei!
- Você gostou?
- Claro que eu gostei. - E, colocando, estendo a mão e pergunto: - O que você
acha?
- Fica muito bem em você. Além disso, fiz da sua cor favorita.
- Como você sabe?
- Grace me disse e lembro que um dia a tia Emma também comentou.
Saber disto me faz sorrir e dando-lhe um beijo, sussurro:
- Obrigada querido. Eu amei o presente.
- Não discuta com minha tia por mim.
- Flynn...
Prometa-me. - Insiste.
Ansiosa para que volte a sorrir, eu coloco o meu polegar junto ao seu e afirmo:
- Eu prometo.
Ele me abraça com força. Tão forte que até me dói os ombros, mas eu não
me queixo e, disposta a que esse menino seja feliz, sim ou sim, fazendo cócegas
digo:
- Eu vou te encher de beijos, sabia?
Ele solta uma gargalhada e eu, encantada, rio muito, até que de repente nós
dois estamos cientes de que Emma está na porta. Nos olha. Seu olhar, como sempre
me impacta. Ela se aproxima de nós, se agacha para estar a nossa altura, e diz:
- Ponto um: - Isto me faz sorrir - Regina não vai sair de nosso lado nunca,
entendido? - O menino concorda e Emma continua: - Ponto dois: vamos comprar uma moto para um menino da sua idade, para que você possa começar as aulas com a Regi. E ponto três: o que você acha de irmos às compras agora para que Regina seja a
mais linda da Oktoberfest?
Flynn pisca, se atira aos braços de sua tia e então sai correndo da cozinha.
Eu ainda não entendo nada. O que aconteceu? Eu não me movo, enquanto meu
louco amor ajoelhada diante de mim, sussurra:
- Muito... muito... muito... muito grave tem que ser o que aconteça entre você
e eu para que te deixe ir embora, entendido pequena?
Ao ouvir isso, sorrio e pergunto:
- Você ouviu a conversa, correto?
Emma concorda e, trazendo sua boca a minha, sussurra:
- Eu ouvi o suficiente para saber que meu sobrinho e eu somos loucos por
você e já não sabemos mais viver sem a nossa moreninha.
Me desarma...
Suas palavras derrubam todas as minhas defesas...
Eu a beijo e ela gostando, corresponde. Desejo ela desesperadamente e
quando minhas mãos a agarram com mais paixão, Emma me para e diz:
- Embora o que eu mais quero no mundo neste momento é tirar sua roupa e
fazê-la minha mil vezes, agora não dá.
Eu protesto.
Ela sorri e diz ao ver a minha cara:
- Flynn vai voltar em breve para irmos às compras.
- Compras, onde?
Uma vez que levantamos as duas, minha mulher me beija... me beija... me beija, e quando eu perco o sentido inteiramente, diz, dando-me um empurrãozinho na bunda:
- Vamos, devemos comprar algo muito bonito para a grande festa de Munique.
Horas mais tarde, em uma loja típica nos encontramos com Laura e Graciela.
Quando nos vê, vêm ao nosso encontro e me divirto comprando trajes típicos
bávaros.
Nós vamos para a festa!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Poxa q saudades dessa fic❤❤ Escreva um cap só da Mary e do Juan, eu te imploro. SHIPPANDO ELES DOIS MAIS DO Q EMMA E REGINA
ResponderExcluirOiii! Sou leitora nova e só tenho a declarar que estou apaixonada pela fic! Volta logo! Nunca te pedi nada haha
ResponderExcluirBeijão