Capítulo 21
No dia seguinte, ao acordar, o sol
entra pela imensa janela. Estou sozinha no quarto e me espreguiço na cama. Os
lençóis estão com o cheiro de Emma e isso me faz sorrir. Lembrar o jeito como
fizemos amor ontem me excita, me deixa a mil, mas, convencida de que esse não é
o momento certo pra ficar fantasiando, vou tomar um banho.
Enquanto me visto, um barulhinho chama minha atenção. É o celular de Emma. Eu o localizo na mesinha de cabeceira e leio no visor a palavra “Betta”. De novo esse nome.
Ao chegar à sala, ouço risadas de Jane, Maura e Emma, e me surpreendo ao ver um casal mais velho junto com elas. Me apresentam aos pais de Maura, que vieram buscar o neto para passar as férias com eles. Entrego o celular a Emma e aviso que recebeu uma ligação de uma tal de Betta. Ela guarda o aparelho no bolso da calça, sem mudar de expressão. Os pais de Maura e a criança vão embora ainda essa noite.
Na manhã seguinte, acordo de novo sozinha na cama. Escovo os dentes, ando até a piscina e rapidamente Jane me agarra e me puxa para a água. Todas rimos e passamos uns momentos divertidos. Por volta das duas da tarde, nós quatro saímos no carro de Jane para fazer compras em Cádiz. Acabamos de receber o convite para uma festa à fantasia. O tema é os anos vinte, e precisamos comprar algo.
À noite, após uma divertida tarde de compras, decidimos comer na praia. Terminado o jantar num ótimo restaurante de Zahara, vamos a um bar e voltamos quase â uma da manhã.
Ao chegar, sentamos na linda varanda. Gosto de sentir Emma tão próxima, receptiva, tão ligada a mim. Jane vai à cozinha e traz uma garrafa de champanhe. Depois da primeira garrafa, chega uma segunda, da qual bebo mais lentamente, mas curtindo, também.
Maura e Jane são ótimas anfitriões. Fazem de tudo para que nos sintamos em casa e, com esse jeito hospitaleiro, é assim mesmo que me sinto. Aproveito o momento sentada nesse lindo lugar enquanto meus olhos admiram a piscina oval e a jacuzzi que há ao lado. Por volta das três, faz muito calor e Maura propõe um mergulho.
Sem pensar duas vezes, aceito e subo até o quarto para botar o biquíni. Quando desço, Maura já está na água com Jane, e Emma me espera na borda. Assim que me aproximo, ela me agarra de surpresa e nós duas caímos na água. Entre risadas e brincadeiras, nadamos um pouco até que, um tempo depois, eu e Maura nos sentamos numa larga escada, e Emma e Jane dão umas braçadas.
Quando elas chegam mais perto de nós, Jane puxa um dos pés de sua mulher e a arrasta para dentro da piscina. Ela protesta, mas, segundos depois, cai na gargalhada. Emma, achando graça, vem, me pega nos braços e me monta nas suas costas.
A água bate na nossa cintura, e logo suas mãos se enfiam por baixo da calcinha do meu biquíni e começam a me tocar. Assustada com isso, eu a censuro com o olhar e ela ri.
— Emma! — protesto. — Não faz isso. Elas podem nos ver.
Sua resposta é um beijo tórrido que rapidamente aquece minha alma e minha vida. Sua boca e suas mãos já me têm totalmente sob controle e, quando ela se afasta um pouco, murmura olhando para o casal:
— Não se preocupe, pequena. Nem Jane nem Maura vão se assustar.
Curiosa, lanço o olhar na direção em que ela aponta e vejo as duas se beijando apaixonadamente. Inclusive vejo Jane desamarrando o sutiã do biquíni de Maura que sai flutuando pela piscina. Olho para Emma em busca de uma explicação.
— Sim, Regina.... elas também gostam de fazer umas loucuras.
Começo a tremer, e não é de frio, quando sinto as outras duas se aproximarem de nós. Maura está toda brincalhona e sai da piscina. Senta-se na beira perto de nós com os mamilos molhados e arrepiados, enquanto Jane fica atrás de mim e apoia suas mãos na minha cintura. Emma, ao ver como eu olho para ela, faz um gesto com a cabeça e Jane me solta em seguida, sai da piscina e, após beijar sua mulher, ambas desaparecem dentro do chalé.
Estou nervosa. Superdescontrolada!
Não sei onde me enfiar, mas percebo que estou latejando, lubrificada.
Notando que estou tensa, Emma se levanta dos degraus da piscina e, sem me soltar, entra comigo na água. Me agarro nela com desespero.
— Pode ficar tranquila, pequena. Comigo você nunca vai fazer nada que não queira. Estremeço toda. Me falta o ar e eu consigo sussurrar:
— Elas... brincam dos mesmos jogos que você?
— Sim.
— E...?
— Regi, você tem que entender o que eu te disse há um tempo atrás. Sexo é só sexo. Maura e Jane são um casal que têm um relacionamento sólido e sabem muito bem do que gostam quando o assunto é sexo. Já fomos várias vezes juntas a casas de swings e elas participaram de trios e orgias e, ao voltarem para casa, continuaram sendo elas mesmas. Jane e Maura. Um casal.
— Você... já esteve com elas?
— Já. Nós duas com Maura. Não sou chegada a ser a passiva — brinca e eu sorrio. — Ouça, Regi. Você precisa entender que tanto Maura quanto Jane e eu temos ideias bem claras e sabemos diferenciar o sexo e os sentimentos. Nós três gostamos de um pouco de perversão nos nossos jogos, mas, assim que terminam, nos respeitamos como pessoas. Aliás, a festa a que nos convidaram para ir amanhã é...
— Uma festa onde vale tudo para todo mundo, né?
Emma faz que sim com a cabeça.
— Se você não quiser, não precisamos ir.
Por um momento ficamos as duas caladas, até que ela me leva à escada, me toma nos braços e diz:
— Venha. Vamos pra jacuzzi. Eu a acompanho até lá.
— Como está quentinha... — murmuro ao entrar.
— Quente demais. — Emma aperta uns botões e, segundos depois, a água esfria. Continuamos em silêncio enquanto as borbulhas explodem à nossa volta, até que ela me atrai de novo pra si e outra vez me faz sentar no seu colo.
— Está vendo só como você me deixou? — diz enquanto pega minha mão e pressiona em seu sexo.
— Sim. — Sorrio e, sem poder evitar, pergunto: — O que você gostaria que tivesse acontecido na piscina?
Emma joga a cabeça para trás.
— Ah... querida. Eu gostaria que tivessem acontecido várias coisas.
— Como por exemplo... — insisto.
Emma olha para mim.
— Ainda me lembro de como você estremeceu naquela tarde no meu hotel quando Maura se enfiou entre suas pernas e fez tudo o que pedi.
— Era Maura?
— Era. — Saber disso me deixa assombrada. — Hummmmmm... gosto da delicadeza que nós, mulheres, temos. Olhar pra vocês me excita. São deliciosas!
— E os homens? Me olha com atenção e alerta:
— Amor, já te disse que não curto homens.
Isso me faz rir.
— O que eu estava perguntando é se nas suas fantasias só tem mulheres.
— Sim, minhas fantasias não são Tão amplas. Gosto de ver mulheres transando, homens não despertam nada em mim. Nesse meu mundo, você vê de tudo, mas eu particularmente, não quero e nem vou, jamais estar com um.
— E você se imagina me compartilhando com um homem?
— Se você quiser, sim. Mas sinceramente, não curto a ideia — responde honestamente.
Fico pensativa. Muito pra digerir.
— Seu prazer é meu prazer e, se você me pedir, eu vou te compartilhar. Mas, quando isso acontecer, eu é que mandarei nesse jogo. Você é minha e quero deixar isso bem claro.
Estou ardendo. Quente. Vou explodir. Essa declaração de posse me excita e murmuro inquieta:
— Você disse que você e Jane já transaram juntas com Maura.
— Sim. — E, aproximando sua boca do meu ouvido, me pergunta:
— Quer transar comigo junto com Elas?
Imaginar a cena me excita, me inquieta, me estimula.
— Emma...
— Ah... moreninha, acho que vou ter que te controlar. Você é mais curiosa do que eu imaginava, mas gosto da sua curiosidade. Me deixa louca.
Isso me faz rir. Ofereço minha boca, que ela aceita com voracidade.
— Se formos à festa amanhã, o que vai acontecer lá?
— O que você quiser.
— Mas... mas ali...
— Ali as pessoas têm um objetivo específico, pequena. Todas querem o mesmo: sexo. Se você quiser, terá. Pode assistir ou participar, tudo depende de você.
— E você... o que você quer?
Emma passeia sua boca por meu pescoço.
— Depois da conversa tão interessante que acabamos de ter e de você me deixar excitada desse jeito, o que eu quero é te comer e permitir que outras te comam. Adoro ver sua cara quando você goza. E, como agora sei o que é que te excita, quero oferecer seus seios, sua vagina e ficar observando tudo. Isso vai me dar um prazer enorme.
Tudo o que ela diz provoca em mim o efeito desejado e sinto que agora eu é que quero realizar todas essas fantasias. Minha respiração se acelera. Emma sorri.
— Seu corpo diz pra pedir o que eu quiser. E sei que agora mesmo qualquer coisa que eu propusesse você toparia, porque está tão excitada, tão caliente, que você quer, né?
— Sim — admito.
Emma se levanta e me estende a mão.
— Vem comigo.
Não hesito. Dou a mão a ela e saímos da jacuzzi. Pega uma toalha e a coloca em torno do meu corpo. Me enxuga com carinho.
— Regi... quero que fique bem claro que nunca farei nada sem o seu consentimento. Não me perdoaria se você reprovasse algum comportamento meu. Você é muito importante pra mim.
— Não vou reprovar nada, Emma. É só que me assusta o desconhecido, mas quero experimentar ao seu lado.
Minha resposta parece agradá-la, e ela me beija. Me beija com paixão e juntas caminhamos para dentro da casa. Mas, em vez de me levar para o quarto, me faz virar em outro corredor. De repente escuto gemidos e, ao chegar a uma porta que está entreaberta, olha para mim e diz:
— Jane e Maura estão lá dentro. Quer entrar?
Faço que sim, mas sussurro:
— Desde que você não se separe de mim.
— Nunca tenha dúvida disso, querida. Você é minha.
Sua possessividade me agrada e, quando entramos no quarto, minha respiração fica irregular. Estou nervosa, excitada, mas tenho medo. Vejo uma cama redonda no meio de uma enorme sala azul. Há uma música tocando, e Maura e Jane fazem um 69. Ao nos verem, param o que estão fazendo e olham para nós. Emma fecha a porta e tira minha toalha. Estremeço.
— Você decide, Regi.
Sua voz me faz voltar à realidade e, diante do olhar atento das outras, murmuro:
— Quero participar da brincadeira.
Emma me beija. Depois olha para Jane, que se levanta da cama totalmente nua. Ela nos rodeia e fica atrás de mim. Olho para Emma e sinto sua amiga desamarrando a parte de cima do meu biquíni.
Meus seios roçam os de Emma e meus mamilos ficam arrepiados imediatamente. Meu Deus... minha deusa grega não tira os olhos de mim. Está séria e imperturbável quando se dirige a sua amiga.
— Jane, tire a parte de baixo do biquíni.
Sua voz me excita. Sua possessividade em relação a mim. E, quando sinto os dedos de Jane abaixando minha calcinha, solto um gemido. Sua respiração na minha bunda me provoca arrepios.
Uma vez nua, minha excitação é tão grande que o medo desaparece para dar lugar à perversão, e Emma sorri. Sabe que estou bem e com vontade.
— Posso tocá-la? — pergunta Jane atrás de mim.
Emma vê que estou de acordo. Ela então responde:
— Sim.
Instantes depois, as mãos de Jane passeiam pelo meu corpo. Toca meus seios, minha cintura, continua descendo e enfia um dedo em mim. Maura se aproxima e Emma se afasta. Ela se agacha, me faz abrir as pernas e sua boca vai direto bem lá dentro de mim. Fecho os olhos. Minhas pernas tremem enquanto Jane e Maura me tocam e desfrutam do meu corpo. Ao ver a cena, Emma aproxima seus lábios dos meus e sussurra:
— Isso... assim... aproveite.
Por alguns minutos eu sou o bombonzinho delas. Quatro mãos percorrem meu corpo e duas bocas se dedicam em me arrancar gemidos, enquanto Emma nos observa com os olhos brilhantes de luxúria. De repente, Emma toca a cabeça de Maura e ela para de me acariciar. Depois se vira e eu a vejo acariciando os seios de Emma. Enfia a mão na parte de baixo de seu biquini, se abaixa e o leva consigo. Aproxima sua boca do sexo de Emma, estende a língua e começa a chupar toda ela.
Excitada, não consigo deixar de olhar, enquanto Jane morde meus mamilos. Maura curte o que está fazendo e chupa Emma como se fosse um sorvete. Eu olho... olho.... olho e sinto minha excitação ficar ainda mais forte. Estou com tanto tesão, que me agacho um pouco para facilitar o movimento de Jane nos meus mamilos, que ofereço como um banquete.
Emma estremece, eu solto um gemido e a ouço murmurar:
— Vamos pra cama.
Nós quatro, andamos até a cama. Emma tira a parte superior de seu biquini, e se mostra cada vez mais excitada. Na cama, Maura coloca uma caixa quadrada e branca no meio do grupo. Ela está de frente para Jane, e eu em frente a Emma. Maura põe entre nós duas uma caixa quadrada e branca e pergunta:
— O que vocês querem jogar?
Sua pergunta me deixa sem ar. Não sei o que responder, até que ouço Emma dizer:
— Algo suave.
Maura e Jane fazem um gesto com a cabeça, e então ela olha dentro da caixa, retira dois vibradores como o que Emma me deu de presente e se vira para mim.
— Está limpo, querida. Acima de tudo, a higiene.
Eu o pego, concordando.
Emma segura minhas pernas e afasta meus joelhos. Minha vagina está ardente, encharcada e lateja sem vergonha.
— Se masturba pra mim, querida — diz Emma.
— E você pra mim, Maura — pede Jane.
Como um robô, de pernas abertas ao lado de Maura e em frente a Emma e a Jane, ponho o vibrador entre minhas pernas e ligo na potência 1. A vibração, o tesão me pedem mais e aumento para a 2. Ardo de tanto desejo. Estou com muito calor e sinto que vou explodir quando meu clitóris rapidamente reage e começa a me dar descargas de prazer.
Emma, pega na caixa branca o strap On e o coloca, se posiciona entre minhas pernas, olha para mim e entendo pela sua cara que ela quer que eu goze pra ela. Aumento a intensidade do vibrador, o que me faz contorcer e gritar. Um gemido ao meu lado me faz lembrar que Maura está na mesma situação e isso me estimula, ainda mais quando vejo Jane afastar o vibrador e como o dildo já posto, entrar nela. Seus gemidos se transformam em gritos de prazer, e isso me excita ainda mais. Ver as duas ao meu lado fazendo amor é algo totalmente novo para mim e não consigo deixar de olhar, até que elas acabam gozando, e seus gritos diminuem de intensidade.
Emma não tira os olhos de mim. Está tão excitada quanto eu.
— Jane, me ofereça a Regi — diz, surpreendendo-me.
Rapidamente Jane se levanta, senta-se na beira da cama e me diz:
— Vem cá. Senta em mim.
Sem saber realmente a que ela se refere, me levanto e, quando vou sentar olhando para ela, Jane me vira e me faz olhar para Emma. Depois me faz sentar sobre suas pernas e me sussurra ao ouvido:
— Recoste-se em mim, coloque os pés na cama e abra as pernas. Eu vou te segurar pelas coxas para que Emma te coma.
Muito excitada, faço o que ela pede. Sinto o "pau" dela roçar minha bunda enquanto ela me abre as coxas. Emma se aproxima de mim, se coloca entre minhas pernas, me segura pela bunda e enfia lentamente o dildo enquanto Jane prende minhas pernas e me abre para ela. Emma , após várias penetrações que me fazem gemer, fica parada e murmura:
— Isso é te oferecer a alguém. Gosta da sensação?
— Sim... sim...
— É assim que vou te oferecer a outras mulheres — sussurra enquanto entra em mim. — Vou abrir suas coxas deixando que elas metam sempre que eu quiser, tudo bem?
— Sim... sim... — digo enlouquecida.
Me beija. Devora meus lábios e nós duas ouvimos Jane dizer:
— Mais tarde, talvez Emma te ofereça, e eu e Maura vamos te foder.
As palavras dela me excitam, enquanto sinto Emma indo duro e implacável dentro de mim. Ela move os quadris e isso me faz respirar ofegante, entra completamente e começa a se movimentar pra frente e pra trás, ao mesmo tempo que Jane murmura:
— Você gosta, Regina?
— Sim... Ai... meu Deus.
A estimulação que estou sentindo é profunda e maravilhosa, enquanto Emma avança com força e Jane me oferece. Maura nos olha e vejo que se masturba com um vibrador. Mordo os lábios, solto gemidos, me contorço.
— Vamos, menina... — diz Emma de repente. — Me diz como você quer que eu te coma. Como não respondo, Emma me dá um tapa na bunda o que faz a penetração ficar mais profunda, e eu balbucio como posso:
— Rápido... forte.
— Assim, pequena? — Acelera e entra em mim ainda mais.
— Sim... sim.
Move os quadris com vigor e eu grito. A intensidade de seus movimentos aumenta a cada segundo, a cada penetração, e meu prazer cresce com a mesma força. Estou ardendo. Estou fora de controle. E, quando um calor inebriante me faz soltar um gemido, Emma gira os quadris, enfia pela última vez e nós duas gozamos.
Após aquele primeiro orgasmo, chegam outros dois que voltam a me deliciar como uma louca e vejo o quanto Emma gosta de me oferecer e me comer. Ela me fez descobrir um mundo até então desconhecido e só quero aproveitar... aproveitar e aproveitar.
Nessa noite, sozinhas no quarto, Emma me abraça. Minhas pernas ainda tremem e não posso deixar de pensar no que aconteceu. Lembro das palavras de Robin: “Eu quero que você seja só minha; ela não.” Isso me inquieta. Cenas de orgias passeiam por minha mente e fico excitada. De repente sua boca roça na minha testa e ela distribui pequenos beijos deliciosos. Emma é doce e possessiva, e eu gosto disso. É algo que adoro nela. Não falamos sobre o que aconteceu. Não é necessário. Nossos olhos já dizem tudo, não precisamos nem de perguntas nem de explicações. Tudo foi feito com prazer e consentimento. Exausta, adormeço em seus braços.
Enquanto me visto, um barulhinho chama minha atenção. É o celular de Emma. Eu o localizo na mesinha de cabeceira e leio no visor a palavra “Betta”. De novo esse nome.
Ao chegar à sala, ouço risadas de Jane, Maura e Emma, e me surpreendo ao ver um casal mais velho junto com elas. Me apresentam aos pais de Maura, que vieram buscar o neto para passar as férias com eles. Entrego o celular a Emma e aviso que recebeu uma ligação de uma tal de Betta. Ela guarda o aparelho no bolso da calça, sem mudar de expressão. Os pais de Maura e a criança vão embora ainda essa noite.
Na manhã seguinte, acordo de novo sozinha na cama. Escovo os dentes, ando até a piscina e rapidamente Jane me agarra e me puxa para a água. Todas rimos e passamos uns momentos divertidos. Por volta das duas da tarde, nós quatro saímos no carro de Jane para fazer compras em Cádiz. Acabamos de receber o convite para uma festa à fantasia. O tema é os anos vinte, e precisamos comprar algo.
À noite, após uma divertida tarde de compras, decidimos comer na praia. Terminado o jantar num ótimo restaurante de Zahara, vamos a um bar e voltamos quase â uma da manhã.
Ao chegar, sentamos na linda varanda. Gosto de sentir Emma tão próxima, receptiva, tão ligada a mim. Jane vai à cozinha e traz uma garrafa de champanhe. Depois da primeira garrafa, chega uma segunda, da qual bebo mais lentamente, mas curtindo, também.
Maura e Jane são ótimas anfitriões. Fazem de tudo para que nos sintamos em casa e, com esse jeito hospitaleiro, é assim mesmo que me sinto. Aproveito o momento sentada nesse lindo lugar enquanto meus olhos admiram a piscina oval e a jacuzzi que há ao lado. Por volta das três, faz muito calor e Maura propõe um mergulho.
Sem pensar duas vezes, aceito e subo até o quarto para botar o biquíni. Quando desço, Maura já está na água com Jane, e Emma me espera na borda. Assim que me aproximo, ela me agarra de surpresa e nós duas caímos na água. Entre risadas e brincadeiras, nadamos um pouco até que, um tempo depois, eu e Maura nos sentamos numa larga escada, e Emma e Jane dão umas braçadas.
Quando elas chegam mais perto de nós, Jane puxa um dos pés de sua mulher e a arrasta para dentro da piscina. Ela protesta, mas, segundos depois, cai na gargalhada. Emma, achando graça, vem, me pega nos braços e me monta nas suas costas.
A água bate na nossa cintura, e logo suas mãos se enfiam por baixo da calcinha do meu biquíni e começam a me tocar. Assustada com isso, eu a censuro com o olhar e ela ri.
— Emma! — protesto. — Não faz isso. Elas podem nos ver.
Sua resposta é um beijo tórrido que rapidamente aquece minha alma e minha vida. Sua boca e suas mãos já me têm totalmente sob controle e, quando ela se afasta um pouco, murmura olhando para o casal:
— Não se preocupe, pequena. Nem Jane nem Maura vão se assustar.
Curiosa, lanço o olhar na direção em que ela aponta e vejo as duas se beijando apaixonadamente. Inclusive vejo Jane desamarrando o sutiã do biquíni de Maura que sai flutuando pela piscina. Olho para Emma em busca de uma explicação.
— Sim, Regina.... elas também gostam de fazer umas loucuras.
Começo a tremer, e não é de frio, quando sinto as outras duas se aproximarem de nós. Maura está toda brincalhona e sai da piscina. Senta-se na beira perto de nós com os mamilos molhados e arrepiados, enquanto Jane fica atrás de mim e apoia suas mãos na minha cintura. Emma, ao ver como eu olho para ela, faz um gesto com a cabeça e Jane me solta em seguida, sai da piscina e, após beijar sua mulher, ambas desaparecem dentro do chalé.
Estou nervosa. Superdescontrolada!
Não sei onde me enfiar, mas percebo que estou latejando, lubrificada.
Notando que estou tensa, Emma se levanta dos degraus da piscina e, sem me soltar, entra comigo na água. Me agarro nela com desespero.
— Pode ficar tranquila, pequena. Comigo você nunca vai fazer nada que não queira. Estremeço toda. Me falta o ar e eu consigo sussurrar:
— Elas... brincam dos mesmos jogos que você?
— Sim.
— E...?
— Regi, você tem que entender o que eu te disse há um tempo atrás. Sexo é só sexo. Maura e Jane são um casal que têm um relacionamento sólido e sabem muito bem do que gostam quando o assunto é sexo. Já fomos várias vezes juntas a casas de swings e elas participaram de trios e orgias e, ao voltarem para casa, continuaram sendo elas mesmas. Jane e Maura. Um casal.
— Você... já esteve com elas?
— Já. Nós duas com Maura. Não sou chegada a ser a passiva — brinca e eu sorrio. — Ouça, Regi. Você precisa entender que tanto Maura quanto Jane e eu temos ideias bem claras e sabemos diferenciar o sexo e os sentimentos. Nós três gostamos de um pouco de perversão nos nossos jogos, mas, assim que terminam, nos respeitamos como pessoas. Aliás, a festa a que nos convidaram para ir amanhã é...
— Uma festa onde vale tudo para todo mundo, né?
Emma faz que sim com a cabeça.
— Se você não quiser, não precisamos ir.
Por um momento ficamos as duas caladas, até que ela me leva à escada, me toma nos braços e diz:
— Venha. Vamos pra jacuzzi. Eu a acompanho até lá.
— Como está quentinha... — murmuro ao entrar.
— Quente demais. — Emma aperta uns botões e, segundos depois, a água esfria. Continuamos em silêncio enquanto as borbulhas explodem à nossa volta, até que ela me atrai de novo pra si e outra vez me faz sentar no seu colo.
— Está vendo só como você me deixou? — diz enquanto pega minha mão e pressiona em seu sexo.
— Sim. — Sorrio e, sem poder evitar, pergunto: — O que você gostaria que tivesse acontecido na piscina?
Emma joga a cabeça para trás.
— Ah... querida. Eu gostaria que tivessem acontecido várias coisas.
— Como por exemplo... — insisto.
Emma olha para mim.
— Ainda me lembro de como você estremeceu naquela tarde no meu hotel quando Maura se enfiou entre suas pernas e fez tudo o que pedi.
— Era Maura?
— Era. — Saber disso me deixa assombrada. — Hummmmmm... gosto da delicadeza que nós, mulheres, temos. Olhar pra vocês me excita. São deliciosas!
— E os homens? Me olha com atenção e alerta:
— Amor, já te disse que não curto homens.
Isso me faz rir.
— O que eu estava perguntando é se nas suas fantasias só tem mulheres.
— Sim, minhas fantasias não são Tão amplas. Gosto de ver mulheres transando, homens não despertam nada em mim. Nesse meu mundo, você vê de tudo, mas eu particularmente, não quero e nem vou, jamais estar com um.
— E você se imagina me compartilhando com um homem?
— Se você quiser, sim. Mas sinceramente, não curto a ideia — responde honestamente.
Fico pensativa. Muito pra digerir.
— Seu prazer é meu prazer e, se você me pedir, eu vou te compartilhar. Mas, quando isso acontecer, eu é que mandarei nesse jogo. Você é minha e quero deixar isso bem claro.
Estou ardendo. Quente. Vou explodir. Essa declaração de posse me excita e murmuro inquieta:
— Você disse que você e Jane já transaram juntas com Maura.
— Sim. — E, aproximando sua boca do meu ouvido, me pergunta:
— Quer transar comigo junto com Elas?
Imaginar a cena me excita, me inquieta, me estimula.
— Emma...
— Ah... moreninha, acho que vou ter que te controlar. Você é mais curiosa do que eu imaginava, mas gosto da sua curiosidade. Me deixa louca.
Isso me faz rir. Ofereço minha boca, que ela aceita com voracidade.
— Se formos à festa amanhã, o que vai acontecer lá?
— O que você quiser.
— Mas... mas ali...
— Ali as pessoas têm um objetivo específico, pequena. Todas querem o mesmo: sexo. Se você quiser, terá. Pode assistir ou participar, tudo depende de você.
— E você... o que você quer?
Emma passeia sua boca por meu pescoço.
— Depois da conversa tão interessante que acabamos de ter e de você me deixar excitada desse jeito, o que eu quero é te comer e permitir que outras te comam. Adoro ver sua cara quando você goza. E, como agora sei o que é que te excita, quero oferecer seus seios, sua vagina e ficar observando tudo. Isso vai me dar um prazer enorme.
Tudo o que ela diz provoca em mim o efeito desejado e sinto que agora eu é que quero realizar todas essas fantasias. Minha respiração se acelera. Emma sorri.
— Seu corpo diz pra pedir o que eu quiser. E sei que agora mesmo qualquer coisa que eu propusesse você toparia, porque está tão excitada, tão caliente, que você quer, né?
— Sim — admito.
Emma se levanta e me estende a mão.
— Vem comigo.
Não hesito. Dou a mão a ela e saímos da jacuzzi. Pega uma toalha e a coloca em torno do meu corpo. Me enxuga com carinho.
— Regi... quero que fique bem claro que nunca farei nada sem o seu consentimento. Não me perdoaria se você reprovasse algum comportamento meu. Você é muito importante pra mim.
— Não vou reprovar nada, Emma. É só que me assusta o desconhecido, mas quero experimentar ao seu lado.
Minha resposta parece agradá-la, e ela me beija. Me beija com paixão e juntas caminhamos para dentro da casa. Mas, em vez de me levar para o quarto, me faz virar em outro corredor. De repente escuto gemidos e, ao chegar a uma porta que está entreaberta, olha para mim e diz:
— Jane e Maura estão lá dentro. Quer entrar?
Faço que sim, mas sussurro:
— Desde que você não se separe de mim.
— Nunca tenha dúvida disso, querida. Você é minha.
Sua possessividade me agrada e, quando entramos no quarto, minha respiração fica irregular. Estou nervosa, excitada, mas tenho medo. Vejo uma cama redonda no meio de uma enorme sala azul. Há uma música tocando, e Maura e Jane fazem um 69. Ao nos verem, param o que estão fazendo e olham para nós. Emma fecha a porta e tira minha toalha. Estremeço.
— Você decide, Regi.
Sua voz me faz voltar à realidade e, diante do olhar atento das outras, murmuro:
— Quero participar da brincadeira.
Emma me beija. Depois olha para Jane, que se levanta da cama totalmente nua. Ela nos rodeia e fica atrás de mim. Olho para Emma e sinto sua amiga desamarrando a parte de cima do meu biquíni.
Meus seios roçam os de Emma e meus mamilos ficam arrepiados imediatamente. Meu Deus... minha deusa grega não tira os olhos de mim. Está séria e imperturbável quando se dirige a sua amiga.
— Jane, tire a parte de baixo do biquíni.
Sua voz me excita. Sua possessividade em relação a mim. E, quando sinto os dedos de Jane abaixando minha calcinha, solto um gemido. Sua respiração na minha bunda me provoca arrepios.
Uma vez nua, minha excitação é tão grande que o medo desaparece para dar lugar à perversão, e Emma sorri. Sabe que estou bem e com vontade.
— Posso tocá-la? — pergunta Jane atrás de mim.
Emma vê que estou de acordo. Ela então responde:
— Sim.
Instantes depois, as mãos de Jane passeiam pelo meu corpo. Toca meus seios, minha cintura, continua descendo e enfia um dedo em mim. Maura se aproxima e Emma se afasta. Ela se agacha, me faz abrir as pernas e sua boca vai direto bem lá dentro de mim. Fecho os olhos. Minhas pernas tremem enquanto Jane e Maura me tocam e desfrutam do meu corpo. Ao ver a cena, Emma aproxima seus lábios dos meus e sussurra:
— Isso... assim... aproveite.
Por alguns minutos eu sou o bombonzinho delas. Quatro mãos percorrem meu corpo e duas bocas se dedicam em me arrancar gemidos, enquanto Emma nos observa com os olhos brilhantes de luxúria. De repente, Emma toca a cabeça de Maura e ela para de me acariciar. Depois se vira e eu a vejo acariciando os seios de Emma. Enfia a mão na parte de baixo de seu biquini, se abaixa e o leva consigo. Aproxima sua boca do sexo de Emma, estende a língua e começa a chupar toda ela.
Excitada, não consigo deixar de olhar, enquanto Jane morde meus mamilos. Maura curte o que está fazendo e chupa Emma como se fosse um sorvete. Eu olho... olho.... olho e sinto minha excitação ficar ainda mais forte. Estou com tanto tesão, que me agacho um pouco para facilitar o movimento de Jane nos meus mamilos, que ofereço como um banquete.
Emma estremece, eu solto um gemido e a ouço murmurar:
— Vamos pra cama.
Nós quatro, andamos até a cama. Emma tira a parte superior de seu biquini, e se mostra cada vez mais excitada. Na cama, Maura coloca uma caixa quadrada e branca no meio do grupo. Ela está de frente para Jane, e eu em frente a Emma. Maura põe entre nós duas uma caixa quadrada e branca e pergunta:
— O que vocês querem jogar?
Sua pergunta me deixa sem ar. Não sei o que responder, até que ouço Emma dizer:
— Algo suave.
Maura e Jane fazem um gesto com a cabeça, e então ela olha dentro da caixa, retira dois vibradores como o que Emma me deu de presente e se vira para mim.
— Está limpo, querida. Acima de tudo, a higiene.
Eu o pego, concordando.
Emma segura minhas pernas e afasta meus joelhos. Minha vagina está ardente, encharcada e lateja sem vergonha.
— Se masturba pra mim, querida — diz Emma.
— E você pra mim, Maura — pede Jane.
Como um robô, de pernas abertas ao lado de Maura e em frente a Emma e a Jane, ponho o vibrador entre minhas pernas e ligo na potência 1. A vibração, o tesão me pedem mais e aumento para a 2. Ardo de tanto desejo. Estou com muito calor e sinto que vou explodir quando meu clitóris rapidamente reage e começa a me dar descargas de prazer.
Emma, pega na caixa branca o strap On e o coloca, se posiciona entre minhas pernas, olha para mim e entendo pela sua cara que ela quer que eu goze pra ela. Aumento a intensidade do vibrador, o que me faz contorcer e gritar. Um gemido ao meu lado me faz lembrar que Maura está na mesma situação e isso me estimula, ainda mais quando vejo Jane afastar o vibrador e como o dildo já posto, entrar nela. Seus gemidos se transformam em gritos de prazer, e isso me excita ainda mais. Ver as duas ao meu lado fazendo amor é algo totalmente novo para mim e não consigo deixar de olhar, até que elas acabam gozando, e seus gritos diminuem de intensidade.
Emma não tira os olhos de mim. Está tão excitada quanto eu.
— Jane, me ofereça a Regi — diz, surpreendendo-me.
Rapidamente Jane se levanta, senta-se na beira da cama e me diz:
— Vem cá. Senta em mim.
Sem saber realmente a que ela se refere, me levanto e, quando vou sentar olhando para ela, Jane me vira e me faz olhar para Emma. Depois me faz sentar sobre suas pernas e me sussurra ao ouvido:
— Recoste-se em mim, coloque os pés na cama e abra as pernas. Eu vou te segurar pelas coxas para que Emma te coma.
Muito excitada, faço o que ela pede. Sinto o "pau" dela roçar minha bunda enquanto ela me abre as coxas. Emma se aproxima de mim, se coloca entre minhas pernas, me segura pela bunda e enfia lentamente o dildo enquanto Jane prende minhas pernas e me abre para ela. Emma , após várias penetrações que me fazem gemer, fica parada e murmura:
— Isso é te oferecer a alguém. Gosta da sensação?
— Sim... sim...
— É assim que vou te oferecer a outras mulheres — sussurra enquanto entra em mim. — Vou abrir suas coxas deixando que elas metam sempre que eu quiser, tudo bem?
— Sim... sim... — digo enlouquecida.
Me beija. Devora meus lábios e nós duas ouvimos Jane dizer:
— Mais tarde, talvez Emma te ofereça, e eu e Maura vamos te foder.
As palavras dela me excitam, enquanto sinto Emma indo duro e implacável dentro de mim. Ela move os quadris e isso me faz respirar ofegante, entra completamente e começa a se movimentar pra frente e pra trás, ao mesmo tempo que Jane murmura:
— Você gosta, Regina?
— Sim... Ai... meu Deus.
A estimulação que estou sentindo é profunda e maravilhosa, enquanto Emma avança com força e Jane me oferece. Maura nos olha e vejo que se masturba com um vibrador. Mordo os lábios, solto gemidos, me contorço.
— Vamos, menina... — diz Emma de repente. — Me diz como você quer que eu te coma. Como não respondo, Emma me dá um tapa na bunda o que faz a penetração ficar mais profunda, e eu balbucio como posso:
— Rápido... forte.
— Assim, pequena? — Acelera e entra em mim ainda mais.
— Sim... sim.
Move os quadris com vigor e eu grito. A intensidade de seus movimentos aumenta a cada segundo, a cada penetração, e meu prazer cresce com a mesma força. Estou ardendo. Estou fora de controle. E, quando um calor inebriante me faz soltar um gemido, Emma gira os quadris, enfia pela última vez e nós duas gozamos.
Após aquele primeiro orgasmo, chegam outros dois que voltam a me deliciar como uma louca e vejo o quanto Emma gosta de me oferecer e me comer. Ela me fez descobrir um mundo até então desconhecido e só quero aproveitar... aproveitar e aproveitar.
Nessa noite, sozinhas no quarto, Emma me abraça. Minhas pernas ainda tremem e não posso deixar de pensar no que aconteceu. Lembro das palavras de Robin: “Eu quero que você seja só minha; ela não.” Isso me inquieta. Cenas de orgias passeiam por minha mente e fico excitada. De repente sua boca roça na minha testa e ela distribui pequenos beijos deliciosos. Emma é doce e possessiva, e eu gosto disso. É algo que adoro nela. Não falamos sobre o que aconteceu. Não é necessário. Nossos olhos já dizem tudo, não precisamos nem de perguntas nem de explicações. Tudo foi feito com prazer e consentimento. Exausta, adormeço em seus braços.
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