Capítulo 10
No domingo estou exausta.
Quero esquecer Emma, mas os músculos da minha vagina ainda estão doendo pelas investidas maravilhosas, e o tempo todo isso me faz lembrar o que ocorreu na véspera. Acho horrível. Ainda não consigo aceitar que outra mulher fez sexo comigo na frente dela.
Às 11h15 me levanto e a primeira coisa que faço é falar com meu pai. Faço isso todo domingo de manhã. Além do quê, hoje é a final da Eurocopa e imagino que ele deve estar ansioso. Se alguém gosta de esporte, esse alguém é meu pai. O telefone toca duas vezes e eu escuto:
— Oi, moreninha.
— Oi, pai.
Conversamos uns dez minutos sobre Trampo e a Eurocopa, e meu pai muda de assunto.
— Você está bem, querida? Estou te achando desanimada.
— Estou bem, pai. Só estou cansada. É isso.
— Moreninha — ele tenta me alegrar —, faltam duas semanas para você entrar de férias, né?
Tem razão. Minhas férias começam em 15 de julho e lembrar isso me deixa alegre.
— Exatamente, pai. Mas é que falta tão pouco que acabo ficando ansiosa.
Escuto um risinho. Isso me faz feliz. Papai ficou muito mal quando mamãe morreu, há dois anos, e sentir que agora ele está bem me reconforta.
— Você vem passar uns dias aqui em casa? Já sabe que aqui na cidade está fazendo calor, mas montei a piscina para que vocês aproveitem quando vierem.
— Claro, pai. Com certeza.
— Ah... outro dia, eu, o Lúcio e o Bicho fizemos a inscrição para a corrida de Puerto Real. Vamos arrasar!
Ao pensar nisso, me animo. Meu pai e seus dois melhores amigos fazem questão de que a gente participe desse evento todo ano, e não quero nem posso recusar. É algo que fazemos desde que eu era pequena. Passam o ano inteiro falando disso e, quando chegamos a Jerez no verão, eles ficam superempolgados.
— Ótimo, pai. Estaremos lá.
— Aliás, ontem falei com sua irmã.
— E aí?
— Não sei, filha. Ela me pareceu muito desanimada. Você sabe o que está acontecendo? Fingindo-me de desentendida, respondo:
— Que eu saiba nada, pai. Você sabe como ela é exagerada com tudo. — E, tentando mudar de assunto, digo: — Onde você vai ver o jogo hoje?
— Em casa, e você?
— Marquei com Azu e uns amigos num bar. — Sorrio ao pensar nisso.
— Algum amigo especial, moreninha?
— Não, pai. Nenhum.
— Ah, que ótimo, filha. Fico mais tranquilo, então. Porque eu detestaria outro namorado como aquele que você teve com piercing no nariz e na sobrancelha.
— Paaaaaaaiii... — digo, caindo na gargalhada. Ainda me divirto quando lembro o jeito como meu pai olhou para James, um ex, quando o conheceu. Meu pai é muito tradicional para um monte de coisas, sobretudo em se tratando dos namorados das filhas. Penso o que ele diria se soubesse do meu "caso" com Emma, realmente não imagino sua reação ao saber que me envolvi com uma mulher. Afasto para longe esses pensamento, principalmente porque não quero lembrar dela. Consigo mudar de assunto e por fim voltamos ao futebol.
— Então, filha, marquei um churrasco no quintal. Como você pode imaginar, virão os amigos de sempre e vamos torcer aos gritos. Aliás, o Bicho me contou que o Robin vai chegar em breve a Jerez. Ah, e acho que hoje está por Madri e vai te visitar. Voltamos ao velho assunto “Robin”!
Meu pai e o Bicho estão a vida inteira tentando fazer com que Robin e eu viremos namorados sérios. Perdi a virgindade com Robin quando eu tinha 18 anos. Foi minha primeira relação com um homem e, sempre que lembro, isso me faz sorrir. Como eu estava nervosa e como ele foi atencioso. É dócil e tranquilo na cama e, embora eu goste de transar com ele, já estive com outros homens que me satisfizeram mais. De novo me pego pensando em Emma. Não tenho o costume de sair com mulheres, em toda a minha vida, só sai com três, contando com Emma, mas não vejo nenhum problema nisso, gosto de pessoas, independente do sexo.
Após falarmos um pouco sobre Robin, seu trabalho maravilhoso como policial em Valência e o rapaz excelente que ele é, mudo de assunto e volto ao futebol. Meu pai se empolga com esse tema e eu também gosto. Adoro imaginar meu pai com os amigos da vida toda cantando “Eu sou... espanhol... espanhol... espanhol”.
Cinco minutos depois, me despeço e desligo. Olho para Trampo, estirado no chão, e o levo para o sofá. Respira com dificuldade, e isso me parte o coração. Há dois meses, o veterinário me disse que sua vida estava se apagando e que, a cada dia que passa, um pouco dela se vai. Está velhinho e, apesar da medicação, não há quase nada que possa ser feito por ele, a não ser dar carinho e amá-lo muito.
Meu telefone apita. Uma mensagem. Robin!
“Estou em Madri. Passo pra te pegar e vemos o jogo juntos?”
Respondo com um
“combinado!” e me atiro na poltrona. Por volta das 14h30, decido esquentar no micro-ondas uma tigela de arroz branco e salsichas. Não estou a fim de cozinhar. Depois de almoçar, me jogo na poltrona de novo e adormeço, até que sou acordada pelo toque do celular. Minha irmã.
— Oi, maninha, o que está fazendo?
Me espreguiço e respondo:
— Dormindo, mas você me acordou.
— Saiu ontem à noite?
Ao pensar no dia anterior, respondo.
— Saí, sim.
— Com quem?
— Você não conhece.
— Algo sério? — pergunta, curiosa. Escuto um risinho.
— Não. Nada importante — respondo, movendo a cabeça.
Fico pendurada com ela no telefone durante meia hora. Que mala é a Mary. Não passamos dois dias sem nos falar. Eu sou mais desapegada. Menos mau que ela sempre faça questão de manter contato, porque, se dependesse de mim, eu já teria perdido a irmã. Como sempre, a conversa dela gira em torno da sua desastrosa vida conjugal. Quando finalmente desligo, Trampo continua no sofá. Não se mexeu. Me aproximo dele e seus olhos me encaram. Beijo sua cabecinha e sinto vontade de chorar. Mas, após engolir as lágrimas, lhe digo coisas carinhosas e levanto para pegar uma Coca. Estou precisando.
Quando volto para a sala, ligo o laptop e entro no Facebook. Em seguida puxo conversa com alguns amigos virtuais e damos umas risadas. A caixa de e-mails está piscando e decido checá-los. Quinze mensagens. Várias são de amigos e amigas propondo viagens para o verão. Mas logo vejo um remetente que me deixa atônita. Emma. Como descobriu meu e-mail particular?
De: Emma Swan
1 de julho de 2012 04:23
Para: Regina Mills
Assunto: Confirmação de proposta Cara senhorita Mills, Sinto muito se minha companhia, e tudo o que isso envolve, lhe desagradou há algumas horas. Mas devemos ser profissionais, de modo que eu gostaria de lembrá-la de que preciso de uma resposta sua em relação à proposta que lhe fiz.
Quero esquecer Emma, mas os músculos da minha vagina ainda estão doendo pelas investidas maravilhosas, e o tempo todo isso me faz lembrar o que ocorreu na véspera. Acho horrível. Ainda não consigo aceitar que outra mulher fez sexo comigo na frente dela.
Às 11h15 me levanto e a primeira coisa que faço é falar com meu pai. Faço isso todo domingo de manhã. Além do quê, hoje é a final da Eurocopa e imagino que ele deve estar ansioso. Se alguém gosta de esporte, esse alguém é meu pai. O telefone toca duas vezes e eu escuto:
— Oi, moreninha.
— Oi, pai.
Conversamos uns dez minutos sobre Trampo e a Eurocopa, e meu pai muda de assunto.
— Você está bem, querida? Estou te achando desanimada.
— Estou bem, pai. Só estou cansada. É isso.
— Moreninha — ele tenta me alegrar —, faltam duas semanas para você entrar de férias, né?
Tem razão. Minhas férias começam em 15 de julho e lembrar isso me deixa alegre.
— Exatamente, pai. Mas é que falta tão pouco que acabo ficando ansiosa.
Escuto um risinho. Isso me faz feliz. Papai ficou muito mal quando mamãe morreu, há dois anos, e sentir que agora ele está bem me reconforta.
— Você vem passar uns dias aqui em casa? Já sabe que aqui na cidade está fazendo calor, mas montei a piscina para que vocês aproveitem quando vierem.
— Claro, pai. Com certeza.
— Ah... outro dia, eu, o Lúcio e o Bicho fizemos a inscrição para a corrida de Puerto Real. Vamos arrasar!
Ao pensar nisso, me animo. Meu pai e seus dois melhores amigos fazem questão de que a gente participe desse evento todo ano, e não quero nem posso recusar. É algo que fazemos desde que eu era pequena. Passam o ano inteiro falando disso e, quando chegamos a Jerez no verão, eles ficam superempolgados.
— Ótimo, pai. Estaremos lá.
— Aliás, ontem falei com sua irmã.
— E aí?
— Não sei, filha. Ela me pareceu muito desanimada. Você sabe o que está acontecendo? Fingindo-me de desentendida, respondo:
— Que eu saiba nada, pai. Você sabe como ela é exagerada com tudo. — E, tentando mudar de assunto, digo: — Onde você vai ver o jogo hoje?
— Em casa, e você?
— Marquei com Azu e uns amigos num bar. — Sorrio ao pensar nisso.
— Algum amigo especial, moreninha?
— Não, pai. Nenhum.
— Ah, que ótimo, filha. Fico mais tranquilo, então. Porque eu detestaria outro namorado como aquele que você teve com piercing no nariz e na sobrancelha.
— Paaaaaaaiii... — digo, caindo na gargalhada. Ainda me divirto quando lembro o jeito como meu pai olhou para James, um ex, quando o conheceu. Meu pai é muito tradicional para um monte de coisas, sobretudo em se tratando dos namorados das filhas. Penso o que ele diria se soubesse do meu "caso" com Emma, realmente não imagino sua reação ao saber que me envolvi com uma mulher. Afasto para longe esses pensamento, principalmente porque não quero lembrar dela. Consigo mudar de assunto e por fim voltamos ao futebol.
— Então, filha, marquei um churrasco no quintal. Como você pode imaginar, virão os amigos de sempre e vamos torcer aos gritos. Aliás, o Bicho me contou que o Robin vai chegar em breve a Jerez. Ah, e acho que hoje está por Madri e vai te visitar. Voltamos ao velho assunto “Robin”!
Meu pai e o Bicho estão a vida inteira tentando fazer com que Robin e eu viremos namorados sérios. Perdi a virgindade com Robin quando eu tinha 18 anos. Foi minha primeira relação com um homem e, sempre que lembro, isso me faz sorrir. Como eu estava nervosa e como ele foi atencioso. É dócil e tranquilo na cama e, embora eu goste de transar com ele, já estive com outros homens que me satisfizeram mais. De novo me pego pensando em Emma. Não tenho o costume de sair com mulheres, em toda a minha vida, só sai com três, contando com Emma, mas não vejo nenhum problema nisso, gosto de pessoas, independente do sexo.
Após falarmos um pouco sobre Robin, seu trabalho maravilhoso como policial em Valência e o rapaz excelente que ele é, mudo de assunto e volto ao futebol. Meu pai se empolga com esse tema e eu também gosto. Adoro imaginar meu pai com os amigos da vida toda cantando “Eu sou... espanhol... espanhol... espanhol”.
Cinco minutos depois, me despeço e desligo. Olho para Trampo, estirado no chão, e o levo para o sofá. Respira com dificuldade, e isso me parte o coração. Há dois meses, o veterinário me disse que sua vida estava se apagando e que, a cada dia que passa, um pouco dela se vai. Está velhinho e, apesar da medicação, não há quase nada que possa ser feito por ele, a não ser dar carinho e amá-lo muito.
Meu telefone apita. Uma mensagem. Robin!
“Estou em Madri. Passo pra te pegar e vemos o jogo juntos?”
Respondo com um
“combinado!” e me atiro na poltrona. Por volta das 14h30, decido esquentar no micro-ondas uma tigela de arroz branco e salsichas. Não estou a fim de cozinhar. Depois de almoçar, me jogo na poltrona de novo e adormeço, até que sou acordada pelo toque do celular. Minha irmã.
— Oi, maninha, o que está fazendo?
Me espreguiço e respondo:
— Dormindo, mas você me acordou.
— Saiu ontem à noite?
Ao pensar no dia anterior, respondo.
— Saí, sim.
— Com quem?
— Você não conhece.
— Algo sério? — pergunta, curiosa. Escuto um risinho.
— Não. Nada importante — respondo, movendo a cabeça.
Fico pendurada com ela no telefone durante meia hora. Que mala é a Mary. Não passamos dois dias sem nos falar. Eu sou mais desapegada. Menos mau que ela sempre faça questão de manter contato, porque, se dependesse de mim, eu já teria perdido a irmã. Como sempre, a conversa dela gira em torno da sua desastrosa vida conjugal. Quando finalmente desligo, Trampo continua no sofá. Não se mexeu. Me aproximo dele e seus olhos me encaram. Beijo sua cabecinha e sinto vontade de chorar. Mas, após engolir as lágrimas, lhe digo coisas carinhosas e levanto para pegar uma Coca. Estou precisando.
Quando volto para a sala, ligo o laptop e entro no Facebook. Em seguida puxo conversa com alguns amigos virtuais e damos umas risadas. A caixa de e-mails está piscando e decido checá-los. Quinze mensagens. Várias são de amigos e amigas propondo viagens para o verão. Mas logo vejo um remetente que me deixa atônita. Emma. Como descobriu meu e-mail particular?
De: Emma Swan
1 de julho de 2012 04:23
Para: Regina Mills
Assunto: Confirmação de proposta Cara senhorita Mills, Sinto muito se minha companhia, e tudo o que isso envolve, lhe desagradou há algumas horas. Mas devemos ser profissionais, de modo que eu gostaria de lembrá-la de que preciso de uma resposta sua em relação à proposta que lhe fiz.
Atenciosamente, Emma Swan.
Boquiaberta, leio a mensagem outra vez.
Que cara de pau...! Estou prestes a dar um “Delete” e apagar definitivamente a mensagem.
Mas meu jeito impulsivo me faz responder:
De: Regina Mills
1 de julho de 2012 16:30
Para: Emma Swan.
Assunto: Re: Confirmação de proposta Cara senhora Swan, Como a senhora disse, sejamos profissionais. Minha resposta à sua oferta é NÃO.
De: Regina Mills
1 de julho de 2012 16:30
Para: Emma Swan.
Assunto: Re: Confirmação de proposta Cara senhora Swan, Como a senhora disse, sejamos profissionais. Minha resposta à sua oferta é NÃO.
Atenciosamente, Regina Mills.
Envio a mensagem, e um estranho prazer
se apodera de mim.
Mandei bem! Mas, segundos depois, o prazer desaparece para dar lugar a uma dor de estômago quando vejo sua resposta chegar imediatamente.
De: Emma Swan
1 de julho de 2012 16:31
Para: Regina Mills
Assunto: Seja profissional e pense nisso. Cara senhorita Mills, Às vezes não é bom se precipitar. Pense nisso. Minha oferta estará de pé até terça-feira. Desejo-lhe bom domingo e que a seleção de seu país ganhe a Eurocopa.
Mandei bem! Mas, segundos depois, o prazer desaparece para dar lugar a uma dor de estômago quando vejo sua resposta chegar imediatamente.
De: Emma Swan
1 de julho de 2012 16:31
Para: Regina Mills
Assunto: Seja profissional e pense nisso. Cara senhorita Mills, Às vezes não é bom se precipitar. Pense nisso. Minha oferta estará de pé até terça-feira. Desejo-lhe bom domingo e que a seleção de seu país ganhe a Eurocopa.
Atenciosamente, Emma Swan.
Paralisada, fico olhando para a tela.
Por que ela não consegue aceitar minha decisão?
Sinto vontade de escrever um e-mail superdesaforado, mas me recuso. Não vale a pena continuar me explicando a alguém que me considera mero objeto sexual.
Irritada, fecho o notebook e decido pôr umas roupas na máquina de lavar.
Ao tirar do cesto a roupa suja, deparo com a calcinha rasgada que Emms arrancou. Fecho os olhos e suspiro. Meu coração bate acelerado com a lembrança do que fizemos no meu quarto.
Abro os olhos, levanto e vou até o quarto. Dou uma volta em torno da cama e abro a gaveta. Lá estão os presentes que Emma me deu: os vibradores. Olho para eles durante alguns segundos e fecho a gaveta com força. Volto para a máquina de lavar. Abro e começo a colocar a roupa ali dentro. Despejo sabão em pó e amaciante, e aciono o programa de lavagem.
A lavadora começa a funcionar e dez minutos depois eu continuo olhando o tambor da roupa dando voltas tão depressa quanto minha cabeça. Minha respiração se acelera e eu grito de frustração:
— Te odeio, Emma Swan.
Volto pro meu quarto. Torno a abrir a gaveta e olho para o vibrador com controle remoto que ela usou comigo.
Meu corpo me implora para que eu brinque de novo com esse aparelhinho.
Me recuso a ceder à tentação!
Até eu usei a palavra “brincar”.
Por fim, incapaz de tirar Emma da minha cabeça, e muito menos do meu sexo, tiro a calça e a calcinha e sento na cama com o vibrador nas mãos.
Mexo no controle, ligo a potência 1 e a vibração começa.
Depois a 2, a 3, a 4 e a máxima de 5.
Movo o vibrador em minhas mãos enquanto minha vagina e principalmente meu clitóris imploram para receber o toque do aparelho. Deito na cama. Desligo o vibrador e fico me roçando nele. Estou tão molhada que me surpreendo. Emma!
O pequeno vibrador desliza em mim. Estou úmida e com as pernas abertas. Pronta para recebê-lo. Ligo a potência 1. A vibração começa e eu fecho os olhos. Aumento para a 2. Com meus dedos, abro os lábios vaginais e deixo que o aparelho massageie a área ao redor do clitóris. Um calor irresistível toma conta de mim e eu começo a gemer. Retiro o vibrador e junto os joelhos. Estou ardendo de desejo. Mas quero mais. Emma!
Separo de novo as pernas. Ligo o vibrador na potência 3 e o coloco bem na região em que o prazer está prestes a explodir. Penso em Emma. Em seus olhos. Em sua boca. No jeito como me toca. Volto a fechar os olhos e penso na gravação a que assisti. Me excita lembrar a expressão de seu rosto, seu gesto, enquanto aquela mulher me possuía. Pensar de novo no que senti naquela tarde faz minha respiração acelerar. Aquilo foi a coisa mais insana que já me aconteceu na vida. Eu, de pernas abertas em uma cama, enquanto uma desconhecida me chupava, eu me oferecendo toda e Swan me olhando. Emma!
Estou ardendo de desejo. Muito desejo. Coloco o vibrador na potência 4. O calor fica insuportável. A vontade incontrolável de gozar começa a aflorar dentro de mim. O ardor vai subindo pelo meu corpo enquanto sinto que vou explodir e minha cabeça imagina todo tipo de brincadeira com ela. Emma!
Fico me contorcendo na cama. Chego ao clímax e ouço meus próprios gemidos. Combustão. Suspiro aliviada e me convulsiono na cama. Abro os olhos, enquanto o calor vai se apoderando de mim, e sinto o pequeno vibrador encharcando meus dedos. Fecho as pernas com força e me deixo levar pelo momento. Ao mesmo tempo, sinto milhares de sensações novas e todas maravilhosas. Calor. Excitação. Fervor. Entusiasmo. Só falta Emma!
Cinco minutos depois e com a respiração normalizada, me sento na cama. Olho com curiosidade aquele aparelhinho e sorrio. Ainda que eu nunca vá admitir, pensei nela. Emma!
Porra! Só penso nessa desgraçada!
Às sete e meia, Robin chega à minha casa. Como sempre, está feliz e sorridente. Dá um selinho nos meus lábios e eu permito. É um amor. Às oito, chegamos ao barzinho onde marquei com meus amigos de ver a final Espanha-Itália. Temos que ganhar. O grupo se junta à gente, e eu começo a cantar e a me divertir como uma louca com minha bandeira da seleção espanhola no pescoço e as cores vermelho-amarelo-vermelho pintadas no meu rosto.
Aparece Graham, um amigo tatuador. É meu confidente. Temos uma amizade muito especial e contamos tudo um ao outro. Quando vê Robin, Graham ri. Sabe da relação que tenho com ele e acha isso tudo engraçado. Não entende como Robin ainda corre atrás de mim depois de todos os foras que já dei a ele.
Às 20h45, a partida começa. Estamos nervosos. O título está em jogo. Vamos, Espanha!
Aos 14 minutos do primeiro tempo, Silva mete um golaço que nos faz pular de emoção. Robin me abraça e eu o abraço. Estamos felizes. A Itália reage mas Jordi Alba, aos 41, mete outro golaço que nos faz gritar enlouquecidos. Robin me beija no pescoço e eu, feliz, permito. Chega o intervalo, e Robin me segura pela cintura.
O segundo tempo começa e eu grito para que coloquem Torres.
Coloquem El Niño!
E, quando vejo que o técnico Del Bosque o chama para o campo, grito, aplaudo e pulo feliz da vida! Robin aproveita a situação e me puxa para sentar no seu colo. Eu me deixo guiar por ele. Mas minha alegria se completa quando, na segunda metade do segundo tempo, Torres, meu querido Torres, faz o terceiro gol.
Isso, garoto! Isso...!
Robin, ao me ver tão envolvida com o jogo, me aperta entre seus braços e, de felicidade, me rouba um demorado beijo de vitória. Depois me solta e, quando, nos minutos finais, Mata faz um golaço após um passe do meu Torres, quase morro de alegria! E desta vez sou eu quem se lança em seus braços e o beija com fúria espanhola.
Quando a partida termina, meus amigos e eu brindamos ao título. Robin não desgruda e, num momento de confusão, entramos no banheiro masculino. Por alguns minutos deixo que me beije e me toque. Preciso disso. Suas mãos percorrem meu corpo e, caramba!, não consigo tirar minha chefe da cabeça. De repente, Robin não existe. Só Emma!
Gostaria que ele fosse possessivo e provocativo, mas Robin é tudo menos isso. No fim das contas, consigo tirá-lo do banheiro sem terminarmos o que estávamos fazendo. Está irritado, mas nem assim ele me deixa excitada. Quando me chama pra ir a seu hotel e recuso o convite, ele vai embora e, sinceramente, fico aliviada com isso. Ao chegar em casa, por volta das três da manhã, me jogo na cama e sorrio ao pensar que somos campeões!
Eu me nego a pensar em qualquer outra coisa.
Por que ela não consegue aceitar minha decisão?
Sinto vontade de escrever um e-mail superdesaforado, mas me recuso. Não vale a pena continuar me explicando a alguém que me considera mero objeto sexual.
Irritada, fecho o notebook e decido pôr umas roupas na máquina de lavar.
Ao tirar do cesto a roupa suja, deparo com a calcinha rasgada que Emms arrancou. Fecho os olhos e suspiro. Meu coração bate acelerado com a lembrança do que fizemos no meu quarto.
Abro os olhos, levanto e vou até o quarto. Dou uma volta em torno da cama e abro a gaveta. Lá estão os presentes que Emma me deu: os vibradores. Olho para eles durante alguns segundos e fecho a gaveta com força. Volto para a máquina de lavar. Abro e começo a colocar a roupa ali dentro. Despejo sabão em pó e amaciante, e aciono o programa de lavagem.
A lavadora começa a funcionar e dez minutos depois eu continuo olhando o tambor da roupa dando voltas tão depressa quanto minha cabeça. Minha respiração se acelera e eu grito de frustração:
— Te odeio, Emma Swan.
Volto pro meu quarto. Torno a abrir a gaveta e olho para o vibrador com controle remoto que ela usou comigo.
Meu corpo me implora para que eu brinque de novo com esse aparelhinho.
Me recuso a ceder à tentação!
Até eu usei a palavra “brincar”.
Por fim, incapaz de tirar Emma da minha cabeça, e muito menos do meu sexo, tiro a calça e a calcinha e sento na cama com o vibrador nas mãos.
Mexo no controle, ligo a potência 1 e a vibração começa.
Depois a 2, a 3, a 4 e a máxima de 5.
Movo o vibrador em minhas mãos enquanto minha vagina e principalmente meu clitóris imploram para receber o toque do aparelho. Deito na cama. Desligo o vibrador e fico me roçando nele. Estou tão molhada que me surpreendo. Emma!
O pequeno vibrador desliza em mim. Estou úmida e com as pernas abertas. Pronta para recebê-lo. Ligo a potência 1. A vibração começa e eu fecho os olhos. Aumento para a 2. Com meus dedos, abro os lábios vaginais e deixo que o aparelho massageie a área ao redor do clitóris. Um calor irresistível toma conta de mim e eu começo a gemer. Retiro o vibrador e junto os joelhos. Estou ardendo de desejo. Mas quero mais. Emma!
Separo de novo as pernas. Ligo o vibrador na potência 3 e o coloco bem na região em que o prazer está prestes a explodir. Penso em Emma. Em seus olhos. Em sua boca. No jeito como me toca. Volto a fechar os olhos e penso na gravação a que assisti. Me excita lembrar a expressão de seu rosto, seu gesto, enquanto aquela mulher me possuía. Pensar de novo no que senti naquela tarde faz minha respiração acelerar. Aquilo foi a coisa mais insana que já me aconteceu na vida. Eu, de pernas abertas em uma cama, enquanto uma desconhecida me chupava, eu me oferecendo toda e Swan me olhando. Emma!
Estou ardendo de desejo. Muito desejo. Coloco o vibrador na potência 4. O calor fica insuportável. A vontade incontrolável de gozar começa a aflorar dentro de mim. O ardor vai subindo pelo meu corpo enquanto sinto que vou explodir e minha cabeça imagina todo tipo de brincadeira com ela. Emma!
Fico me contorcendo na cama. Chego ao clímax e ouço meus próprios gemidos. Combustão. Suspiro aliviada e me convulsiono na cama. Abro os olhos, enquanto o calor vai se apoderando de mim, e sinto o pequeno vibrador encharcando meus dedos. Fecho as pernas com força e me deixo levar pelo momento. Ao mesmo tempo, sinto milhares de sensações novas e todas maravilhosas. Calor. Excitação. Fervor. Entusiasmo. Só falta Emma!
Cinco minutos depois e com a respiração normalizada, me sento na cama. Olho com curiosidade aquele aparelhinho e sorrio. Ainda que eu nunca vá admitir, pensei nela. Emma!
Porra! Só penso nessa desgraçada!
Às sete e meia, Robin chega à minha casa. Como sempre, está feliz e sorridente. Dá um selinho nos meus lábios e eu permito. É um amor. Às oito, chegamos ao barzinho onde marquei com meus amigos de ver a final Espanha-Itália. Temos que ganhar. O grupo se junta à gente, e eu começo a cantar e a me divertir como uma louca com minha bandeira da seleção espanhola no pescoço e as cores vermelho-amarelo-vermelho pintadas no meu rosto.
Aparece Graham, um amigo tatuador. É meu confidente. Temos uma amizade muito especial e contamos tudo um ao outro. Quando vê Robin, Graham ri. Sabe da relação que tenho com ele e acha isso tudo engraçado. Não entende como Robin ainda corre atrás de mim depois de todos os foras que já dei a ele.
Às 20h45, a partida começa. Estamos nervosos. O título está em jogo. Vamos, Espanha!
Aos 14 minutos do primeiro tempo, Silva mete um golaço que nos faz pular de emoção. Robin me abraça e eu o abraço. Estamos felizes. A Itália reage mas Jordi Alba, aos 41, mete outro golaço que nos faz gritar enlouquecidos. Robin me beija no pescoço e eu, feliz, permito. Chega o intervalo, e Robin me segura pela cintura.
O segundo tempo começa e eu grito para que coloquem Torres.
Coloquem El Niño!
E, quando vejo que o técnico Del Bosque o chama para o campo, grito, aplaudo e pulo feliz da vida! Robin aproveita a situação e me puxa para sentar no seu colo. Eu me deixo guiar por ele. Mas minha alegria se completa quando, na segunda metade do segundo tempo, Torres, meu querido Torres, faz o terceiro gol.
Isso, garoto! Isso...!
Robin, ao me ver tão envolvida com o jogo, me aperta entre seus braços e, de felicidade, me rouba um demorado beijo de vitória. Depois me solta e, quando, nos minutos finais, Mata faz um golaço após um passe do meu Torres, quase morro de alegria! E desta vez sou eu quem se lança em seus braços e o beija com fúria espanhola.
Quando a partida termina, meus amigos e eu brindamos ao título. Robin não desgruda e, num momento de confusão, entramos no banheiro masculino. Por alguns minutos deixo que me beije e me toque. Preciso disso. Suas mãos percorrem meu corpo e, caramba!, não consigo tirar minha chefe da cabeça. De repente, Robin não existe. Só Emma!
Gostaria que ele fosse possessivo e provocativo, mas Robin é tudo menos isso. No fim das contas, consigo tirá-lo do banheiro sem terminarmos o que estávamos fazendo. Está irritado, mas nem assim ele me deixa excitada. Quando me chama pra ir a seu hotel e recuso o convite, ele vai embora e, sinceramente, fico aliviada com isso. Ao chegar em casa, por volta das três da manhã, me jogo na cama e sorrio ao pensar que somos campeões!
Eu me nego a pensar em qualquer outra coisa.
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