Belladonna
Fanfics Swan Queen
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Peça-me o que Quiser, Capítulo 56
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Peça- me o que Quiser, Capítulo 55
Dois dias depois, começa a Oktoberfest, a festa da cerveja mais importante no mundo. Emma combinou de ir com os amigos e a família.
Quando terminei de me vestir, olhei-me no espelho. Pareço uma camponesa
alemã com o dirndl, que é um traje típico, composto por uma saia longa, avental,
corpete e blusa branca. Divertida, comecei a trançar meus cabelos, olhando-me no espelho, sorrindo. Estou convencida de que Emma amará minha aparência exuberante.
Ouço uma batida na porta do meu quanto e Flynn entra. Está lindíssimo com um short de couro marrom, suspensórios, um gorro verde e jaqueta cinza.
- Está pronta?
- Como você está bonito Flynn.
O pequeno sorri, e dou uma volta na frente dele e pergunto:
- Pareço uma alemã vestida assim?
- Você está linda, mas você é como eu, não tem cara de alemã.
Nós dois rimos, nos divertindo com o que ele disse, enquanto faço outra trança.
- Diga a sua tia que desço em menos de cinco minutos.
O garoto sai correndo pela casa, enquanto termino com meu cabelo e ao me virar, me surpreendendo ao ver Emma, encostada na porta.
Me olha... E logo diz com um sorriso torto:
- Não sei o que você faz, mas está sempre linda.
Fico com a boca ressecada.
Meu Deus, como é maravilhosa minha esposa!
Maravilhosa, linda, preciosa, impressionante e surpreendente!
De trança tiara e Dirndl com corpete creme, está perfeita. Não imaginei que Emma, vestida assim de bávaro ficaria tão angelical e ao mesmo tempo, sexy. Me perco admirando-a e quando volto ao meu raciocínio, me aproximo, dou uma voltinha e quando olho para Emma suas mãos já estão na minha cintura e ela me beija possessivamente.
Ah sim... Eu amo essa intensidade.
Arrepiada, eu agarro seu pescoço, pulando em seu colo, lhe cercando com
minhas pernas, e digo:
- Se continuar me beijando, vou fechar a porta e iremos fazer uma festinha
particular aqui no nosso quarto.
- Eu gosto muito da idéia, meu amor.
Novos beijos...
Mais intensidade...
- Mas, o que vocês estão fazendo? Flynn nos surpreende – Parem de se beijar e vamos à festa. Todos nos esperam.
Nos olhamos e sorrimos.
E vendo que o pequeno está com os braços cruzados, parado na porta, esperando a nossa saída, Emma me coloca no chão e sussurra:
- Isto não termina aqui.
Me divertindo, desço e corro atrás de Flynn, enquanto sei que Emma sorri e
caminha atrás de mim.
Laura e Graciela nos esperam e estão realmente lindas com seus trajes
bávaros. Uma vez que estamos prontos, nos despedimos de Simona, que se nega
a nos acompanhar, e vamos para o carro.
Norbert nos deixa o mais perto possível da Esplanada Theresienwiese, palco para a grande festa. O tumulto é incrível, e surpresa, pergunto a Emma:
- Você acredita que isso me lembra a Feira de Abril de Servilla? Estou prestes
a gritar “Olé... Toureiro! Emma sorri e eu acrescento:
- Isso mesmo, aqui vocês se vestem de bávaros e bebem cerveja e lá vamos
vestidos de flamencos e bebemos rebujito.
Minha icewoman feliz me dá um beijo na cabeça, enquanto centenas de alemães e estrangeiros vestidos de todas as maneiras possíveis se divertem com música e litros e mais litros de cerveja.
Emma segura a minha mão com força e com a outra segura Flynn.
Não querendo perder nenhum dos dois, e olhando para Laura e Graciela, diz:
- Sigam-me.
Caminhamos entre as pessoas e percebo que os estandes têm nomes de
marca de cerveja. Em uma delas, o segurança que está na porta, ao ver Emma, nos deixa passar. A música soa. As pessoas cantam, dançam e bebem. É tudo tão bom. Que legal! Emma pára, olha ao seu redor e quando localiza o que deseja continuamos caminhando.
- Isto aqui está lotado! – grito
Ela balança a cabeça e diz:
- Relaxa, nós temos nosso espaço reservado todos os anos.
Ao fundo, no meio do tumulto, vejo Maura e Cora, com o pequeno Logan nos
braços, enquanto Marta e Jane dançam.
- Você veio? – grita Cora ao ver seu neto.
Ela o abraça, enquanto Flynn começa a brincar com Logan, e ele sorri.
Maura feliz ao me ver, olha para mim e exclama:
- Mulher.. Qualquer roupa que você usa lhe cai bem.
Eu sorrio maliciosamente, me aproximo dela e respondo:
- Sim, e mais do que eu, está Emma. Você já viu como ela está maravilhosa?
Minha amiga olha para ela de cima abaixo e diz:
- É verdade, está sim, Emma está muito bem, mas a minha Jane também está muito linda e bem... bem... bonita é aquela que esta vindo, e está
acompanhada.
Sigo a direção que seu dedo aponta e vejo Helena, em todo seu esplendor, de braço dado com uma “poodle” e com uma loira no outro. As pessoas
olham para elas. A tal Bianca é muito conhecida por ser apresentadora de tv e logo todos a rodeiam para lhe pedir autógrafos.
Me aproximo e vejo que a outra loira é Diana. Helena consegue retirar sua garota das garras de seus fãs e quando chega até nós, dá um beijo nela, tentando ser amável com a apresentadora.
- Olá Bianca.
Ela me olha de cima abaixo e depois diz:
- Perdão, não recordo seu nome, como se chama?
- Regina.
- Ah sim, certo. - e voltando-se para a sua amiga, diz : - Esta é Regina.
Diana concorda. Já nos conhecemos, e se aproximando de mim diz:
- É um prazer revê-la, Regina.
Meu estômago se contrai ao relembrar o que esta mulher fez comigo na noite
de swingers e respondo:
- Também é um prazer revê-la.
De repente, ouço que a “poodle antipática” exclama:
-Emma, que alegria voltar a vê-la! Venha, que quero te apresentar a Diana.
Filha da puta essa poodle.
Não se lembra do meu nome, mas se lembra do de Emma?
Se eu já não gostava dela, agora gosto menos ainda.
Como se estivesse lendo a minha mente, minha esposa cumprimenta ela e
Diana, mas logo em seguida vem a mim. Sabe o que penso. Então, me levantando
em seus braços, diante de todos, diz:
- Pessoal, essa é a primeira Oktoberfest de Regina na Alemanha, e gostaria que fizéssemos um brinde a ela.
Nesse momento, todos os alemães, conhecidos e desconhecidos, que estão
ao nosso redor, levantam suas imensas canecas de cerveja e dão um grito de guerra, brindando por mim. Eu sorrio e Emma me beija.
Lá se foi meu aborrecimento.
Flynn quer ir aos brinquedos, Marta e eu nos oferecemos para acompanhá-lo.
Preciso de um pouco de ar.
Quando saímos da tenda, a multidão nos absorve. Marta olha para mim e diz
para eu não me preocupar e vou atrás dela. Quando chegamos a uma das atrações para crianças, Flynn sobe no brinquedo encantado, Marta e eu esperamos.
- Meu Deus, o que eles estão cantando. – Eu aponto para algumas pessoas
bêbadas.
Marta sorri e responde:
-Tem pinta de ser ingleses. Saber o que estão cantando é seu problema? – eu
nego com a cabeça e Marta me diz sorrindo: Claro que estão tentando acompanhar na cerveja algum alemão só que não sabem que a cerveja que é servida nessa festa é muito mais forte que a habitual – Eu começo a gargalhar – E a menor caneca tem um litro, o que você espera?
Rindo, aguardamos que Flynn acabe e, quando isso acontece, corremos para
outra atração. Quando voltamos para a tenda, Emma pisca para mim e Maura puxa minha mão e me faz subir em uma das mesas para cantar um típica canção alemã.
Me divertindo, acompanho. Curiosamente eu sei a canção, e Emma sorri junto com a sua mãe.
Quando desço da mesa, um homem vem até mim e me ajuda. Ele me pega
pela cintura e, quando estou no chão, ainda me segurando diz:
- Você sabe que é uma mulher muito bonita?
Eu sorrio, agradeço e volto para perto do meu grupo, mas quando me aproximo
paro e sinto uma fúria subir pelo meu corpo até meus olhos, ao ver Amanda na
frente de Emma.
O que Amanda faz aqui?
Odeio essa mulher!
Meu pescoço pinica. Eu coço e xingo em espanhol, a fim de que ninguém me entenda.
De repente, ela me vê. Emma, ao ver seu gesto incômodo, vira e me avista também. Irritada, dou a volta e encontro o homem que segundos antes me elogiava e de repente percebo que estou encurralada.
- Olá de novo, linda.
Eu não respondo e ele insiste:
- Deixe-me lhe comprar uma cerveja?
- Não, obrigada.
Dou a volta. Estou com raiva, muita raiva, quando sinto que alguém me agarra pela cintura. Maldito bêbado. Me inclino e lanço a curva do cotovelo para trás, tentando empurrá-lo para longe de mim com todas as minhas forças. Ouço um protesto, e quando viro meu coração para, ao ver Emma encolhida, que me olha e rosna:
- Mas o que é isso?
Sua reação me diz que a machuquei.
Meu Deus, como sou bruta!
Eu congelo. Ela se recupera, pega a minha mão com força, e sem me soltar me leva para o outro lado da tenda. Quando chegamos diz com raiva:
- O que houve para você me dar aquela cotovelada?
Vou responder, mas ela impede e imediatamente continua:
- Se é por causa da Amanda, ela é alemã e tem direito de vir à festa. E antes que você siga bufando por aí, ou dando cotoveladas, deixe-me dizer que ela não tem se insinuado, nem me ligado e nem feito nada que você tenha que se
preocupar, porque ela valoriza o emprego e não quero que nos cause problemas.
Ela no mesmo instante entendeu. E Você entende?
Não quero dizer nada.
Me recuso.
Não vou responder. Ainda estou com raiva por tê-la visto.
Emma espera... espera... espera e quando vejo que a desespero solto:
- Ok, entendi.
Ela relaxa. Acaricia meu cabelo e sussurra:
- Amor, só você me importa.
Vai me beijar, mas eu viro.
-Você acabou de fazer a cobra, Sra. Swan?
Seu gesto, sua voz, sua risada, conseguem que eu finalmente sorria e responda:
- Tenha cuidado, ou vou fazer a víbora, entendido?
Emma solta uma gargalhada, me abraça e retornamos para junto dos nossos amigos, quando fico sem palavras ao ver Graciela sentada no colo de Laura enquanto ela a segura e a beija. Ah... Acho que essas duas voltaram a beber a cerveja Los Leones.
Ao vê-las, Emma olha para mim e sussurra:
- Todos estão beijando, menos eu.
Sua ironia me diverte e, voltando para ela, me agarro em seu pescoço, numa
atitude possessiva e, olhando em seus olhos lhe peço:
- Beije-me, sua boba.
Ela não pensa. Me beija na frente de todos e sua mãe é a primeira a fazer um
brinde e beber um gole de cerveja.
Não vejo mais Amanda. Ela se foi.
Tarde da noite, a festa continua. Helena sai com suas amigas e Marta com Artur. Maura e Jane se vão com o pequeno Logan, que está cansado, Laura e Graciela querem ir para casa. Elas estão com pressa e eu sorrio ao ver o rosto da chilena.
Emma, sem perguntar, liga para Norbert pelo celular e marcamos no mesmo lugar onde nos deixou. Cinco minutos mais tarde, Laura e Graciela, acompanhados por Cora e Flynn desaparecem, e Emma sussurra em meu ouvido:
- Acho que esta noite alguém terá uma noite muito boa em nossa casa.
Ela me faz sorrir.
Finalmente, as duas vão dar prazer uma a outra e, se tudo der certo, talvez se deem uma chance.
Durante uma hora, Emma e eu ficamos nos divertindo, até que o telefone vibra,
depois de ler a mensagem me diz:
- É Helena.
Nossos olhos se encontram. Nos encaramos durante alguns segundo e ela
acrescenta:
- Ela está em um local chamado Sensations e está perguntando se queremos ir.
Meu corpo esquenta. Sexo. E vejo como minha menina travessa curva o canto direito de sua linda boca e diz:
- Só iremos se você quiser.
Ufa, que calor!
Estava quente por tanta bebida, agora queimo.
Eu bebo minha cerveja enquanto Emma me observa. Estou nervosa e finalmente pergunto:
- As mulheres que a estavam acompanhando estarão lá?
Emma me olha. Ela sentiu que a poodle e eu somos incompatíveis e responde:
- Só Diana.
Saber que a poodle não vai me faz sorrir e, em seguida, fico curiosa para saber se as três predadoras vão jogar comigo. Emma, Helena e Diana. Eu gosto da idéia.
Meu coração acelera e Emma, sentindo o que eu penso, murmura elevando mais ainda meu calor:
- Quero te oferecer. Quero te foder e te olhar.
Sim...
Sim...
Sim...
E finalmente respondo com um sussurro, olhando em seus olhos:
- Eu quero Emma. Eu quero muito.
Minha meninona sorri. Digita algo no celular e, segundos depois, diz levantando:
- Vamos.
Eu lhe seguiria até o fim do mundo, enquanto meu corpo está acelerado e minha mente só pensa em sexo!
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Peça-me o que Quiser, Capítulo 54
Os dias passam, Laura e Graciela não avançam.
Estão me cansando.
Helena convida Graciela para jantar, ela aceita e Laura não diz nada.
Mas esta mexicana não tem sangue nas veias?
No dia seguinte pergunto à Graciela sobre seu encontro e, encantada, conta que Helena se comportou muitíssimo. Zero sexo.
Honestamente, não estou surpresa. Se há algo sobre Helena, além de ser
maravilhosa, é que ela é uma uma mulher super "cavalheira" e uma boa amiga de seus
amigo.
A escola de Flynn começa. No seu primeiro dia de aula está nervoso. Durante
o caminho, Norbert e eu sorrimos ao vê-lo tão feliz. Ele carrega em sua mochila a
lembrança que fez para a sua amiga especial Luna, está ansioso para entregar- lhe.
Mas sua expressão não é mais a mesma quando vamos buscá-lo à tarde.
Está triste e aflito.
- O que houve? - Eu pergunto.
Com lágrimas nos olhos, meu pequeno coreano-alemão me olha e murmura,
ainda com o presente envolto nas mãos:
- Luna não está mais na escola.
- Por quê?
- Ariadna me disse que seus pais mudaram de cidade.
Oh, meu menino. Sua primeira decepção amorosa.
Que pena. Porque o amor é sempre tão complicado?
Eu o abraço e ele se deixa abraçar enquanto Norbert dirige. Eu beijo sua
cabecinha morena e, tentando encontrar as melhores palavras que meu pai me diria, consigo dizer:
- Ouça Flynn, entendo que você está triste por não ver Luna, mas tem que
ser positivo e pensar que ela, embora não esteja nesta escola, está bem. Ou
prefere que ela esteja mal?
O garoto me olha, nega com a cabeça e diz:
- Mas eu não vou vê-la novamente.
- Isto nunca se sabe. A vida dá muitas voltas e, talvez um dia volte a reencontrar sua amiga.
Meu pequeno não responde e, tentando fazê-lo sorrir, proponho:
- O que você acha de ir comprar alguns presentes para sua tia Emma? Sábado é seu
aniversário.
Concorda. Rapidamente, indico a Norbert que desvie e nos leve a uma joalheria, onde eu sei que há um colar que minha mulher gostará. Custa o valor de um terreno, mas hoje nós podemos nos permitir!
Quando entramos na joalheria, a mim não conhecem, mas a Flynn e a
Norbert sim, e quando eu digo que sou a Senhora Swan, só faltam estender um tapete vermelho e jogar pétalas a meus pés.
Que forte! O que o dinheiro não faz.
Depois de comprar o colar e uma pulseira fina de ouro branco que Flynn
escolheu para sua tia, deixo que empacotem tudo para presente e me entristeço ao
ver a carinha de meu sobrinho. Eu não gosto de vê-lo tão triste, principalmente depois do último mês em que esteve tão feliz. Quando chegamos ao carro, tento fazê-lo sorrir.
- Você sabe que, dentro de dois finais de semana participarei de uma corrida
de motocross com jurgen?
- Viva! Sim?
Concordo e pergunto:
- Você quer ser meu assistente?
O garoto acena com a cabeça, mas não sorri e eu insisto:
- O que você acha se começarmos no próximo fim de semana suas aulas com
a moto?
Sua expressão muda e os olhos se iluminam.
Desde antes de nosso casamento, o pequeno queria aprender a andar de
moto, por isso pedi a meu pai que aproveitasse o verão e o ensinasse primeiro a
andar de bicicleta. Isto me facilitaria a tarefa.
Eu penso em Emma e me treme a carne. Eu sei que essas aulas vão me
trazer mais dor de cabeça, mas também sei que Emma finalmente aceitará. Minha
meninona prometeu mudar sua atitude e tem demonstrado isso.
Flynn começa a fazer perguntas sobre a moto. Eu respondo da melhor forma
possível, até que me olha e diz:
- Tia Emma vai ficar brava, certo?
Desdenhando do fato, beijo-o na cabeça e respondo, convencida de que tem
razão:
- Fique tranquilo. Eu prometo que vou convencê-la.
Mas Flynn e eu estávamos certos. Naquela tarde, quando Laura e Graciela
saem para resolver alguns assuntos de sua empresa, eu falo com Emma sobre o
assunto e ela fica extremamente brava.
- E por que você tem que lembrá-lo? – Ela diz do outro lado da mesa de seu
escritório.
- Ouça Emma. - Respondo olhando a estante com as suas armas. - Flynn estava
destruído pela perda de Luna e eu pensei ...
- Você decidiu trocar Luna por uma moto, certo?
Eu olho. Ela me olha.
Desafiamos-nos como sempre com o olhar e acrescento:
- Antes do casamento você prometeu a ele que aprenderia a andar de moto.
- Eu sei o que eu prometi, Regina. Eu não entendo é porque você teve que lembrá-lo.
Ela tem razão. Como sempre, eu tenho sido muito impulsiva. Não penso nas coisas e faço logo. Porém, como não aprendo a lição, eu acrescento:
- Ele me perguntou também. Dentro de dois finais de semana participarei com
Jurgen de uma corrida e...
- O que você vai fazer?
Oh... oh... Mau momento.
Franze o cenho e noto que fica tensa. Porém disposta que ela cumpra o que
prometeu um dia, esclareço:
- Eu já falei. Você sabe há um mês. Eu lhe disse que Jurgen me avisou desta corrida e você mesma disse que estava tudo bem. Por que então você ordenou que trouxessem a minha moto em seu avião?
Espantada, me olha e pergunta:
- Eu ordenei?
- Sim. E se você tem menos memória que Doris, a amiga de Nemo, não é problema meu! - E antes que diga algo mais, eu acrescento: - Mas, bem, isso não importa agora, o que importa é falar de Flynn.
Emma me olha com o cenho franzido.
- Começando o ano letivo, não quero que se distraia dos estudos. Deixe as aulas de moto para a primavera.
- Como?
- Regina pelo amor de Deus. Flynn não se preocupa em aprender agora ou daqui
um tempo.
- Mas eu prometi que...
- O que você prometeu não é assunto meu. - Me corta secamente. - Além disso, a moto de Hannah ou a sua são muito altas para ele. Teria que comprar uma adequada para uma criança.
- Bommm... - Bufo.
Eu aprendi com a moto do meu pai e aqui estou, inteirinha!
- Olhe Regi, é claro que ele aprenderá a andar de moto, mas agora não é o
momento.
- Agora é sim
Tensão...
Muita tensão.
- Regina... - Sussurra.
Sem enfurecer, respondo:
- Emma...
Fazia um tempo que não sentia essa sensação. Ela me olha com seus olhos
gelados de Icewoman e meu estômago se contrai. Deus, como ela me deixa! E
quando vou dizer que não quero discutir, o telefone toca. Emma o pega, faz um sinal
para mim e eu entendo que é trabalho.
Espero cinco minutos para retomar a conversa, mas ao ver que aquilo se arrasta, eu decido sair do escritório e ir para a cozinha tomar alguma coisa. Quando entro, encontro Flynn sentado. Voltou a estar abatido. Ainda mantém o pacotinho para Luna e, ao me ver olha e diz:
- Eu não quero que você e minha tia briguem.
- Está tudo bem, querido.
- Mas eu ouvi que minha tia está brava.
- Ela está irritada porque a recordei que vou participar de uma corrida de motos, não porque você vai aprender. - Eu minto, e ao ver sua carinha, insisto: - Está tudo bem querido, acredite.
- Sim, sim vai passar. Eu a deixarei com raiva e você irá embora.
Ao ouvir isto sorrio. Meu smurf mal-humorado me ama e isto me enche o
coração. Então, me sento em uma cadeira ao seu lado, e faço que me olhe.
- Olhe Flyn, sua tia e eu nos amamos muito, porém somos muito diferentes em tantas coisas que será muito difícil não discutir. Porém, ainda que briguemos, isto não quer dizer que eu vou embora, porque para eu ir embora e deixar você e ela, tem que acontecer algo muito... muito... muito grave, e isto eu não vou permitir que aconteça, certo?
O menino concorda. Pego-o pela mão e faço que se sente sobre minhas pernas. Ainda que me surpreenda conseguir essa proximidade, quando me abraça e apoia sua cabecinha em meu ombro, murmuro:
- Eu amo seus abraços, sabia?
Noto que sorri e, por mais de cinco minutos continuamos assim, sem falar ou
mover-nos, até que ele me olhando outra vez, diz:
- E eu amo que você more conosco.
Nós dois rimos e, voltando a me surpreender, ele acrescenta, pegando minha
mão:
- Já que Luna se foi, eu quero dar o presente para você.
- Você tem certeza?
Flynn concorda e eu pego o presente.
Abro o papel e sorrio ao ver uma pulseirinha feita a mão com as peças do jogo Bratz de minha sobrinha, que curiosamente, é da minha cor favorita: lilás!
- Ela é linda, eu adorei!
- Você gostou?
- Claro que eu gostei. - E, colocando, estendo a mão e pergunto: - O que você
acha?
- Fica muito bem em você. Além disso, fiz da sua cor favorita.
- Como você sabe?
- Grace me disse e lembro que um dia a tia Emma também comentou.
Saber disto me faz sorrir e dando-lhe um beijo, sussurro:
- Obrigada querido. Eu amei o presente.
- Não discuta com minha tia por mim.
- Flynn...
Prometa-me. - Insiste.
Ansiosa para que volte a sorrir, eu coloco o meu polegar junto ao seu e afirmo:
- Eu prometo.
Ele me abraça com força. Tão forte que até me dói os ombros, mas eu não
me queixo e, disposta a que esse menino seja feliz, sim ou sim, fazendo cócegas
digo:
- Eu vou te encher de beijos, sabia?
Ele solta uma gargalhada e eu, encantada, rio muito, até que de repente nós
dois estamos cientes de que Emma está na porta. Nos olha. Seu olhar, como sempre
me impacta. Ela se aproxima de nós, se agacha para estar a nossa altura, e diz:
- Ponto um: - Isto me faz sorrir - Regina não vai sair de nosso lado nunca,
entendido? - O menino concorda e Emma continua: - Ponto dois: vamos comprar uma moto para um menino da sua idade, para que você possa começar as aulas com a Regi. E ponto três: o que você acha de irmos às compras agora para que Regina seja a
mais linda da Oktoberfest?
Flynn pisca, se atira aos braços de sua tia e então sai correndo da cozinha.
Eu ainda não entendo nada. O que aconteceu? Eu não me movo, enquanto meu
louco amor ajoelhada diante de mim, sussurra:
- Muito... muito... muito... muito grave tem que ser o que aconteça entre você
e eu para que te deixe ir embora, entendido pequena?
Ao ouvir isso, sorrio e pergunto:
- Você ouviu a conversa, correto?
Emma concorda e, trazendo sua boca a minha, sussurra:
- Eu ouvi o suficiente para saber que meu sobrinho e eu somos loucos por
você e já não sabemos mais viver sem a nossa moreninha.
Me desarma...
Suas palavras derrubam todas as minhas defesas...
Eu a beijo e ela gostando, corresponde. Desejo ela desesperadamente e
quando minhas mãos a agarram com mais paixão, Emma me para e diz:
- Embora o que eu mais quero no mundo neste momento é tirar sua roupa e
fazê-la minha mil vezes, agora não dá.
Eu protesto.
Ela sorri e diz ao ver a minha cara:
- Flynn vai voltar em breve para irmos às compras.
- Compras, onde?
Uma vez que levantamos as duas, minha mulher me beija... me beija... me beija, e quando eu perco o sentido inteiramente, diz, dando-me um empurrãozinho na bunda:
- Vamos, devemos comprar algo muito bonito para a grande festa de Munique.
Horas mais tarde, em uma loja típica nos encontramos com Laura e Graciela.
Quando nos vê, vêm ao nosso encontro e me divirto comprando trajes típicos
bávaros.
Nós vamos para a festa!
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Peça- me o que Quiser, Capítulo 53
"La petite mort" para quem não conhece, é uma expressão francesa, que se refere ao orgasmo feminino e que significa "A pequena morte". Não vou entrar em detalhes, mas espero que no contexto vocês venham a entender. Boa leitura!
A chegada ao Aeroporto Internacional Franz Josef Strauss em Munique se faz no tempo previsto e sem complicações. Quando desembarcamos do avião, Emma se distrai falando com o piloto e vejo Norbert no carro. Flynn corre até ele e se joga em seus braços. Encanta-me ver como o homem sorri de felicidade ao ver o menino.
Uma vez que o pequeno entra no carro com Graciela e Laura, eu olho para Norbert com cumplicidade e lhe dou um abraço. Como sempre fica mais duro do que um pedaço de pau, mas eu não me importo, o abraço da mesma forma e escuto dizer emocionado:
- Que alegra tê-la de volta em casa, senhora!
Eu sorrio. Passei de senhorita Regina para senhora!
- Norbert, não combinados que ia me chamar pelo nome?
O homem acena com a cabeça e, depois de cumprimentar Emma com um aperto de mão, acrescenta:
- Isso é coisa da minha mulher, senhora. Que, aliás, está louca para vê-la em casa novamente.
Quando a bagagem chega, Norbert as coloca no porta-malas do carro, enquanto isso Emma agarra minha cintura com atitude possessiva, me beija e sussurra:
- De novo está em meu território, pequena.
Seu gesto é divertido e beliscando sua cintura esclareço:
- Desculpa bonita, mas este também é meu território agora.
Sorrindo, entramos no carro para ir à nossa casa. Nosso lar. Ao longo do caminho, Graciela olha pela janela com curiosidade e, enquanto os demais brincam com o pequeno Flynn, eu explico por onde passamos.�
Emma sorri satisfeita ao ver que sei andar tão bem em Munique, e eu pisco para
ela.
Chegando em casa, Norbert aperta o controle remoto do carro, e a porta de aço se abre. Assim que cruzamos o belo jardim, vejo na porta da frente Simona, junto com Susto e Calamar. A mulher sorri radiante e corre para o carro, junto com os cães.
Emocionada, antes que o carro pare, eu abro a porta e salto como uma louca.
Susto e Calamar se lançam sobre mim, eu os acaricio enquanto saltam e latem de felicidade. Segundos depois, meus olhos se encontram com os de Simona, a minha Simona! E me derreto em um abraço caloroso com ela.
Mas, de repente, percebo que alguém agarra meu braço e me puxa. Ao olhar me encontro com o gesto preocupado de Emma. O que está errado?
- Você ficou louca?
Surpresa pela sua seriedade e, principalmente, pelo tom de sua voz, pergunto:
- Por quê? O que houve?
Flynn, que se joga em uma corrida para abraçar Simona diz:
- Tia Regi, você não pode abrir a porta com o carro ligado. Isso é perigoso.
Naquele momento percebo que o que eles dizem é verdade. Minha impulsividade faz com que me comporte mal.
Horrorizada pisco. Emma não se move. Que mau exemplo sou para Flynn e,olhando para a minha alemã raivosa, murmuro enquanto Susto pede atenção:
- Sinto muito, Emma. Eu não percebi. Eu vi Simona e...
O gesto da minha menina grannde relaxa e passando a mão pelo meu rosto, sussurra:
- Eu sei querida. Mas por favor, tenha mais cuidado, ok?
Eu sorrio e abraçando-a, suspiro:
- Eu prometo, mas agora, sorria, por favor.�
Ela não hesita em fazer. Sua expressão volta a ser alegre e me beijando nos lábios, murmura:
- Você vai pagar quando estivermos sozinhas.
Com gesto malicioso, olho para ela e sussurro, antes que Graciela se aproxime:
- Uauuu... Isto ficou interessante.
Depois de soltar uma gargalhada, Emma cumprimenta os esbaforidos Susto e Calamar.
Que emocionados estão meus cachorrinhos ao nos ver novamente!
Quando Emma, junto com Flynn se agacha e os abraça, meu coraçãozinho transborda. Se lhes dissesse isto há um ano atrás, nenhum desses dois alemães rígidos teria acreditado. Mas lá estão eles, tia e sobrinho esbanjando mil carinhos aos nossos dois animais de estimação.
Quando Flynn corre para o lado do jardim, os cachorros vão atrás dele. Enquanto Norbert leva as mala, Emma faz o mesmo com a cadeira de rodas de Laura que, uma vez aberta, a mexicana se senta nela.
- Regina, como estou feliz em te ver!
- E eu de te ver, Simona. Acredite ou não, tenho sentido sua falta.
A mulher sorri e vendo que Graciela está do nosso lado, lhe apresento:
- Simona, quero te apresentar Graciela.
- Encantada senhorita Graciela.
- Por favor Simona, diz a jovem em alemão, eu ficaria mais confortável se me
chamasse pelo nome como Regina.
A história se repete.
Vê-se que as meninas criadas em famílias de classe média, se incomodam ao ser chamadas de “senhorita”, e olhando Simona com cumplicidade, digo:�
- Você sabe, o senhora podemos ignorar.
- Agora mesmo esquecido, tudo bem Simona? - Graciela insiste.
A mulher sorri e, de repente, surpresa, exclama:
- Você fala como a protagonista de Loucura de Esmeralda!
Ao ouvir esse nome Graciela nos olha.
- Você assiste Loucura de Esmeralda na Alemanha?
Simona e eu balançamos a cabeça e ela insiste:
- Sério?
- Totalmente sério, Graciela, - respondo.
Sorrio para não chorar.
Eu ainda não entendo como me deixei envolver em uma novela assim, e acrescento:
- Não sabe a dificuldade que temos com Esmeralda Mendoza e Luis Alfredo Quiñones. Que desagradável quando eles anunciaram o último capítulo. Não vão morrer, né?
Graciela balança a cabeça, Simona e eu suspiramos agradecidas. Ufa!
- É a telenovela mais famosa no México. Já finalizou a segunda temporada.
- Aqui anunciaram que em 23 de setembro recomeça.
- Mas o que você me diz? - Exclamo entusiasmada.
Simona acena feliz e Graciela acrescenta:
- No México já foi repetida algumas vezes. Esmeralda Mendoza ganhou o coração de todas as mexicanas, por seu caráter valente.
Simona e eu concordamos. Este mesmo efeito tem provocado nas alemãs.
- Simona, mulher bonita, como você está? Laura pergunta.�
Encantada com o nosso retorno, a mulher olha para ela e responde:
- Muito bem Senhora Ramirez. Seja bem-vinda! - E, apontando para Graciela, acrescenta: - Deixe-me dizer-lhe que sua noiva, ou sua esposa é linda.
Misericórdia!! O que Simona falou!
Ao ouvir isto, Laura fica paralisada. Graciela fica vermelha como um tomate e eu, como sou uma bruxa, não nego nada, quando Simona, piscando um olho, com
cumplicidade, á Laura, afirma convencida:
-Você soube escolher muito bem.
Emma sorri para o meu silêncio. Como me conhece minha alemã.
Mas Laura, disposta a esclarecer o que eu não queria esclarecer, diz:
- Obrigado, mas eu devo dizer que Graciela é apenas a minha assistente pessoal.
Simona olha para ela, depois olha para a moça, e ao ver sua cara, junta as mãos e implora perdão.
- Desculpe senhora, a minha indiscrição.
- Está tudo bem, Simona. - Sorri Laura.
Entramos todas na casa e quando chegamos na sala, escuto Simona perguntar a Graciela:
- Você é solteira?
- Sim.
A mulher olha. Então ela pisca para mim e diz:
- Garanto que na Alemanha você vai achar mil pretendentes. As morenas gostam muito deste lugar.
O rosto de Laura ao ouvir isso é todo um poema e eu, sem poder disfarçar, desvio o olhar para que não me veja rindo�.
É claro que vai ter de se esclarecer com a chilena de uma vez por todas.
Na parte da tarde aparecem Cora, a mãe de Emma e Martha, sua irmã com o namorado Arthur. Ao vê-los, Flynn corre até eles e os abraça. Observo o rosto de Cora, que gosta do contato tão próximo de seu neto, enquanto Martha, engraçada, o pega nos braços e dá voltas com ele. Elas nunca ficaram tanto tempo separadas do menino e o reencontro os emociona.
Como era esperado, ao ver Graciela, as duas pensam o mesmo que Simona, e Laura volta a esclarecer que a jovem não é sua noiva, nem sua esposa.
Pergunto a Cora por Trevor, ela se aproxima e murmura:
- Nós rompemos. - E antes que eu diga qualquer coisa, ela acrescenta: - Eu não quero laços na minha idade. Principalmente com homens!
Concordo e sorrio.
Minha sogra nunca para de me surpreender. É uma bomba!
Durante horas conversamos todos com familiaridade ao redor da mesa, enquanto tomamos uma bebida, Emma e eu mostramos nossas fotos da lua de mel.
Bem, nem todas. Há algumas que reservamos apenas para ela e para mim. São muito íntimas.
Ao saber que Graciela é solteira, Martha rapidamente a convida para sair uma noite de farra e eu fico aguçada. Estou querendo ir ao Guantanamera ver os meus
amigos, dançar salsa e gritar "Açúcar".
Emma me olha e em seus olhos vejo que não há nenhuma graça, mas eu não penso em deixar de sair com os amigos pelo simples fato de ser a Senhora Swan agora. Me poupe! De jeito nenhum!
Voltar para a rotina significa voltar a esclarecer tudo. Uma coisa tem sido todo o turbilhão com o casamento e a lua de mel, e outra muito diferente é o dia-a-dia. E apesar de amar minha esposa e ela me amar, eu sei que nós vamos divergir. E eu sei apenas com esta simples espiada.�
No dia seguinte saímos para jantar com Helena, Maura e Jane no Jokers, o restaurante do pai de Helena. Laura, Graciela, Emma e eu, depois de cumprimentar o
simpático Klaus, fomos para a mesa que este indica. Pedimos cervejas e começamos a conversar.
- Oh Deus, eu amo a cerveja dos leões.
- A Löwenbräu? - Emma pergunta.
Graciela concorda com a cabeça e, depois de tomar um gole, responde:
- Há muitos anos, quando eu morava no Chile, tinha um vizinho cujo pai era alemão e levava esta cerveja daqui. É maravilhosa!
Laura com um enorme sorriso ao vê-la tão feliz, pergunta:
- Posso pedir outra?
- Eu adoraria.
Eu observo...
Ambas se gostam, mas nenhuma dá o primeiro passo.
Graciela tem dado, mas agora é Laura que tem que fazer a sua parte.
Estou convencida de que ela a deseja, porém freia a sua intenção. Eu não entendo como pode ser tão besta. Ela sabe que Graciela conhece suas limitações e ainda assim ela a interessa. Honestamente, não entendo.
Quando nos trazem uma nova rodada de cervejas, brindamos e o bom humor prevalece entre nós, como sempre. Neste momento, vejo que entra a linda da Helena
acompanhada de uma mulher. Quem será?
Ela não nos viu ainda, portanto posso admirar à vontade. A mulher, como era de se esperar, é estupenda. Alta, com salto alto, sexy, loira e bonita, muito bonita�.
Quando seu pai avisa que estamos esperando, Helena se vira, nossos olhos se encontram e ela pisca para mim.
É uma grande amiga!
- Emma sua amiguinha chegou. – sussurro divertida.
Minha loira, ao escutar-me, levanta da mesa e, quando essas duas titãs que eu gosto tanto se encontram, se dão um longo e afetuoso abraço. Elas se adoram.
Então, Helena me abraça e sussurra no meu ouvido:
- Bem vinda ao lar Senhora Swan.
Eu sorrio e observo como sua acompanhante me olha com gesto indelicado.
Por sua atitude, percebe-se que não se sente muito feliz com esta cena. Helenacontinua sua rodada de saudações e, após comprimentar Laura, e de ser apresentado à Graciela, pergunta:
- Maura e Jane não chegaram?
- Estamos aqui! - De repente diz Maura.
Ouvindo isto, dou um pulo e corro em direção a ela. Minha amiga vem dando pulinhos e, após um longo abraço, pergunta:
- Como está tudo?
Me afastando dela, respondo:
- Maravilhoso. Até agora não nos matamos.
Maura sorri e agora é Jane que me abraça e me encanta. Elas são tão carinhosas comigo, que não consigo parar de sorrir. Vejo que conhecem Graciela de quando viajaram para o México.
Eu fico olhando para a loira que, com cara de nojo, nos observa de um lado da mesa e digo a Helena:
- Quer, por favor, ser educada e apresentar a sua acompanhante�!
Ela, que está animada com esta reunião, se aproxima da desconhecida e, puxando-a pela cintura, diz:
- Bianca, te apresento minhas amigas. Emma e sua esposa Regina. Jane e sua
esposa Maura e Laura e sua namorada Graciela.
Oops ... Oops ...o que ela disse.
Sorrio sem poder me conter.
E antes que Laura volte a esclarecer, Graciela olha para a linda da Helena e diz:
- Não somos namoradas. Eu sou apenas sua assistente pessoal.
Helena ao ouvir isto, olha surpresa para a mexicana depois para a jovem, e em
seguida diz em espanhol, para que Bianca não entenda:
- Então acho que você e eu vamos ter um encontro.
Eu quase me quebro. Helena não perde a oportunidade e Graciela, com uma graça que me perturba, concorda.
- Ficarei encantada.
Essa chilena não é fácil.
Não quero olhar para Laura!
Não posso!
Coitada!
Mas ao final, como sou intrometida, zás! Eu olho e vejo como seu rostofica tenso, enquanto retira o olhar escuro do rosto. Els não diz nada e toma um gole de sua cerveja.
Oh, puft, me dá pena.
Após as apresentações, todos nós sentamos e começamos a falar. Klaus, o pai de Helena, rapidamente enche a mesa de guloseimas deliciosas. Reviro os olhos,
enquanto explico à Graciela um pouco sobre tudo aquilo.
Ufa... Que fome que eu tenho, por favor!�
- Você sabe quem é esta? – Maura cochicha dissimulada.
Olho para ela e vejo que aponta para a acompanhante de Helena e pergunto:
- Quem?
- Essa garota trabalha no canal de notícias da CNN aqui na Alemanha. É apresentadora de televisão.
- Não brinca! - sussurro, olhando-a com curiosidade.
Graciela, que é boa de garfo como eu, rapidamente avança e, depois de comer uma deliciosa almôndega, olha para mim e diz, com sua voz doce:
- Que delíciaaaaaa!
Concordo. Estas almôndegas de carne moída estão de matar.
Determinada que continue descobrindo coisas, pego dois pães quentes e lhe dou um.
- Prove este bagel salgado mergulhado neste molho e saboreie.
- Os pães quentes daqui são espetaculares. - Comenta Maura, que pega outro.
Você vai ver.
Nós três molhamos o bagel e mastigamos, nossos exagerados gestos dizem tudo. Delicioso!
As demais nos olham e sorriem. Pedimos mais cerveja. Comer dá sede.
Enquanto Emma, Jane, Laura e Helena falam, nós usamos bem nossos paladares, até que, de repente, o olhar de Bianca chama minha atenção e pergunto:
- Você não come?
Ela balança a cabeça, franzindo o nariz, e responde:
- Muita gordura para mim.
- Ótimo, bom que sobra mais! - Responde Graciela em espanhol e eu seguro minha
risada.�
Eu acho que a cerveja está começando a afetá-la.
Maura que está ao nosso lado, diz:
- Mulher, mas algo tem que comer.
Bianca, com um gesto que me lembra não sei quem, olha e responde:
- Eu pedi uma salada de batatas e queijo.
- Só vai comer isso?
A loira alemã concorda, e levantando o queixo, acrescenta:
- Tudo o que você come leva um segundo em sua boca e seis meses sobre os quadris. Eu devo isso ao meu público, que quer me ver sempre bonita e magra.
Ela está certa.
Mas escute, o segundo da boca é a bomba! E quanto ao segundo que disse prefiro não comentar. Isso é bobagem, bobagem, bobagem...
Por vários minutos, comemos e comemos e, de repente, eu paro. Já sei quem me lembra a cara de Bianca!
É igualzinha a um poodle chamado Fosqui que Pachuca teve quando eu era criança. Dou uma risada. Não posso segurar, e Emma vem, me beija no pescoço e
pergunta:
- Qual o motivo de tanta risada?
Não posso dizer a verdade e respondo:
- É Graciela. Você viu como ela está feliz?
Emma olha, concorda e murmura:
- Eu acho que você não deve beber mais Löwenbräu.
Ambas concordamos e, aproximando-me dela, dou um beijo na ponta do nariz.
- Eu te amo Senhora Swan.
Emma sorri e, depois de colocar uma mecha de cabelo atrás da orelha, diz:
- Você sabe?
- O quê?
- Há muito tempo que não discutimos e que não me chama de alguma coisa.
Ao escutá-la solto uma gargalhada e, ao perceber o que quer dizer, tremo e
afirmo:
- Isto eu só direi quando você merecer, e agora não merece. Portanto, não! Eu me recuso a lhe dar esse prazer.
- Me deixa louca quando você me chama.
- Eu sei, - sorrio divertida.
Ela me faz cócegas na cintura e pede:
- Vamos, diga-me.
-Não.
- Diga-me.
- Não.., você não merece agora.
Me beija, e feliz como uma boba, finalmente digo:
- Babaca.
Emma solta uma gargalhada. Nos beijamos. Deus ...como beija bem minha garotona
- Esta salada não é o que eu pedi. - Diz uma voz estridente.
Emma e eu voltamos para a realidade. Olhamos para Bianca, que com cara de
brava, protesta:
- Eu pedi uma salada com queijo e...
-Esta é uma salada de queijo e batatas, - corta Helena, olhando para ela.�
A estrela da CNN olha o prato que tem a sua frente e, adotando uma expressão mais doce, responde:
-Ah bem! ... Se você diz que sim, então eu acredito.
- Se eu te digo?
Aproximando-se a Helena, que a olha um pouco atordoada, a loira murmura:
- Sim. Se você me diz.
Maura e eu nos olhamos e acho que pensamos o mesmo. É estúpida..., mas exageradamente estúpida. Que pouca personalidade. O que Helena viu nela?
Bem, tudo bem, eu sei que é uma bonitona, e conhecendo os gostos de minhaamiga, a garota deve ser, no mínimo, uma fera na cama.
Todas seguimos comendo e a conversa gradualmente se normaliza. Maura, sendo alemã como Bianca, tenta incluí-la na conversa, mas esta não está para
conversa e se recusa.
Após as sobremesas e risadas, Graciela pede a garçonete:
- Me traga dez Löwenbräu para levar.
Todos nós rimos, mas Laura diz a ela.
- Nem pense... Nem pense.
Graciela ao ouvir olha para ela e, apoiando o cotovelo na mesa e o queixo com
a mão, pergunta:
- Por quê? Por que você acha que eu não deveria levar nenhuma cervejinha?
A mexicana, com um sorriso carinhoso, responde:
- Você vai ficar mal, acredite.�
Graciela solta uma gargalhada. Faz algum tempo, que percebo que sua timidez está ausente e, antes que eu consiga parar, ela se aproxima de Laura e diz:
- Mal eu estou de ver que não você quer nada comigo, quando seria muito legal se nós jogássemos juntas em seu quarto do prazer.
Uauuuuuu, Graciela se soltou!
Chile 10. México 0.
- O que você disse? - Pergunta Laura, totalmente deslocada.
- Eu sei que você gosta de mim, e Regina também já percebeu.
Não disfarce, sua sujeita.
Tome isso!
Maura olha para mim. Eu olho para ela.
Emma olha para mim. Eu olho para ela.
Helena olha para mim. Eu olho para ela.
Todo mundo me olha, e quando Laura me olha, digo:
- Vamos ver, Graciela se refere a...
Porém não posso continuar.
Graciela lhe puxa o queixo e, diante de todos, dá uma beijoca de torcer parafuso e deixar as pernas tortas, deixando todas na mesa boquiabertas.
Outra como a minha irmã. Foda-se as solitárias!
Quando termina, sorri e a poucos centímetros do rosto da mexicana, explica:
- Me refiro a isso, querida linda. Eu quero parar de jogar com outros para fazer com você.
Meu Deus.
Eu não sei o que fazer.
Estou bloqueada. Graciela não para de piscar na direção de Laura e ela, olhando para mim, pergunta:�
- O que ela quer dizer com jogar?
Eu levanto as sobrancelhas e Laura, alucinada, me entende. Ela olha espantada para Graciela e diz:
- Mas pelo amor de Deus, com quem você joga?
- Com os meus amigos.
- Como? - Ela grita, alto demais.
Graciela, com muitas cervejas no corpo, responde:
- Já que você não quer fazer comigo, eu busco na rua.
Ninguém se mexe.
Ninguém sabe o que fazer até que Emma, assumindo o comando da situação, diz levantando-se:
- É tarde, eu acho que é melhor voltarmos para casa.
Todas nós nos levantamos. Eu me aproximo de Graciela, ao ver que Laura é a primeira a mover sua cadeira de rodas, e pergunto em voz baixa:
- O que você está fazendo louca?
Ela encolhe os ombros e responde:
- Dizendo a verdade de uma vez por todas. Eu acho que as cervejas meajudaram.
- Eu digo a você, sim te ajudou. Anda, vamos para casa, - sussurro.
Uma vez que saímos do restaurante, enquanto Laura se acomoda no carro e Emma dobra a cadeira de rodas, Maura e Jane vão embora. Bianca, muito diva, sem despedir-se entra no carro esportivo de Helena. Que mulher mais antipática.
Helena, que espera até Emma terminar, olha para mim e sorri, sabendo que Laura nos escuta. Como diz meu pai, essa sabe mais do que os ratos coloridos, e quando
se despede de Graciela sussurra:�
- Foi um prazer, e o jantar está de pé. Amanhã nos falamos.
Canalha, sem-vergonha!
Sem necessidade de pedir colaboração, já está ajudando a estimular Laura.
Sem mais, dá um beijo em mim e em Graciela e segue para o seu carro.
Nós duas entramos no carro e, em silêncio, nós quatro chegamos a nossa casa.
Uma vez lá, Laura, irritada, vai até o seu quarto no piso térreo, enquanto Graciela vai para o seu, Emma olha para mim e, divertida, pergunta:
- Por que está tão travessa menina?
- Eu?
- Sim... Você.
- Por que você diz isso?
Se aproximando de mim, insiste:
- O que é isso de que Graciela joga e de que você sabe que Laura gosta
dessa mulher?
Divertindo-me ao ver como ela me olha, eu respondo:
- Ponto um: ela confessou para mim sem eu dizer nada.
- Que confiança! - Murmura beijando meu pescoço.
- E ponto dois: é óbvio! Basta olhar para Laura quando alguém se aproxima de Graciela, para perceber que se importa e que se incomoda que alguém se fixe nela.
Emma sorri, me toma em seus braços e depois de me dar um caloroso beijo, murmura a poucos centímetros da minha boca.
- O que você acha se jogarmos um pouco, você e eu, e deixarmos os pontos?
Apertando-me contra a parede, eu devolvo o beijo e respondo:�
- Oras, achei que não fosse perguntar nunca, senhora Swan!
Dois dias depois, minha cunhada Marta telefona, combinamos de sair esta noite para a farra com ela.
Uau, isto me agrada muito!
Inicialmente, iríamos Graciela e eu, mas ao final, Emma e Laura se animam. Elas não nos deixam ir sozinhas e, quando chegamos à porta do Guantanamera, observo o rosto de minha esposa e sei que não é uma boa idéia estar ali.
Quando entramos, eu vejo que Anita, Marta com Arthur e alguns amigos já estão dançando na pista. Eu sorrio. Olha como minha cunhada alemã dança esta
música! Emma a observa. Nunca a tinha visto dançar assim, e surpresa ao ver como ela se mexe, pergunta:
- Porque minha irmã faz essas caras?
Divertida, a olho no momento em que Marta nos vê, e soltando uma
gargalhada vem correndo em nossa direção com o seu namorado atrás.
Cumprimentamos-nos.
De repente, eu olho para uma mulher que dança na pista com Anita. De onde saiu esse pedaço de bombom? Marta ao ver a direção do meu olhar, sussurra:
- Impressionante, não é?
Atordoada, eu concordo. Trata-se de uma morena incrivelmente sexy.
- Nós a batizamos de la petite mort perfeita. Se chama Paola. - Sussurra Marta.
- Quem é?
- Uma amiga de Santiago.
- É cubana?
- Não, argentina e é muito boa, não é?�
- Já te digo.
Concordo. Negar isso seria uma das maiores mentiras do mundo.
Paralisadas, estamos observando como Anita dança salsa com a argentina, quando de repente Emma diz ao meu lado:
- Sua bebida, Regina.
Ao pegar o que ela me oferece, vejo em seus olhos que ouviu nossa conversa e que está irritada.
Oh, minha menina é uma ciumenta.
Eu sorrio. Ela não sorri.
Eu me aproximo dela, dou lhe um beijo, e murmuro:
- Eu só gosto de você.
- E Paola. - Ela zomba.
Finalmente, depois de dar beijinhos forçados, consigo que sorria e me beije.
Durante o tempo que o grupo conversa, percebo como Laura e Emma se comunicamcom seus olhos quando passa uma mulher que elas acham atraente. Eu sorrio. Não posso ficar zangada. Eu também tenho olhos em meu rosto.
Emma paga uma rodada de mojitos quando começa uma música e quase todos
gritamos:
- Cuba!
Surpresa, Emma me olha. Eu começo a mexer lenta e pausadamente ao som da
música e vejo como minha mulher me filma com seu olhar esverdeado. O vestido curtoque uso lhe agrada, compramos na nossa lua de mel e, seduzindo-a digo:
- Vem. Vamos dançar na pista.
Emma levanta as sobrancelhas e nega com a cabeça.
Falta apenas dizer: "Nem a pau!"
Estamos de volta à Alemanha e a naturalidade de seus atos em nossa lua de mel parece ter desaparecido. Sinto muito. Eu gostava muito da Emma desinibida.
Observa-me com o rosto sério e vendo que eu não paro de me mexer, diz:
- Vá você para a pista.
Desejando dançar e cantar a canção do grupo Orishas que toca, vou para a
pista com meus amigos e danço com eles. Nossos movimentos são lentos e sensuais. A música vem em nossos corpos e cantamos.
Represent, represent,
Cuba orishas underground de la Habana.
Represent, represent,
Cuba, hey mi música.
A pista se enche.
Nós todos dançamos ao som da música, enquanto cantamos em voz alta,observo que Emma não tira o olho de mim. Está me vigiando. Não está confortável.
Meu amigo Santiago chega. Ele vê Emma e corre para cumprimentá-la. Ambos sorriem. Minha loira lhe apresenta a Laura e Graciela e aponta onde estou.
Santiago, com seu grande sorriso cubano corre para a pista e agarrando minhacintura, começa a dançar esta canção quentíssima.
Represent, represent,
Cuba orishas underground de la Habana.
Eu olho para Emma e percebo que essa dancinha que estamos fazendo não a está agradando. Rapidamente me solto e toda a pista começa a pular enquanto cantamos.
Aprenderás que en la rumba está la esencia.
Que mi guaguancó es sabroso y tiene buena mezcla.
A mi vieja y linda Habana un sentimiento de mañana.
Todo eso representas,
¡Cuba-a-a!�
O local inteiro canta e dança, quando termina o DJ troca de ritmo e eu voltopara minha esposa. Com sede pego o mojito e dou um gole considerável.
- Você não dança querida?
Emma me olha... me olha e me olha e ao ver como estou suada pergunta, retirando o cabelo do meu rosto:
- Desde quando eu gosto de dançar?
Sua resposta é uma afronta, mas como eu não quero discutir nem lembrá-laque em nossa lua de mel dançou tudo o que quis e mais um pouco, eu dou um passo para o alto e agarrando seu pescoço, murmuro:
- Bem, pois então me beije. Pois disto você gosta, né?
Sorri finalmente!
Ela me beija e desfrutamos de nosso beijo, mas de repente Marta me puxa, me leva para a pista e começo a dançar Bemba Colorá. O rosto de Emma novamente
escurece. Está claro que não está gostando nada do Guantanamera.
Graciela nos olha e faço um sinal para que se junte a nós. Não pensa duas vezes e vempara a pista conosco, enquanto sacode os quadris. Laura e Emma se olham e bufam.
Vão pastar as duas!
Rapidamente nos unimos a Santiago, Anita, Arthur, alguns amigos cubanos e a
Dona la petit mort perfeita.
Pelo amor de Deus. De perto, a argentina é ainda melhor.
Como não é a primeira vez que venho nesse local, já sei como se dança.
Fazemos uma roda e no meio, par a par, demonstramos nossa graça na dança quente e deliciosa. Eu e Marta nos movemos como duas loucas enquanto gritamos "Açúcar".
Quando a música termina, volto para Emma. Estou de novo com sede, e ela, com um olhar desconfortável, me olha e pergunta:�
- Será assim a noite toda?
Observo que Laura diz algo a Graciela e que ela revira os olhos. Eu volto a olhar para a minha menina não latina e pergunto, depois de beber um enoooooooorme gole de meu rico mojito:
- Não gosta do Vacilón?
Essa palavra ela não entende, e vendo seu rosto, insisto:
- Não gosta da festa e das boas vibrações que têm aqui?
Emma, ou melhor, Icewoman, olha em volta e, com sua sinceridade avassaladora,
responde:
- Não. Não me agrada em nada. Mas a você sim, certo?
Depois de terminar o meu mojito, eu olho e, apesar de saber que ela se incomoda, respondo:
- Você já sabe, meu amor.
Suas narinas se inflam.
Uauuuu, excitante!
Logo, aproximando-me dela, murmuro:
- Me coloque como uma Ducati, como quando você está tão depravada.
Colo meu corpo ao dela. Mesmo com saltos alcanço o seu nariz. Emma não se move. Só me olha, e eu começo a mover meu corpo lentamente ao ritmo da música.
Ela está excitada e beijando-a, pergunto:
- Você quer que a gente vá para casa?
Concorda sem hesitar e eu sorrio.
Quando chegamos, são duas e quinze da madrugada, nos despedimos de Laura e Graciela, e quando entramos em nosso quarto, Emma continua emburrada.
Eu estou um pouco alterada por causa mojitos e, aproximando-me, digo:
- Escute querida...
Porém não consigo dizer mais nada.
Icewoman me pega em seus braços e, com uma paixão que me deixa sem fôlego, me beija e me devora. Me empurra contra a parede, sobe meu vestido embolando-o em minha cintura e diz perto da minha boca, enquanto rasga minha calcinha.
- Eu não gosto que dance com outros.
Seus dedos entram em mim, me penetrando com tanta força que me faz suspirar.
- Não quero que você volte àquele lugar, entendido?
Sua paixão me enlouquece, mas não sou boba. Me agarro com força em volta de seu pescoç, olhando-a, respondo sem perder a serenidade:
- Meus amigos vão para lá, onde está o problema?
O rosto de Emma torna-se novamente sombrio. Com a mão livre, agarra meu quadril, me aperta contra ela novamente e eu grito. A força com que me fode me deixa louca, me reverbera, e
sussurra:
- Eu não gosto daquele lugar.
Eu beijo-a, e quando separo meus lábios dos seus, respondo:
- Eu gosto. Eu me divirto e não faço mal a ninguém.
- Faz mal a mim. – Fala entre dentes, me penetrando novamente.
Sinto falta de ar. Porém eu gosto do nosso jogo quente e, querendo mais,
sussurro:
- Não, querida. Eu nunca faria mal a você.
Após uma nova penetração, Emma suspira e murmura:
- Havia muitas pessoas te observando.
- Porém sou só sua.�
Sua boca volta a tomar a minha. Sua mão desce até a minha bunda. Eume seguro nela como posso enquanto me penetra uma e outra vez. Não descansa. Ela está
furiosa e sua fúria me encanta. Me abro. Me deleito neste momento tão depravado.
Tão passional até que meu corpo não pode mais e, apertando-me contra ela, um prazer intenso e viciante sai de mim.
Emma, ao perceber, aumenta suas estocadas mais e mais e mais. Ela funde seus dedosem mim sem descanso, até que um gemido abafado me faz saber que ela chegou ao limite.
Sem soltar-nos, continuamos contra a parede. Nós amamos este tipo de sexo.
Nossas respirações estão agitadas e, olhando-a, digo:
- Diga, o Guantanamera excitou você.
Ela me olha e ao ver meu sorriso, finalmente sorri também e diz, abraçandome:
- Você me excita Regina... só você.
Não volta a me proibir de nada. Sabe que não deve. Embora já tenha deixado claro o que pensa do Guantanamera.
Naquela noite, depois de fazermos amor novamente como duas selvagens sob o chuveiro, dormimos abraçadas e muito... muito apaixonadas.