segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Peça-me o que Quiser, Capítulo 56

Olá, boa tarde! Faz muito tempo desde a última postagem, eu sei, e não imagino se alguém ainda aparece por aqui atrás da história, mas vamos lá rss.

Lua, obrigado pelas mensagens, pela insistência e claro, pela paciência :).  Um beijo e espero que goste! 


Apreciem!
Boa leitura.


    Quando saímos da barraca, Emma me passa um braço pelos ombros e tenta evitar que as pessoas se encostem em mim. Gosto do seu jeito protetora e acho graça. É possessiva. Não suporta que outras pessoas me olhem ou me toquem; mas em nossos momentos íntimos, fica excitada ao me oferecer a eles.
    No começo de nossa relação, eu mesma não conseguia entender isso. Era de pirar! Mas, depois de meses praticando o mesmo tipo de sexo que ela, sei diferenciar uma coisa da outra. A vida, o respeito e o dia a dia são uma coisa; as fantasias sexuais, quando decidimos vivê-las, são outra.
    Eu também não suporto que nenhum homem ou mulher olhe ou paquere Emma. Fico uma fera. Mas, quando estamos nas nossas brincadeiras, gosto de ver seu prazer.
    Sei que para muita gente nossa relação, em especial nossa sexualidade, é algo difícil de entender. Minha irmã na certa botaria a boca no mundo e me chamaria de degenerada, puta e coisas piores, e meu pai, bem, nem quero imaginar. Mas é a nossa relação e, com nossas próprias regras, tudo funciona às mil maravilhas, e não quero que mude. Me recuso! Emma me revelou um mundo excitante e prazeroso que eu desconhecia e que me atrai muito.
    Gosto que me observem quando faço sexo.
    Gosto que sintam prazer quando minha parceira me abre as pernas para outros.
    E gosto de ver como minha parceira tem prazer com isso.
    Estou perdida em meus pensamentos, enquanto Emma vai abrindo caminho no meio da multidão. Quando saímos da confusão, ela para um táxi e dá o endereço. Em seguida me diz:
    — Está muito calada. O que há?
    Eu a olho. Quero ser sincera.
    — Penso no que vai acontecer.
    Sorri e murmura ao meu ouvido, para que o taxista não nos ouça:
    — O que quer que aconteça?
    — O que você quer?
    Minha linda apoia a cabeça no assento do carro, respira fundo e, com intimidade, sussurra em
espanhol:
    — Quero olhar, quero te foder e quero que te fodam. Desejo beijar tua boca, desejo que você gema. Desejo tudo, absolutamente tudo o que você esteja disposta a me dar.
    Como um bonequinho, aceno que sim de novo, e meu estômago volta a se contrair. Ouvir Emma dizer “foder” me excita, me deixa pronta! Minha calcinha já está molhada só de pensar.
    — Te darei tudo o que você quiser.
    Meu amor sorri.
    — Agora mesmo quero a calcinha.
    Dou uma risada. Ah, Emma e minha lingerie.
    Obedeço, disfarçadamente, sem que o taxista se dê conta, do contrário eu morreria de vergonha. Emma leva a calcinha ao nariz, depois a guarda no bolso da calça.
    Vinte minutos mais tarde — eu ainda sem calcinha —, o táxi para numa rua movimentada.
Saímos do carro, meu amor me segura possessiva pela cintura, e vamos até a porta de um bar iluminado, que se chama Sensations. O porteiro nos olha e, ao nos ver ainda com os trajes típicos, sorri e nos deixa passar.
    Muitos casais no bar estão vestidos como nós. Isso me deixa mais calma. Vamos direto até o fundo. Emma abre uma porta, e entramos numa segunda sala. Ali a música não está tão alta como na primeira, e observo que as pessoas nos olham. Somos os novatos, atraímos a atenção.
    Emma me leva até um balcão, onde vejo que dois homens e uma mulher se acariciam intimamente. Sorrio, sem surpresa, e os observo naquela brincadeira sensual, enquanto Emma pede
duas bebidas.
    — Quero saber por que está rindo — diz minha esposa ao meu ouvido.
    Animada, me sento num dos bancos e, depois de apontar o trio que se diverte perto da gente, boto os braços em volta do pescoço de Emma.
    — Acabo de lembrar de quando, em Barcelona, você me levou naquele bar de swing, me
sentou num banco e me fez abrir as pernas pra que outros olhassem. Naquela noite você me excitou à toa, não quis nada comigo.
    — Foi meu castigo por você ir embora do hotel sem me avisar, pequena — responde sedutora, me beijando o pescoço. — Isso te excitou muito.
    — E como.
    Minha respiração se agita quando Emma, minha Emma, meu amor, pega minha saia longa e começa
a subi-la lentamente até minhas coxas. Muito animadinha!
    — Há um homem à tua direita que não para de nos observar. Eu me excitaria muito se ele pudesse ver alguma coisa a mais de minha mulher. Você quer?
    Suas mãos sobem pela parte interna de minhas coxas até chegar a meu púbis. Me acaricia. Eu o olho com paixão e sussurro:
    — Quero, sim.
    Não espera mais. Me beija e em seguida vira o banco. O homem, de uns cinquenta anos, atraente, nos observa. Me encara e vai descendo o olhar. Atrás de mim, Emma me abre mais as pernas. Vejo como os olhos do desconhecido se dilatam e brilham.
    Excitada, eu mesma subo mais a saia, e Emma diz ao meu ouvido:
    — Está louquinho pra que o convidemos a se meter entre tuas pernas. Olhe pra ele. Seus olhos te possuem, viu? Concordo, enquanto percebo como estou molhada e minha respiração se acelera. Emma sabe e, pondo uma das mãos sobre o corpete, toca um de meus seios.
    — Você é apetitosa, querida, muito apetitosa. — Enquanto o desconhecido cinquentão não
tira os olhos de mim, Emma pergunta: — Nunca transou com uma pessoa dessa idade?
    Nego com a cabeça.
    — Não. A pessoa mais velha com quem me relacionei foi você.
    Minha linda apoia a cabeça em meu ombro.
    — Que acha de transar com ele?
— Acho muito bom — respondo  sem pensar.
    Numa hora dessas, na excitação em que estou, só desejo que me satisfaçam. Imagino coisas.
    Me viro e sorrio.
    — Por que sorri, pequena?
    Olho bem dentro de seus olhos e umedeço meu lábio inferior.
    — Esta noite eu também quero brincar com você.
    Emma me entende. Percebo logo. Mas ela não sorri.
    — Quero ver um homem te chupar — sussurro.
Olha para o chão. Depois olha para mim e levanta as sobrancelhas.
    — Gosta tanto de ver isso?
    — Gosto.
    — Não tem medo de que eu possa gostar mais disso do que outras coisas?
    Rio. Se tenho certeza de alguma coisa é de que ela sempre gostará mais e irá preferir as mulheres.
    — O seu prazer é o meu prazer, Emma. O que fazemos entre quatro paredes, com mútuo consentimento, é apenas nosso. Nosso momento. Então, não. Sei o quanto gosta de mulheres, o quanto me ama. Confio em você.
    Emma sorri. Entende o que acabo de dizer. Move a cabeça e me beija.
    — Muito bem, pequena. Brinquemos as duas. Mas só sexo oral.
    — Emma, quanto tempo sem aparecer!
    Essa voz nos tira de minha bolha sensual. Sorrio. Saber que Emma está disposta a entrar em meu jogo me excita ainda mais. Muito mais.
    Meu amor e a desconhecida se cumprimentam com dois beijinhos.
    — Oi, Lourie. Esta é minha mulher, Regina
    Excitada, sorrio. Não posso nem falar quando Emma diz:
    — Viu Helena?
    A mulher acena que sim e cumprimenta, com uma piscada, uma outra mulher que passa ao nosso lado.
    — Está no reservado dez.
    Puxa, nossa amiga não perde tempo.
    Fecho as pernas e baixo a saia.   Ao ver isso, Emma sorri e me dá um beijo na testa. Durante uns vinte minutos, nós três conversamos, e vejo que o homem maduro que me olhava já encontrou outro casal com quem se divertir e desapareceu com ele atrás de uma cortina vermelha. Mas também noto que Lourie não para de olhar meus seios, até que diz:
    — Tua mulher é linda.
    Minha esposa concorda:
    — Os seios dela te enlouqueceriam.
    Lourie volta a olhar para eles e, ao se afastar, diz:
  — Me ligue.
    Surpresa com essa conversa esquisita, pergunto:
    — Que história é essa sobre meus seios?
    Emma sorri.
    — Lourie adora seios, adora chupar mamilos.
    Isso me deixa admirada. Mas não posso continuar perguntando, porque Emma me desce do banco. Vamos até a cortina vermelha, atrás da qual vi desaparecer aquele senhor e outros casais.
    Ao ultrapassá-la, ouço gemidos, muitos gemidos e gritos de prazer. Olho ao redor e vejo vários reservados separados por cortinas coloridas. Emma abre várias cortinas, e eu olho. Nos cubículos vejo várias pessoas fazendo sexo das formas mais variadas.
    — Que acha? — pergunta Emma diante de um dos reservados.
    Depois de passar meus olhos curiosos pelo quartinho e ver um homem com duas mulheres, respondo:
    — Que estão se divertindo.
    Saímos dali, e Emma abre outra cortina. Vemos um casal com vários homens. Brincam e se divertem com a mulher e entre eles. O homem maduro e atraente que nos olhava no balcão, ao nos ver, para e se levanta, enquanto os outros continuam na brincadeira. Seus olhos me percorrem o corpo de novo. Emma entra no reservado e diz:
    — Deite na cama, Regina.
    Obedeço sem discutir. Me deixa a mil quando me ordena alguma coisa com esse tom de voz.
    A cama balança com o movimento das outras pessoas, e eu fico louca olhando-as. Me dou conta de que a mulher me olha, me sorri, e eu sorrio para ela. Emma se aproxima, senta na cama e diz, inclinando a cabeça:
    — Desejo que você se acaricie pra mim, tá bem?
    Deitada na cama, concordo. É o que desejo, mas sussurro:
    — Antes eu quero outra coisa.
    Emma me olha. Já conhece e intui o que vou pedir.
    — Já sabe o que é, né?
    Minha linda resiste. Mas eu insisto:
    — É o nosso acordo. Só sexo oral, lembra?
    Acena que sim. Sorrio. Olho o cinquentão que está na nossa frente e digo:
    — Ajoelhe diante dela.
    Sem hesitar um segundo, o desconhecido obedece. Desabotoo a calça de Emma e ordeno ao homem:
    — Chupe. — Ele pousa as mãos na calça de Emma, que estremece, mas não se mexe diante do meu olhar. Com delicadeza, o homem abaixa a calça de meu amor e a calcinha rendada, deixando tudo pelo meio das pernas. O sexo de Emma aparece completamente depelado. Suspiro enquanto o homem ajoelhado diante do meu amor a toca. O homem adora. Curte. E passeia a mão por entre as pernas de Emma, deixando-a molhada e excitada.
    Emma me olha e eu sorrio.
    Em seguida, o cinquentão aproxima sua boca da cabeça de suas vagina a lambe e chupa. Emma fecha os olhos, e eu fico toda arrepiada.
    Excitante!
    Com imenso prazer, observo como o desconhecido é um senhor especialista. Percorre cada milímetro do sexo de Emma com sua língua, lenta e pausadamente, para depois cair de boca em seus lábios, brincando com eles, passando a língua em seu clitóris.
    Calor!
    Suas mãos acariciam apertam a bunda de Emma com delicadeza. E Quando tira a boca de minha icewoman, ela arqueja, querendo e pedindo por mais. Então o cinquentão volta a chupa-la. O corpo de meu amor vibra de prazer, enquanto joga a cabeça para trás.
    Ardor!
    A respiração de Emma se acelera em segundos, e a minha também. Ver isto me parece excitante, caliente, pervertido, mais ainda quando observo que minha linda se delicia, que as veias de seu pescoço se dilatam.
    Cada vez mais calor!
    Tudo ali é excitante. A meu lado, três homens proporcionam prazer a uma mulher e um desconhecido a minha louca amor, enquanto observo o espetáculo que eu provoquei. É demais.
    Estou toda molhada.
    Nesse instante, o cinquentão desliza uma de suas mãos para o meio da bunda de  Emma com a intencão de separar- lhe as nádegas. Mas quando vai meter um dedo no cu, minha linda esposa o para. O homem não insiste e volta a se concentrar unicamente em seu sexo molhado. Entende a negativa e intensifica suas lambidas. Ouço Emma gemer de novo.
    Fogo!
    Com a mão direita, Emma começa a empurrar a cabeça do desconhecido com força, para fazer com que a chupe maid intendamente. O homem fica louco com essa exigência.
    Eu mais.
    Ele se encosta mais em Emma e, agarrando-a com força pela bunda, repete a mesma ação até
que meu amor, meu maravilhoso amor não aguenta mais, solta um gemido e goza.
    Incêndio!
    Quando acabam, o desconhecido vai para o banheiro. Eu me levanto da cama e, com uma jarrinha de água, lavo a vagina de minha esposa. Depois a seco e pergunto:
    — Tudo bem?
    Emma concorda, sorridente.
    — Excitada?
    — Muito.
    Instantes depois, o cinquentão volta. Sem necessidade de que Emma diga nada, me deito de novo na cama.
    Sem falar, o homem levanta minha saia até a cintura, e eu me mexo nervosa. Em seguida, ele passeia as mãos por minhas coxas e as separa um pouco para jogar água sobre meu sexo. Lê minha tatuagem e sorri. A água me refrescando cai bem. Fecho os olhos, e Emma sussurra:
    — Abra as pernas para ele.
    Obedeço. É excitante. Sinto a respiração do homem entre minhas pernas. Suas mãos abrem meus lábios, me tocam, e um de seus dedos entra em mim.
    Brinca.
    Aperta.
    Abro os olhos e Emma diz:
    — Assim, deixe entrar, assim.
    O momento...
    A voz de Emma...
    Suas ordens...
    Tudo me deixa ardendo de prazer em segundos. Enquanto isso, as outras pessoas vivem suas fantasias ao nosso lado.
    O desconhecido coloca e tira o dedo de dentro de mim, enquanto com a língua chupa o clitóris, e minha respiração se torna sibilante. Perco a noção do tempo em que ficamos assim. Sei apenas que aproveito o momento ao máximo.
    De repente, ele para, bota um preservativo e se deita sobre mim. Então Emma avisa:
    — Sua boca é só minha.
    O desconhecido concorda e, passando um de seus braços por baixo de meu traseiro, me levanta e, exigente, impaciente, me penetra. Oh, sim, é tudo o que eu preciso.
    — Me olhe — pede Emma.
    Olho. Sem parar, o homem com quem sequer falei nem sei como se chama, entra e sai de mim sem parar, e eu quero que vá mais fundo. Preciso que vá, então boto as pernas em seus ombros. Isso o excita. Sorri e, me agarrando os quadris, mergulha em mim. E eu sufoco quando Emma, aproximando-se de minha boca, murmura:
    — Vamos, querida, me dê teus gemidos.
    Me falta ar, mas beijo meu amor e gemo como ela pediu. Estou ofegante sob sua boca. Emma bebe meus gemidos, enquanto seus dentes mordem meus lábios. Isso a excita, isso a deixa louca.
E o homem continua sua festa particular dentro de mim, e eu me entrego ao prazer. Até que ele não se aguenta mais e goza, após uma última metida que me faz gritar.
O desconhecido sai de mim e de novo joga água no meu sexo.
    Delícia!
    Depois pega um pano limpo e me seca. Passados uns segundos, meu coração se acalma. Emma
me segura pela mão e diz:
    — Levante, querida.
    A saia desliza para os pés.
    Sem olhar para trás nem trocar uma palavra com o desconhecido, saímos do reservado. Emma
tem pressa.
    Ao chegar ao corredor, onde se ouvem mil gemidos, minha dona, meu amor, minha mulher, me segura entre seus braços, me encosta contra a parede e me beija. Seu beijo é exigente, louco, devastador. Embriagada pela loucura que demonstra, lhe correspondo. Então sinto sua mão adentrando meu vestido e no minuto seguinte, me penetra com dois de seus longos dedos.
    Sim, sim, esses são o contato e a profundidade que preciso.
    Emma!
    Sem uma palavra, minha exigente esposa entra em mim várias vezes sem parar. Eu me grudo nela, com uma das pernas arqueada, gemendo e me agarrando em seus ombros.
    Emma aperta mais contra a parede, e envolve minha sintura com seu braço esquedo e mete cada vez mais dentro de mim. Eu enlouqueço.
   — Vou gozar, meu amor! Vem, goza para mim! Venha para mim!
   Está muito excitada, estamos muito excitada. com o que viu, e suas penetrações buscam uma satisfação que eu sei que
precisa e que eu quero lhe dar. Instantes depois, meu corpo inteiro treme, o de Emma também. Ela geme, range os dentes e gozamos. Ainda com nossos corpos colados, e nossas respirações aceleradas.
    Sem me soltar, diz:
    — Pena que foi tão rápido, mas me excitou demais ver o que você fazia.
    Com um olhar malicioso, digo:
    — Não se desculpe, meu amor. Foi ótimo e agora vou exigir muito mais. Sorrimos. Emma me beija, solta minha perna, me fixando os dois pés no chão. Sinto meu gozo ainda escorrendo por minhas
pernas.
    — Preciso de uma chuveirada.
    Ela concorda, e passamos pelo corredor dos gemidos. De repente, para, abre a cortina do reservado número dez. Lá estão Helena e Diana. Cada uma delas está com duas mulheres. Parecem
se divertir. Helena nos vê com seus olhos azuis e diz:
    — A gente se vê na sala dos espelhos. Está reservada.
    Emma acena que sim, e seguimos.
    — Nota-se que você conhece bem esse lugar.
    Meu amor sorri e me beija.
    — Tenho anos de vantagem na sua frente, querida.
    Emma abre uma porta, e entramos. Está escuro, mas, ao acender a luz, me surpreendo ao ver que as paredes, o teto e o assoalho estão cobertos de espelhos. De repente, a luz se torna violeta. 
    Minha linda me beija e diz:
    — Tua cor preferida.
    Sorrio e a beijo — adoro seus lábios. Então ela me agarra pela bunda.
    — Vamos tomar uma ducha.
    Entre risos, tiramos os trajes típicos e nos metemos debaixo de uma ducha moderna.
    — Tudo bem, querida?
    Concordo, sorridente. Já estava com saudade dessa pergunta.
    A água corre por nossos corpos. Estamos curtindo o momento, quando Emma diz:
    — Você está conseguindo de mim coisas que sempre achei impossíveis.
    Sei que se refere ao homem de antes.
   —Adoro ver teu rosto quando um homem te chupa.
    Sorrimos e nos beijamos.
    Quando saímos da ducha, a impressionante jacuzzi que há num lado do aposento, cheia de água que muda de cor, nos atrai logo. Emma me pega nos braços, e entramos nela.
    Ela me beija, eu a beijo.
    Ela me faz carinhos, eu faço carinhos nela.
    Ela me toca, eu a toco.
    Tudo entre nós é pura excitação.    Então a porta se abre e entra Helena acompanhada por Diana. Vêm nuas, embora Helena esteja com uma cinta e trazem umas sacolas, que deixam sobre a cama. Sorriem para nós na jacuzzi e vão direto para a ducha. Depois Helena vem para a jacuzzi também, e Diana pega uns CDs de música na sacola e os examina. Escolhe um, deixando o resto numa cadeira. Instantes depois, ouço a voz de Duffy cantar Mercy.
    Por fim Diana vem para a jacuzzi e, ao ver que cantarolo a canção, diz com voz melosa:
— Adoro esta mulher.
    Nós quatro conversamos um pouquinho. Comentamos sobre o que fizemos esta noite ali no bar, e eu me surpreendo sendo tão franca como elas. Falo de sexo normalmente e me divirto
com a conversa.
    — Sério, nunca experimentou sado? — pergunta Diana.
    Emma e Helena sorriem, quando respondo:
    — Não. Dor não é comigo. Prefiro outro tipo de prazer.
    Diana concorda, e Emma diz:
    — Tudo bem, sado não é contigo, Regina, mas deu pra perceber que no sexo você é submissa e atende minhas ordens. Percebeu isso?
    — Sim, porque também me excita que você me obedeça.
   Ambos sorriem, e meu amor murmura:
    — Você é minha dona e eu sou tua dona.
    — E sexo é só sexo — encerro eu.
Me aproximo dela, toda sedutora, e sento entre suas pernas.
    — Sou tua e você é minha. Não se esqueça disso, amor.
Sem se preocupar com nossas parceiras, Emma diz:
    — Você está ousando mais e mais dia após dia. Primeiro você conheceu os vibradores, depois
os trios e o swing. E no dia que estivemos com Laura me dei conta de como você gosta de satisfazer o outro, de obedecer.
    Helena sorri.
    — Laura é chegada no sado. Tem muito prazer com certas coisas.
    As duas amigas se olham. Adoro a cumplicidade delas. Se comunicam com o olhar.
    — Com Regi — explica Emma —, não vai experimentar nunca certas coisas, porque antes ela cortaria o pescoço dela.
Rimos. Não é preciso entrar em detalhes ao que se referem. Imagino. Dor jamais entrará nos meus planos. Nem pensar.
Helena, que bebe champanhe ao nosso lado, ao ver como nos olhamos, diz, para nossa surpresa:
    — Espero conhecer algum dia uma mulher que me surpreenda, e vivo o sexo e a vida como
vocês vivem. Confesso que as invejo.
    Emma me beija e murmura:
    — Uma coisa boa em minha vida. Bom, já era hora, né?
    Helena concorda e toca a taça com a de sua amiga.
    — Como diria meu pai — digo —, com certeza tua cara-metade existe, só precisa encontrá-
la!
    Rimos todos. Emma me olha de uma maneira especial e diz:
    — Se, nesta noite, te dou ordens como tua dona, você vai obedecer?
Sorrio com expressão de mulher fatal.
    — Depende...
    Ela sorri. Ela gosta de minha resposta e explica:
    — Nunca te ordenaria nada de que não gostasse, querida.
    Convencida disso, respondo:
    — Ordene, minha senhora.
    Nossa brincadeira — nossa brincadeira excitante começa de novo. Só o olhar de Emma já me
excita. Sua boca me deixa louca, e vou gostar de suas ordens, sei. Emma tem razão, gosto de
obedecer e de lhe entregar tudo que quiser.
    — Regina, você se excita se vamos comentando o que sentimos enquanto a estamos fodendo,
né? — afirma Helena com a objetividade de sempre.
Concordo, e Emma confirma:
    — Sim, minha amiga. Minha mulherzinha é caliente, muito caliente.
    Diana, que até agora estava calada nos ouvindo, intervém:
    — O que me deixa louca é esse negócio de “Peça-me o que quiser”. Essa tatuagem que tem
naquele lugar me deixa muito excitada, quero fazer coisas com você e te pedir muitas outras,
Regina.
    — E o que espera fazer? — pergunta Emma e, com um sorriso malicioso, me olha e diz: —
Vamos brincar de amo e senhor.
Todas me olham. Não sei o que dizer. Minha respiração se acelera quando Diana diz:
    — Prometo ser uma ama... carinhosa.
    Ergo a sobrancelha. Não sei se vou gostar dessa brincadeirinha de amo e senhor. Então Emma
diz, decidida:
    — moreninha, como sou tua ama e senhora, quero que saia da jacuzzi e deite na cama para que Diana
faça o que quiser. Quando ela estiver satisfeita, volte pra jacuzzi e sente entre Helena e eu. Esta
noite tenho planos pra você, e você vai me obedecer.
    Nossa, me dá um nó no estômago!
    Sem hesitar, saio da jacuzzi ansiosa para entrar na brincadeira.    Quando pego uma toalha para
me secar, Emma diz:
    — Regi, não disse pra você se secar. Largue a toalha e deite na cama.
    Obedeço. Segundos depois, vejo que Diana sai também da jacuzzi.    Emma e Hela nos observam
em silêncio. Também sem se secar, Diana se aproxima, toca minha tatuagem que gosta tanto,
beija-a e murmura:
    — Vire.
    Não precisa repetir. Quando estou de bruços, ela se deita sobre mim e me acaricia. Sinto
como passeia seu corpo no meu.
    — De quatro.
    Obedeço. Diana pega então meus seios molhados e os aperta. Seus dedos acariciam meus
mamilos, e gosto da sensação. Enquanto isso, ela se encaixa por trás de mim. Fico excitada.
A sala de espelhos me dá uma boa visão de tudo. Sorrio ao ver como o olhar de Emma revela o
que está sentindo.
    Então Diana diz:
    — Deite.
    Quando deito, ela pega uma das sacolas que Helena e ela deixaram sobre a cama. Tira algo, que mostra a Emma. Ele acena que sim. Eu não sei o que é, até que Diana diz:
    — Me entregue teus seios.
    Obedeço. Vejo que se trata daquela espécie de pinça como a que Laura usou em mim. Me
acalmo. Coloca os clamps em meus mamilos e, puxando pela correntinha, diz enquanto gemo:
    — Tua ama te entregou a mim. Agora eu sou tua ama.
    Olho para Emma, ela confirma.
    Nesse instante, Diana pega meu rosto com uma das mãos e com a outra me dá um tapa. Me
encarando de perto, sussurra:
    — Não olhe pra ela. Olhe só pra mim.
    Estou a ponto de mandá-la ver se estou na esquina, mas reconheço que a situação me excita e
olho para Diana. Ela observa minha boca, se aproxima e, quando vai me beijar, para e diz:
    — Respeitarei tua boca, porque sei que é só de Emma, mas tomarei o resto como meu, porque
quero te possuir pro meu próprio prazer.
    Estou desconcertada. A voz dela é sibilante e sua expressão, agressiva. Mas mesmo assim,
excitada, não me movo, deixo que fique no comando da situação e espero os acontecimentos. Quando me tem como quer, se delicia com o que vê e, puxando os clamps, me estica os mamilos e murmura, olhando minha tatuagem.
    — Quero te chupar. Me entregue o que desejo.
    Separo as pernas e levanto os quadris em sinal de entrega. Diana sorri e, ansiosa para provar o que lhe ofereço, solta a correntinha e pega minha bunda com as mãos. Sua boca desce até meu sexo.
    Me beija, me dá umas mordidinhas, depois me abre com os dedos e ataca direto meu clitóris. Molha-o com a língua e então o chupa. Sinto um prazer enorme. Me chupa com voracidade, enlouqueço e abro mais as pernas. Quero que continue.
    Sua maneira exigente de me tocar e de me chupar sempre me excita. Diana tem a delicadeza de uma mulher; mas seu desejo é selvagem. Assedia meu corpo, e gemo.
    — Vamos, minha linda, vamos. Me dê teu gozo — exige.
    Lambida a lambida, ela consegue de mim tudo o que quer. Estou supermolhada e me escapam gemidos devastadores. Enquanto isso, Diana murmura:
    — Assim, assim, goze assim.
    Um calafrio me percorre o corpo. Diana para. Protesto e ela diz:
    — Fique de joelhos e abra as pernas.
    Ao me levantar, fico tonta, mas me recupero rapidamente e me ajoelho sobre a cama, como Diana. Antes que eu possa olhar Emma de novo, ela me segura pela cintura e, me puxando bem contra ela, introduz dois dedos em minha vagina molhada, enquanto diz:
    — Assim, vamos, gema pra mim. Me mostre o quanto você gosta.
Seus dedos entram e saem de mim sem parar. Deus do céu, esta mulher sabe o que faz. Estou ofegante e excitada, enquanto Diana ordena, contra minha boca:
    — Mexa, vamos, mexa, assim, assim... — sorri após um novo gemido meu. — Quero quegoze, que se molhe, pra depois eu abrir tuas pernas e beber teu gozo doce.
    Fico louca ao ouvir os sons de sua mão encharcada dentro de mim. Quero sentir sua boca
entre minhas pernas. Desejo sua língua em meu clitóris, e que beba meu gozo. Minha respiração parece uma locomotiva, e Diana aumenta a rapidez de seus movimentos, a intensidade e a penetração.
Não posso acreditar. Esta mulher me leva de um orgasmo a outro de maneira ininterrupta. Estou toda molhada. E quando sinto que o prazer se prolonga por meu corpo, grito e caio para
trás.
    Diana, então, me abre rapidamente as coxas e toma posse do que deseja em mim. Chupa,
lambe. E de novo me entrego. Cedo completamente, desejando que não pare.
    Quando acho que se saciou de mim, tira os clamps e me chupa os mamilos. A suavidade de sua
língua me reconforta e mais ainda quando sopra, e sinto um formigamento delicioso em meus
seios. Uhm, adoro.
    Penso em Emma. Em seus olhos. Em como deve estar me olhando neste momento — eu a 
imagino com um tesão absurdo, completamente excitada. Ouço então sua voz:
    — Diana, use o arnês duplo inflável.
    Ela tira da sacola algo que nunca vi antes. É uma espécie de calcinha de couro com
prendedores, uma bola e dois pênis, um por dentro da calcinha e outro por fora. Ela o entrega a
mim e diz:
    — Bote em mim.
    Excitada, eu a olho, com os mamilos como pedra e a tal calcinha na mão. Nunca usei um
negócio desses. Ela me explica:
    — Me enfie o pênis que tem dentro e depois prenda o arnês na cintura pra que eu possa te
foder.
    Então, fica de joelhos na cama, separa as pernas e exige, me dando tapas:
    — Vamos, bote de uma vez.
    Ao enfiar as mãos entre suas pernas, sinto sua excitação.
Separo com os dedos seus lábios vaginais, que são suaves e estão molhados, e meto lentamente
o pênis. Gosto dessa sensação de controlar o momento.
    Eu gostaria de ser a ama?
    Depois que boto o arnês em seu corpo, prendo as correias em seus quadris.
    — Deite, Regi, e abra as pernas. Quando eu te penetrar, me rodeie a cintura com elas e me
responda, tá bem?
    Deito. De joelhos, com o arnês posto, Diana observa o que faço e, quando abro as pernas, se
deita sobre mim. Depois de introduzir lentamente o outro pênis em mim, murmura:
    — Agora as pernas.
    Obedeço. Com uma das mãos, ela aperta a bola que está enganchada no arnês e explica:
    — Estou inflando o pênis que está dentro de você para te alargar.
    Segundo a segundo, minha vagina se enche mais e mais.    Nunca tive nada tão grosso assim
dentro de mim. Quando acho que vou arrebentar, Diana para e diz:
    — Me dê as mãos.
Mais uma vez obedeço. Pegando-as, ela as coloca por cima de minha cabeça e, apertando-me
contra o colchão, mexe os quadris.    Nós duas gememos.
    — está gostando?
    — Estou.
    De novo se aperta contra mim, e gememos. A sensação é plena e minha vagina se dilata para
se amoldar ao pênis. Sem parar, ela entra e sai de mim, e fico ofegante.
    Nesse momento, Emma diz:
    — Mais fundo, Diana. Regina gosta.
    Ela põe minhas pernas em seus ombros e vai mais fundo, como Emma pediu.
    Meus gemidos se transformam em gritos de prazer.
    Sim, sim, eu gosto.
    Enlouquecida, pego os seios de Diana e a obrigo a colocá-los na minha boca. Enquanto
mordo os mamilos e vejo que ela gosta, ela me penetra, sem piedade. Eu lhe arranho as costas e
gemo com seus mamilos entre os lábios.
    — Sim, sim, não pare, não pare.
    Ela não para.
    Me obedece.
    Me dá tudo o que peço.
    Estou muito excitada. Estou ardendo, pegando fogo.
    E quando o prazer se espalha por nós duas, Diana cai sobre mim, e grito ao sentir que cheguei
ao orgasmo.
    Esgotada, suada e satisfeita, vejo Emma e Helena nos espelhos do teto.
   — Me olhe — exige Diana.
    Obedeço. Ela me agarra os ombros e me faz gritar. Eu, em troca, lhe mordo um mamilo. Isso
a anima e, como uma possessa, aperta sua pélvis contra a minha, e nós duas gememos.
    Minutos depois, quando seu ataque termina, minha respiração se normaliza. Não me mexo.
Não sei se Diana já se saciou. Ela manda, eu obedeço. A brincadeira é essa. E eu gosto. Gosto
muito.
    Quando ela sai de mim, minha vagina aos poucos vai voltando ao normal.
    Diana se deita ao meu lado e, me olhando, explica:
    — Eu continuaria com você o resto da noite, mas não quero ser egoísta. Agora é a vez delas.
    — E, levantando a voz, diz: — Emma, por ora acabei.
    Sorrio. Gosto de ouvir isso de “por ora”.
    Quero repetir a dose com Diana.    Ela me deixa louca.
    — Regi, venha pra jacuzzi — diz Emma.
    Me levanto. Minhas pernas tremem, meu gozo escorre por elas, mas caminho até lá. Quando entro na jacuzzi, me lembro que Emma disse que na volta eu devia me sentar entre ela e Helena. Sento e
suspiro ao sentir a água em minha pele.
    Que delícia!
    Embaixo da água, sinto que Emma procura minha mão. Eu a dou e aperto a dela. Sei o que ela está me perguntando com esse gesto. Durante uns minutos ninguém diz nada, ninguém se mexe. Fecho os olhos e aproveito o momento. Sei que esperam que eu me recupere.
Quando ouço um ruído, abro os olhos. Diana está na ducha, e Emma diz:
    — Masturbe a gente.
    Como tem minha mão presa, a leva até seu sexo e com a outra mão acaricio Helena, por baixo do fecho de sua cinta. Ambas estão muito excitada, prontas para mim e, embora quisesse fazer outra coisa com elas nesse momento, tenho que obedecer. Eu as masturbo.
    Meus movimentos são rítmicos.  Subo e desço os dedos estre seus lábio, girando-os sobre o clitóris. As duas mãos ao mesmo tempo, em rítmos descompassados. Olho o espelho diante de mim e observo que elas estão de olhos fechados. Elas se entregam ao prazer que continuo proporcionando.
Em pouco tempo meus ombros doem. Isto é cansativo, mas não paro. Não quero
decepcioná-las. Continuo meus movimentos, e minha linda diz com voz entrecortada:
    — Diana, troque o CD. Bote o azul.
    A mulher obedece. Quando soam os primeiros acordes de Cry me a river, de Michael Bublé,
   Helena e eu sorrimos. Ela diz:
— Esta música sempre me lembra você.
    Emma se move, vejo seus seios em pé, os mamilos durinhos. Me esqueço de Helena. Minha esposa é o máximo, e
fico louca.
    Eu a desejo.
    Eu a desejo dentro de mim com urgência, uma ânsia viva.
   Com um sorriso que me demonstra que está gostando, vai até uma parte da jacuzzi onde quase se pode deitar, e antes de o fazer, pede que Diana pegue uma cinta de tiras marron, que está dentro de uma das sacolas que ela e Helena trouxeram. Diana pega, leva a até e a ajuda a colocar. Depois meu amor se inclima para trás, me olha com desejo e diz:
    — Vem, pequena, venha pra cima de mim.
    Excitada, vou até ela e a beijo.    Sua língua se enrosca na minha. Sorrimos, brincamos, nos acariciamos. Ela me agarra para, lentamente, entrar em mim. Gemo.
    — Você me deixa louca, moreninha.
    Sorrio. Ela me abraça e murmura:
    — Tua entrega me excita cada dia mais.
    — Eu sei.
    Enquanto mexo os quadris e busco meu prazer, digo no ouvido dela:
     — Gosto do que fazemos e gosto que me dê ordens.
    Me fitando bem nos olhos, ela concorda e me penetra com força.
    — Pelos teus gemidos, sei que gostou muito.
    — Sim. Muito.
    Com um sorriso perigoso, que me arrepia, Emma acrescenta:
     — Agora vai se divertir mais. — E, olhando por cima de meu ombro, diz: — Helena, esperamos você.
    Sinto que a água da jacuzzi se move, e nossa amiga fica atrás de mim.
    —Adoro tua bundinha, linda.
Meu olhar é mais intenso quando ouço minha mulher dizer:
    — Neste momento é toda tua, Helena. Vamos gozar com minha mulher. E Regi vai
enlouquecer conosco.
    Helena me beija o pescoço e, agarrando meus mamilos doloridos, murmura:
    — Estou louca por isso.
    Quatro mãos me acariciam embaixo d’água, enquanto Michael Bublé canta.
    Emma separa minhas nádegas e Helena guia sua "ereção" até meu ânus. Sem necessidade de lubrificante, ele se dilata. Em questão de segundos, as duas mulheres me possuem na jacuzzi, enquanto Diana nos observa e toma sua bebida.
    — Assim, querida, assim. Me diga que gosta.
    — Gosto, sim.
    Por trás, Helena pergunta:
    — Mas gosta quanto?
    — Muito, muito — respondo.
    — Quero que aproveite tudo com a gente, querida.
    — Estou aproveitando, meu amor, aproveitando ao máximo — sussurro, tendo certeza disso.
    Elas me possuem sem descanso.
    Enlouqueço entre minhas duas mulheres preferidas. Amo Emma com loucura, minha vida sem ela não teria sentido. Gosto de Helena como amiga e parceira sexual.   Nosso trio é sempre excitante e
sacana. Nós três nos ajustamos de maneira incrível e sempre que ficamos juntas é tudo muito bom.
    De repente, Emma se reclina um pouco mais na jacuzzi e diz, olhando Helena:
    — Duplo.
    — Tem certeza? — pergunta ela.
    — Sim.
    Não sei ao que se referem. Sinto apenas que Helena sai de mim, se levanta, tira o preservativo e coloca outro. Depois se agacha de novo na jacuzzi e, tocando a entrada da minha vagina embaixo d’água, onde Emma me penetra, murmura em meu ouvido, enquanto um de seus dedos
entra em mim.
    — Mmmm... apertadinha. Adoro.
    Isso me deixa tensa. Dupla penetração vaginal?
    Olho Emma. Está calma,muito segura. Mas tenho medo de que doa. Ela percebe isso e me diz,
bem pertinho de minha boca:
    — Calma, pequena. Diana te dilatou. — Me beija. — Depois, querida, eu nunca permitiria
que você sofresse.
    Concordo, enquanto seu beijo me domina, e sinto o dedo de Helena junto ao dildo de Emma em meu interior. Depois de um dedo, entram mais dois, até que minha esposa linda para um pouco de
se mover. 
    Helena bota então a ponta de seu "pênis" em minha vagina e tira os dedos. Depois de dois movimentos, sinto que seu dildo duro entra totalmente, colado ao de meu amor.
    — Assim, pequena, assim. Aproveita.
    — Santo Deus, Regima, que maravilha — diz Emma ao meu ouvido, enquanto se aperta mais
contra mim.
    Gemo, gemo, gemo.
    Minha vagina fica totalmente dilatada de novo. Dois pênis juntos, quase fundidos um no outro, entram e saem de mim, e eu só posso gemer e me abrir para eles.
    Sim, sim, estou fazendo isso. Elas estão dentro de mim ao mesmo tempo.
    Enlouquecida, Emma me aperta a cintura e pergunta:
    — Tudo bem, querida?
    Aceno que sim. Só posso acenar e desfrutar aquele instante.
    Excitada, Helena se mexe atrás. Suas mãos me abrem as nádegas, me aperta.
    — Me diga o que sente.
    Mas não posso falar. Estou tão tomada pelo desejo que só posso gemer.
    — Vamos, Regi— murmura Emma. — Diga o que sente ou paramos.
    — Não... não parem... por favor... Não parem... Eu gosto — consigo balbuciar.
    Estou tremendamente excitada.
    O desejo intenso me sobe pelo corpo todo. Estou fervendo. Quando a excitação chega à
minha cabeça, grito e me deixo cair sobre Emma, enquanto elas penetram meu corpo em busca do prazer delas.
    Minha nossa, que sensação. Toco o botão da jacuzzi, e as borbulhas nos rodeiam.
     Estou entre minhas duas gigantes.
    Ambas me acariciam, me dão mordidinhas, me exigem, me penetram.
   Seus dildos, rígido, apertados um contra o outro, entram e saem de mim, enquanto o prazer me percorre e grito enlouquecida, me pressionando contra Emma e Helena.
    O ruído da água ao se movimentar abafa nossas vozes, nossas respirações fortes, nossos gritos de prazer. Mas eu as ouço. Ouço meu amor, ouço Helena, ouço a mim mesma, até que nós três somos arrastados por um orgasmo devastador.


     Nessa noite, quando chegamos em casa lá pelas cinco da manhã, estou esgotada. Quando o táxi nos deixa no portão, está friozinho. Em setembro, na Alemanha, já começa a esfriar.
Emma me pega firme pela mão. Em silêncio, caminhamos para casa. Susto e Calamar vêm na nossa direção. Com carinho, Emma e eu beijamos os cachorros, e eles correm à nossa volta até irem
embora.
    Sorrio. Gosto de minha vida. Ainda não consigo acreditar em tudo que fiz nesta noite, mas tenho certeza de que vou querer repetir.
    Sou uma máquina sexual! Quem me diria uma coisa dessas?
    Quando chegamos à porta de nossa casa, puxo Emma e, olhando para ela, digo:
   — Eu te amo. E adoro tudo o que fazemos juntas.
    Ela sorri.
    — Agora e sempre, querida.
    Nos beijamos...
    Nós nos amamos...
    Nós nos adoramos...
    Depois do beijo carinhoso, Emma abre a porta, e vemos luz na cozinha. Surpresas, nos olhamos e vamos até lá. Graciela e Laura se beijam.
    As pombinhas nos olham.    Divertida, pergunto:
    — O que fazem acordadas até tão tarde?
    Sem se levantar das pernas de Laura, Graciela sorri.
    — Estávamos com sede e viemos beber algo gelado.
    Sobre a mesa há uma garrafinha com rótulo rosa. Emma, achando graça, me olha e exclama:
    — Boa escolha!
    — Claro, cara, este Moët Chandon rosado está maravilhoso.
    Emma e eu sorrimos.
    — Essa garrafinha com rótulo rosa é demais! — digo.
    Rindo, nos sentamos para beber umas taças com os duas. Em certo momento em que Emma e Laura conversam, Graciela murmura para mim:
    — Se antes eu já gostava desta mexicana, agora me enlouquece.
    — Tudo bem entre vocês?
    — Mais que bem, sensacional!
    Isso me faz sorrir. Penso que, às vezes, o amor é algo muito grande, grandíssimo. E esta é uma dessas ocasiões. 
    Quinze minutos depois, nos despedimos delas, e meu amor e eu vamos para nosso quarto. Estamos cansadas. Quando nos despimos nos deitamos na cama, Emma me acaricia a cabeça com
delicadeza. Sabe que adoro isso.
    — Durma, pequena.
    Me aconchego entre seus braços e, feliz da vida, durmo.
    









segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Peça- me o que Quiser, Capítulo 55

   

    Dois dias depois, começa a Oktoberfest, a festa da cerveja mais importante no mundo. Emma combinou de ir com os amigos e a família.
    Quando terminei de me vestir, olhei-me no espelho. Pareço uma camponesa 
alemã com o dirndl, que é um traje típico, composto por uma saia longa, avental, 
corpete e blusa branca. Divertida, comecei a trançar meus cabelos, olhando-me no espelho, sorrindo. Estou convencida de que Emma amará minha aparência exuberante. 
    Ouço uma batida na porta do meu quanto e Flynn entra. Está lindíssimo com um short de couro marrom, suspensórios, um gorro verde e jaqueta cinza.
    - Está pronta?
    - Como você está bonito Flynn.
    O pequeno sorri, e dou uma volta na frente dele e pergunto:
    - Pareço uma alemã vestida assim?
    - Você está linda, mas você é como eu, não tem cara de alemã.
    Nós dois rimos, nos divertindo com o que ele disse, enquanto faço outra trança.
    - Diga a sua tia que desço em menos de cinco minutos.
    O garoto sai correndo pela casa, enquanto termino com meu cabelo e ao me virar, me surpreendendo ao ver Emma, encostada na porta.
    Me olha... E logo diz com um sorriso torto:
    - Não sei o que você faz, mas está sempre linda. 
    Fico com a boca ressecada.
    Meu Deus, como é maravilhosa minha esposa!
    Maravilhosa, linda, preciosa, impressionante e surpreendente!
    De trança tiara e Dirndl com corpete creme, está perfeita. Não imaginei que Emma, vestida assim de bávaro ficaria tão angelical e ao mesmo tempo, sexy. Me perco admirando-a e quando volto ao meu raciocínio, me aproximo, dou uma voltinha e quando olho para Emma suas mãos já estão na minha cintura e ela me beija possessivamente. 
    Ah sim... Eu amo essa intensidade.
    Arrepiada, eu agarro seu pescoço, pulando em seu colo, lhe cercando com 
minhas pernas, e digo:
    - Se continuar me beijando, vou fechar a porta e iremos fazer uma festinha 
particular aqui no nosso quarto.
    - Eu gosto muito da idéia, meu amor.
    Novos beijos...
    Mais intensidade...
    - Mas, o que vocês estão fazendo? Flynn nos surpreende – Parem de se beijar e vamos à festa. Todos nos esperam.
    Nos olhamos e sorrimos.
E vendo que o pequeno está com os braços cruzados, parado na porta, esperando a nossa saída, Emma me coloca no chão e sussurra:
    - Isto não termina aqui.
    Me divertindo, desço e corro atrás de Flynn, enquanto sei que Emma sorri e 
caminha atrás de mim.
    Laura e Graciela nos esperam e estão realmente lindas com seus trajes 
bávaros. Uma vez que estamos prontos, nos despedimos de Simona, que se nega 
a nos acompanhar, e vamos para o carro.

     Norbert nos deixa o mais perto possível da Esplanada Theresienwiese, palco para a grande festa. O tumulto é incrível, e surpresa, pergunto a Emma:
    - Você acredita que isso me lembra a Feira de Abril de Servilla? Estou prestes 
a gritar “Olé... Toureiro!                          Emma sorri e eu acrescento:
- Isso mesmo, aqui vocês se vestem de bávaros e bebem cerveja e lá vamos 
vestidos de flamencos e bebemos rebujito.
    Minha icewoman feliz me dá um beijo na cabeça, enquanto centenas de alemães e estrangeiros vestidos de todas as maneiras possíveis se divertem com música e litros e mais litros de cerveja.
    Emma segura a minha mão com força e com a outra segura Flynn. 
    Não querendo perder nenhum dos dois, e olhando para Laura e Graciela, diz:
    - Sigam-me.
    Caminhamos entre as pessoas e percebo que os estandes têm nomes de 
marca de cerveja. Em uma delas, o segurança que está na porta, ao ver Emma, nos deixa passar. A música soa. As pessoas cantam, dançam e bebem. É tudo tão bom. Que legal! Emma pára, olha ao seu redor e quando localiza o que deseja continuamos caminhando.
    - Isto aqui está lotado! – grito
    Ela balança a cabeça e diz:
    - Relaxa, nós temos nosso espaço reservado todos os anos.
    Ao fundo, no meio do tumulto, vejo Maura e Cora, com o pequeno Logan nos 
braços, enquanto Marta e Jane dançam.
    - Você veio? – grita Cora ao ver seu neto.
    Ela o abraça, enquanto Flynn começa a brincar com Logan, e ele sorri.
    Maura feliz ao me ver, olha para mim e exclama:
   - Mulher.. Qualquer roupa que você usa lhe cai bem.
    Eu sorrio maliciosamente, me aproximo dela e respondo:
   - Sim, e mais do que eu, está Emma. Você já viu como ela está maravilhosa? 
    Minha amiga olha para ela de cima abaixo e diz:
    - É verdade, está sim, Emma está muito bem, mas a minha Jane também está muito linda e bem... bem... bonita é aquela que esta vindo, e está 
acompanhada.
    Sigo a direção que seu dedo aponta e vejo Helena, em todo seu esplendor, de braço dado com uma “poodle” e com uma loira no outro. As pessoas 
olham para elas. A tal Bianca é muito conhecida por ser apresentadora de tv e logo todos a rodeiam para lhe pedir autógrafos.
    Me aproximo e vejo que a outra loira é Diana. Helena consegue retirar sua garota das garras de seus fãs e quando chega até nós, dá um beijo nela, tentando ser amável com a apresentadora.
    - Olá Bianca.
    Ela me olha de cima abaixo e depois diz:
    - Perdão, não recordo seu nome, como se chama?
    - Regina.
    - Ah sim, certo. - e voltando-se para a sua amiga, diz : - Esta é Regina.
    Diana concorda. Já nos conhecemos, e se aproximando de mim diz: 
    - É um prazer revê-la, Regina.
    Meu estômago se contrai ao relembrar o que esta mulher fez comigo na noite 
de swingers e respondo:
    - Também é um prazer revê-la.
    De repente, ouço que a “poodle antipática” exclama:
    -Emma, que alegria voltar a vê-la! Venha, que quero te apresentar a Diana.
    Filha da puta essa poodle.
    Não se lembra do meu nome, mas se lembra do de Emma?
    Se eu já não gostava dela, agora gosto menos ainda.
    Como se estivesse lendo a minha mente, minha esposa cumprimenta ela e 
Diana, mas logo em seguida vem a mim. Sabe o que penso. Então, me levantando 
em seus braços, diante de todos, diz:
    - Pessoal, essa é a primeira Oktoberfest de Regina na Alemanha, e gostaria que fizéssemos um brinde a ela.
    Nesse momento, todos os alemães, conhecidos e desconhecidos, que estão 
ao nosso redor, levantam suas imensas canecas de cerveja e dão um grito de guerra, brindando por mim. Eu sorrio e Emma me beija. 
    Lá se foi meu aborrecimento.
    Flynn quer ir aos brinquedos, Marta e eu nos oferecemos para acompanhá-lo. 
    Preciso de um pouco de ar.
    Quando saímos da tenda, a multidão nos absorve. Marta olha para mim e diz 
para eu não me preocupar e vou atrás dela. Quando chegamos a uma das atrações para crianças, Flynn sobe no brinquedo encantado, Marta e eu esperamos.
    - Meu Deus, o que eles estão cantando. – Eu aponto para algumas pessoas 
bêbadas.
    Marta sorri e responde:
    -Tem pinta de ser ingleses. Saber o que estão cantando é seu problema? – eu 
nego com a cabeça e Marta me diz sorrindo: Claro que estão tentando acompanhar na cerveja algum alemão só que não sabem que a cerveja que é servida nessa festa é muito mais forte que a habitual – Eu começo a gargalhar – E a menor caneca tem um litro, o que você espera?
    Rindo, aguardamos que Flynn acabe e, quando isso acontece, corremos para 
outra atração. Quando voltamos para a tenda, Emma pisca para mim e Maura puxa minha mão e me faz subir em uma das mesas para cantar um típica canção alemã. 
    Me divertindo, acompanho.  Curiosamente eu sei a canção, e Emma sorri junto com a sua mãe. 
    Quando desço da mesa, um homem vem até mim e me ajuda. Ele me pega 
pela cintura e, quando estou no chão, ainda me segurando diz:
    - Você sabe que é uma mulher muito bonita?
    Eu sorrio, agradeço e volto para perto do meu grupo, mas quando me aproximo 
paro e sinto uma fúria subir pelo meu corpo até meus olhos, ao ver Amanda na 
frente de Emma.
    O que Amanda faz aqui?
    Odeio essa mulher!
    Meu pescoço pinica. Eu coço e xingo em espanhol, a fim de que ninguém me entenda.
    De repente, ela me vê. Emma, ao ver seu gesto incômodo, vira e me avista também. Irritada, dou a volta e encontro o homem que segundos antes me elogiava e de repente percebo que estou encurralada.
    - Olá de novo, linda.
    Eu não respondo e ele insiste:
    - Deixe-me lhe comprar uma cerveja?
    - Não, obrigada.
    Dou a volta. Estou com raiva, muita raiva, quando sinto que alguém me agarra pela cintura.  Maldito bêbado. Me inclino e lanço a curva do cotovelo para trás, tentando empurrá-lo para longe de mim com todas as minhas forças. Ouço um protesto, e quando viro meu coração para, ao ver Emma encolhida, que me olha e rosna:
    - Mas o que é isso?
    Sua reação me diz que a machuquei.
    Meu Deus, como sou bruta!
    Eu congelo. Ela se recupera, pega a minha mão com força, e sem me soltar me leva para o outro lado da tenda. Quando chegamos diz com raiva:
    - O que houve para você me dar aquela cotovelada?
Vou responder, mas ela impede e imediatamente continua:
    - Se é por causa da Amanda, ela é alemã e tem direito de vir à festa. E antes que você siga bufando por aí, ou dando cotoveladas, deixe-me dizer que ela não tem se insinuado, nem me ligado e nem feito nada que você tenha que se 
preocupar, porque ela valoriza o emprego e não quero que nos cause problemas. 
Ela no mesmo instante entendeu. E Você entende?
    Não quero dizer nada.
    Me recuso.
    Não vou responder. Ainda estou com raiva por tê-la visto.
    Emma espera... espera... espera e quando vejo que a desespero solto:
    - Ok, entendi.
    Ela relaxa. Acaricia meu cabelo e sussurra:
    - Amor, só você me importa.
    Vai me beijar, mas eu viro.
    -Você acabou de fazer a cobra, Sra. Swan?
    Seu gesto, sua voz, sua risada, conseguem que eu finalmente sorria e responda:
    - Tenha cuidado, ou vou fazer a víbora, entendido?
    Emma solta uma gargalhada, me abraça e retornamos para junto dos nossos amigos, quando fico sem palavras ao ver Graciela sentada no colo de  Laura enquanto ela a segura e a beija. Ah... Acho que essas duas voltaram a beber a cerveja Los Leones. 
    Ao vê-las, Emma olha para mim e sussurra:
    - Todos estão beijando, menos eu.
     Sua ironia me diverte e, voltando para ela, me agarro em seu pescoço, numa 
atitude possessiva e, olhando em seus olhos lhe peço:
   - Beije-me, sua boba.
    Ela não pensa. Me beija na frente de todos e sua mãe é a primeira a fazer um 
brinde e beber um gole de cerveja.
    Não vejo mais Amanda. Ela se foi.

    Tarde da noite, a festa continua. Helena sai com suas amigas e Marta com Artur. Maura e Jane se vão com o pequeno Logan, que está cansado, Laura e Graciela querem ir para casa. Elas estão com pressa e eu sorrio ao ver o rosto da chilena.
    Emma, sem perguntar, liga para Norbert pelo celular e marcamos no mesmo lugar onde nos deixou. Cinco minutos mais tarde, Laura e Graciela, acompanhados por Cora e Flynn desaparecem, e Emma sussurra em meu ouvido: 
    - Acho que esta noite alguém terá uma noite muito boa em nossa casa.
    Ela me faz sorrir.
    Finalmente, as duas vão dar prazer uma a outra e, se tudo der certo, talvez se deem uma chance.
    Durante uma hora, Emma e eu ficamos nos divertindo, até que o telefone vibra, 
depois de ler a mensagem me diz: 
    - É Helena.
    Nossos olhos se encontram.   Nos encaramos durante alguns segundo e ela 
acrescenta:
    - Ela está em um local chamado Sensations e está perguntando se queremos ir.
    Meu corpo esquenta. Sexo. E vejo como minha menina travessa curva o canto direito de sua linda boca e diz: 
    - Só iremos se você quiser.
    Ufa, que calor!
    Estava quente por tanta bebida, agora queimo.
    Eu bebo minha cerveja enquanto Emma me observa.   Estou nervosa e finalmente pergunto: 
    - As mulheres que a estavam acompanhando estarão lá?
    Emma me olha. Ela sentiu que a poodle e eu somos incompatíveis e responde:
    - Só Diana.
    Saber que a poodle não vai me faz sorrir e, em seguida, fico curiosa para saber se as três predadoras vão jogar comigo. Emma, Helena e Diana. Eu gosto da idéia.
    Meu coração acelera e Emma, sentindo o que eu penso, murmura elevando mais ainda meu calor:
    - Quero te oferecer. Quero te foder e te olhar.
    Sim...
    Sim...
    Sim...
    E finalmente respondo com um sussurro, olhando em seus olhos:
    - Eu quero Emma. Eu quero muito.
    Minha meninona sorri. Digita algo no celular e, segundos depois, diz levantando:   
    - Vamos.
    Eu lhe seguiria até o fim do mundo, enquanto meu corpo está acelerado e minha mente só pensa em sexo!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Peça-me o que Quiser, Capítulo 54

   
    Os dias passam, Laura e Graciela não avançam.
    Estão me cansando.
    Helena convida Graciela para jantar, ela aceita e Laura não diz nada.
    Mas esta mexicana não tem sangue nas veias?
    No dia seguinte pergunto à Graciela sobre seu encontro e, encantada, conta que Helena se comportou muitíssimo. Zero sexo.
    Honestamente, não estou surpresa. Se há algo sobre Helena, além de ser 
maravilhosa, é que ela é uma uma mulher super "cavalheira" e uma boa amiga de seus 
amigo.
    A escola de Flynn começa.  No seu primeiro dia de aula está nervoso. Durante 
o caminho, Norbert e eu sorrimos ao vê-lo tão feliz. Ele carrega em sua mochila a 
lembrança que fez para a sua amiga especial Luna, está ansioso para entregar- lhe.
    Mas sua expressão não é mais a mesma quando vamos buscá-lo à tarde. 
    Está triste e aflito.
    - O que houve? - Eu pergunto.
    Com lágrimas nos olhos, meu pequeno coreano-alemão me olha e murmura, 
ainda com o presente envolto nas mãos:
    - Luna não está mais na escola.
    - Por quê?
    - Ariadna me disse que seus pais mudaram de cidade.
    Oh, meu menino. Sua primeira decepção amorosa.
    Que pena. Porque o amor é sempre tão complicado?
    Eu o abraço e ele se deixa abraçar enquanto Norbert dirige. Eu beijo sua 
cabecinha morena e, tentando encontrar as melhores palavras que meu pai me diria, consigo dizer:
    - Ouça Flynn, entendo que você está triste por não ver Luna, mas tem que 
ser positivo e pensar que ela, embora não esteja nesta escola, está bem. Ou 
prefere que ela esteja mal?
    O garoto me olha, nega com a cabeça e diz:
    - Mas eu não vou vê-la novamente.
    - Isto nunca se sabe. A vida dá muitas voltas e, talvez um dia volte a  reencontrar sua amiga.
    Meu pequeno não responde e, tentando fazê-lo sorrir, proponho:
    - O que você acha de ir comprar alguns presentes para sua tia Emma? Sábado é seu 
aniversário.
    Concorda. Rapidamente, indico a Norbert que desvie e nos leve a uma joalheria, onde eu sei que há um colar que minha mulher gostará. Custa o valor de um terreno, mas hoje nós podemos nos permitir!
    Quando entramos na joalheria, a mim não conhecem, mas a Flynn e a
Norbert sim, e quando eu digo que sou a Senhora Swan, só faltam estender um tapete vermelho e jogar pétalas a meus pés.
    Que forte! O que o dinheiro não faz.
    Depois de comprar o colar e uma pulseira fina de ouro branco que Flynn 
escolheu para sua tia, deixo que empacotem tudo para presente e me entristeço ao
ver a carinha de meu sobrinho.  Eu não gosto de vê-lo tão triste, principalmente depois do último mês em que esteve tão feliz. Quando chegamos ao carro, tento fazê-lo sorrir.
    - Você sabe que, dentro de dois finais de semana participarei de uma corrida 
de motocross com jurgen?
    - Viva! Sim?
    Concordo e pergunto:
    - Você quer ser meu assistente?
    O garoto acena com a cabeça, mas não sorri e eu insisto:
    - O que você acha se começarmos no próximo fim de semana suas aulas com 
a moto?
    Sua expressão muda e os olhos se iluminam.
    Desde antes de nosso casamento, o pequeno queria aprender a andar de 
moto, por isso pedi a meu pai que aproveitasse o verão e o ensinasse primeiro a 
andar de bicicleta. Isto me facilitaria a tarefa.
    Eu penso em Emma e me treme a carne. Eu sei que essas aulas vão me 
trazer mais dor de cabeça, mas também sei que Emma finalmente aceitará. Minha  
meninona prometeu mudar sua atitude e tem demonstrado isso.
    Flynn começa a fazer perguntas sobre a moto. Eu respondo da melhor forma 
possível, até que me olha e diz:
    - Tia Emma vai ficar brava, certo?
    Desdenhando do fato, beijo-o na cabeça e respondo, convencida de que tem 
razão:
   - Fique tranquilo. Eu prometo que vou convencê-la.
    Mas Flynn e eu estávamos certos. Naquela tarde, quando Laura e Graciela
saem para resolver alguns assuntos de sua empresa, eu falo com Emma sobre o 
assunto e ela fica extremamente brava.
    - E por que você tem que lembrá-lo? – Ela diz do outro lado da mesa de seu 
escritório.
    - Ouça Emma. - Respondo olhando a estante com as suas armas. - Flynn estava
destruído pela perda de Luna e eu pensei ...
    - Você decidiu trocar Luna por uma moto, certo?
    Eu olho. Ela me olha.
    Desafiamos-nos como sempre com o olhar e acrescento:
    - Antes do casamento você prometeu a ele que aprenderia a andar de moto.
    - Eu sei o que eu prometi, Regina. Eu não entendo é porque você teve que lembrá-lo.
    Ela tem razão. Como sempre, eu tenho sido muito impulsiva. Não penso nas coisas e faço logo. Porém, como não aprendo a lição, eu acrescento:
    - Ele me perguntou também. Dentro de dois finais de semana participarei com 
Jurgen de uma corrida e...
    - O que você vai fazer?
    Oh... oh... Mau momento.
    Franze o cenho e noto que fica tensa. Porém disposta que ela cumpra o que 
prometeu um dia, esclareço:
    - Eu já falei. Você sabe há um mês. Eu lhe disse que Jurgen me avisou desta corrida e você mesma disse que estava tudo bem. Por que então você ordenou que trouxessem a minha moto em seu avião?
    Espantada, me olha e pergunta:
    - Eu ordenei?
    - Sim. E se você tem menos memória que Doris, a amiga de Nemo, não é problema meu! - E antes que diga algo mais, eu acrescento: - Mas, bem, isso não importa agora, o que importa é falar de Flynn.
    Emma me olha com o cenho franzido.
    - Começando o ano letivo, não quero que se distraia dos estudos. Deixe as aulas de moto para a primavera.
    - Como?
    - Regina pelo amor de Deus. Flynn não se preocupa em aprender agora ou daqui 
um tempo.
    - Mas eu prometi que...
    - O que você prometeu não é assunto meu. - Me corta secamente. - Além disso, a moto de Hannah ou a sua são muito altas para ele. Teria que comprar uma adequada para uma criança.
    - Bommm... - Bufo.
    Eu aprendi com a moto do meu pai e aqui estou, inteirinha!
    - Olhe Regi, é claro que ele aprenderá a andar de moto, mas agora não é o 
momento.
    - Agora é sim
    Tensão...
    Muita tensão.
    - Regina... - Sussurra.
    Sem enfurecer, respondo:
    - Emma...
    Fazia um tempo que não sentia essa sensação. Ela me olha com seus olhos 
gelados de Icewoman e meu estômago se contrai. Deus, como ela me deixa! E 
quando vou dizer que não quero discutir, o telefone toca.    Emma o pega, faz um sinal 
para mim e eu entendo que é trabalho.
    Espero cinco minutos para retomar a conversa, mas ao ver que aquilo se arrasta, eu decido sair do escritório e ir para a cozinha tomar alguma coisa. Quando entro, encontro Flynn sentado. Voltou a estar abatido. Ainda mantém o pacotinho para Luna e, ao me ver olha e diz:
    - Eu não quero que você e minha tia briguem.
    - Está tudo bem, querido.
    - Mas eu ouvi que minha tia está brava.
    - Ela está irritada porque a recordei que vou participar de uma corrida de motos, não porque você vai aprender. - Eu minto, e ao ver sua carinha, insisto: - Está tudo bem querido, acredite.
    - Sim, sim vai passar. Eu a deixarei com raiva e você irá embora.
    Ao ouvir isto sorrio. Meu smurf mal-humorado me ama e isto me enche o 
coração. Então, me sento em uma cadeira ao seu lado, e faço que me olhe.
    - Olhe Flyn, sua tia e eu nos amamos muito, porém somos muito diferentes em tantas coisas que será muito difícil não discutir. Porém, ainda que briguemos, isto não quer dizer que eu vou embora, porque para eu ir embora e deixar você e ela, tem que acontecer algo muito... muito... muito grave, e isto eu não vou permitir que aconteça, certo?
    O menino concorda. Pego-o pela mão e faço que se sente sobre minhas pernas. Ainda que me surpreenda conseguir essa proximidade, quando me abraça e apoia sua cabecinha em meu ombro, murmuro:
    - Eu amo seus abraços, sabia?
    Noto que sorri e, por mais de cinco minutos continuamos assim, sem falar ou 
mover-nos, até que ele me olhando outra vez, diz:
    - E eu amo que você more conosco.
    Nós dois rimos e, voltando a me surpreender, ele acrescenta, pegando minha 
mão:
    - Já que Luna se foi, eu quero dar o presente para você.
    - Você tem certeza?
    Flynn concorda e eu pego o presente.
    Abro o papel e sorrio ao ver uma pulseirinha feita a mão com as peças do jogo Bratz de minha sobrinha, que curiosamente, é da minha cor favorita: lilás!
    - Ela é linda, eu adorei!
    - Você gostou?
    - Claro que eu gostei. - E, colocando, estendo a mão e pergunto: - O que você 
acha?
    - Fica muito bem em você. Além disso, fiz da sua cor favorita.
    - Como você sabe?
    - Grace me disse e lembro que um dia a tia Emma também comentou.
    Saber disto me faz sorrir e dando-lhe um beijo, sussurro:
    - Obrigada querido. Eu amei o presente.
    - Não discuta com minha tia por mim.
    - Flynn...
    Prometa-me. - Insiste.
    Ansiosa para que volte a sorrir, eu coloco o meu polegar junto ao seu e afirmo:
    - Eu prometo.
    Ele me abraça com força.   Tão forte que até me dói os ombros, mas eu não 
me queixo e, disposta a que esse menino seja feliz, sim ou sim, fazendo cócegas 
digo:
    - Eu vou te encher de beijos, sabia?
    Ele solta uma gargalhada e eu, encantada, rio muito, até que de repente nós
dois estamos cientes de que Emma está na porta. Nos olha. Seu olhar, como sempre
me impacta. Ela se aproxima de nós, se agacha para estar a nossa altura, e diz:
    - Ponto um: - Isto me faz sorrir - Regina não vai sair de nosso lado nunca, 
entendido? - O menino concorda e Emma continua: - Ponto dois: vamos comprar uma moto para um menino da sua idade, para que você possa começar as aulas com a Regi. E ponto três: o que você acha de irmos às compras agora para que Regina seja a
mais linda da Oktoberfest?
    Flynn pisca, se atira aos braços de sua tia e então sai correndo da cozinha. 
    Eu ainda não entendo nada.    O que aconteceu? Eu não me movo, enquanto meu
louco amor ajoelhada diante de mim, sussurra:
    - Muito... muito... muito... muito grave tem que ser o que aconteça entre você 
e eu para que te deixe ir embora, entendido pequena?
    Ao ouvir isso, sorrio e pergunto:
    - Você ouviu a conversa, correto?
    Emma concorda e, trazendo sua boca a minha, sussurra:
    - Eu ouvi o suficiente para saber que meu sobrinho e eu somos loucos por 
você e já não sabemos mais viver sem a nossa moreninha.
    Me desarma...
    Suas palavras derrubam todas as minhas defesas...
    Eu a beijo e ela gostando, corresponde. Desejo ela desesperadamente e 
quando minhas mãos a agarram com mais paixão, Emma me para e diz:
    - Embora o que eu mais quero no mundo neste momento é tirar sua roupa e 
fazê-la minha mil vezes, agora não dá.
    Eu protesto.
    Ela sorri e diz ao ver a minha cara:
    - Flynn vai voltar em breve para irmos às compras.
    - Compras, onde?
    Uma vez que levantamos as duas, minha mulher me beija... me beija... me beija, e quando eu perco o sentido inteiramente, diz, dando-me um empurrãozinho na bunda:
    - Vamos, devemos comprar algo muito bonito para a grande festa de Munique.
    Horas mais tarde, em uma loja típica nos encontramos com Laura e Graciela. 
    Quando nos vê, vêm ao nosso encontro e me divirto comprando trajes típicos 
bávaros.
    Nós vamos para a festa!
   

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Peça- me o que Quiser, Capítulo 53

   
"La petite mort" para quem não conhece, é uma expressão francesa, que se refere ao orgasmo feminino e que significa "A pequena morte". Não vou entrar em detalhes, mas espero que no contexto vocês venham a entender. Boa leitura!

    
     A chegada ao Aeroporto Internacional Franz Josef Strauss em Munique se faz no tempo previsto e sem complicações. Quando desembarcamos do avião, Emma se distrai falando com o piloto e vejo Norbert no carro. Flynn corre até ele e se joga em seus braços. Encanta-me ver como o homem sorri de felicidade ao ver o menino.
    Uma vez que o pequeno entra no carro com Graciela e Laura, eu olho para Norbert com cumplicidade e lhe dou um abraço. Como sempre fica mais duro do que um pedaço de pau, mas eu não me importo, o abraço da mesma forma e escuto dizer emocionado:
    - Que alegra tê-la de volta em casa, senhora!
    Eu sorrio. Passei de senhorita Regina para senhora!
    - Norbert, não combinados que ia me chamar pelo nome?
    O homem acena com a cabeça e, depois de cumprimentar Emma com um aperto de mão, acrescenta:
    - Isso é coisa da minha mulher, senhora. Que, aliás, está louca para vê-la em casa novamente.
    Quando a bagagem chega, Norbert as coloca no porta-malas do carro, enquanto isso Emma agarra minha cintura com atitude possessiva, me beija e sussurra:
    - De novo está em meu território, pequena.
    Seu gesto é divertido e beliscando sua cintura esclareço:
    - Desculpa bonita, mas este também é meu território agora.
    Sorrindo, entramos no carro para ir à nossa casa. Nosso lar. Ao longo do caminho, Graciela olha pela janela com curiosidade e, enquanto os demais brincam com o pequeno Flynn, eu explico por onde passamos.�
    Emma sorri satisfeita ao ver que sei andar tão bem em Munique, e eu pisco para
ela.
    Chegando em casa, Norbert aperta o controle remoto do carro, e a porta de aço se abre. Assim que cruzamos o belo jardim, vejo na porta da frente Simona, junto com Susto e Calamar. A mulher sorri radiante e corre para o carro, junto com os cães.
    Emocionada, antes que o carro pare, eu abro a porta e salto como uma louca.
    Susto e Calamar se lançam sobre mim, eu os acaricio enquanto saltam e latem de felicidade.    Segundos depois, meus olhos se encontram com os de Simona, a minha Simona! E me derreto em um abraço caloroso com ela.
    Mas, de repente, percebo que alguém agarra meu braço e me puxa. Ao olhar me encontro com o gesto preocupado de Emma. O que está errado?
    - Você ficou louca?
    Surpresa pela sua seriedade e, principalmente, pelo tom de sua voz, pergunto:
    - Por quê? O que houve?
    Flynn, que se joga em uma corrida para abraçar Simona diz:
    - Tia Regi, você não pode abrir a porta com o carro ligado. Isso é perigoso.
    Naquele momento percebo que o que eles dizem é verdade. Minha impulsividade faz com que me comporte mal.
    Horrorizada pisco. Emma não se move. Que mau exemplo sou para Flynn e,olhando para a minha alemã raivosa, murmuro enquanto Susto pede atenção:
    - Sinto muito, Emma. Eu não percebi. Eu vi Simona e...
    O gesto da minha menina grannde relaxa e passando a mão pelo meu rosto, sussurra:
    - Eu sei querida. Mas por favor, tenha mais cuidado, ok?
     Eu sorrio e abraçando-a, suspiro:
    - Eu prometo, mas agora, sorria, por favor.�
    Ela não hesita em fazer. Sua expressão volta a ser alegre e me beijando nos lábios, murmura:
    - Você vai pagar quando estivermos sozinhas.
    Com gesto malicioso, olho para ela e sussurro, antes que Graciela se aproxime:
    - Uauuu... Isto ficou interessante.
    Depois de soltar uma gargalhada, Emma cumprimenta os esbaforidos Susto e Calamar.
    Que emocionados estão meus cachorrinhos ao nos ver novamente!
    Quando Emma, junto com Flynn se agacha e os abraça, meu coraçãozinho transborda. Se lhes dissesse isto há um ano atrás, nenhum desses dois alemães rígidos teria acreditado. Mas lá estão eles, tia e sobrinho esbanjando mil carinhos aos nossos dois animais de estimação.
    Quando Flynn corre para o lado do jardim, os cachorros vão atrás dele. Enquanto Norbert leva as mala, Emma faz o mesmo com a cadeira de rodas de Laura que, uma vez aberta, a mexicana se senta nela.
    - Regina, como estou feliz em te ver!
    - E eu de te ver, Simona. Acredite ou não, tenho sentido sua falta.
    A mulher sorri e vendo que Graciela está do nosso lado, lhe apresento:
    - Simona, quero te apresentar Graciela.
    - Encantada senhorita Graciela.
    - Por favor Simona, diz a jovem em alemão, eu ficaria mais confortável se me
chamasse pelo nome como Regina.
    A história se repete.
Vê-se que as meninas criadas em famílias de classe média, se incomodam ao ser chamadas de “senhorita”, e olhando Simona com cumplicidade, digo:�
    - Você sabe, o senhora podemos ignorar.
    - Agora mesmo esquecido, tudo bem Simona? - Graciela insiste.
    A mulher sorri e, de repente, surpresa, exclama:
    - Você fala como a protagonista de Loucura de Esmeralda!
    Ao ouvir esse nome Graciela nos olha.
    - Você assiste Loucura de Esmeralda na Alemanha?
    Simona e eu balançamos a cabeça e ela insiste:
    - Sério?
    - Totalmente sério, Graciela, - respondo.
    Sorrio para não chorar.
    Eu ainda não entendo como me deixei envolver em uma novela assim, e acrescento:
    - Não sabe a dificuldade que temos com Esmeralda Mendoza e Luis Alfredo Quiñones. Que desagradável quando eles anunciaram o último capítulo. Não vão morrer, né?
    Graciela balança a cabeça, Simona e eu suspiramos agradecidas. Ufa!
    - É a telenovela mais famosa no México. Já finalizou a segunda temporada.
    - Aqui anunciaram que em 23 de setembro recomeça.
    - Mas o que você me diz? - Exclamo entusiasmada.
    Simona acena feliz e Graciela acrescenta:
    - No México já foi repetida algumas vezes. Esmeralda Mendoza ganhou o coração de todas as mexicanas, por seu caráter valente.
    Simona e eu concordamos.     Este mesmo efeito tem provocado nas alemãs.
    - Simona, mulher bonita, como você está? Laura pergunta.�
    Encantada com o nosso retorno, a mulher olha para ela e responde:
- Muito bem Senhora Ramirez. Seja bem-vinda! - E, apontando para Graciela, acrescenta: - Deixe-me dizer-lhe que sua noiva, ou sua esposa é linda.
   Misericórdia!! O que Simona falou!
    Ao ouvir isto, Laura fica paralisada. Graciela fica vermelha como um tomate e eu, como sou uma bruxa, não nego nada, quando Simona, piscando um olho, com
cumplicidade, á Laura, afirma convencida:
    -Você soube escolher muito bem.
    Emma sorri para o meu silêncio. Como me conhece minha alemã.
    Mas Laura, disposta a  esclarecer o que eu não queria esclarecer, diz:
    - Obrigado, mas eu devo dizer que Graciela é apenas a minha assistente pessoal.
    Simona olha para ela, depois olha para a moça, e ao ver sua cara, junta as mãos e implora perdão.
    - Desculpe senhora, a minha indiscrição.
    - Está tudo bem, Simona. - Sorri Laura.
    Entramos todas na casa e quando chegamos na sala, escuto Simona perguntar a Graciela:
    - Você é solteira?
    - Sim.
    A mulher olha. Então ela pisca para mim e diz:
    - Garanto que na Alemanha você vai achar mil pretendentes. As morenas gostam muito deste lugar.
    O rosto de Laura ao ouvir isso é todo um poema e eu, sem poder disfarçar, desvio o olhar para que não me veja rindo�.
    É claro que vai ter de se esclarecer com a chilena de uma vez por todas.

    Na parte da tarde aparecem Cora, a mãe de Emma e Martha, sua irmã com o namorado Arthur. Ao vê-los, Flynn corre até eles e os abraça. Observo o rosto de Cora, que gosta do contato tão próximo de seu neto, enquanto Martha, engraçada, o pega nos braços e dá voltas com ele. Elas nunca ficaram tanto tempo separadas do menino e o reencontro os emociona.
    Como era esperado, ao ver Graciela, as duas pensam o mesmo que Simona, e Laura volta a esclarecer que a jovem não é sua noiva, nem sua esposa.
    Pergunto a Cora por Trevor, ela se aproxima e murmura:
    - Nós rompemos. - E antes que eu diga qualquer coisa, ela acrescenta: - Eu não quero laços na minha idade. Principalmente com homens!
   Concordo e sorrio.
   Minha sogra nunca para de me surpreender. É uma bomba!
    Durante horas conversamos todos com familiaridade ao redor da mesa, enquanto tomamos uma bebida, Emma e eu mostramos nossas fotos da lua de mel.
    Bem, nem todas. Há algumas que reservamos apenas para ela e para mim. São muito íntimas.
    Ao saber que Graciela é solteira, Martha rapidamente a convida para sair uma noite de farra e eu fico aguçada. Estou querendo ir ao Guantanamera ver os meus
amigos, dançar salsa e gritar "Açúcar".
    Emma me olha e em seus olhos vejo que não há nenhuma graça, mas eu não penso em deixar de sair com os amigos pelo simples fato de ser a Senhora Swan agora. Me poupe! De jeito nenhum!
    Voltar para a rotina significa voltar a esclarecer tudo. Uma coisa tem sido todo o turbilhão com o casamento e a lua de mel, e outra muito diferente é o dia-a-dia. E apesar de amar minha esposa e ela me amar, eu sei que nós vamos divergir. E eu sei apenas com esta simples espiada.�

    No dia seguinte saímos para jantar com Helena, Maura e Jane no Jokers, o restaurante do pai de Helena. Laura, Graciela, Emma e eu, depois de cumprimentar o
simpático Klaus, fomos para a mesa que este indica. Pedimos cervejas e começamos a conversar.
    - Oh Deus, eu amo a cerveja dos leões.
    - A Löwenbräu? - Emma pergunta.
    Graciela concorda com a cabeça e, depois de tomar um gole, responde:
    - Há muitos anos, quando eu morava no Chile, tinha um vizinho cujo pai era alemão e levava esta cerveja daqui. É maravilhosa!
    Laura com um enorme sorriso ao vê-la tão feliz, pergunta:
    - Posso pedir outra?
    - Eu adoraria.
    Eu observo...
    Ambas se gostam, mas nenhuma dá o primeiro passo.
    Graciela tem dado, mas agora é Laura que tem que fazer a sua parte.
    Estou convencida de que ela a deseja, porém freia a sua intenção. Eu não entendo como pode ser tão besta. Ela sabe que Graciela conhece suas limitações e ainda assim ela a interessa. Honestamente, não entendo.
    Quando nos trazem uma nova rodada de cervejas, brindamos e o bom humor prevalece entre nós, como sempre. Neste momento, vejo que entra a linda da Helena
acompanhada de uma mulher.    Quem será?
    Ela não nos viu ainda, portanto posso admirar à vontade. A mulher, como era de se esperar, é estupenda. Alta, com salto alto, sexy, loira e bonita, muito bonita�.
    Quando seu pai avisa que estamos esperando, Helena se vira, nossos olhos se encontram e ela pisca para mim.
     É uma grande amiga!
    - Emma sua amiguinha chegou. – sussurro divertida.
    Minha loira, ao escutar-me, levanta da mesa e, quando essas duas titãs que eu gosto tanto se encontram, se dão um longo e afetuoso abraço. Elas se adoram.
Então, Helena me abraça e sussurra no meu ouvido:
    - Bem vinda ao lar Senhora Swan.
    Eu sorrio e observo como sua acompanhante me olha com gesto indelicado.
    Por sua atitude, percebe-se que não se sente muito feliz com esta cena. Helenacontinua sua rodada de saudações e, após comprimentar Laura, e de ser apresentado à Graciela, pergunta:
    - Maura e Jane não chegaram?
    - Estamos aqui! - De repente diz Maura.
    Ouvindo isto, dou um pulo e corro em direção a ela. Minha amiga vem dando pulinhos e, após um longo abraço, pergunta:
    - Como está tudo?
    Me afastando dela, respondo:
   - Maravilhoso. Até agora não nos matamos.
    Maura sorri e agora é Jane que me abraça e me encanta.  Elas são  tão carinhosas comigo, que não consigo parar de sorrir. Vejo que conhecem Graciela de quando viajaram para o México.
    Eu fico olhando para a loira que, com cara de nojo, nos observa de um lado da mesa e digo a Helena:
   - Quer,  por favor,  ser educada e apresentar a sua acompanhante�!
    Ela, que está animada com esta reunião, se aproxima da desconhecida e, puxando-a pela cintura, diz:
    - Bianca, te apresento minhas amigas. Emma e sua esposa Regina. Jane e sua
esposa Maura e Laura e sua namorada Graciela.
    Oops ... Oops ...o que ela disse.
    Sorrio sem poder me conter.
    E antes que Laura volte a esclarecer, Graciela olha para a  linda da Helena e diz:
    - Não somos namoradas. Eu sou apenas sua assistente pessoal.
    Helena ao ouvir isto, olha surpresa para a mexicana depois para a jovem, e em
seguida diz em espanhol, para que Bianca não entenda:
    - Então acho que você e eu vamos ter um encontro.
    Eu quase me quebro. Helena não perde a oportunidade e Graciela, com uma graça que me perturba, concorda.
    - Ficarei encantada.
    Essa chilena não é fácil.
    Não quero olhar para Laura!
    Não posso!
    Coitada!
    Mas ao final, como sou intrometida, zás! Eu olho e vejo como seu rostofica tenso, enquanto retira o olhar escuro do rosto. Els não diz nada e toma um gole de sua cerveja. 
    Oh, puft, me dá pena.
    Após as apresentações, todos nós sentamos e começamos a falar. Klaus, o pai de Helena, rapidamente enche a mesa de guloseimas deliciosas. Reviro os olhos,
enquanto explico à Graciela um pouco sobre tudo aquilo.
    Ufa... Que fome que eu tenho, por favor!�
    - Você sabe quem é esta? – Maura cochicha dissimulada.
    Olho para ela e vejo que aponta para a acompanhante de Helena e pergunto:
    - Quem?
    - Essa garota trabalha no canal de notícias da CNN aqui na Alemanha. É apresentadora de televisão.
    - Não brinca! - sussurro, olhando-a com curiosidade.
    Graciela, que é boa de garfo como eu, rapidamente avança e, depois de comer uma deliciosa almôndega, olha para mim e diz, com sua voz doce:
    - Que delíciaaaaaa!
    Concordo. Estas almôndegas de carne moída estão de matar.
    Determinada que continue descobrindo coisas, pego dois pães quentes e lhe dou um.
    - Prove este bagel salgado mergulhado neste molho e saboreie.
    - Os pães quentes daqui são espetaculares. - Comenta Maura, que pega outro.
    Você vai ver.
    Nós três molhamos o bagel e mastigamos, nossos exagerados gestos dizem tudo. Delicioso!
   As demais nos olham e sorriem. Pedimos mais cerveja. Comer dá sede.
    Enquanto Emma, Jane, Laura e Helena falam, nós usamos bem nossos paladares, até que, de repente, o olhar de Bianca chama minha atenção e pergunto:
   - Você não come?
    Ela balança a cabeça, franzindo o nariz, e responde:
    - Muita gordura para mim.
    - Ótimo, bom que sobra mais! - Responde Graciela em espanhol e eu seguro minha
risada.�
    Eu acho que a cerveja está começando a afetá-la.
    Maura que está ao nosso lado, diz:
    - Mulher, mas algo tem que comer.
    Bianca, com um gesto que me lembra não sei quem, olha e responde:
    - Eu pedi uma salada de batatas e queijo.
    - Só vai comer isso?
    A loira alemã concorda, e levantando o queixo, acrescenta:
    - Tudo o que você come leva um segundo em sua boca e seis meses sobre os quadris. Eu devo isso ao meu público, que quer me ver sempre bonita e magra.
    Ela está certa.
    Mas escute, o segundo da boca é a bomba! E quanto ao segundo que disse prefiro não comentar. Isso é bobagem, bobagem, bobagem...
    Por vários minutos, comemos e comemos e, de repente, eu paro. Já sei quem me lembra a cara de Bianca!
    É igualzinha a um poodle chamado Fosqui que Pachuca teve quando eu era criança. Dou uma risada. Não posso segurar, e Emma vem, me beija no pescoço e
pergunta:
    - Qual o motivo de tanta risada?
    Não posso dizer a verdade e respondo:
    - É Graciela. Você viu como ela está feliz?
    Emma olha, concorda e murmura:
    - Eu acho que você não deve beber mais Löwenbräu.
    Ambas concordamos e, aproximando-me dela, dou um beijo na ponta do nariz.
    - Eu te amo Senhora Swan.
    Emma sorri e, depois de colocar uma mecha de cabelo atrás da orelha, diz:
    - Você sabe?
    - O quê?
    - Há muito tempo que não discutimos e que não me chama de alguma coisa.
    Ao escutá-la solto uma gargalhada e, ao perceber o que quer dizer, tremo e
afirmo:
    - Isto eu só direi quando você merecer, e agora não merece. Portanto, não! Eu me recuso a lhe dar esse prazer.
    - Me deixa louca quando você me chama.
    - Eu sei, - sorrio divertida.
    Ela me faz cócegas na cintura e pede:
    - Vamos, diga-me.
    -Não.
    - Diga-me.
    - Não.., você não merece agora.
    Me beija, e feliz como uma boba, finalmente digo:
    - Babaca.
    Emma solta uma gargalhada. Nos beijamos. Deus ...como beija bem minha garotona
    - Esta salada não é o que eu pedi. - Diz uma voz estridente.
    Emma e eu voltamos para a realidade. Olhamos para Bianca, que com cara de
brava, protesta:
    - Eu pedi uma salada com queijo e...
    -Esta é uma salada de queijo e batatas, - corta Helena, olhando para ela.�
    A estrela da CNN olha o prato que tem a sua frente e, adotando uma expressão mais doce, responde:
    -Ah bem! ... Se você diz que sim, então eu acredito.
    - Se eu te digo?
    Aproximando-se a Helena, que a olha um pouco atordoada, a loira murmura:
    - Sim. Se você me diz.
    Maura e eu nos olhamos e acho que pensamos o mesmo.    É estúpida..., mas exageradamente estúpida. Que pouca personalidade. O que Helena viu nela?
    Bem, tudo bem, eu sei que é uma bonitona, e conhecendo os gostos de minhaamiga, a garota deve ser, no mínimo, uma fera na cama.
    Todas seguimos comendo e a conversa gradualmente se normaliza. Maura, sendo alemã como Bianca, tenta incluí-la na conversa, mas esta não está para
conversa e se recusa.
    Após as sobremesas e risadas, Graciela pede a garçonete:
    - Me traga dez Löwenbräu para levar.
    Todos nós rimos, mas Laura diz a ela.
    - Nem pense... Nem pense.
    Graciela ao ouvir olha para ela e, apoiando o cotovelo na mesa e o queixo com
a mão, pergunta:
    - Por quê? Por que você acha que eu não deveria levar nenhuma cervejinha?
    A mexicana, com um sorriso carinhoso, responde:
    - Você vai ficar mal, acredite.�
    Graciela solta uma gargalhada. Faz algum tempo, que percebo que sua timidez está ausente e, antes que eu consiga parar, ela se aproxima de Laura e diz:
    - Mal eu estou de ver que não você quer nada comigo, quando seria muito legal se nós jogássemos juntas em seu quarto do prazer.
     Uauuuuuu, Graciela se soltou!
     Chile 10. México 0.
    - O que você disse? - Pergunta Laura, totalmente deslocada.
    - Eu sei que você gosta de mim, e Regina também já percebeu.
    Não disfarce, sua sujeita.
    Tome isso!
    Maura olha para mim. Eu olho para ela.
    Emma olha para mim. Eu olho para ela.
    Helena olha para mim. Eu olho para ela.
    Todo mundo me olha, e quando Laura me olha, digo:
    - Vamos ver, Graciela se refere a...
    Porém não posso continuar.
    Graciela lhe puxa o queixo e, diante de todos, dá uma beijoca de torcer parafuso e deixar as pernas tortas, deixando todas na mesa boquiabertas.
   Outra como a minha irmã.    Foda-se as solitárias!
    Quando termina, sorri e a poucos centímetros do rosto da mexicana, explica:
    - Me refiro a isso, querida linda. Eu quero parar de jogar com outros para fazer com você.
    Meu Deus.
    Eu não sei o que fazer.
    Estou bloqueada. Graciela não para de piscar na direção de Laura e ela, olhando para mim, pergunta:�
    - O que ela quer dizer com jogar?
     Eu levanto as sobrancelhas e Laura, alucinada, me entende. Ela olha espantada para Graciela e diz:
    - Mas pelo amor de Deus, com quem você joga?
    - Com os meus amigos.
    - Como? - Ela grita, alto demais.
    Graciela, com muitas cervejas no corpo, responde:
    - Já que você não quer fazer comigo, eu busco na rua.
    Ninguém se mexe.
    Ninguém sabe o que fazer até que Emma, assumindo o comando da situação, diz levantando-se:
    - É tarde, eu acho que é melhor voltarmos para casa.
    Todas nós nos levantamos. Eu me aproximo de Graciela, ao ver que Laura é a primeira a mover sua cadeira de rodas, e pergunto em voz baixa:
    - O que você está fazendo louca?
    Ela encolhe os ombros e responde:
    - Dizendo a verdade de uma vez por todas. Eu acho que as cervejas meajudaram.
    - Eu digo a você, sim te ajudou. Anda, vamos para casa, - sussurro.
    Uma vez que saímos do restaurante, enquanto Laura se acomoda no carro e Emma dobra a cadeira de rodas, Maura e Jane vão embora. Bianca, muito diva, sem despedir-se entra no carro esportivo de Helena. Que mulher mais antipática.
    Helena, que espera até Emma terminar, olha para mim e sorri, sabendo que Laura nos escuta.  Como diz meu pai, essa sabe mais do que os ratos coloridos, e quando
se despede de Graciela sussurra:�
    - Foi um prazer, e o jantar está de pé. Amanhã nos falamos.
    Canalha, sem-vergonha!
    Sem necessidade de pedir colaboração, já está ajudando a estimular Laura.
   Sem mais, dá um beijo em mim e em Graciela e segue para o seu carro.
    Nós duas entramos no carro e, em silêncio, nós quatro chegamos a nossa casa.
    Uma vez lá, Laura, irritada, vai até o seu quarto no piso térreo, enquanto Graciela vai para o seu, Emma olha para mim e, divertida, pergunta:
    - Por que está tão travessa menina?
    - Eu?
    - Sim... Você.
    - Por que você diz isso?
    Se aproximando de mim, insiste:
    - O que é isso de que Graciela joga e de que você sabe que Laura gosta
dessa mulher?
    Divertindo-me ao ver como ela me olha, eu respondo:
    - Ponto um: ela confessou para mim sem eu dizer nada.
    - Que confiança! - Murmura beijando meu pescoço.
    - E ponto dois: é óbvio! Basta olhar para Laura quando alguém se aproxima de Graciela, para perceber que se importa e que se incomoda que alguém se fixe nela.
    Emma sorri, me toma em seus braços e depois de me dar um caloroso beijo, murmura a poucos centímetros da minha boca.
    - O que você acha se jogarmos um pouco, você e eu, e deixarmos os pontos?
    Apertando-me contra a parede, eu devolvo o beijo e respondo:�
    - Oras, achei que não fosse perguntar nunca, senhora Swan!

    Dois dias depois, minha cunhada Marta telefona, combinamos de sair esta noite para a farra com ela.
    Uau, isto me agrada muito!
    Inicialmente, iríamos Graciela e eu, mas ao final, Emma e Laura se animam. Elas não nos deixam ir sozinhas e, quando chegamos à porta do Guantanamera, observo o rosto de minha esposa e sei que não é uma boa idéia estar ali.
    Quando entramos, eu vejo que Anita, Marta com Arthur e alguns amigos já estão dançando na pista.   Eu sorrio. Olha como minha cunhada alemã dança esta
música! Emma a observa. Nunca a tinha visto dançar assim, e surpresa ao ver como ela se mexe, pergunta:
    - Porque minha irmã faz essas caras?
    Divertida, a olho no momento em que Marta nos vê, e soltando uma
gargalhada vem correndo em nossa direção com o seu namorado atrás.
    Cumprimentamos-nos.
    De repente, eu olho para uma mulher que dança na pista com Anita. De onde saiu esse pedaço de bombom? Marta ao ver a direção do meu olhar, sussurra:
    - Impressionante, não é?
    Atordoada, eu concordo. Trata-se de uma morena incrivelmente sexy.
    - Nós a batizamos de la petite mort perfeita. Se chama Paola. - Sussurra Marta.
    - Quem é?
   - Uma amiga de Santiago.
    - É cubana?
    - Não, argentina e é muito boa, não é?�
    - Já te digo.
    Concordo. Negar isso seria uma das maiores mentiras do mundo.
    Paralisadas, estamos observando como Anita dança salsa com a argentina, quando de repente Emma diz ao meu lado:
    - Sua bebida, Regina.
    Ao pegar o que ela me oferece, vejo em seus olhos que ouviu nossa conversa e que está irritada.
    Oh, minha menina é uma ciumenta.
    Eu sorrio. Ela não sorri.
    Eu me aproximo dela, dou lhe um beijo, e murmuro:
    - Eu só gosto de você.
    - E Paola. - Ela zomba.
    Finalmente, depois de dar beijinhos forçados, consigo que sorria e me beije.
    Durante o tempo que o grupo conversa, percebo como Laura e Emma se comunicamcom seus olhos quando passa uma mulher que elas acham atraente. Eu sorrio. Não posso ficar zangada. Eu também tenho olhos em meu rosto.
    Emma paga uma rodada de mojitos quando começa uma música e quase todos
gritamos:
    - Cuba!
    Surpresa, Emma me olha. Eu começo a mexer lenta e pausadamente ao som da
música e vejo como minha mulher me filma com seu olhar esverdeado. O vestido curtoque uso lhe agrada, compramos na nossa lua de mel e, seduzindo-a digo:
   - Vem. Vamos dançar na pista.
    Emma levanta as sobrancelhas e nega com a cabeça.
    Falta apenas dizer: "Nem a pau!"
    Estamos de volta à Alemanha e a naturalidade de seus atos em nossa lua de mel parece ter desaparecido. Sinto muito. Eu gostava muito da Emma desinibida.
Observa-me com o rosto sério e vendo que eu não paro de me mexer, diz:
    - Vá você para a pista.
    Desejando dançar e cantar a canção do grupo Orishas que toca, vou para a
pista com meus amigos e danço com eles. Nossos movimentos são lentos e sensuais. A música vem em nossos corpos e cantamos.

    Represent, represent,
    Cuba orishas underground de la Habana.
    Represent, represent,
    Cuba, hey mi música.

    A pista se enche.
    Nós todos dançamos ao som da música, enquanto cantamos em voz alta,observo que Emma não tira o olho de mim. Está me vigiando. Não está confortável.
    Meu amigo Santiago chega. Ele vê Emma e corre para cumprimentá-la. Ambos sorriem. Minha loira lhe apresenta a Laura e Graciela e aponta onde estou.
Santiago, com seu grande sorriso cubano corre para a pista e agarrando minhacintura, começa a dançar esta canção quentíssima.

    Represent, represent,
    Cuba orishas underground de la Habana.

    Eu olho para Emma e percebo que essa dancinha que estamos fazendo não a está agradando. Rapidamente me solto e toda a pista começa a pular enquanto cantamos.

    Aprenderás que en la rumba está la esencia.
    Que mi guaguancó es sabroso y tiene buena mezcla.
    A mi vieja y linda Habana un sentimiento de mañana.
    Todo eso representas,
    ¡Cuba-a-a!�

    O local inteiro canta e dança, quando termina o DJ troca de ritmo e eu voltopara minha esposa. Com sede pego o mojito e dou um gole considerável.
    - Você não dança querida?
    Emma me olha... me olha e me olha e ao ver como estou suada pergunta, retirando o cabelo do meu rosto:
    - Desde quando eu gosto de dançar?
    Sua resposta é uma afronta, mas como eu não quero discutir nem lembrá-laque em nossa lua de mel dançou tudo o que quis e mais um pouco, eu dou um passo para o alto e agarrando seu pescoço, murmuro:
    - Bem, pois então me beije. Pois disto você gosta, né?
    Sorri finalmente!
    Ela me beija e desfrutamos de nosso beijo, mas de repente Marta me puxa, me leva para a pista e começo a dançar Bemba Colorá. O rosto de Emma novamente
escurece. Está claro que não está gostando nada do Guantanamera.
    Graciela nos olha e faço um sinal para que se junte a nós.  Não pensa duas vezes e vempara a pista conosco, enquanto sacode os quadris. Laura e Emma se olham e bufam.
    Vão pastar as duas!
    Rapidamente nos unimos a Santiago, Anita, Arthur, alguns amigos cubanos e a
Dona la petit mort perfeita.
    Pelo amor de Deus. De perto, a argentina é ainda melhor.
    Como não é a primeira vez que venho nesse local, já sei como se dança.
    Fazemos uma roda e no meio, par a par, demonstramos nossa graça na dança quente e deliciosa. Eu e Marta nos movemos como duas loucas enquanto gritamos "Açúcar".
    Quando a música termina, volto para Emma. Estou de novo com sede, e ela, com um olhar desconfortável, me olha e pergunta:�
    - Será assim a noite toda?
    Observo que Laura diz algo a Graciela e que ela revira os olhos. Eu volto a olhar para a minha menina não latina e pergunto, depois de beber um enoooooooorme gole de meu rico mojito:
    - Não gosta do Vacilón?
    Essa palavra ela não entende, e vendo seu rosto, insisto:
    - Não gosta da festa e das boas vibrações que têm aqui?
    Emma, ou melhor, Icewoman, olha em volta e, com sua sinceridade avassaladora,
responde:
    - Não. Não me agrada em nada. Mas a você sim, certo?
    Depois de terminar o meu mojito, eu olho e, apesar de saber que ela se incomoda, respondo:
    - Você já sabe, meu amor.
    Suas narinas se inflam.
    Uauuuu, excitante!
    Logo, aproximando-me dela, murmuro:
    - Me coloque como uma Ducati, como quando você está tão depravada.
    Colo meu corpo ao dela. Mesmo com saltos alcanço o seu nariz. Emma não se move. Só me olha, e eu começo a mover meu corpo lentamente ao ritmo da música.
    Ela está excitada e beijando-a, pergunto:
    - Você quer que a gente vá para casa?
    Concorda sem hesitar e eu sorrio.
    Quando chegamos, são duas e quinze da madrugada, nos despedimos de Laura e Graciela, e quando entramos em nosso quarto, Emma continua emburrada.
    Eu estou um pouco alterada por causa mojitos e, aproximando-me, digo:
    - Escute querida...
    Porém não consigo dizer mais nada.
    Icewoman me pega em seus braços e, com uma paixão que me deixa sem fôlego, me beija e me devora. Me empurra contra a parede, sobe meu vestido embolando-o em minha cintura e diz perto da minha boca, enquanto rasga minha calcinha.
    - Eu não gosto que dance com outros.
    Seus dedos entram em mim, me penetrando com tanta força que me faz suspirar.
    - Não quero que você volte àquele lugar, entendido?
    Sua paixão me enlouquece, mas não sou boba. Me agarro com força em volta de seu pescoç, olhando-a, respondo sem perder a serenidade:
    - Meus amigos vão para lá, onde está o problema?
    O rosto de Emma torna-se novamente sombrio. Com a mão livre, agarra meu quadril, me aperta contra ela novamente e eu grito. A força com que me fode me deixa louca, me reverbera, e
sussurra:
    - Eu não gosto daquele lugar.
    Eu beijo-a, e quando separo meus lábios dos seus, respondo:
    - Eu gosto. Eu me divirto e não faço mal a ninguém.
    - Faz mal a mim. – Fala entre dentes, me penetrando novamente.
    Sinto falta de ar. Porém eu gosto do nosso jogo quente e, querendo mais,
sussurro:
    - Não, querida. Eu nunca faria mal a você.
    Após uma nova penetração,   Emma suspira e murmura:
    - Havia muitas pessoas te observando.
    - Porém sou só sua.�
    Sua boca volta a tomar a minha. Sua mão desce até a minha bunda. Eume seguro nela como posso enquanto me penetra uma e outra vez. Não descansa. Ela está
furiosa e sua fúria me encanta.  Me abro. Me deleito neste momento tão depravado.
Tão passional até que meu corpo não pode mais e, apertando-me contra ela, um prazer intenso e viciante sai de mim.
    Emma, ao perceber, aumenta suas estocadas mais e mais e mais. Ela funde seus dedosem mim sem descanso, até que um gemido abafado me faz saber que ela chegou ao limite.
    Sem soltar-nos, continuamos contra a parede. Nós amamos este tipo de sexo.
    Nossas respirações estão agitadas e, olhando-a, digo:
    - Diga, o Guantanamera excitou você.
    Ela me olha e ao ver meu sorriso, finalmente sorri também e diz, abraçando￾me:
    - Você me excita Regina... só você.
    Não volta a me proibir de nada. Sabe que não deve. Embora já tenha deixado claro o que pensa do Guantanamera.
    Naquela noite, depois de fazermos amor novamente como duas selvagens sob o chuveiro, dormimos abraçadas e muito... muito apaixonadas.