segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Peça-me o que Quiser, Capítulo 56

Olá, boa tarde! Faz muito tempo desde a última postagem, eu sei, e não imagino se alguém ainda aparece por aqui atrás da história, mas vamos lá rss.

Lua, obrigado pelas mensagens, pela insistência e claro, pela paciência :).  Um beijo e espero que goste! 


Apreciem!
Boa leitura.


    Quando saímos da barraca, Emma me passa um braço pelos ombros e tenta evitar que as pessoas se encostem em mim. Gosto do seu jeito protetora e acho graça. É possessiva. Não suporta que outras pessoas me olhem ou me toquem; mas em nossos momentos íntimos, fica excitada ao me oferecer a eles.
    No começo de nossa relação, eu mesma não conseguia entender isso. Era de pirar! Mas, depois de meses praticando o mesmo tipo de sexo que ela, sei diferenciar uma coisa da outra. A vida, o respeito e o dia a dia são uma coisa; as fantasias sexuais, quando decidimos vivê-las, são outra.
    Eu também não suporto que nenhum homem ou mulher olhe ou paquere Emma. Fico uma fera. Mas, quando estamos nas nossas brincadeiras, gosto de ver seu prazer.
    Sei que para muita gente nossa relação, em especial nossa sexualidade, é algo difícil de entender. Minha irmã na certa botaria a boca no mundo e me chamaria de degenerada, puta e coisas piores, e meu pai, bem, nem quero imaginar. Mas é a nossa relação e, com nossas próprias regras, tudo funciona às mil maravilhas, e não quero que mude. Me recuso! Emma me revelou um mundo excitante e prazeroso que eu desconhecia e que me atrai muito.
    Gosto que me observem quando faço sexo.
    Gosto que sintam prazer quando minha parceira me abre as pernas para outros.
    E gosto de ver como minha parceira tem prazer com isso.
    Estou perdida em meus pensamentos, enquanto Emma vai abrindo caminho no meio da multidão. Quando saímos da confusão, ela para um táxi e dá o endereço. Em seguida me diz:
    — Está muito calada. O que há?
    Eu a olho. Quero ser sincera.
    — Penso no que vai acontecer.
    Sorri e murmura ao meu ouvido, para que o taxista não nos ouça:
    — O que quer que aconteça?
    — O que você quer?
    Minha linda apoia a cabeça no assento do carro, respira fundo e, com intimidade, sussurra em
espanhol:
    — Quero olhar, quero te foder e quero que te fodam. Desejo beijar tua boca, desejo que você gema. Desejo tudo, absolutamente tudo o que você esteja disposta a me dar.
    Como um bonequinho, aceno que sim de novo, e meu estômago volta a se contrair. Ouvir Emma dizer “foder” me excita, me deixa pronta! Minha calcinha já está molhada só de pensar.
    — Te darei tudo o que você quiser.
    Meu amor sorri.
    — Agora mesmo quero a calcinha.
    Dou uma risada. Ah, Emma e minha lingerie.
    Obedeço, disfarçadamente, sem que o taxista se dê conta, do contrário eu morreria de vergonha. Emma leva a calcinha ao nariz, depois a guarda no bolso da calça.
    Vinte minutos mais tarde — eu ainda sem calcinha —, o táxi para numa rua movimentada.
Saímos do carro, meu amor me segura possessiva pela cintura, e vamos até a porta de um bar iluminado, que se chama Sensations. O porteiro nos olha e, ao nos ver ainda com os trajes típicos, sorri e nos deixa passar.
    Muitos casais no bar estão vestidos como nós. Isso me deixa mais calma. Vamos direto até o fundo. Emma abre uma porta, e entramos numa segunda sala. Ali a música não está tão alta como na primeira, e observo que as pessoas nos olham. Somos os novatos, atraímos a atenção.
    Emma me leva até um balcão, onde vejo que dois homens e uma mulher se acariciam intimamente. Sorrio, sem surpresa, e os observo naquela brincadeira sensual, enquanto Emma pede
duas bebidas.
    — Quero saber por que está rindo — diz minha esposa ao meu ouvido.
    Animada, me sento num dos bancos e, depois de apontar o trio que se diverte perto da gente, boto os braços em volta do pescoço de Emma.
    — Acabo de lembrar de quando, em Barcelona, você me levou naquele bar de swing, me
sentou num banco e me fez abrir as pernas pra que outros olhassem. Naquela noite você me excitou à toa, não quis nada comigo.
    — Foi meu castigo por você ir embora do hotel sem me avisar, pequena — responde sedutora, me beijando o pescoço. — Isso te excitou muito.
    — E como.
    Minha respiração se agita quando Emma, minha Emma, meu amor, pega minha saia longa e começa
a subi-la lentamente até minhas coxas. Muito animadinha!
    — Há um homem à tua direita que não para de nos observar. Eu me excitaria muito se ele pudesse ver alguma coisa a mais de minha mulher. Você quer?
    Suas mãos sobem pela parte interna de minhas coxas até chegar a meu púbis. Me acaricia. Eu o olho com paixão e sussurro:
    — Quero, sim.
    Não espera mais. Me beija e em seguida vira o banco. O homem, de uns cinquenta anos, atraente, nos observa. Me encara e vai descendo o olhar. Atrás de mim, Emma me abre mais as pernas. Vejo como os olhos do desconhecido se dilatam e brilham.
    Excitada, eu mesma subo mais a saia, e Emma diz ao meu ouvido:
    — Está louquinho pra que o convidemos a se meter entre tuas pernas. Olhe pra ele. Seus olhos te possuem, viu? Concordo, enquanto percebo como estou molhada e minha respiração se acelera. Emma sabe e, pondo uma das mãos sobre o corpete, toca um de meus seios.
    — Você é apetitosa, querida, muito apetitosa. — Enquanto o desconhecido cinquentão não
tira os olhos de mim, Emma pergunta: — Nunca transou com uma pessoa dessa idade?
    Nego com a cabeça.
    — Não. A pessoa mais velha com quem me relacionei foi você.
    Minha linda apoia a cabeça em meu ombro.
    — Que acha de transar com ele?
— Acho muito bom — respondo  sem pensar.
    Numa hora dessas, na excitação em que estou, só desejo que me satisfaçam. Imagino coisas.
    Me viro e sorrio.
    — Por que sorri, pequena?
    Olho bem dentro de seus olhos e umedeço meu lábio inferior.
    — Esta noite eu também quero brincar com você.
    Emma me entende. Percebo logo. Mas ela não sorri.
    — Quero ver um homem te chupar — sussurro.
Olha para o chão. Depois olha para mim e levanta as sobrancelhas.
    — Gosta tanto de ver isso?
    — Gosto.
    — Não tem medo de que eu possa gostar mais disso do que outras coisas?
    Rio. Se tenho certeza de alguma coisa é de que ela sempre gostará mais e irá preferir as mulheres.
    — O seu prazer é o meu prazer, Emma. O que fazemos entre quatro paredes, com mútuo consentimento, é apenas nosso. Nosso momento. Então, não. Sei o quanto gosta de mulheres, o quanto me ama. Confio em você.
    Emma sorri. Entende o que acabo de dizer. Move a cabeça e me beija.
    — Muito bem, pequena. Brinquemos as duas. Mas só sexo oral.
    — Emma, quanto tempo sem aparecer!
    Essa voz nos tira de minha bolha sensual. Sorrio. Saber que Emma está disposta a entrar em meu jogo me excita ainda mais. Muito mais.
    Meu amor e a desconhecida se cumprimentam com dois beijinhos.
    — Oi, Lourie. Esta é minha mulher, Regina
    Excitada, sorrio. Não posso nem falar quando Emma diz:
    — Viu Helena?
    A mulher acena que sim e cumprimenta, com uma piscada, uma outra mulher que passa ao nosso lado.
    — Está no reservado dez.
    Puxa, nossa amiga não perde tempo.
    Fecho as pernas e baixo a saia.   Ao ver isso, Emma sorri e me dá um beijo na testa. Durante uns vinte minutos, nós três conversamos, e vejo que o homem maduro que me olhava já encontrou outro casal com quem se divertir e desapareceu com ele atrás de uma cortina vermelha. Mas também noto que Lourie não para de olhar meus seios, até que diz:
    — Tua mulher é linda.
    Minha esposa concorda:
    — Os seios dela te enlouqueceriam.
    Lourie volta a olhar para eles e, ao se afastar, diz:
  — Me ligue.
    Surpresa com essa conversa esquisita, pergunto:
    — Que história é essa sobre meus seios?
    Emma sorri.
    — Lourie adora seios, adora chupar mamilos.
    Isso me deixa admirada. Mas não posso continuar perguntando, porque Emma me desce do banco. Vamos até a cortina vermelha, atrás da qual vi desaparecer aquele senhor e outros casais.
    Ao ultrapassá-la, ouço gemidos, muitos gemidos e gritos de prazer. Olho ao redor e vejo vários reservados separados por cortinas coloridas. Emma abre várias cortinas, e eu olho. Nos cubículos vejo várias pessoas fazendo sexo das formas mais variadas.
    — Que acha? — pergunta Emma diante de um dos reservados.
    Depois de passar meus olhos curiosos pelo quartinho e ver um homem com duas mulheres, respondo:
    — Que estão se divertindo.
    Saímos dali, e Emma abre outra cortina. Vemos um casal com vários homens. Brincam e se divertem com a mulher e entre eles. O homem maduro e atraente que nos olhava no balcão, ao nos ver, para e se levanta, enquanto os outros continuam na brincadeira. Seus olhos me percorrem o corpo de novo. Emma entra no reservado e diz:
    — Deite na cama, Regina.
    Obedeço sem discutir. Me deixa a mil quando me ordena alguma coisa com esse tom de voz.
    A cama balança com o movimento das outras pessoas, e eu fico louca olhando-as. Me dou conta de que a mulher me olha, me sorri, e eu sorrio para ela. Emma se aproxima, senta na cama e diz, inclinando a cabeça:
    — Desejo que você se acaricie pra mim, tá bem?
    Deitada na cama, concordo. É o que desejo, mas sussurro:
    — Antes eu quero outra coisa.
    Emma me olha. Já conhece e intui o que vou pedir.
    — Já sabe o que é, né?
    Minha linda resiste. Mas eu insisto:
    — É o nosso acordo. Só sexo oral, lembra?
    Acena que sim. Sorrio. Olho o cinquentão que está na nossa frente e digo:
    — Ajoelhe diante dela.
    Sem hesitar um segundo, o desconhecido obedece. Desabotoo a calça de Emma e ordeno ao homem:
    — Chupe. — Ele pousa as mãos na calça de Emma, que estremece, mas não se mexe diante do meu olhar. Com delicadeza, o homem abaixa a calça de meu amor e a calcinha rendada, deixando tudo pelo meio das pernas. O sexo de Emma aparece completamente depelado. Suspiro enquanto o homem ajoelhado diante do meu amor a toca. O homem adora. Curte. E passeia a mão por entre as pernas de Emma, deixando-a molhada e excitada.
    Emma me olha e eu sorrio.
    Em seguida, o cinquentão aproxima sua boca da cabeça de suas vagina a lambe e chupa. Emma fecha os olhos, e eu fico toda arrepiada.
    Excitante!
    Com imenso prazer, observo como o desconhecido é um senhor especialista. Percorre cada milímetro do sexo de Emma com sua língua, lenta e pausadamente, para depois cair de boca em seus lábios, brincando com eles, passando a língua em seu clitóris.
    Calor!
    Suas mãos acariciam apertam a bunda de Emma com delicadeza. E Quando tira a boca de minha icewoman, ela arqueja, querendo e pedindo por mais. Então o cinquentão volta a chupa-la. O corpo de meu amor vibra de prazer, enquanto joga a cabeça para trás.
    Ardor!
    A respiração de Emma se acelera em segundos, e a minha também. Ver isto me parece excitante, caliente, pervertido, mais ainda quando observo que minha linda se delicia, que as veias de seu pescoço se dilatam.
    Cada vez mais calor!
    Tudo ali é excitante. A meu lado, três homens proporcionam prazer a uma mulher e um desconhecido a minha louca amor, enquanto observo o espetáculo que eu provoquei. É demais.
    Estou toda molhada.
    Nesse instante, o cinquentão desliza uma de suas mãos para o meio da bunda de  Emma com a intencão de separar- lhe as nádegas. Mas quando vai meter um dedo no cu, minha linda esposa o para. O homem não insiste e volta a se concentrar unicamente em seu sexo molhado. Entende a negativa e intensifica suas lambidas. Ouço Emma gemer de novo.
    Fogo!
    Com a mão direita, Emma começa a empurrar a cabeça do desconhecido com força, para fazer com que a chupe maid intendamente. O homem fica louco com essa exigência.
    Eu mais.
    Ele se encosta mais em Emma e, agarrando-a com força pela bunda, repete a mesma ação até
que meu amor, meu maravilhoso amor não aguenta mais, solta um gemido e goza.
    Incêndio!
    Quando acabam, o desconhecido vai para o banheiro. Eu me levanto da cama e, com uma jarrinha de água, lavo a vagina de minha esposa. Depois a seco e pergunto:
    — Tudo bem?
    Emma concorda, sorridente.
    — Excitada?
    — Muito.
    Instantes depois, o cinquentão volta. Sem necessidade de que Emma diga nada, me deito de novo na cama.
    Sem falar, o homem levanta minha saia até a cintura, e eu me mexo nervosa. Em seguida, ele passeia as mãos por minhas coxas e as separa um pouco para jogar água sobre meu sexo. Lê minha tatuagem e sorri. A água me refrescando cai bem. Fecho os olhos, e Emma sussurra:
    — Abra as pernas para ele.
    Obedeço. É excitante. Sinto a respiração do homem entre minhas pernas. Suas mãos abrem meus lábios, me tocam, e um de seus dedos entra em mim.
    Brinca.
    Aperta.
    Abro os olhos e Emma diz:
    — Assim, deixe entrar, assim.
    O momento...
    A voz de Emma...
    Suas ordens...
    Tudo me deixa ardendo de prazer em segundos. Enquanto isso, as outras pessoas vivem suas fantasias ao nosso lado.
    O desconhecido coloca e tira o dedo de dentro de mim, enquanto com a língua chupa o clitóris, e minha respiração se torna sibilante. Perco a noção do tempo em que ficamos assim. Sei apenas que aproveito o momento ao máximo.
    De repente, ele para, bota um preservativo e se deita sobre mim. Então Emma avisa:
    — Sua boca é só minha.
    O desconhecido concorda e, passando um de seus braços por baixo de meu traseiro, me levanta e, exigente, impaciente, me penetra. Oh, sim, é tudo o que eu preciso.
    — Me olhe — pede Emma.
    Olho. Sem parar, o homem com quem sequer falei nem sei como se chama, entra e sai de mim sem parar, e eu quero que vá mais fundo. Preciso que vá, então boto as pernas em seus ombros. Isso o excita. Sorri e, me agarrando os quadris, mergulha em mim. E eu sufoco quando Emma, aproximando-se de minha boca, murmura:
    — Vamos, querida, me dê teus gemidos.
    Me falta ar, mas beijo meu amor e gemo como ela pediu. Estou ofegante sob sua boca. Emma bebe meus gemidos, enquanto seus dentes mordem meus lábios. Isso a excita, isso a deixa louca.
E o homem continua sua festa particular dentro de mim, e eu me entrego ao prazer. Até que ele não se aguenta mais e goza, após uma última metida que me faz gritar.
O desconhecido sai de mim e de novo joga água no meu sexo.
    Delícia!
    Depois pega um pano limpo e me seca. Passados uns segundos, meu coração se acalma. Emma
me segura pela mão e diz:
    — Levante, querida.
    A saia desliza para os pés.
    Sem olhar para trás nem trocar uma palavra com o desconhecido, saímos do reservado. Emma
tem pressa.
    Ao chegar ao corredor, onde se ouvem mil gemidos, minha dona, meu amor, minha mulher, me segura entre seus braços, me encosta contra a parede e me beija. Seu beijo é exigente, louco, devastador. Embriagada pela loucura que demonstra, lhe correspondo. Então sinto sua mão adentrando meu vestido e no minuto seguinte, me penetra com dois de seus longos dedos.
    Sim, sim, esses são o contato e a profundidade que preciso.
    Emma!
    Sem uma palavra, minha exigente esposa entra em mim várias vezes sem parar. Eu me grudo nela, com uma das pernas arqueada, gemendo e me agarrando em seus ombros.
    Emma aperta mais contra a parede, e envolve minha sintura com seu braço esquedo e mete cada vez mais dentro de mim. Eu enlouqueço.
   — Vou gozar, meu amor! Vem, goza para mim! Venha para mim!
   Está muito excitada, estamos muito excitada. com o que viu, e suas penetrações buscam uma satisfação que eu sei que
precisa e que eu quero lhe dar. Instantes depois, meu corpo inteiro treme, o de Emma também. Ela geme, range os dentes e gozamos. Ainda com nossos corpos colados, e nossas respirações aceleradas.
    Sem me soltar, diz:
    — Pena que foi tão rápido, mas me excitou demais ver o que você fazia.
    Com um olhar malicioso, digo:
    — Não se desculpe, meu amor. Foi ótimo e agora vou exigir muito mais. Sorrimos. Emma me beija, solta minha perna, me fixando os dois pés no chão. Sinto meu gozo ainda escorrendo por minhas
pernas.
    — Preciso de uma chuveirada.
    Ela concorda, e passamos pelo corredor dos gemidos. De repente, para, abre a cortina do reservado número dez. Lá estão Helena e Diana. Cada uma delas está com duas mulheres. Parecem
se divertir. Helena nos vê com seus olhos azuis e diz:
    — A gente se vê na sala dos espelhos. Está reservada.
    Emma acena que sim, e seguimos.
    — Nota-se que você conhece bem esse lugar.
    Meu amor sorri e me beija.
    — Tenho anos de vantagem na sua frente, querida.
    Emma abre uma porta, e entramos. Está escuro, mas, ao acender a luz, me surpreendo ao ver que as paredes, o teto e o assoalho estão cobertos de espelhos. De repente, a luz se torna violeta. 
    Minha linda me beija e diz:
    — Tua cor preferida.
    Sorrio e a beijo — adoro seus lábios. Então ela me agarra pela bunda.
    — Vamos tomar uma ducha.
    Entre risos, tiramos os trajes típicos e nos metemos debaixo de uma ducha moderna.
    — Tudo bem, querida?
    Concordo, sorridente. Já estava com saudade dessa pergunta.
    A água corre por nossos corpos. Estamos curtindo o momento, quando Emma diz:
    — Você está conseguindo de mim coisas que sempre achei impossíveis.
    Sei que se refere ao homem de antes.
   —Adoro ver teu rosto quando um homem te chupa.
    Sorrimos e nos beijamos.
    Quando saímos da ducha, a impressionante jacuzzi que há num lado do aposento, cheia de água que muda de cor, nos atrai logo. Emma me pega nos braços, e entramos nela.
    Ela me beija, eu a beijo.
    Ela me faz carinhos, eu faço carinhos nela.
    Ela me toca, eu a toco.
    Tudo entre nós é pura excitação.    Então a porta se abre e entra Helena acompanhada por Diana. Vêm nuas, embora Helena esteja com uma cinta e trazem umas sacolas, que deixam sobre a cama. Sorriem para nós na jacuzzi e vão direto para a ducha. Depois Helena vem para a jacuzzi também, e Diana pega uns CDs de música na sacola e os examina. Escolhe um, deixando o resto numa cadeira. Instantes depois, ouço a voz de Duffy cantar Mercy.
    Por fim Diana vem para a jacuzzi e, ao ver que cantarolo a canção, diz com voz melosa:
— Adoro esta mulher.
    Nós quatro conversamos um pouquinho. Comentamos sobre o que fizemos esta noite ali no bar, e eu me surpreendo sendo tão franca como elas. Falo de sexo normalmente e me divirto
com a conversa.
    — Sério, nunca experimentou sado? — pergunta Diana.
    Emma e Helena sorriem, quando respondo:
    — Não. Dor não é comigo. Prefiro outro tipo de prazer.
    Diana concorda, e Emma diz:
    — Tudo bem, sado não é contigo, Regina, mas deu pra perceber que no sexo você é submissa e atende minhas ordens. Percebeu isso?
    — Sim, porque também me excita que você me obedeça.
   Ambos sorriem, e meu amor murmura:
    — Você é minha dona e eu sou tua dona.
    — E sexo é só sexo — encerro eu.
Me aproximo dela, toda sedutora, e sento entre suas pernas.
    — Sou tua e você é minha. Não se esqueça disso, amor.
Sem se preocupar com nossas parceiras, Emma diz:
    — Você está ousando mais e mais dia após dia. Primeiro você conheceu os vibradores, depois
os trios e o swing. E no dia que estivemos com Laura me dei conta de como você gosta de satisfazer o outro, de obedecer.
    Helena sorri.
    — Laura é chegada no sado. Tem muito prazer com certas coisas.
    As duas amigas se olham. Adoro a cumplicidade delas. Se comunicam com o olhar.
    — Com Regi — explica Emma —, não vai experimentar nunca certas coisas, porque antes ela cortaria o pescoço dela.
Rimos. Não é preciso entrar em detalhes ao que se referem. Imagino. Dor jamais entrará nos meus planos. Nem pensar.
Helena, que bebe champanhe ao nosso lado, ao ver como nos olhamos, diz, para nossa surpresa:
    — Espero conhecer algum dia uma mulher que me surpreenda, e vivo o sexo e a vida como
vocês vivem. Confesso que as invejo.
    Emma me beija e murmura:
    — Uma coisa boa em minha vida. Bom, já era hora, né?
    Helena concorda e toca a taça com a de sua amiga.
    — Como diria meu pai — digo —, com certeza tua cara-metade existe, só precisa encontrá-
la!
    Rimos todos. Emma me olha de uma maneira especial e diz:
    — Se, nesta noite, te dou ordens como tua dona, você vai obedecer?
Sorrio com expressão de mulher fatal.
    — Depende...
    Ela sorri. Ela gosta de minha resposta e explica:
    — Nunca te ordenaria nada de que não gostasse, querida.
    Convencida disso, respondo:
    — Ordene, minha senhora.
    Nossa brincadeira — nossa brincadeira excitante começa de novo. Só o olhar de Emma já me
excita. Sua boca me deixa louca, e vou gostar de suas ordens, sei. Emma tem razão, gosto de
obedecer e de lhe entregar tudo que quiser.
    — Regina, você se excita se vamos comentando o que sentimos enquanto a estamos fodendo,
né? — afirma Helena com a objetividade de sempre.
Concordo, e Emma confirma:
    — Sim, minha amiga. Minha mulherzinha é caliente, muito caliente.
    Diana, que até agora estava calada nos ouvindo, intervém:
    — O que me deixa louca é esse negócio de “Peça-me o que quiser”. Essa tatuagem que tem
naquele lugar me deixa muito excitada, quero fazer coisas com você e te pedir muitas outras,
Regina.
    — E o que espera fazer? — pergunta Emma e, com um sorriso malicioso, me olha e diz: —
Vamos brincar de amo e senhor.
Todas me olham. Não sei o que dizer. Minha respiração se acelera quando Diana diz:
    — Prometo ser uma ama... carinhosa.
    Ergo a sobrancelha. Não sei se vou gostar dessa brincadeirinha de amo e senhor. Então Emma
diz, decidida:
    — moreninha, como sou tua ama e senhora, quero que saia da jacuzzi e deite na cama para que Diana
faça o que quiser. Quando ela estiver satisfeita, volte pra jacuzzi e sente entre Helena e eu. Esta
noite tenho planos pra você, e você vai me obedecer.
    Nossa, me dá um nó no estômago!
    Sem hesitar, saio da jacuzzi ansiosa para entrar na brincadeira.    Quando pego uma toalha para
me secar, Emma diz:
    — Regi, não disse pra você se secar. Largue a toalha e deite na cama.
    Obedeço. Segundos depois, vejo que Diana sai também da jacuzzi.    Emma e Hela nos observam
em silêncio. Também sem se secar, Diana se aproxima, toca minha tatuagem que gosta tanto,
beija-a e murmura:
    — Vire.
    Não precisa repetir. Quando estou de bruços, ela se deita sobre mim e me acaricia. Sinto
como passeia seu corpo no meu.
    — De quatro.
    Obedeço. Diana pega então meus seios molhados e os aperta. Seus dedos acariciam meus
mamilos, e gosto da sensação. Enquanto isso, ela se encaixa por trás de mim. Fico excitada.
A sala de espelhos me dá uma boa visão de tudo. Sorrio ao ver como o olhar de Emma revela o
que está sentindo.
    Então Diana diz:
    — Deite.
    Quando deito, ela pega uma das sacolas que Helena e ela deixaram sobre a cama. Tira algo, que mostra a Emma. Ele acena que sim. Eu não sei o que é, até que Diana diz:
    — Me entregue teus seios.
    Obedeço. Vejo que se trata daquela espécie de pinça como a que Laura usou em mim. Me
acalmo. Coloca os clamps em meus mamilos e, puxando pela correntinha, diz enquanto gemo:
    — Tua ama te entregou a mim. Agora eu sou tua ama.
    Olho para Emma, ela confirma.
    Nesse instante, Diana pega meu rosto com uma das mãos e com a outra me dá um tapa. Me
encarando de perto, sussurra:
    — Não olhe pra ela. Olhe só pra mim.
    Estou a ponto de mandá-la ver se estou na esquina, mas reconheço que a situação me excita e
olho para Diana. Ela observa minha boca, se aproxima e, quando vai me beijar, para e diz:
    — Respeitarei tua boca, porque sei que é só de Emma, mas tomarei o resto como meu, porque
quero te possuir pro meu próprio prazer.
    Estou desconcertada. A voz dela é sibilante e sua expressão, agressiva. Mas mesmo assim,
excitada, não me movo, deixo que fique no comando da situação e espero os acontecimentos. Quando me tem como quer, se delicia com o que vê e, puxando os clamps, me estica os mamilos e murmura, olhando minha tatuagem.
    — Quero te chupar. Me entregue o que desejo.
    Separo as pernas e levanto os quadris em sinal de entrega. Diana sorri e, ansiosa para provar o que lhe ofereço, solta a correntinha e pega minha bunda com as mãos. Sua boca desce até meu sexo.
    Me beija, me dá umas mordidinhas, depois me abre com os dedos e ataca direto meu clitóris. Molha-o com a língua e então o chupa. Sinto um prazer enorme. Me chupa com voracidade, enlouqueço e abro mais as pernas. Quero que continue.
    Sua maneira exigente de me tocar e de me chupar sempre me excita. Diana tem a delicadeza de uma mulher; mas seu desejo é selvagem. Assedia meu corpo, e gemo.
    — Vamos, minha linda, vamos. Me dê teu gozo — exige.
    Lambida a lambida, ela consegue de mim tudo o que quer. Estou supermolhada e me escapam gemidos devastadores. Enquanto isso, Diana murmura:
    — Assim, assim, goze assim.
    Um calafrio me percorre o corpo. Diana para. Protesto e ela diz:
    — Fique de joelhos e abra as pernas.
    Ao me levantar, fico tonta, mas me recupero rapidamente e me ajoelho sobre a cama, como Diana. Antes que eu possa olhar Emma de novo, ela me segura pela cintura e, me puxando bem contra ela, introduz dois dedos em minha vagina molhada, enquanto diz:
    — Assim, vamos, gema pra mim. Me mostre o quanto você gosta.
Seus dedos entram e saem de mim sem parar. Deus do céu, esta mulher sabe o que faz. Estou ofegante e excitada, enquanto Diana ordena, contra minha boca:
    — Mexa, vamos, mexa, assim, assim... — sorri após um novo gemido meu. — Quero quegoze, que se molhe, pra depois eu abrir tuas pernas e beber teu gozo doce.
    Fico louca ao ouvir os sons de sua mão encharcada dentro de mim. Quero sentir sua boca
entre minhas pernas. Desejo sua língua em meu clitóris, e que beba meu gozo. Minha respiração parece uma locomotiva, e Diana aumenta a rapidez de seus movimentos, a intensidade e a penetração.
Não posso acreditar. Esta mulher me leva de um orgasmo a outro de maneira ininterrupta. Estou toda molhada. E quando sinto que o prazer se prolonga por meu corpo, grito e caio para
trás.
    Diana, então, me abre rapidamente as coxas e toma posse do que deseja em mim. Chupa,
lambe. E de novo me entrego. Cedo completamente, desejando que não pare.
    Quando acho que se saciou de mim, tira os clamps e me chupa os mamilos. A suavidade de sua
língua me reconforta e mais ainda quando sopra, e sinto um formigamento delicioso em meus
seios. Uhm, adoro.
    Penso em Emma. Em seus olhos. Em como deve estar me olhando neste momento — eu a 
imagino com um tesão absurdo, completamente excitada. Ouço então sua voz:
    — Diana, use o arnês duplo inflável.
    Ela tira da sacola algo que nunca vi antes. É uma espécie de calcinha de couro com
prendedores, uma bola e dois pênis, um por dentro da calcinha e outro por fora. Ela o entrega a
mim e diz:
    — Bote em mim.
    Excitada, eu a olho, com os mamilos como pedra e a tal calcinha na mão. Nunca usei um
negócio desses. Ela me explica:
    — Me enfie o pênis que tem dentro e depois prenda o arnês na cintura pra que eu possa te
foder.
    Então, fica de joelhos na cama, separa as pernas e exige, me dando tapas:
    — Vamos, bote de uma vez.
    Ao enfiar as mãos entre suas pernas, sinto sua excitação.
Separo com os dedos seus lábios vaginais, que são suaves e estão molhados, e meto lentamente
o pênis. Gosto dessa sensação de controlar o momento.
    Eu gostaria de ser a ama?
    Depois que boto o arnês em seu corpo, prendo as correias em seus quadris.
    — Deite, Regi, e abra as pernas. Quando eu te penetrar, me rodeie a cintura com elas e me
responda, tá bem?
    Deito. De joelhos, com o arnês posto, Diana observa o que faço e, quando abro as pernas, se
deita sobre mim. Depois de introduzir lentamente o outro pênis em mim, murmura:
    — Agora as pernas.
    Obedeço. Com uma das mãos, ela aperta a bola que está enganchada no arnês e explica:
    — Estou inflando o pênis que está dentro de você para te alargar.
    Segundo a segundo, minha vagina se enche mais e mais.    Nunca tive nada tão grosso assim
dentro de mim. Quando acho que vou arrebentar, Diana para e diz:
    — Me dê as mãos.
Mais uma vez obedeço. Pegando-as, ela as coloca por cima de minha cabeça e, apertando-me
contra o colchão, mexe os quadris.    Nós duas gememos.
    — está gostando?
    — Estou.
    De novo se aperta contra mim, e gememos. A sensação é plena e minha vagina se dilata para
se amoldar ao pênis. Sem parar, ela entra e sai de mim, e fico ofegante.
    Nesse momento, Emma diz:
    — Mais fundo, Diana. Regina gosta.
    Ela põe minhas pernas em seus ombros e vai mais fundo, como Emma pediu.
    Meus gemidos se transformam em gritos de prazer.
    Sim, sim, eu gosto.
    Enlouquecida, pego os seios de Diana e a obrigo a colocá-los na minha boca. Enquanto
mordo os mamilos e vejo que ela gosta, ela me penetra, sem piedade. Eu lhe arranho as costas e
gemo com seus mamilos entre os lábios.
    — Sim, sim, não pare, não pare.
    Ela não para.
    Me obedece.
    Me dá tudo o que peço.
    Estou muito excitada. Estou ardendo, pegando fogo.
    E quando o prazer se espalha por nós duas, Diana cai sobre mim, e grito ao sentir que cheguei
ao orgasmo.
    Esgotada, suada e satisfeita, vejo Emma e Helena nos espelhos do teto.
   — Me olhe — exige Diana.
    Obedeço. Ela me agarra os ombros e me faz gritar. Eu, em troca, lhe mordo um mamilo. Isso
a anima e, como uma possessa, aperta sua pélvis contra a minha, e nós duas gememos.
    Minutos depois, quando seu ataque termina, minha respiração se normaliza. Não me mexo.
Não sei se Diana já se saciou. Ela manda, eu obedeço. A brincadeira é essa. E eu gosto. Gosto
muito.
    Quando ela sai de mim, minha vagina aos poucos vai voltando ao normal.
    Diana se deita ao meu lado e, me olhando, explica:
    — Eu continuaria com você o resto da noite, mas não quero ser egoísta. Agora é a vez delas.
    — E, levantando a voz, diz: — Emma, por ora acabei.
    Sorrio. Gosto de ouvir isso de “por ora”.
    Quero repetir a dose com Diana.    Ela me deixa louca.
    — Regi, venha pra jacuzzi — diz Emma.
    Me levanto. Minhas pernas tremem, meu gozo escorre por elas, mas caminho até lá. Quando entro na jacuzzi, me lembro que Emma disse que na volta eu devia me sentar entre ela e Helena. Sento e
suspiro ao sentir a água em minha pele.
    Que delícia!
    Embaixo da água, sinto que Emma procura minha mão. Eu a dou e aperto a dela. Sei o que ela está me perguntando com esse gesto. Durante uns minutos ninguém diz nada, ninguém se mexe. Fecho os olhos e aproveito o momento. Sei que esperam que eu me recupere.
Quando ouço um ruído, abro os olhos. Diana está na ducha, e Emma diz:
    — Masturbe a gente.
    Como tem minha mão presa, a leva até seu sexo e com a outra mão acaricio Helena, por baixo do fecho de sua cinta. Ambas estão muito excitada, prontas para mim e, embora quisesse fazer outra coisa com elas nesse momento, tenho que obedecer. Eu as masturbo.
    Meus movimentos são rítmicos.  Subo e desço os dedos estre seus lábio, girando-os sobre o clitóris. As duas mãos ao mesmo tempo, em rítmos descompassados. Olho o espelho diante de mim e observo que elas estão de olhos fechados. Elas se entregam ao prazer que continuo proporcionando.
Em pouco tempo meus ombros doem. Isto é cansativo, mas não paro. Não quero
decepcioná-las. Continuo meus movimentos, e minha linda diz com voz entrecortada:
    — Diana, troque o CD. Bote o azul.
    A mulher obedece. Quando soam os primeiros acordes de Cry me a river, de Michael Bublé,
   Helena e eu sorrimos. Ela diz:
— Esta música sempre me lembra você.
    Emma se move, vejo seus seios em pé, os mamilos durinhos. Me esqueço de Helena. Minha esposa é o máximo, e
fico louca.
    Eu a desejo.
    Eu a desejo dentro de mim com urgência, uma ânsia viva.
   Com um sorriso que me demonstra que está gostando, vai até uma parte da jacuzzi onde quase se pode deitar, e antes de o fazer, pede que Diana pegue uma cinta de tiras marron, que está dentro de uma das sacolas que ela e Helena trouxeram. Diana pega, leva a até e a ajuda a colocar. Depois meu amor se inclima para trás, me olha com desejo e diz:
    — Vem, pequena, venha pra cima de mim.
    Excitada, vou até ela e a beijo.    Sua língua se enrosca na minha. Sorrimos, brincamos, nos acariciamos. Ela me agarra para, lentamente, entrar em mim. Gemo.
    — Você me deixa louca, moreninha.
    Sorrio. Ela me abraça e murmura:
    — Tua entrega me excita cada dia mais.
    — Eu sei.
    Enquanto mexo os quadris e busco meu prazer, digo no ouvido dela:
     — Gosto do que fazemos e gosto que me dê ordens.
    Me fitando bem nos olhos, ela concorda e me penetra com força.
    — Pelos teus gemidos, sei que gostou muito.
    — Sim. Muito.
    Com um sorriso perigoso, que me arrepia, Emma acrescenta:
     — Agora vai se divertir mais. — E, olhando por cima de meu ombro, diz: — Helena, esperamos você.
    Sinto que a água da jacuzzi se move, e nossa amiga fica atrás de mim.
    —Adoro tua bundinha, linda.
Meu olhar é mais intenso quando ouço minha mulher dizer:
    — Neste momento é toda tua, Helena. Vamos gozar com minha mulher. E Regi vai
enlouquecer conosco.
    Helena me beija o pescoço e, agarrando meus mamilos doloridos, murmura:
    — Estou louca por isso.
    Quatro mãos me acariciam embaixo d’água, enquanto Michael Bublé canta.
    Emma separa minhas nádegas e Helena guia sua "ereção" até meu ânus. Sem necessidade de lubrificante, ele se dilata. Em questão de segundos, as duas mulheres me possuem na jacuzzi, enquanto Diana nos observa e toma sua bebida.
    — Assim, querida, assim. Me diga que gosta.
    — Gosto, sim.
    Por trás, Helena pergunta:
    — Mas gosta quanto?
    — Muito, muito — respondo.
    — Quero que aproveite tudo com a gente, querida.
    — Estou aproveitando, meu amor, aproveitando ao máximo — sussurro, tendo certeza disso.
    Elas me possuem sem descanso.
    Enlouqueço entre minhas duas mulheres preferidas. Amo Emma com loucura, minha vida sem ela não teria sentido. Gosto de Helena como amiga e parceira sexual.   Nosso trio é sempre excitante e
sacana. Nós três nos ajustamos de maneira incrível e sempre que ficamos juntas é tudo muito bom.
    De repente, Emma se reclina um pouco mais na jacuzzi e diz, olhando Helena:
    — Duplo.
    — Tem certeza? — pergunta ela.
    — Sim.
    Não sei ao que se referem. Sinto apenas que Helena sai de mim, se levanta, tira o preservativo e coloca outro. Depois se agacha de novo na jacuzzi e, tocando a entrada da minha vagina embaixo d’água, onde Emma me penetra, murmura em meu ouvido, enquanto um de seus dedos
entra em mim.
    — Mmmm... apertadinha. Adoro.
    Isso me deixa tensa. Dupla penetração vaginal?
    Olho Emma. Está calma,muito segura. Mas tenho medo de que doa. Ela percebe isso e me diz,
bem pertinho de minha boca:
    — Calma, pequena. Diana te dilatou. — Me beija. — Depois, querida, eu nunca permitiria
que você sofresse.
    Concordo, enquanto seu beijo me domina, e sinto o dedo de Helena junto ao dildo de Emma em meu interior. Depois de um dedo, entram mais dois, até que minha esposa linda para um pouco de
se mover. 
    Helena bota então a ponta de seu "pênis" em minha vagina e tira os dedos. Depois de dois movimentos, sinto que seu dildo duro entra totalmente, colado ao de meu amor.
    — Assim, pequena, assim. Aproveita.
    — Santo Deus, Regima, que maravilha — diz Emma ao meu ouvido, enquanto se aperta mais
contra mim.
    Gemo, gemo, gemo.
    Minha vagina fica totalmente dilatada de novo. Dois pênis juntos, quase fundidos um no outro, entram e saem de mim, e eu só posso gemer e me abrir para eles.
    Sim, sim, estou fazendo isso. Elas estão dentro de mim ao mesmo tempo.
    Enlouquecida, Emma me aperta a cintura e pergunta:
    — Tudo bem, querida?
    Aceno que sim. Só posso acenar e desfrutar aquele instante.
    Excitada, Helena se mexe atrás. Suas mãos me abrem as nádegas, me aperta.
    — Me diga o que sente.
    Mas não posso falar. Estou tão tomada pelo desejo que só posso gemer.
    — Vamos, Regi— murmura Emma. — Diga o que sente ou paramos.
    — Não... não parem... por favor... Não parem... Eu gosto — consigo balbuciar.
    Estou tremendamente excitada.
    O desejo intenso me sobe pelo corpo todo. Estou fervendo. Quando a excitação chega à
minha cabeça, grito e me deixo cair sobre Emma, enquanto elas penetram meu corpo em busca do prazer delas.
    Minha nossa, que sensação. Toco o botão da jacuzzi, e as borbulhas nos rodeiam.
     Estou entre minhas duas gigantes.
    Ambas me acariciam, me dão mordidinhas, me exigem, me penetram.
   Seus dildos, rígido, apertados um contra o outro, entram e saem de mim, enquanto o prazer me percorre e grito enlouquecida, me pressionando contra Emma e Helena.
    O ruído da água ao se movimentar abafa nossas vozes, nossas respirações fortes, nossos gritos de prazer. Mas eu as ouço. Ouço meu amor, ouço Helena, ouço a mim mesma, até que nós três somos arrastados por um orgasmo devastador.


     Nessa noite, quando chegamos em casa lá pelas cinco da manhã, estou esgotada. Quando o táxi nos deixa no portão, está friozinho. Em setembro, na Alemanha, já começa a esfriar.
Emma me pega firme pela mão. Em silêncio, caminhamos para casa. Susto e Calamar vêm na nossa direção. Com carinho, Emma e eu beijamos os cachorros, e eles correm à nossa volta até irem
embora.
    Sorrio. Gosto de minha vida. Ainda não consigo acreditar em tudo que fiz nesta noite, mas tenho certeza de que vou querer repetir.
    Sou uma máquina sexual! Quem me diria uma coisa dessas?
    Quando chegamos à porta de nossa casa, puxo Emma e, olhando para ela, digo:
   — Eu te amo. E adoro tudo o que fazemos juntas.
    Ela sorri.
    — Agora e sempre, querida.
    Nos beijamos...
    Nós nos amamos...
    Nós nos adoramos...
    Depois do beijo carinhoso, Emma abre a porta, e vemos luz na cozinha. Surpresas, nos olhamos e vamos até lá. Graciela e Laura se beijam.
    As pombinhas nos olham.    Divertida, pergunto:
    — O que fazem acordadas até tão tarde?
    Sem se levantar das pernas de Laura, Graciela sorri.
    — Estávamos com sede e viemos beber algo gelado.
    Sobre a mesa há uma garrafinha com rótulo rosa. Emma, achando graça, me olha e exclama:
    — Boa escolha!
    — Claro, cara, este Moët Chandon rosado está maravilhoso.
    Emma e eu sorrimos.
    — Essa garrafinha com rótulo rosa é demais! — digo.
    Rindo, nos sentamos para beber umas taças com os duas. Em certo momento em que Emma e Laura conversam, Graciela murmura para mim:
    — Se antes eu já gostava desta mexicana, agora me enlouquece.
    — Tudo bem entre vocês?
    — Mais que bem, sensacional!
    Isso me faz sorrir. Penso que, às vezes, o amor é algo muito grande, grandíssimo. E esta é uma dessas ocasiões. 
    Quinze minutos depois, nos despedimos delas, e meu amor e eu vamos para nosso quarto. Estamos cansadas. Quando nos despimos nos deitamos na cama, Emma me acaricia a cabeça com
delicadeza. Sabe que adoro isso.
    — Durma, pequena.
    Me aconchego entre seus braços e, feliz da vida, durmo.
    









6 comentários:

  1. Eu venho sempre aqui, amo essa história e bem vinda de volta.

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  2. Nossa, depois de muito tempo lembrei dessa história e já vim correndo pro site pra ver se tinha alguma atualização! Fiquei feliz quando vi um capítulo novo!!! Ansiosa para o próximo

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  3. Caramba, eu havia até desistido de ler....
    Vim aqui pq havia me lembrado e resolvi ler alguns capítulos, que bom que você voltou

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  4. Leio releio amo sua história queria que fosse eterna . Quem sabe esse ano vc não posta de novo. Féliz ano nohi

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  5. mds acompanho essa fic desde o começo e tenho paixão eterna, nem acredito que você continua postando.

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