Dois dias depois, começa a Oktoberfest, a festa da cerveja mais importante no mundo. Emma combinou de ir com os amigos e a família.
Quando terminei de me vestir, olhei-me no espelho. Pareço uma camponesa
alemã com o dirndl, que é um traje típico, composto por uma saia longa, avental,
corpete e blusa branca. Divertida, comecei a trançar meus cabelos, olhando-me no espelho, sorrindo. Estou convencida de que Emma amará minha aparência exuberante.
Ouço uma batida na porta do meu quanto e Flynn entra. Está lindíssimo com um short de couro marrom, suspensórios, um gorro verde e jaqueta cinza.
- Está pronta?
- Como você está bonito Flynn.
O pequeno sorri, e dou uma volta na frente dele e pergunto:
- Pareço uma alemã vestida assim?
- Você está linda, mas você é como eu, não tem cara de alemã.
Nós dois rimos, nos divertindo com o que ele disse, enquanto faço outra trança.
- Diga a sua tia que desço em menos de cinco minutos.
O garoto sai correndo pela casa, enquanto termino com meu cabelo e ao me virar, me surpreendendo ao ver Emma, encostada na porta.
Me olha... E logo diz com um sorriso torto:
- Não sei o que você faz, mas está sempre linda.
Fico com a boca ressecada.
Meu Deus, como é maravilhosa minha esposa!
Maravilhosa, linda, preciosa, impressionante e surpreendente!
De trança tiara e Dirndl com corpete creme, está perfeita. Não imaginei que Emma, vestida assim de bávaro ficaria tão angelical e ao mesmo tempo, sexy. Me perco admirando-a e quando volto ao meu raciocínio, me aproximo, dou uma voltinha e quando olho para Emma suas mãos já estão na minha cintura e ela me beija possessivamente.
Ah sim... Eu amo essa intensidade.
Arrepiada, eu agarro seu pescoço, pulando em seu colo, lhe cercando com
minhas pernas, e digo:
- Se continuar me beijando, vou fechar a porta e iremos fazer uma festinha
particular aqui no nosso quarto.
- Eu gosto muito da idéia, meu amor.
Novos beijos...
Mais intensidade...
- Mas, o que vocês estão fazendo? Flynn nos surpreende – Parem de se beijar e vamos à festa. Todos nos esperam.
Nos olhamos e sorrimos.
E vendo que o pequeno está com os braços cruzados, parado na porta, esperando a nossa saída, Emma me coloca no chão e sussurra:
- Isto não termina aqui.
Me divertindo, desço e corro atrás de Flynn, enquanto sei que Emma sorri e
caminha atrás de mim.
Laura e Graciela nos esperam e estão realmente lindas com seus trajes
bávaros. Uma vez que estamos prontos, nos despedimos de Simona, que se nega
a nos acompanhar, e vamos para o carro.
Norbert nos deixa o mais perto possível da Esplanada Theresienwiese, palco para a grande festa. O tumulto é incrível, e surpresa, pergunto a Emma:
- Você acredita que isso me lembra a Feira de Abril de Servilla? Estou prestes
a gritar “Olé... Toureiro! Emma sorri e eu acrescento:
- Isso mesmo, aqui vocês se vestem de bávaros e bebem cerveja e lá vamos
vestidos de flamencos e bebemos rebujito.
Minha icewoman feliz me dá um beijo na cabeça, enquanto centenas de alemães e estrangeiros vestidos de todas as maneiras possíveis se divertem com música e litros e mais litros de cerveja.
Emma segura a minha mão com força e com a outra segura Flynn.
Não querendo perder nenhum dos dois, e olhando para Laura e Graciela, diz:
- Sigam-me.
Caminhamos entre as pessoas e percebo que os estandes têm nomes de
marca de cerveja. Em uma delas, o segurança que está na porta, ao ver Emma, nos deixa passar. A música soa. As pessoas cantam, dançam e bebem. É tudo tão bom. Que legal! Emma pára, olha ao seu redor e quando localiza o que deseja continuamos caminhando.
- Isto aqui está lotado! – grito
Ela balança a cabeça e diz:
- Relaxa, nós temos nosso espaço reservado todos os anos.
Ao fundo, no meio do tumulto, vejo Maura e Cora, com o pequeno Logan nos
braços, enquanto Marta e Jane dançam.
- Você veio? – grita Cora ao ver seu neto.
Ela o abraça, enquanto Flynn começa a brincar com Logan, e ele sorri.
Maura feliz ao me ver, olha para mim e exclama:
- Mulher.. Qualquer roupa que você usa lhe cai bem.
Eu sorrio maliciosamente, me aproximo dela e respondo:
- Sim, e mais do que eu, está Emma. Você já viu como ela está maravilhosa?
Minha amiga olha para ela de cima abaixo e diz:
- É verdade, está sim, Emma está muito bem, mas a minha Jane também está muito linda e bem... bem... bonita é aquela que esta vindo, e está
acompanhada.
Sigo a direção que seu dedo aponta e vejo Helena, em todo seu esplendor, de braço dado com uma “poodle” e com uma loira no outro. As pessoas
olham para elas. A tal Bianca é muito conhecida por ser apresentadora de tv e logo todos a rodeiam para lhe pedir autógrafos.
Me aproximo e vejo que a outra loira é Diana. Helena consegue retirar sua garota das garras de seus fãs e quando chega até nós, dá um beijo nela, tentando ser amável com a apresentadora.
- Olá Bianca.
Ela me olha de cima abaixo e depois diz:
- Perdão, não recordo seu nome, como se chama?
- Regina.
- Ah sim, certo. - e voltando-se para a sua amiga, diz : - Esta é Regina.
Diana concorda. Já nos conhecemos, e se aproximando de mim diz:
- É um prazer revê-la, Regina.
Meu estômago se contrai ao relembrar o que esta mulher fez comigo na noite
de swingers e respondo:
- Também é um prazer revê-la.
De repente, ouço que a “poodle antipática” exclama:
-Emma, que alegria voltar a vê-la! Venha, que quero te apresentar a Diana.
Filha da puta essa poodle.
Não se lembra do meu nome, mas se lembra do de Emma?
Se eu já não gostava dela, agora gosto menos ainda.
Como se estivesse lendo a minha mente, minha esposa cumprimenta ela e
Diana, mas logo em seguida vem a mim. Sabe o que penso. Então, me levantando
em seus braços, diante de todos, diz:
- Pessoal, essa é a primeira Oktoberfest de Regina na Alemanha, e gostaria que fizéssemos um brinde a ela.
Nesse momento, todos os alemães, conhecidos e desconhecidos, que estão
ao nosso redor, levantam suas imensas canecas de cerveja e dão um grito de guerra, brindando por mim. Eu sorrio e Emma me beija.
Lá se foi meu aborrecimento.
Flynn quer ir aos brinquedos, Marta e eu nos oferecemos para acompanhá-lo.
Preciso de um pouco de ar.
Quando saímos da tenda, a multidão nos absorve. Marta olha para mim e diz
para eu não me preocupar e vou atrás dela. Quando chegamos a uma das atrações para crianças, Flynn sobe no brinquedo encantado, Marta e eu esperamos.
- Meu Deus, o que eles estão cantando. – Eu aponto para algumas pessoas
bêbadas.
Marta sorri e responde:
-Tem pinta de ser ingleses. Saber o que estão cantando é seu problema? – eu
nego com a cabeça e Marta me diz sorrindo: Claro que estão tentando acompanhar na cerveja algum alemão só que não sabem que a cerveja que é servida nessa festa é muito mais forte que a habitual – Eu começo a gargalhar – E a menor caneca tem um litro, o que você espera?
Rindo, aguardamos que Flynn acabe e, quando isso acontece, corremos para
outra atração. Quando voltamos para a tenda, Emma pisca para mim e Maura puxa minha mão e me faz subir em uma das mesas para cantar um típica canção alemã.
Me divertindo, acompanho. Curiosamente eu sei a canção, e Emma sorri junto com a sua mãe.
Quando desço da mesa, um homem vem até mim e me ajuda. Ele me pega
pela cintura e, quando estou no chão, ainda me segurando diz:
- Você sabe que é uma mulher muito bonita?
Eu sorrio, agradeço e volto para perto do meu grupo, mas quando me aproximo
paro e sinto uma fúria subir pelo meu corpo até meus olhos, ao ver Amanda na
frente de Emma.
O que Amanda faz aqui?
Odeio essa mulher!
Meu pescoço pinica. Eu coço e xingo em espanhol, a fim de que ninguém me entenda.
De repente, ela me vê. Emma, ao ver seu gesto incômodo, vira e me avista também. Irritada, dou a volta e encontro o homem que segundos antes me elogiava e de repente percebo que estou encurralada.
- Olá de novo, linda.
Eu não respondo e ele insiste:
- Deixe-me lhe comprar uma cerveja?
- Não, obrigada.
Dou a volta. Estou com raiva, muita raiva, quando sinto que alguém me agarra pela cintura. Maldito bêbado. Me inclino e lanço a curva do cotovelo para trás, tentando empurrá-lo para longe de mim com todas as minhas forças. Ouço um protesto, e quando viro meu coração para, ao ver Emma encolhida, que me olha e rosna:
- Mas o que é isso?
Sua reação me diz que a machuquei.
Meu Deus, como sou bruta!
Eu congelo. Ela se recupera, pega a minha mão com força, e sem me soltar me leva para o outro lado da tenda. Quando chegamos diz com raiva:
- O que houve para você me dar aquela cotovelada?
Vou responder, mas ela impede e imediatamente continua:
- Se é por causa da Amanda, ela é alemã e tem direito de vir à festa. E antes que você siga bufando por aí, ou dando cotoveladas, deixe-me dizer que ela não tem se insinuado, nem me ligado e nem feito nada que você tenha que se
preocupar, porque ela valoriza o emprego e não quero que nos cause problemas.
Ela no mesmo instante entendeu. E Você entende?
Não quero dizer nada.
Me recuso.
Não vou responder. Ainda estou com raiva por tê-la visto.
Emma espera... espera... espera e quando vejo que a desespero solto:
- Ok, entendi.
Ela relaxa. Acaricia meu cabelo e sussurra:
- Amor, só você me importa.
Vai me beijar, mas eu viro.
-Você acabou de fazer a cobra, Sra. Swan?
Seu gesto, sua voz, sua risada, conseguem que eu finalmente sorria e responda:
- Tenha cuidado, ou vou fazer a víbora, entendido?
Emma solta uma gargalhada, me abraça e retornamos para junto dos nossos amigos, quando fico sem palavras ao ver Graciela sentada no colo de Laura enquanto ela a segura e a beija. Ah... Acho que essas duas voltaram a beber a cerveja Los Leones.
Ao vê-las, Emma olha para mim e sussurra:
- Todos estão beijando, menos eu.
Sua ironia me diverte e, voltando para ela, me agarro em seu pescoço, numa
atitude possessiva e, olhando em seus olhos lhe peço:
- Beije-me, sua boba.
Ela não pensa. Me beija na frente de todos e sua mãe é a primeira a fazer um
brinde e beber um gole de cerveja.
Não vejo mais Amanda. Ela se foi.
Tarde da noite, a festa continua. Helena sai com suas amigas e Marta com Artur. Maura e Jane se vão com o pequeno Logan, que está cansado, Laura e Graciela querem ir para casa. Elas estão com pressa e eu sorrio ao ver o rosto da chilena.
Emma, sem perguntar, liga para Norbert pelo celular e marcamos no mesmo lugar onde nos deixou. Cinco minutos mais tarde, Laura e Graciela, acompanhados por Cora e Flynn desaparecem, e Emma sussurra em meu ouvido:
- Acho que esta noite alguém terá uma noite muito boa em nossa casa.
Ela me faz sorrir.
Finalmente, as duas vão dar prazer uma a outra e, se tudo der certo, talvez se deem uma chance.
Durante uma hora, Emma e eu ficamos nos divertindo, até que o telefone vibra,
depois de ler a mensagem me diz:
- É Helena.
Nossos olhos se encontram. Nos encaramos durante alguns segundo e ela
acrescenta:
- Ela está em um local chamado Sensations e está perguntando se queremos ir.
Meu corpo esquenta. Sexo. E vejo como minha menina travessa curva o canto direito de sua linda boca e diz:
- Só iremos se você quiser.
Ufa, que calor!
Estava quente por tanta bebida, agora queimo.
Eu bebo minha cerveja enquanto Emma me observa. Estou nervosa e finalmente pergunto:
- As mulheres que a estavam acompanhando estarão lá?
Emma me olha. Ela sentiu que a poodle e eu somos incompatíveis e responde:
- Só Diana.
Saber que a poodle não vai me faz sorrir e, em seguida, fico curiosa para saber se as três predadoras vão jogar comigo. Emma, Helena e Diana. Eu gosto da idéia.
Meu coração acelera e Emma, sentindo o que eu penso, murmura elevando mais ainda meu calor:
- Quero te oferecer. Quero te foder e te olhar.
Sim...
Sim...
Sim...
E finalmente respondo com um sussurro, olhando em seus olhos:
- Eu quero Emma. Eu quero muito.
Minha meninona sorri. Digita algo no celular e, segundos depois, diz levantando:
- Vamos.
Eu lhe seguiria até o fim do mundo, enquanto meu corpo está acelerado e minha mente só pensa em sexo!
faz tanto tempo q não tem att q pensei q estivesse abandonada..
ResponderExcluirEu pensei o mesmo, tenho paixão por essa fic.
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