Capítulo 22
Na manhã seguinte acordo sozinha outra
vez no quarto. Rapidamente, as imagens da noite anterior voltam à minha cabeça
e fico vermelha de vergonha.
Emma está me fazendo mergulhar em seu mundo e sinto que gosto cada vez mais. De repente, a porta se abre. É ela, com uma bandeja de café da manhã.
— Bom dia, moreninha.
Ela me chamar como meu pai me faz sorrir e eu me sento na cama. Emma me passa a bandeja e, após me dar um beijo carinhoso nos lábios, senta-se ao meu lado.
— Trouxe suco de laranja, uns frios, torradas, bolo e dois cafés com leite. Está bom de café da manhã?
Encantada com seu gesto, sorrio e olho para ela.
— Perfeito.
Durante uns dez minutos, tomamos café em meio a risadas e, quando acabamos com tudo o que havia na bandeja, ela a coloca no chão e se senta de novo perto de mim. Está gatíssima de regata branca e uma saia curta verde militar. Vestida assim, parece uma mulher da minha galera, não a diretora de uma grande multinacional.
— Então, pequena, como você está? — pergunta enquanto acaricia os contornos do meu rosto.
— Bem, por quê? — Ao ver suas sobrancelhas levantadas, respondo: — Bem... Se você está perguntando em relação ao que aconteceu ontem, estou bem, aproveitei e, principalmente, você não me obrigou a nada, eu fiz porque estava a fim.
Pela sua expressão percebo que ela precisava ouvir isso, e vejo que sorri.
— Adorei a experiência contigo. Foi maravilhosa.
— Pra mim foi estranha. Diferente. Mas também excitante... muito excitante. E vi como você gostava quando Jane e Maura me tocavam.
— Hummmm... me excita ver sua cara de prazer, pequena. Você abre a boca de um jeito e se contorce tão deliciosamente... Fico louca ao te ver assim.
Nós duas rimos.
— Sobre a festa de hoje à noite, se você não quiser, não...
— Eu quero, sim. Quero ir.
— Tem certeza?
— Tenho. Total.
Minha decisão parece surpreendê-la.
— Você não quer ir?
— Não... não é isso... mas...
— Por acaso vai estar ali alguma mulher com quem eu precise me preocupar?
Emma solta um risinho e responde:
— Não, nenhuma. Com elas eu simplesmente brinquei e...
— Já brincou muito com elas?
— Já.
Isso me incomoda.
— Mas muito... muito?
— Muito... muito. Algumas delas eu conheço há mais de dez anos, pequena. Mas você não tem com o que se preocupar. Em compensação, eu sim tenho motivo pra me preocupar. Você vai ser nova ali e tenho certeza de que muitos vão te observar querendo ser os escolhidos.
— Você acha?
Emma faz que sim com a cabeça e seus olhos escurecem, quase se fechando. De repente, eu a noto meio cismada e isso chama minha atenção. Será que está com ciúmes?
— Acho, sim. Mas não esqueça, querida, que...
— ... que só faremos com quem eu quiser, né?
— Isso. — Sorri e afasta do meu rosto uma mecha de cabelo. Bebo um gole de café.
— Você vai me oferecer a algum homem?
Minha pergunta a pega de surpresa. Como sempre, ela pensa... pensa e, ao fim, responde com outra pergunta:
— Você quer?
— Não sei... mas me excita sentir que você é minha dona. Ontem à noite isso me excitou. Ela solta uma gargalhada e, após me dar um beijo na boca, murmura:
— Senhorita Mills, a senhorita falou “dona”? Não disse que não curtia sado?
— E não curto mesmo — esclareço. — Mas é gostoso me sentir sua.. Seus lindos olhos se fixam em mim e ela concorda:
— Não vou me esquecer disso quando te oferecer hoje à noite.
Está claro que ela só fará o que eu quiser e, ansiosa pra que tudo seja como ontem, me deito na cama e, após fazer um sinal com o dedo para que ela se deite sobre mim, sussurro:
— A especialista é você. Estou nas suas mãos.
Emma sorri e me beija.
— Querida... a cada dia você me surpreende mais.
Suspiro e pisco os olhos.
— Adoro quando você me chama de “querida”. Ainda não percebeu como fico quando me diz palavras carinhosas?
— Você está começando a me assustar.
Isso me faz rir.
— Eu te assusto?!
Emma faz que sim. Então coloca suas mãos na minha cintura e me faz cócegas.
— Sim..., senhorita Mills. Estou começando a ter medo dos seus joguinhos. Acho que você vai ser perigosa.
Emma está me fazendo mergulhar em seu mundo e sinto que gosto cada vez mais. De repente, a porta se abre. É ela, com uma bandeja de café da manhã.
— Bom dia, moreninha.
Ela me chamar como meu pai me faz sorrir e eu me sento na cama. Emma me passa a bandeja e, após me dar um beijo carinhoso nos lábios, senta-se ao meu lado.
— Trouxe suco de laranja, uns frios, torradas, bolo e dois cafés com leite. Está bom de café da manhã?
Encantada com seu gesto, sorrio e olho para ela.
— Perfeito.
Durante uns dez minutos, tomamos café em meio a risadas e, quando acabamos com tudo o que havia na bandeja, ela a coloca no chão e se senta de novo perto de mim. Está gatíssima de regata branca e uma saia curta verde militar. Vestida assim, parece uma mulher da minha galera, não a diretora de uma grande multinacional.
— Então, pequena, como você está? — pergunta enquanto acaricia os contornos do meu rosto.
— Bem, por quê? — Ao ver suas sobrancelhas levantadas, respondo: — Bem... Se você está perguntando em relação ao que aconteceu ontem, estou bem, aproveitei e, principalmente, você não me obrigou a nada, eu fiz porque estava a fim.
Pela sua expressão percebo que ela precisava ouvir isso, e vejo que sorri.
— Adorei a experiência contigo. Foi maravilhosa.
— Pra mim foi estranha. Diferente. Mas também excitante... muito excitante. E vi como você gostava quando Jane e Maura me tocavam.
— Hummmm... me excita ver sua cara de prazer, pequena. Você abre a boca de um jeito e se contorce tão deliciosamente... Fico louca ao te ver assim.
Nós duas rimos.
— Sobre a festa de hoje à noite, se você não quiser, não...
— Eu quero, sim. Quero ir.
— Tem certeza?
— Tenho. Total.
Minha decisão parece surpreendê-la.
— Você não quer ir?
— Não... não é isso... mas...
— Por acaso vai estar ali alguma mulher com quem eu precise me preocupar?
Emma solta um risinho e responde:
— Não, nenhuma. Com elas eu simplesmente brinquei e...
— Já brincou muito com elas?
— Já.
Isso me incomoda.
— Mas muito... muito?
— Muito... muito. Algumas delas eu conheço há mais de dez anos, pequena. Mas você não tem com o que se preocupar. Em compensação, eu sim tenho motivo pra me preocupar. Você vai ser nova ali e tenho certeza de que muitos vão te observar querendo ser os escolhidos.
— Você acha?
Emma faz que sim com a cabeça e seus olhos escurecem, quase se fechando. De repente, eu a noto meio cismada e isso chama minha atenção. Será que está com ciúmes?
— Acho, sim. Mas não esqueça, querida, que...
— ... que só faremos com quem eu quiser, né?
— Isso. — Sorri e afasta do meu rosto uma mecha de cabelo. Bebo um gole de café.
— Você vai me oferecer a algum homem?
Minha pergunta a pega de surpresa. Como sempre, ela pensa... pensa e, ao fim, responde com outra pergunta:
— Você quer?
— Não sei... mas me excita sentir que você é minha dona. Ontem à noite isso me excitou. Ela solta uma gargalhada e, após me dar um beijo na boca, murmura:
— Senhorita Mills, a senhorita falou “dona”? Não disse que não curtia sado?
— E não curto mesmo — esclareço. — Mas é gostoso me sentir sua.. Seus lindos olhos se fixam em mim e ela concorda:
— Não vou me esquecer disso quando te oferecer hoje à noite.
Está claro que ela só fará o que eu quiser e, ansiosa pra que tudo seja como ontem, me deito na cama e, após fazer um sinal com o dedo para que ela se deite sobre mim, sussurro:
— A especialista é você. Estou nas suas mãos.
Emma sorri e me beija.
— Querida... a cada dia você me surpreende mais.
Suspiro e pisco os olhos.
— Adoro quando você me chama de “querida”. Ainda não percebeu como fico quando me diz palavras carinhosas?
— Você está começando a me assustar.
Isso me faz rir.
— Eu te assusto?!
Emma faz que sim. Então coloca suas mãos na minha cintura e me faz cócegas.
— Sim..., senhorita Mills. Estou começando a ter medo dos seus joguinhos. Acho que você vai ser perigosa.
Depois do almoço, Maura e Jane vão
descansar. Emma me propõe o mesmo, mas estou com vontade de ler na sombra. Emma
me acompanha e, atiradas nas confortáveis espreguiçadeiras da piscina e debaixo
de uma sombra maravilhosa, ouvimos música no meu iPod e lemos.
Mas eu leio sem prestar atenção. Minha mente não para de dar voltas, pensando em tudo o que vai acontecer. Ver Emma ao meu lado, tranquila e relaxada enquanto folheia o jornal, me parece algo sublime, maravilhoso. De repente ouço Emma cantando uma música acompanhanda a que toca no meu iPod. Isso me deixa sem palavras.
Mas eu leio sem prestar atenção. Minha mente não para de dar voltas, pensando em tudo o que vai acontecer. Ver Emma ao meu lado, tranquila e relaxada enquanto folheia o jornal, me parece algo sublime, maravilhoso. De repente ouço Emma cantando uma música acompanhanda a que toca no meu iPod. Isso me deixa sem palavras.
Sé que faltaron razones, sé que sobraran motivos
Contigo porque me matas, y ahora sin ti ya no vivo
Tú dices blanco, yo digo negro
Tú dices voy, yo digo vengo
Miro la vida en colores y tú en blanco y negro.
Dicen que el amor es suficiente, pero yo no tengo el valor de hacerle frente
Tú eres quien me hace llorar, pero solo tú me puedes consolar.
Te regalo mi amor, te regalo mi vida
A pesar del dolor eres tú quien me inspira.
No somos perfectos somos polos opuestos,
Te amo con fuerza te odio a momentos.
Está cantarolando a música Blanco y
negro, de Malú. E sabe inteirinha!
Muito surpresa, não me mexo, enquanto finjo ler meu livro. Fico arrepiada ao escutar Emma cantar a música que sempre faz com que eu me lembre dela. Quando termina, reparo que está olhando pra mim.
— Ainda me lembro do dia em que te ouvi cantando essa música.
— Sim... você foi bem simpática. Me disse que eu cantava muito mal, lembra? — Emma sorri e continuo: — Vem cá... como você sabe essa música de cor? Lembro que me perguntou o nome e quem cantava.
— Procurei depois.
— E por que procurou?
— Porque essa música me faz lembrar de você.
Essa revelação me deixa sem fala. Emma volta a ler e eu faço o mesmo. Estou emocionada porque, sem usar palavras carinhosas, sei que ela me disse: “Te amo.”
Às oito da noite, Maura e eu decidimos começar a nos arrumar. Todas nóis. Nos vestimos separadas para surpreender uma a outra, e gosto disso. Quero que Emma tenha uma surpresa. Maura se oferece para me maquiar, algo que não faço com muita frequência, então aceito. Ela é esteticista. Me aplica uma sombra escura nas pálpebras e usa bases de mil potinhos no rosto todo. E, quando me olho no espelho, minha expressão é impagável. Essa desconhecida com esses olhões sou eu?
Maura ri e me anima a continuarmos com a produção. Ela comprou um vestido vermelho, decotado e cheio de franjas, e eu um prateado de lantejoulas, solto até os quadris. Os dois vão até os joelhos e são sensuais e provocantes. Usaremos sapatos de salto incríveis, colares imensos, plumas no cabelo e também umas luvas compridas até acima dos cotovelos. Quando acabamos, nos olhamos no espelho e Maura diz, achando graça:
— Uau... estamos parecendo melindrosas de verdade!
— Melindrosas? O que é isso?
— Regina, nos anos 20 a mulher mudou radicalmente de imagem e ficou mais livre... mais atrevida. As melindrosas dançavam charleston e se vestiam de maneira diferente, provocativa e meio doidinha. Exatamente como a gente. Prontas pra deixar todos loucos.
Isso me faz rir. Maura é divertida e tem um senso de humor maravilhoso. Pegamos nossas piteiras de meio metro que compramos e descemos para a sala, onde Emma e Jane nos esperam.
Antes de entrar, vejo Emma e fico sem palavras. Usa um vestido branco com um decote em v que vai até quase o meio de sua barriga. Os cabelos estão jogados do lado esquerdo de seu ombro, sua maquiagem é pouca, porém, muito bem feita. Tem seus olhos ressaltados numa sombra escura, e seus lábios...Ah seus lábios...Vermelhos como sangue! Está sexy e gatíssima. Jane também, mas seu vestido é cinza, meio solto e apertado na sintura. Quando nossos olhares se encontram, sorrio. Reparo que ela gosta da minha fantasia e vem, me pega pela mão e me faz dar uma voltinha na sua frente.
— Está deslumbrante.
— Gostou?
— Adorei, tanto que acho que nem vou te deixar sair de casa.
Isso me faz rir. Me afasto dela e me requebro um pouco para que o vestido balance.
— Sou uma melindrosa! — Por sua expressão vejo que não sabe do que estou falando, então explico: — Uma mulher desinibida da época do charleston.
Emma sorri, me pega pela cintura e, enquanto seguimos Maura e Jane até o carro, murmura em meu ouvido:
— Muito bem, melindrosa... vamos nos divertir.
Às nove e meia, entramos numa linda mansão decorada no mais puro estilo anos 1920. Fascinada, olho ao redor e me surpreendo ao ver uma banda tocando no fundo de um enorme salão. Os músicos estão de branco, como nos famosos filmes de gângsteres que eu via quando era pequena.
Emma me apresenta aos anfitriões e estes, encantados, elogiam minha roupa. Eu sorrio, feliz. Jane e Maura também os cumprimentam. Entro no salão e vejo as pessoas conversando animadamente e percebo que todo mundo conhece Emma e fala com ela. Enquanto me apresenta aos empregados da casa, eu fico admirada. Saber que é uma festa em que todos estão em busca de sexo é algo que me surpreende. Há gente de todas as idades. Gente jovem e gente mais velha.
Terminadas as apresentações, Emma e eu ficamos um tempo curtindo o som. Maura, que sabe tudo sobre os anos 1920, é quem me diz se está tocando um boogie-woogie, um charleston ou um foxtrot. Eu não entendo nada disso. Sou mais um rock. E, quando já entornamos vários copos, descubro que foi Maura quem ajudou Maggie, a dona da casa, a organizar a festa. Conforme as horas vão passando, percebo como os homens e mulheres se aproximam de nós e me devoram com os olhos. Sei o que estão pensando, mas estou tranquila. Ninguém, absolutamente ninguém, diz nada que possa me incomodar. Todos são muito educados.
Após várias bebidas, vou até o banheiro junto com Maura. Estamos morrendo de vontade de fazer xixi. Rapidamente vamos aonde está desocupado, e a porta do banheiro se abre e entram outras mulheres. Muitas, que não conheço, falam bem alto e, ao escutar o nome de Emma, resolvo prestar atenção.
— Que bom ver Emma de novo, né?
— Ah, sim... fiquei muito feliz que ela veio. Está muito gata.
— Quanto tempo fazia que ela não vinha a uma de nossas festas?
— Dois anos.
— Realmente ela está ótima. Tão atraente e sexy como sempre.
— Sim... parece estar recuperada do que aconteceu. Tadinha.
Recuperada? O que houve com Emma?
Decidida a saber mais, fico de ouvido ligado, mas logo ouço a voz de Maura:
— Garotas, vocês estão lindas! Onde compraram essas roupas?
Em seguida mudam de assunto e passam a falar de compras. Saio da cabine e Maura me apresenta e todas são supersimpáticas comigo. Quando saímos do banheiro, uma delas, Marisa de la Rosa, caminha ao meu lado e pergunta:
— Você veio com Emma, né?
— Sim.
— De onde você é?
— De Madri.
— Ah, adoro a capital! Eu e meu marido somos de Huelva, mas vamos muito a Madri. Temos um apartamentinho lá, na rua Princesa.
Saber disso me deixa surpresa.
— Eu moro na Serrano Jover.
— Tem uma academia de ginástica ali, né?
— A Holiday Gim? — A mulher faz que sim com a cabeça.
— É a minha academia.
Marisa sorri e diz:
— O mundo é um ovo, menina. Meu apartamento fica perto, e é a essa academia que eu e Mario vamos quando estamos em Madri.
Nós duas sorrimos da coincidência.
— Então com certeza a gente vai se ver por lá.
— Sim, com certeza.
Falamos mais um pouco, enquanto observo Emma conversar com uma mulher e um homem no fundo da sala. Parece entretida. Sua expressão está relaxada e vejo que ela sorri. Marisa é simpática, pula de um assunto a outro, e logo me apresenta a outras mulheres. Quando ficamos sozinhas novamente, pega duas taças de champanhe em uma mesa.
— Gostaria de passar uns momentos agradáveis comigo na sala ao lado?
Fico vermelha, azul e verde. A mulher, ao perceber, sorri.
— Se mudar de ideia, me avisa, ok?
Quando se afasta, pisca um olho e eu caminho até Emma. Ela, ao me ver chegar, me dá um beijo na boca e continua falando com o casal que o acompanha.
O bufê é livre, e os convidados começam a beliscar uma porção de comidinhas gostosas. Sinto os olhares de alguns homens sobre mim e também os de muitas das mulheres, mas, quando vejo como várias delas olham para Emma, fico um pouquinho chateada. Meu sentimento de posse surge forte e, ao fim, consciente do que está acontecendo, Emma me acalma e me lembra de onde estamos. Mas as mulheres que se aproximam de nós a devoram com os olhos, e vou ficando uma fera.
Emma acha graça e logo me leva pelo braço para uma janela. Assim que ficamos a sós, me beija na boca.
— Essas brotoejas no pescoço estão te entregando. Que é que houve?
— Nada.
Impulsivamente faço menção de me coçar, mas Emma segura minha mão e sopra meu pescoço.
— Não, Regina... não. Se você coçar, vai piorar.
Isso me faz rir. Lembro o que acabei de escutar no banheiro e decido perguntar, mas ela se antecipa.
— Ouça, amor. Conheço essa gente há anos. Pode ficar tranquila.
Olho para aquela mulherada e sinto que todas nos observam. O celular de Emma começa a apitar e novamente leio no visor: “Betta.” Já li esse nome várias vezes em seu telefone e não aguento mais:
— Quem é Betta?
Emma guarda o celular e olha para mim.
— Alguém do meu passado. Nada importante.
Tomo um gole da minha taça. Gostaria de saber mais sobre essa mulher, mas acabo mudando de assunto.
— Quando eu estava no banheiro, tinha umas mulheres falando de você.
— Ah, sim... Espero que tenham sido coisas boas e excitantes — murmura, rindo.
Sua expressão maliciosa me faz arregalar os olhos.
— Babaca.
Minha resposta a diverte e, enquanto acaricia minhas costas, ela sussurra:
— Menina... são antigas conhecidas.
— Diziam alguma coisa sobre você parecer recuperada.
Ela fica tensa. Para de fazer carinho nas minhas costas.
— Não estou interessada nas fofocas dos banheiros femininos.
— Nem eu, espertinha — insisto. — Mas, ao ouvir aquilo, pensei que...
Emma me interrompe, chateada.
— Já te disse que não estou interessada.
Sua resposta fria põe fim na conversa. Corta qualquer possibilidade de contar alguma coisa dela, como sempre faz em relação a sua vida pessoal. Por fim resolvo quebrar o gelo e mudo de assunto, digo:
— Me incomoda o jeito como algumas mulheres olham pra você.
Emma sorri. Dá um gole na taça e se vira para mim.
— E você reparou como te olham?
— Balanço a cabeça, indicando que sim.
— A diferença entre elas e eles é que elas querem que eu as deixe nuas e eles querem deixar você nua. Elas querem que eu lhes dê prazer, e eles querem te dar. Não acha que eu posso estar mais chateada que você?
Suas palavras me fazem sorrir. Olho para ela, que então chega mais perto de mim.
— Lembre-se, Regi, seu prazer é meu prazer e hoje meu único prazer é você. Quero tirar sua roupa e...
— Fica quieta...
— Que foi?
— Assim fico excitada, Emma.
O risinho que ela solta me faz relaxar. Emma me beija e me atrai para si.
— É o que eu quero, pequena. Que você fique excitada.
Em seguida, a banda começa a tocar uma música sensual, e Emma me pega pela cintura e me convida para dançar. Dançamos olhando uma para a outra. Não precisa falar, seu olhar já me diz o quanto me deseja. Isso mexe profundamente comigo. Depois segura minha mão e caminhamos por um amplo corredor da casa. Uma porta se abre e de lá sai uma mulher que nos cumprimenta:
— E aí, Emma, que bom te ver!
Dão dois beijinhos uma no rosto da outra e Emma responde:
— Digo o mesmo, querida. Não sabia que você estava por aqui.
A mulher morena sorri e, após me olhar de cima a baixo, continua:
— Estou passando férias em Cádiz. Além disso, você sabe que não perco nenhuma festa de Maggie e Alfred... São fantásticas!
As duas sorriem e então Emma se volta para mim.
— Regina, essa é Helena, uma grande amiga minha. Helena, essa é Regina, minha namorada.
Uau! Ela disse que sou sua namorada.
Sorrio e cumprimento a recém-chegada com dois beijinhos, mas, assim que me afasto, ela diz:
— Prazer, Regina. Hummmm... você tem uma pele muito macia.
Fico como uma boba, e então ouço Emma dizer:
— Ela é toda macia e gostosa.
Me contraio enquanto sinto que as duas mulheres se olham.
Emma está me oferecendo? Instantes depois, Helena abre a porta que tinha fechado.
— Vamos entrar?
Emma me segura e entramos.
É um quarto espaçoso, com uma luz vermelha. Helena fecha a porta e vejo que não estamos sozinhas. Há três casais numa das tantas camas daquele quarto, e começo a ficar nervosa. Sei por que estamos ali e isso me inquieta. Helena se aproxima de um pequeno balcão e serve três taças de champanhe. Emma me olha e sussurra, provocando- me arrepios:
— Que tal brincar com Helena? Sei que isso passou por sua cabeça.
Olho para ela. É morena, olhos claros... É atraente. Alguém que sem dúvida eu teria reparado se tivesse conhecido em outro momento. Emma espera uma resposta.
— Legal.
— Posso te oferecer a ela?
Meu estômago se contrai, mas, excitada, respondo que sim.
— Pode.
— Ótimo. — Emma sorri e eu vejo seus olhos brilharem.
Segundos depois, Helena se aproxima e nos entrega as taças.
Falam em alemão e tentam me integrar na conversa. Dá para perceber que se conhecem e que existe uma cumplicidade entre elas. Mas estou muito nervosa, ainda mais quando Helena vem me beijar nos lábios. Emma a impede.
— Sua boca e seus beijos são só meus.
Fico emocionada ao ouvir isso e notar o sentimento de posse na sua voz. Helena concorda logo. Não ficou chateada com o que Emma disse.
— Vamos nos sentar? Assim ficamos mais à vontade.
Emma me segura pelo braço e me faz sentar num sofá. Dou um gole na minha bebida e nos sentamos cada um de um lado. Estou nervosa. Me sinto um animal indefeso diante do olhar atento dos predadores. Ouço gemidos. Perto de nós outras pessoas transam. Seus ruídos ecoam pelo quarto e não consigo parar de olhar. O que fazem me deixa agitada, mexe muito comigo, ainda mais quando Emma chega pertinho e chupa o lóbulo da minha orelha.
— Excitada?
Respondo que sim. Helena põe a mão no meu joelho e vai me acariciando, subindo pela minha coxa.
— Emma tem razão. Você é muito macia.
Emma concorda. Nesse momento, a porta se abre. Entram duas mulheres e um homem, e, depois de olhar pra gente, vão pra outra ponta da sala. Uma das mulheres se senta num dos sofás do fundo, levanta o vestido, e a segunda mulher, diante do olhar do homem, começa a chupá-la.
— Uau... a festa está esquentando — diz Helena, sorrindo.
Emma olha para mim e me pede com voz neutra:
— Regina... tira a calcinha.
Já estou tão excitada por tudo o que está acontecendo à minha volta que nem penso: levanto e, em dois movimentos, tiro logo. Em seguida, me sento novamente entre elas. Emma pega a calcinha das minhas mãos e a guarda em sua pequana bolsa.
— Abre as pernas, menina — ordena. Obedeço.
Helena começa a me tocar. Começa a me acariciar no joelho outra vez, mas agora dum jeito lento e contínuo. Passa para a parte interna das minhas coxas e, quando seus dedos roçam minha vagina, murmura:
— Você está molhada e eu adoro isso. Sinal de que vamos nos divertir muito, linda.
Sinto que enfia um dedo em mim e logo dois. Me recosto mais no sofá e solto um gemido. Emma beija minha boca enquanto é outra mulher quem percorre meu corpo com as mãos.
— Assim, querida... Quero que tenha prazer na minha frente.
Helena continua e estou encharcada. Sentir seus dedos em mim e os beijos de Emma está me deixando louca.
— Gosta disso, pequena?
— Gosto.
— Quer mais?
— Quero.
Helena nos escuta e pergunta:
— O que mais você quer, linda?
— Regi... — acrescenta Emma. — Diga a Helena o que você quer.
Estou vermelha como um tomate, e meu corpo inteiro arde. Pelo menos a luz vermelha ajuda a disfarçar. Minha boca está seca, e Emma percebe que não consigo falar.
— Se você não disser, querida... não faremos nada.
— Quero... quero que façam comigo o que vocês quiserem.
— Hummmm... disposta a tudo? — murmura Helena. — Que tal dupla penetração?
— Não. Por enquanto só meteremos na sua vagina — diz Emma, e Helena aceita.
Excitada e de pernas abertas pra elas, deixo escapar um gemido quando Emma chega ainda mais perto.
— Levante-se e vire-se, Regina.
Obedeço e, instantes depois, ela abaixa o zíper do meu vestido de lantejoulas, que cai aos meus pés. Estou completamente nua diante de Helena, e meu peito sobe e desce agitado. Emma beija meu pescoço.
— Ofereça a ela seus seios.
Me aproximo, e Helena os toca e os chupa. Primeiro um seio e depois o outro. Emma, que está atrás de mim, me empurra com delicadeza e caio sobre o rosto de Helena, que agarra, junta meus seios e enfia os dois mamilos na boca, enquanto Emma massageia minha bunda e me dá um tapa. Passa sua mão por minha vagina molhada e mete um dedo no meu interior.
Fico cada vez mais excitada. As duas Mulheres estão me tocando à vontade e gosto disso. Quando estou quase gozando, Emma deixa de me tocar e vai para trás do sofá.
— Regi... suba no sofá.
Obediente, faço o que ela pede.
— Agora quero que você se ofereça a Helena bem aberta e deixe que ela te saboreie. Obedeço. Helena recosta a cabeça no sofá e eu, com uma perna em cada lado de seus ombros, me agacho pra que ela prenda firmemente minhas coxas e me atraia para si. Minha vagina fica totalmente sobre seus lábios, e ela começa a brincar com ela e com meu clitóris. Sua boca desliza de um lado ao outro, e eu solto gemidos de puro prazer.
Emma me observa. Em seu olhar vejo o brilho da luxúria e isso mexe ainda mais comigo. Ela se delicia e sua respiração fica entrecortada. Por fim, aproxima-se do sofá, segura minha cabeça e me beija enquanto Helena continua em ação. Enquanto sua língua brinca com meu clitóris, sinto seu dedo entrar e sair de mim rapidamente. O calor aumenta cada vez mais, ao mesmo tempo que me sinto um brinquedinho delicioso nas mãos dessas duas. Mas eu gosto do que estão fazendo. Gosto de ser o brinquedinho delas, ainda mais quando Emma murmura em minha boca:
— Você é meu prazer... me dá mais, pequena. Solto um grito devastador e gozo na boca de Helena.
Minha vagina está latejando. Suga o dedo de Helena que está dentro de mim, e eu a ouço dizer:
— Assim, linda. Grite e goze pra nós duas.
Nesse momento, uma mulher chega e nos olha. Eu a reconheço. Marisa de la Rosa! Por uns minutos ela fica só olhando, enquanto continuo me mexendo com prazer, gemendo sem parar, com Helena me chupando e metendo seu dedo em mim. Marisa, excitada pela cena, se deita num divã próximo e começa a se masturbar.
Instantes depois, Emma diz a Helena que pare. Pega meu vestido, me faz descer do sofá, e nós três caminhamos até uma porta que fica no fundo da sala. Sinto meu coração bater forte enquanto ando nua entre as duas e chego a latejar de excitação. No caminho, observo outras pessoas gritando de prazer. Quando atravessamos a porta, Emma se detém.
Estou sufocada de desejo. Acho que vou explodir. Emma abre uma porta e entramos num pequeno quarto onde há uma cama e um sofá. Cada vez estou mais excitada. Emma deixa meu vestido na cama e se senta no sofá. Me chama e me faz sentar sobre ela. Abre minhas pernas, flexiona-as e me oferece. Helena, sem falar nada, se ajoelha, se coloca entre minhas pernas e volta ao ataque, enquanto Emma murmura no meu ouvido:
— Assim, Regi... Quero que você esteja à minha disposição sempre. Sou sua dona e você, minha dona. Só eu posso te oferecer. Só eu posso abrir suas pernas às outras pessoas. Só eu...
— Sim... só você. Brinca comigo — murmuro.
Percebo que minha voz e minhas palavras a excitam, ao mesmo tempo que me estimulam também. O que estou dizendo é uma verdadeira loucura, mas é o que eu desejo. Quero que ela me ofereça. Quero sucumbir ao que ela me pede. Quero tudo isso.
— Você me deixa louca, querida, e escutar seus gemidos e o jeito como você deixa que eu te guie é a melhor coisa que existe. Estamos aqui. Você está nua nos meus braços e outra mulher brinca contigo. Ah... meu Deus! Gosto de te sentir minha em todos os sentidos. Quero que você aproveite. Quero que você explore e se deixe explorar. Quero te comer e ver outras te comendo. Quero tanta coisa de você, querida, que até me dá medo.
Isso me faz gemer e me contorcer. Estou com calor. Muito calor. Não consigo resistir à situação. Estou em cima de Emma. Ela abre minhas pernas. Me oferece a outra. Sinto certa dureza de seu sexo contra meu traseiro, e me surpreendo! Ela estava com o dildo o tempo todo...Nossa! Enquanto uma Mulher de quem só sei o nome, Helena, me chupa. O orgasmo está prestes a vir.
— Quer mais? — pergunta Emma.
— Quero... ah, quero...
Ao escutar minha resposta, Emma se move e se levanta. Eu me levanto também e Helena faz o mesmo. Emma me pega pela mão e me senta sobre a cama. Vejo que fala algo com Helena e então diz:
— Vou realizar sua fantasia, querida.
Essas duas deusas gregas ficam completamente nuas na minha frente e eu contemplo seus belos corpos. Ambas com o Strap On. Emma fica de um lado e Helena se aproxima de mim.
— Deite-se na cama e abra as pernas, linda.
Olho para Emma, ela faz que sim e eu obedeço. Nua e com os mamilos arrepiados, eu me deito no centro da cama e percebo que há espelhos no teto. Como um deusa nórdica, Emma sobe na cama e aproxima seus lábios dos meus.
— Peça-me o que quiser.
Estou confusa e superexcitada. Ela me beija e eu estremeço quando suas mãos deslizam pelos meus mamilos. Helena nos observa e isso me estimula ainda mais. Então lembro algo de que Emma gosta.
— Quero que Helena me coma enquanto você me oferece, me beija e olha pra mim. Sei que você vai gostar disso. E, quando ela gozar, quero que você me coma do jeito que sabe que eu gosto.
À medida que vou dizendo essas coisas, vejo a cara de Emma iluminar-se. Seus olhos faíscam. Entrei totalmente no seu jogo e ela sabe disso. Me dá um último e lascivo beijo antes de se levantar da cama. Depois se vira para Helena e diz:
— Come ela.
— Será um prazer, amiga — murmura Helena, sorrindo.
Em seu rosto se vê o desejo, seus olhos me revelam a vontade que tem de executar a ordem de Emma. Sobe na cama e monta em mim. Sinto seu "pau" em minha barriga e, quando se agacha, estica meus braços e enfia um dos meus mamilos na boca. Respiro ofegante enquanto olho para Emma. Durante vários minutos, sinto Helena chupando e sugando meus mamilos e manuseando meu traseiro sob o olhar atento de minha dona. Aperta minha bunda com suas mãos e eu gosto disso. Depois, desce até minhas pernas e, sem rodeios, agarra-as e as coloca sobre os ombros me erguendo alto.
Com os olhos muito abertos, observo os espelhos do teto e fico ainda mais excitada. Estou nua num quarto com duas mulheres e de pernas abertas para uma desconhecida que vai me comer. E, o melhor, Emma está ao meu lado, assistindo a tudo, e eu quero muito aproveitar. Por vários segundos, Helena não faz nada até que a ouço dizer, enquanto sinto que enfia seus dedos em mim:
— Você está encharcada e sua boceta está me deixando louca.
Volto a sentir sua boca me invadindo, e Emma fica a meu lado de novo.
— Assim, pequena... — diz Emma.
— É o que você queria, né?
— É.
— Vamos, querida, abra bem as pernas pra que eu possa desfrutar de você e goze pra que eu te saboreie bem. Depois, eu vou te foder como estou pensando em fazer há horas.
Em outra época eu detestaria uma linguagem tão chula. Inclusive teria ficado muito irritada, mas agora, estou gostando. Me estimula. Me deixa fora de mim.
Helena segura minha bunda pra me colocar totalmente em sua boca. Ela me saboreia e eu respiro ofegante. Solto um gemido e me contorço. Percorre meu sexo com a língua várias vezes, e então Emma segura minhas mãos acima da minha cabeça e eu não consigo deixar de olhar para seus seios. Helena, sem me dar trégua, chega até meu inchadíssimo clitóris. Está enorme, muito estimulado. Preso entre os dentes de Helena, que fica chupando. Grito. Me contorço de novo. Quero mais.
Olho para Emma, para o "pau"dela. Ela sorri ao perceber minhas intenções e, quando um gemido sai da minha boca, Emma se agacha e o põe entre meus lábios. Quero enfiá-lo inteiro na boca. Eu a chupo, mas ela o retira rapidamente.
— Não, pequena — diz, agachando-se. — Se eu deixar você fazer o que quer, não vou conseguir parar.
Minha vagina se contrai e então Helena abaixa minhas pernas.
— Vou te comer, linda. Vou te comer na frente da sua mulher e ela vai te abrir pra mim, enquanto te segura pra você não se mexer.
Grito. Estou sem ar.
Os olhos de Emma brilham. Ela gosta de ficar olhando. Gosta de me ter assim. E então Emma se agacha e abre os lábios da minha vagina com suas mãos. Helena segura minhas coxas, põe o dildo na entrada e pouco a pouco puxa minhas coxas e me atrai para si. Me contraio, toda molhada enquanto sinto Emma me encaixando em Helena. Suas mãos pressionam minha vagina e ela totalmente se enfia em mim.
Meu Deus... que sensação maravilhosa!
Emma afasta as mãos da minha vagina, pega minhas próprias mãos e as mantém presas acima da minha cabeça. Nesse momento, Helena move os quadris em busca de mais profundidade e se enfia mais. Solto um gemido, depois outro, e Emma me cala com sua boca. Ela devora meus gemidos, que a deixam louca.
Helena continua sua dança particular dentro e fora de mim. Uma vez, depois outra, e outra... Me come exatamente do jeito que Emma pediu e eu adoro isso. Abro as pernas pra ela e deixo que me penetre várias vezes até que meus gemidos ficam mais rápidos e mais altos. Gozo e me contorço entre as mãos delas.
Helena me solta. Emma faz o mesmo e, quando Helena sai de dentro de mim, vejo as duas mulheres mudarem de posição na cama. Agora, Emma está entre minhas pernas e Helena acima da minha cabeça. Enquanto minha respiração vai voltando ao normal, observo Emma, pega uma espécie de jarra d’água e a despeja sobre meu sexo. A água geladinha me faz gritar de novo.
— Meu Deus... eu te comeria outra vez! — diz Helena.
Emma sorri, olha para sua amiga e, enquanto me enxuga com uma toalha, murmura:
— Você vai fazer isso...
Fecho os olhos. Ainda não consigo acreditar no que estou fazendo. Quando os abro, vejo a cara de Emma bem diante da minha, e ela me pede:
— Me beija.
Abro a boca e a beijo enquanto sinto que desliza seus dedos desde meu clitóris até meu ânus. Brinca comigo. Me estimula e eu grito. Estou molhada e escorregadia e isso me excita e a excita também. Enfia seu dedo em mim e, como estou muito aberta, ela enfia três de uma vez.
— Você está tão aberta e convidativa... Está gostando, né?
— Estou... sim...
Me mexo sobre sua mão. Imploro o que quero, enquanto Emma continua sua brincadeira comigo e Helena nos observa.
De repente, sinto que um de seus dedos escorregadios para no meu ânus. Com movimentos circulares ela o estimula e, quando tento impedir, seu dedo se move em meu interior. Por alguns segundos ela fica mexendo ali enquanto me contorço pra ela continuar e então percebo que Helena está se masturbando bem perto de meu rosto. Minha visão fica embaçada, até que Emma tira seu dedo do meu ânus e, de uma só vez, mete em mim. Grito. Ela para e me olha. Deita-se sobre mim, põe uma mão na minha cabeça e a outra no meu traseiro.
— Caraca, Regina... você está me deixando louca. É isso que você quer?
— É.
Move os quadris e afunda mais ainda em mim. Solto um gemido. O dildo que usa é muito mais largo e comprido que o que Helena usa. Sinto minha carne se abrindo para ela e isso me faz gemer e me contorcer entre seus braços. Emma me beija, entra uma... duas... três... quatro e mil vezes em mim com voracidade, e me arranca gemidos de prazer. Helena me segura pelos ombros para que eu não me mexa. E então as penetrações de Emma vão ficando mais secas e profundas, enquanto Helena murmura:
— Assim, linda... aproveite...
Meus gritos não demoram para recomeçar. Agarro Emma pela bunda e a obrigo a golpear-se contra mim várias vezes, e ao mesmo tempo vejo bem na minha frente a glande inchada e molhada de Helena. Está sem o strap On, e noto que um líquido escorre pelas suas pernas. Está exitadsíssima. Estou quase caindo de boca em sua vagina, até que Emma lê meu pensamento.
— Não. Olhe pra mim.
Rapidamente obedeço e sinto Helena soltando meus ombros e descendo da cama. Emma fixa em mim seus olhos incríveis e me dá um tapa que me queima, enquanto me come com força. Sua respiração é brusca, inconstante, mas ela me faz estremecer a cada novo ataque. Me dá outro tapa. O calor me sobe pelo corpo e eu solto um gemido e digo seu nome:
— Emma...
A excitação me incendeia, até que ela me dá mais um tapa e enfia na vagina um dedo junto com o dildo e eu volto a gemer. Seu dedo encharcado com meus fluidos vai direto ao meu ânus e, ao sentir que ela o enfia, eu grito. Desta vez, a penetração é mais forte. Seu dedo demolidor entra e sai do meu ânus enquanto seu "pênis" faz o mesmo na minha vagina, e essa nova sensação me deixa esgotada.
Com meu corpo latejando, eu desejo o que ela me exige e o que ela faz comigo e quase rezo para que continue e não pare nunca. Meus quadris se erguem em busca de mais, até que o rosto de Emma se contrai, e eu, após um grito incontrolável, tenho um orgasmo.
Quando tudo acaba, Emma cai sobre mim. Eu a abraço e ela apoia sua cabeça no meu pescoço. Permanecemos assim por alguns minutos. Exaustas. Rendidas. Consumidas. Ela então se separa de mim e, sem me olhar, ordena com voz seca:
— Vista-se. Estamos indo.
Em êxtase por tudo o que acaba de acontecer, pego e coloco o vestido. Me sento na cama e observo Emma se vestindo. Depois, me dou conta de que estamos sozinhas no quarto.
— Onde está Helena?
Emma olha para mim e, de um jeito que me desconcerta, pergunta:
— Por que você quer saber?
— Por nada, Emma — respondo, sem entender sua pergunta. — Só por curiosidade. Nesse instante percebo que algo está acontecendo com ela e a seguro pelo braço. Emma se solta irritada.
— Por que está aborrecida?
A fúria de seus olhos me deixa sem fala.
— Por que você queria meter sua boca na boceta dela?
Suas palavras me pegam de surpresa. Não sei o que responder.
— Sei lá, Emma. A loucura do momento.
Ao ver que ela não olha para mim e continua se vestindo, explodo:
— Ótimo! Perfeito! Você me traz aqui, me faz abrir as pernas pra ela e ainda vem reclamar comigo? Porra, Emma... não dá pra entender.
— Você concordou. Não se esqueça disso.
— Claro que concordei. Idiota! Entrei no jogo. Seu jogo! Me deixei lamber, chupar e ser comida por uma pessoa que nem conheço porque sei que é disso que você gosta, e agora, quando vê que eu me diverti e que aproveitei essa perversão toda, você reclama comigo. Vai à merda!
A fim de dar o fora dali, me dirijo pra porta. Mas, ela me agarra e me joga na cama.
— Tem razão, Regina... tem razão.
— Babaca!... É isso que você é, uma verdadeira babaca.
— Entre muitas outras coisas. Me desculpa.
Seus olhos... sua voz... o cheiro de sexo e ela inteirinha conseguem, como sempre, fazer minha irritação desaparecer em décimos de segundo.
— Me desculpa, querida. Sou mesmo possessiva e me descontrolei e...
— Mas, olha só, Emma. Eu sou sua! Você ainda não se deu conta de que só quero fazer o que você quiser? É sério que ainda não percebeu que eu gosto das brincadeiras e perversão, mas só se for com você? Você me disse que meu prazer é seu prazer. E a recíproca é verdadeira. O que acabou de acontecer aqui foi incrível. Maravilhoso! Enlouquecedor! Gostei de ver o brilho nos seus olhos quando te pedi o que eu queria. Você curtiu o momento e eu também. O que há de mau nisso? Só curti o que você me ensinou a curtir, essa loucura sexual toda. Essa loucura, você e o que você fazia comigo me fizeram querer mais e mais. Só que...
Emma me beija. Não me deixa terminar.
Devora minha boca e brinca com minha língua, e eu adoro o que ela faz. Por um momento permanecemos sozinhas e abraçadas no quarto. Apenas abraçadas. Estamos exaustas. E, quando voltamos à sala principal, Helena se aproxima, nos oferece taças de champanhe bem gelado, pega minha mão e a beija.
— Foi um prazer, Regina...
Faço que sim com a cabeça. Helena olha para Emma.
— Obrigado, amiga, por me oferecer à sua mulher. Foi uma delícia.
Emma sorri.
— Fico feliz em saber. — Aliás — acrescenta Helena. — Amanhã à noite vamos brincar de roda no chalé que eu aluguei. Marisa e Frida já toparam. Vocês se animam?
De roda? O que é roda? Quero perguntar. Mas Emma responde enquanto nos afastamos:
— Obrigado pelo convite, mas não. Talvez em outra ocasião.
Quando chegamos à pista de dança e começamos a nos movimentar ao som da música, não aguento de curiosidade e acabo perguntando:
— O que é a roda?
— Um jogo para o qual você não está preparada.
— Tá... mas como é?
Emma sorri e me puxa mais para si.
— Logo de cara, você ficaria nua, assim como as outras. Cada uma com sua dona à frente, jogaríamos cartas enquanto vocês nos serviriam bebidas e satisfariam nossos caprichos mais imediatos. Ao fim da partida, fazem um círculo ao redor das mulheres de dentro do círculo e toda a roda as come. Mas, claro, sempre com consentimento.
Engulo em seco. Não. Definitivamente não estou preparada para isso.
Por volta das quatro da manhã, depois de só ficarmos conversando com os outros convidados, Emma e eu decidimos voltar pra casa. Maura e Jane vão mais tarde. Quando nos sentamos na limusine que os donos da casa puseram à nossa disposição, Emma me abraça e eu olho pra ela com malícia.
— Estou exausta. Por que será?
— Por causa do esforço, moreninha... não tenha dúvida.
Nós duas rimos e Emma me beija no pescoço.
— Você se divertiu?
— Sim. Muito.
— Vai então querer repetir outro dia?
Olho bem nos seus olhos e respondo:
— Ah, sim... claro que sim. Além disso, vi umas coisas que gostaria de experimentar e... Emma sorri e aproxima seus lábios dos meus.
— Meu Deus, criei um monstro!
Muito surpresa, não me mexo, enquanto finjo ler meu livro. Fico arrepiada ao escutar Emma cantar a música que sempre faz com que eu me lembre dela. Quando termina, reparo que está olhando pra mim.
— Ainda me lembro do dia em que te ouvi cantando essa música.
— Sim... você foi bem simpática. Me disse que eu cantava muito mal, lembra? — Emma sorri e continuo: — Vem cá... como você sabe essa música de cor? Lembro que me perguntou o nome e quem cantava.
— Procurei depois.
— E por que procurou?
— Porque essa música me faz lembrar de você.
Essa revelação me deixa sem fala. Emma volta a ler e eu faço o mesmo. Estou emocionada porque, sem usar palavras carinhosas, sei que ela me disse: “Te amo.”
Às oito da noite, Maura e eu decidimos começar a nos arrumar. Todas nóis. Nos vestimos separadas para surpreender uma a outra, e gosto disso. Quero que Emma tenha uma surpresa. Maura se oferece para me maquiar, algo que não faço com muita frequência, então aceito. Ela é esteticista. Me aplica uma sombra escura nas pálpebras e usa bases de mil potinhos no rosto todo. E, quando me olho no espelho, minha expressão é impagável. Essa desconhecida com esses olhões sou eu?
Maura ri e me anima a continuarmos com a produção. Ela comprou um vestido vermelho, decotado e cheio de franjas, e eu um prateado de lantejoulas, solto até os quadris. Os dois vão até os joelhos e são sensuais e provocantes. Usaremos sapatos de salto incríveis, colares imensos, plumas no cabelo e também umas luvas compridas até acima dos cotovelos. Quando acabamos, nos olhamos no espelho e Maura diz, achando graça:
— Uau... estamos parecendo melindrosas de verdade!
— Melindrosas? O que é isso?
— Regina, nos anos 20 a mulher mudou radicalmente de imagem e ficou mais livre... mais atrevida. As melindrosas dançavam charleston e se vestiam de maneira diferente, provocativa e meio doidinha. Exatamente como a gente. Prontas pra deixar todos loucos.
Isso me faz rir. Maura é divertida e tem um senso de humor maravilhoso. Pegamos nossas piteiras de meio metro que compramos e descemos para a sala, onde Emma e Jane nos esperam.
Antes de entrar, vejo Emma e fico sem palavras. Usa um vestido branco com um decote em v que vai até quase o meio de sua barriga. Os cabelos estão jogados do lado esquerdo de seu ombro, sua maquiagem é pouca, porém, muito bem feita. Tem seus olhos ressaltados numa sombra escura, e seus lábios...Ah seus lábios...Vermelhos como sangue! Está sexy e gatíssima. Jane também, mas seu vestido é cinza, meio solto e apertado na sintura. Quando nossos olhares se encontram, sorrio. Reparo que ela gosta da minha fantasia e vem, me pega pela mão e me faz dar uma voltinha na sua frente.
— Está deslumbrante.
— Gostou?
— Adorei, tanto que acho que nem vou te deixar sair de casa.
Isso me faz rir. Me afasto dela e me requebro um pouco para que o vestido balance.
— Sou uma melindrosa! — Por sua expressão vejo que não sabe do que estou falando, então explico: — Uma mulher desinibida da época do charleston.
Emma sorri, me pega pela cintura e, enquanto seguimos Maura e Jane até o carro, murmura em meu ouvido:
— Muito bem, melindrosa... vamos nos divertir.
Às nove e meia, entramos numa linda mansão decorada no mais puro estilo anos 1920. Fascinada, olho ao redor e me surpreendo ao ver uma banda tocando no fundo de um enorme salão. Os músicos estão de branco, como nos famosos filmes de gângsteres que eu via quando era pequena.
Emma me apresenta aos anfitriões e estes, encantados, elogiam minha roupa. Eu sorrio, feliz. Jane e Maura também os cumprimentam. Entro no salão e vejo as pessoas conversando animadamente e percebo que todo mundo conhece Emma e fala com ela. Enquanto me apresenta aos empregados da casa, eu fico admirada. Saber que é uma festa em que todos estão em busca de sexo é algo que me surpreende. Há gente de todas as idades. Gente jovem e gente mais velha.
Terminadas as apresentações, Emma e eu ficamos um tempo curtindo o som. Maura, que sabe tudo sobre os anos 1920, é quem me diz se está tocando um boogie-woogie, um charleston ou um foxtrot. Eu não entendo nada disso. Sou mais um rock. E, quando já entornamos vários copos, descubro que foi Maura quem ajudou Maggie, a dona da casa, a organizar a festa. Conforme as horas vão passando, percebo como os homens e mulheres se aproximam de nós e me devoram com os olhos. Sei o que estão pensando, mas estou tranquila. Ninguém, absolutamente ninguém, diz nada que possa me incomodar. Todos são muito educados.
Após várias bebidas, vou até o banheiro junto com Maura. Estamos morrendo de vontade de fazer xixi. Rapidamente vamos aonde está desocupado, e a porta do banheiro se abre e entram outras mulheres. Muitas, que não conheço, falam bem alto e, ao escutar o nome de Emma, resolvo prestar atenção.
— Que bom ver Emma de novo, né?
— Ah, sim... fiquei muito feliz que ela veio. Está muito gata.
— Quanto tempo fazia que ela não vinha a uma de nossas festas?
— Dois anos.
— Realmente ela está ótima. Tão atraente e sexy como sempre.
— Sim... parece estar recuperada do que aconteceu. Tadinha.
Recuperada? O que houve com Emma?
Decidida a saber mais, fico de ouvido ligado, mas logo ouço a voz de Maura:
— Garotas, vocês estão lindas! Onde compraram essas roupas?
Em seguida mudam de assunto e passam a falar de compras. Saio da cabine e Maura me apresenta e todas são supersimpáticas comigo. Quando saímos do banheiro, uma delas, Marisa de la Rosa, caminha ao meu lado e pergunta:
— Você veio com Emma, né?
— Sim.
— De onde você é?
— De Madri.
— Ah, adoro a capital! Eu e meu marido somos de Huelva, mas vamos muito a Madri. Temos um apartamentinho lá, na rua Princesa.
Saber disso me deixa surpresa.
— Eu moro na Serrano Jover.
— Tem uma academia de ginástica ali, né?
— A Holiday Gim? — A mulher faz que sim com a cabeça.
— É a minha academia.
Marisa sorri e diz:
— O mundo é um ovo, menina. Meu apartamento fica perto, e é a essa academia que eu e Mario vamos quando estamos em Madri.
Nós duas sorrimos da coincidência.
— Então com certeza a gente vai se ver por lá.
— Sim, com certeza.
Falamos mais um pouco, enquanto observo Emma conversar com uma mulher e um homem no fundo da sala. Parece entretida. Sua expressão está relaxada e vejo que ela sorri. Marisa é simpática, pula de um assunto a outro, e logo me apresenta a outras mulheres. Quando ficamos sozinhas novamente, pega duas taças de champanhe em uma mesa.
— Gostaria de passar uns momentos agradáveis comigo na sala ao lado?
Fico vermelha, azul e verde. A mulher, ao perceber, sorri.
— Se mudar de ideia, me avisa, ok?
Quando se afasta, pisca um olho e eu caminho até Emma. Ela, ao me ver chegar, me dá um beijo na boca e continua falando com o casal que o acompanha.
O bufê é livre, e os convidados começam a beliscar uma porção de comidinhas gostosas. Sinto os olhares de alguns homens sobre mim e também os de muitas das mulheres, mas, quando vejo como várias delas olham para Emma, fico um pouquinho chateada. Meu sentimento de posse surge forte e, ao fim, consciente do que está acontecendo, Emma me acalma e me lembra de onde estamos. Mas as mulheres que se aproximam de nós a devoram com os olhos, e vou ficando uma fera.
Emma acha graça e logo me leva pelo braço para uma janela. Assim que ficamos a sós, me beija na boca.
— Essas brotoejas no pescoço estão te entregando. Que é que houve?
— Nada.
Impulsivamente faço menção de me coçar, mas Emma segura minha mão e sopra meu pescoço.
— Não, Regina... não. Se você coçar, vai piorar.
Isso me faz rir. Lembro o que acabei de escutar no banheiro e decido perguntar, mas ela se antecipa.
— Ouça, amor. Conheço essa gente há anos. Pode ficar tranquila.
Olho para aquela mulherada e sinto que todas nos observam. O celular de Emma começa a apitar e novamente leio no visor: “Betta.” Já li esse nome várias vezes em seu telefone e não aguento mais:
— Quem é Betta?
Emma guarda o celular e olha para mim.
— Alguém do meu passado. Nada importante.
Tomo um gole da minha taça. Gostaria de saber mais sobre essa mulher, mas acabo mudando de assunto.
— Quando eu estava no banheiro, tinha umas mulheres falando de você.
— Ah, sim... Espero que tenham sido coisas boas e excitantes — murmura, rindo.
Sua expressão maliciosa me faz arregalar os olhos.
— Babaca.
Minha resposta a diverte e, enquanto acaricia minhas costas, ela sussurra:
— Menina... são antigas conhecidas.
— Diziam alguma coisa sobre você parecer recuperada.
Ela fica tensa. Para de fazer carinho nas minhas costas.
— Não estou interessada nas fofocas dos banheiros femininos.
— Nem eu, espertinha — insisto. — Mas, ao ouvir aquilo, pensei que...
Emma me interrompe, chateada.
— Já te disse que não estou interessada.
Sua resposta fria põe fim na conversa. Corta qualquer possibilidade de contar alguma coisa dela, como sempre faz em relação a sua vida pessoal. Por fim resolvo quebrar o gelo e mudo de assunto, digo:
— Me incomoda o jeito como algumas mulheres olham pra você.
Emma sorri. Dá um gole na taça e se vira para mim.
— E você reparou como te olham?
— Balanço a cabeça, indicando que sim.
— A diferença entre elas e eles é que elas querem que eu as deixe nuas e eles querem deixar você nua. Elas querem que eu lhes dê prazer, e eles querem te dar. Não acha que eu posso estar mais chateada que você?
Suas palavras me fazem sorrir. Olho para ela, que então chega mais perto de mim.
— Lembre-se, Regi, seu prazer é meu prazer e hoje meu único prazer é você. Quero tirar sua roupa e...
— Fica quieta...
— Que foi?
— Assim fico excitada, Emma.
O risinho que ela solta me faz relaxar. Emma me beija e me atrai para si.
— É o que eu quero, pequena. Que você fique excitada.
Em seguida, a banda começa a tocar uma música sensual, e Emma me pega pela cintura e me convida para dançar. Dançamos olhando uma para a outra. Não precisa falar, seu olhar já me diz o quanto me deseja. Isso mexe profundamente comigo. Depois segura minha mão e caminhamos por um amplo corredor da casa. Uma porta se abre e de lá sai uma mulher que nos cumprimenta:
— E aí, Emma, que bom te ver!
Dão dois beijinhos uma no rosto da outra e Emma responde:
— Digo o mesmo, querida. Não sabia que você estava por aqui.
A mulher morena sorri e, após me olhar de cima a baixo, continua:
— Estou passando férias em Cádiz. Além disso, você sabe que não perco nenhuma festa de Maggie e Alfred... São fantásticas!
As duas sorriem e então Emma se volta para mim.
— Regina, essa é Helena, uma grande amiga minha. Helena, essa é Regina, minha namorada.
Uau! Ela disse que sou sua namorada.
Sorrio e cumprimento a recém-chegada com dois beijinhos, mas, assim que me afasto, ela diz:
— Prazer, Regina. Hummmm... você tem uma pele muito macia.
Fico como uma boba, e então ouço Emma dizer:
— Ela é toda macia e gostosa.
Me contraio enquanto sinto que as duas mulheres se olham.
Emma está me oferecendo? Instantes depois, Helena abre a porta que tinha fechado.
— Vamos entrar?
Emma me segura e entramos.
É um quarto espaçoso, com uma luz vermelha. Helena fecha a porta e vejo que não estamos sozinhas. Há três casais numa das tantas camas daquele quarto, e começo a ficar nervosa. Sei por que estamos ali e isso me inquieta. Helena se aproxima de um pequeno balcão e serve três taças de champanhe. Emma me olha e sussurra, provocando- me arrepios:
— Que tal brincar com Helena? Sei que isso passou por sua cabeça.
Olho para ela. É morena, olhos claros... É atraente. Alguém que sem dúvida eu teria reparado se tivesse conhecido em outro momento. Emma espera uma resposta.
— Legal.
— Posso te oferecer a ela?
Meu estômago se contrai, mas, excitada, respondo que sim.
— Pode.
— Ótimo. — Emma sorri e eu vejo seus olhos brilharem.
Segundos depois, Helena se aproxima e nos entrega as taças.
Falam em alemão e tentam me integrar na conversa. Dá para perceber que se conhecem e que existe uma cumplicidade entre elas. Mas estou muito nervosa, ainda mais quando Helena vem me beijar nos lábios. Emma a impede.
— Sua boca e seus beijos são só meus.
Fico emocionada ao ouvir isso e notar o sentimento de posse na sua voz. Helena concorda logo. Não ficou chateada com o que Emma disse.
— Vamos nos sentar? Assim ficamos mais à vontade.
Emma me segura pelo braço e me faz sentar num sofá. Dou um gole na minha bebida e nos sentamos cada um de um lado. Estou nervosa. Me sinto um animal indefeso diante do olhar atento dos predadores. Ouço gemidos. Perto de nós outras pessoas transam. Seus ruídos ecoam pelo quarto e não consigo parar de olhar. O que fazem me deixa agitada, mexe muito comigo, ainda mais quando Emma chega pertinho e chupa o lóbulo da minha orelha.
— Excitada?
Respondo que sim. Helena põe a mão no meu joelho e vai me acariciando, subindo pela minha coxa.
— Emma tem razão. Você é muito macia.
Emma concorda. Nesse momento, a porta se abre. Entram duas mulheres e um homem, e, depois de olhar pra gente, vão pra outra ponta da sala. Uma das mulheres se senta num dos sofás do fundo, levanta o vestido, e a segunda mulher, diante do olhar do homem, começa a chupá-la.
— Uau... a festa está esquentando — diz Helena, sorrindo.
Emma olha para mim e me pede com voz neutra:
— Regina... tira a calcinha.
Já estou tão excitada por tudo o que está acontecendo à minha volta que nem penso: levanto e, em dois movimentos, tiro logo. Em seguida, me sento novamente entre elas. Emma pega a calcinha das minhas mãos e a guarda em sua pequana bolsa.
— Abre as pernas, menina — ordena. Obedeço.
Helena começa a me tocar. Começa a me acariciar no joelho outra vez, mas agora dum jeito lento e contínuo. Passa para a parte interna das minhas coxas e, quando seus dedos roçam minha vagina, murmura:
— Você está molhada e eu adoro isso. Sinal de que vamos nos divertir muito, linda.
Sinto que enfia um dedo em mim e logo dois. Me recosto mais no sofá e solto um gemido. Emma beija minha boca enquanto é outra mulher quem percorre meu corpo com as mãos.
— Assim, querida... Quero que tenha prazer na minha frente.
Helena continua e estou encharcada. Sentir seus dedos em mim e os beijos de Emma está me deixando louca.
— Gosta disso, pequena?
— Gosto.
— Quer mais?
— Quero.
Helena nos escuta e pergunta:
— O que mais você quer, linda?
— Regi... — acrescenta Emma. — Diga a Helena o que você quer.
Estou vermelha como um tomate, e meu corpo inteiro arde. Pelo menos a luz vermelha ajuda a disfarçar. Minha boca está seca, e Emma percebe que não consigo falar.
— Se você não disser, querida... não faremos nada.
— Quero... quero que façam comigo o que vocês quiserem.
— Hummmm... disposta a tudo? — murmura Helena. — Que tal dupla penetração?
— Não. Por enquanto só meteremos na sua vagina — diz Emma, e Helena aceita.
Excitada e de pernas abertas pra elas, deixo escapar um gemido quando Emma chega ainda mais perto.
— Levante-se e vire-se, Regina.
Obedeço e, instantes depois, ela abaixa o zíper do meu vestido de lantejoulas, que cai aos meus pés. Estou completamente nua diante de Helena, e meu peito sobe e desce agitado. Emma beija meu pescoço.
— Ofereça a ela seus seios.
Me aproximo, e Helena os toca e os chupa. Primeiro um seio e depois o outro. Emma, que está atrás de mim, me empurra com delicadeza e caio sobre o rosto de Helena, que agarra, junta meus seios e enfia os dois mamilos na boca, enquanto Emma massageia minha bunda e me dá um tapa. Passa sua mão por minha vagina molhada e mete um dedo no meu interior.
Fico cada vez mais excitada. As duas Mulheres estão me tocando à vontade e gosto disso. Quando estou quase gozando, Emma deixa de me tocar e vai para trás do sofá.
— Regi... suba no sofá.
Obediente, faço o que ela pede.
— Agora quero que você se ofereça a Helena bem aberta e deixe que ela te saboreie. Obedeço. Helena recosta a cabeça no sofá e eu, com uma perna em cada lado de seus ombros, me agacho pra que ela prenda firmemente minhas coxas e me atraia para si. Minha vagina fica totalmente sobre seus lábios, e ela começa a brincar com ela e com meu clitóris. Sua boca desliza de um lado ao outro, e eu solto gemidos de puro prazer.
Emma me observa. Em seu olhar vejo o brilho da luxúria e isso mexe ainda mais comigo. Ela se delicia e sua respiração fica entrecortada. Por fim, aproxima-se do sofá, segura minha cabeça e me beija enquanto Helena continua em ação. Enquanto sua língua brinca com meu clitóris, sinto seu dedo entrar e sair de mim rapidamente. O calor aumenta cada vez mais, ao mesmo tempo que me sinto um brinquedinho delicioso nas mãos dessas duas. Mas eu gosto do que estão fazendo. Gosto de ser o brinquedinho delas, ainda mais quando Emma murmura em minha boca:
— Você é meu prazer... me dá mais, pequena. Solto um grito devastador e gozo na boca de Helena.
Minha vagina está latejando. Suga o dedo de Helena que está dentro de mim, e eu a ouço dizer:
— Assim, linda. Grite e goze pra nós duas.
Nesse momento, uma mulher chega e nos olha. Eu a reconheço. Marisa de la Rosa! Por uns minutos ela fica só olhando, enquanto continuo me mexendo com prazer, gemendo sem parar, com Helena me chupando e metendo seu dedo em mim. Marisa, excitada pela cena, se deita num divã próximo e começa a se masturbar.
Instantes depois, Emma diz a Helena que pare. Pega meu vestido, me faz descer do sofá, e nós três caminhamos até uma porta que fica no fundo da sala. Sinto meu coração bater forte enquanto ando nua entre as duas e chego a latejar de excitação. No caminho, observo outras pessoas gritando de prazer. Quando atravessamos a porta, Emma se detém.
Estou sufocada de desejo. Acho que vou explodir. Emma abre uma porta e entramos num pequeno quarto onde há uma cama e um sofá. Cada vez estou mais excitada. Emma deixa meu vestido na cama e se senta no sofá. Me chama e me faz sentar sobre ela. Abre minhas pernas, flexiona-as e me oferece. Helena, sem falar nada, se ajoelha, se coloca entre minhas pernas e volta ao ataque, enquanto Emma murmura no meu ouvido:
— Assim, Regi... Quero que você esteja à minha disposição sempre. Sou sua dona e você, minha dona. Só eu posso te oferecer. Só eu posso abrir suas pernas às outras pessoas. Só eu...
— Sim... só você. Brinca comigo — murmuro.
Percebo que minha voz e minhas palavras a excitam, ao mesmo tempo que me estimulam também. O que estou dizendo é uma verdadeira loucura, mas é o que eu desejo. Quero que ela me ofereça. Quero sucumbir ao que ela me pede. Quero tudo isso.
— Você me deixa louca, querida, e escutar seus gemidos e o jeito como você deixa que eu te guie é a melhor coisa que existe. Estamos aqui. Você está nua nos meus braços e outra mulher brinca contigo. Ah... meu Deus! Gosto de te sentir minha em todos os sentidos. Quero que você aproveite. Quero que você explore e se deixe explorar. Quero te comer e ver outras te comendo. Quero tanta coisa de você, querida, que até me dá medo.
Isso me faz gemer e me contorcer. Estou com calor. Muito calor. Não consigo resistir à situação. Estou em cima de Emma. Ela abre minhas pernas. Me oferece a outra. Sinto certa dureza de seu sexo contra meu traseiro, e me surpreendo! Ela estava com o dildo o tempo todo...Nossa! Enquanto uma Mulher de quem só sei o nome, Helena, me chupa. O orgasmo está prestes a vir.
— Quer mais? — pergunta Emma.
— Quero... ah, quero...
Ao escutar minha resposta, Emma se move e se levanta. Eu me levanto também e Helena faz o mesmo. Emma me pega pela mão e me senta sobre a cama. Vejo que fala algo com Helena e então diz:
— Vou realizar sua fantasia, querida.
Essas duas deusas gregas ficam completamente nuas na minha frente e eu contemplo seus belos corpos. Ambas com o Strap On. Emma fica de um lado e Helena se aproxima de mim.
— Deite-se na cama e abra as pernas, linda.
Olho para Emma, ela faz que sim e eu obedeço. Nua e com os mamilos arrepiados, eu me deito no centro da cama e percebo que há espelhos no teto. Como um deusa nórdica, Emma sobe na cama e aproxima seus lábios dos meus.
— Peça-me o que quiser.
Estou confusa e superexcitada. Ela me beija e eu estremeço quando suas mãos deslizam pelos meus mamilos. Helena nos observa e isso me estimula ainda mais. Então lembro algo de que Emma gosta.
— Quero que Helena me coma enquanto você me oferece, me beija e olha pra mim. Sei que você vai gostar disso. E, quando ela gozar, quero que você me coma do jeito que sabe que eu gosto.
À medida que vou dizendo essas coisas, vejo a cara de Emma iluminar-se. Seus olhos faíscam. Entrei totalmente no seu jogo e ela sabe disso. Me dá um último e lascivo beijo antes de se levantar da cama. Depois se vira para Helena e diz:
— Come ela.
— Será um prazer, amiga — murmura Helena, sorrindo.
Em seu rosto se vê o desejo, seus olhos me revelam a vontade que tem de executar a ordem de Emma. Sobe na cama e monta em mim. Sinto seu "pau" em minha barriga e, quando se agacha, estica meus braços e enfia um dos meus mamilos na boca. Respiro ofegante enquanto olho para Emma. Durante vários minutos, sinto Helena chupando e sugando meus mamilos e manuseando meu traseiro sob o olhar atento de minha dona. Aperta minha bunda com suas mãos e eu gosto disso. Depois, desce até minhas pernas e, sem rodeios, agarra-as e as coloca sobre os ombros me erguendo alto.
Com os olhos muito abertos, observo os espelhos do teto e fico ainda mais excitada. Estou nua num quarto com duas mulheres e de pernas abertas para uma desconhecida que vai me comer. E, o melhor, Emma está ao meu lado, assistindo a tudo, e eu quero muito aproveitar. Por vários segundos, Helena não faz nada até que a ouço dizer, enquanto sinto que enfia seus dedos em mim:
— Você está encharcada e sua boceta está me deixando louca.
Volto a sentir sua boca me invadindo, e Emma fica a meu lado de novo.
— Assim, pequena... — diz Emma.
— É o que você queria, né?
— É.
— Vamos, querida, abra bem as pernas pra que eu possa desfrutar de você e goze pra que eu te saboreie bem. Depois, eu vou te foder como estou pensando em fazer há horas.
Em outra época eu detestaria uma linguagem tão chula. Inclusive teria ficado muito irritada, mas agora, estou gostando. Me estimula. Me deixa fora de mim.
Helena segura minha bunda pra me colocar totalmente em sua boca. Ela me saboreia e eu respiro ofegante. Solto um gemido e me contorço. Percorre meu sexo com a língua várias vezes, e então Emma segura minhas mãos acima da minha cabeça e eu não consigo deixar de olhar para seus seios. Helena, sem me dar trégua, chega até meu inchadíssimo clitóris. Está enorme, muito estimulado. Preso entre os dentes de Helena, que fica chupando. Grito. Me contorço de novo. Quero mais.
Olho para Emma, para o "pau"dela. Ela sorri ao perceber minhas intenções e, quando um gemido sai da minha boca, Emma se agacha e o põe entre meus lábios. Quero enfiá-lo inteiro na boca. Eu a chupo, mas ela o retira rapidamente.
— Não, pequena — diz, agachando-se. — Se eu deixar você fazer o que quer, não vou conseguir parar.
Minha vagina se contrai e então Helena abaixa minhas pernas.
— Vou te comer, linda. Vou te comer na frente da sua mulher e ela vai te abrir pra mim, enquanto te segura pra você não se mexer.
Grito. Estou sem ar.
Os olhos de Emma brilham. Ela gosta de ficar olhando. Gosta de me ter assim. E então Emma se agacha e abre os lábios da minha vagina com suas mãos. Helena segura minhas coxas, põe o dildo na entrada e pouco a pouco puxa minhas coxas e me atrai para si. Me contraio, toda molhada enquanto sinto Emma me encaixando em Helena. Suas mãos pressionam minha vagina e ela totalmente se enfia em mim.
Meu Deus... que sensação maravilhosa!
Emma afasta as mãos da minha vagina, pega minhas próprias mãos e as mantém presas acima da minha cabeça. Nesse momento, Helena move os quadris em busca de mais profundidade e se enfia mais. Solto um gemido, depois outro, e Emma me cala com sua boca. Ela devora meus gemidos, que a deixam louca.
Helena continua sua dança particular dentro e fora de mim. Uma vez, depois outra, e outra... Me come exatamente do jeito que Emma pediu e eu adoro isso. Abro as pernas pra ela e deixo que me penetre várias vezes até que meus gemidos ficam mais rápidos e mais altos. Gozo e me contorço entre as mãos delas.
Helena me solta. Emma faz o mesmo e, quando Helena sai de dentro de mim, vejo as duas mulheres mudarem de posição na cama. Agora, Emma está entre minhas pernas e Helena acima da minha cabeça. Enquanto minha respiração vai voltando ao normal, observo Emma, pega uma espécie de jarra d’água e a despeja sobre meu sexo. A água geladinha me faz gritar de novo.
— Meu Deus... eu te comeria outra vez! — diz Helena.
Emma sorri, olha para sua amiga e, enquanto me enxuga com uma toalha, murmura:
— Você vai fazer isso...
Fecho os olhos. Ainda não consigo acreditar no que estou fazendo. Quando os abro, vejo a cara de Emma bem diante da minha, e ela me pede:
— Me beija.
Abro a boca e a beijo enquanto sinto que desliza seus dedos desde meu clitóris até meu ânus. Brinca comigo. Me estimula e eu grito. Estou molhada e escorregadia e isso me excita e a excita também. Enfia seu dedo em mim e, como estou muito aberta, ela enfia três de uma vez.
— Você está tão aberta e convidativa... Está gostando, né?
— Estou... sim...
Me mexo sobre sua mão. Imploro o que quero, enquanto Emma continua sua brincadeira comigo e Helena nos observa.
De repente, sinto que um de seus dedos escorregadios para no meu ânus. Com movimentos circulares ela o estimula e, quando tento impedir, seu dedo se move em meu interior. Por alguns segundos ela fica mexendo ali enquanto me contorço pra ela continuar e então percebo que Helena está se masturbando bem perto de meu rosto. Minha visão fica embaçada, até que Emma tira seu dedo do meu ânus e, de uma só vez, mete em mim. Grito. Ela para e me olha. Deita-se sobre mim, põe uma mão na minha cabeça e a outra no meu traseiro.
— Caraca, Regina... você está me deixando louca. É isso que você quer?
— É.
Move os quadris e afunda mais ainda em mim. Solto um gemido. O dildo que usa é muito mais largo e comprido que o que Helena usa. Sinto minha carne se abrindo para ela e isso me faz gemer e me contorcer entre seus braços. Emma me beija, entra uma... duas... três... quatro e mil vezes em mim com voracidade, e me arranca gemidos de prazer. Helena me segura pelos ombros para que eu não me mexa. E então as penetrações de Emma vão ficando mais secas e profundas, enquanto Helena murmura:
— Assim, linda... aproveite...
Meus gritos não demoram para recomeçar. Agarro Emma pela bunda e a obrigo a golpear-se contra mim várias vezes, e ao mesmo tempo vejo bem na minha frente a glande inchada e molhada de Helena. Está sem o strap On, e noto que um líquido escorre pelas suas pernas. Está exitadsíssima. Estou quase caindo de boca em sua vagina, até que Emma lê meu pensamento.
— Não. Olhe pra mim.
Rapidamente obedeço e sinto Helena soltando meus ombros e descendo da cama. Emma fixa em mim seus olhos incríveis e me dá um tapa que me queima, enquanto me come com força. Sua respiração é brusca, inconstante, mas ela me faz estremecer a cada novo ataque. Me dá outro tapa. O calor me sobe pelo corpo e eu solto um gemido e digo seu nome:
— Emma...
A excitação me incendeia, até que ela me dá mais um tapa e enfia na vagina um dedo junto com o dildo e eu volto a gemer. Seu dedo encharcado com meus fluidos vai direto ao meu ânus e, ao sentir que ela o enfia, eu grito. Desta vez, a penetração é mais forte. Seu dedo demolidor entra e sai do meu ânus enquanto seu "pênis" faz o mesmo na minha vagina, e essa nova sensação me deixa esgotada.
Com meu corpo latejando, eu desejo o que ela me exige e o que ela faz comigo e quase rezo para que continue e não pare nunca. Meus quadris se erguem em busca de mais, até que o rosto de Emma se contrai, e eu, após um grito incontrolável, tenho um orgasmo.
Quando tudo acaba, Emma cai sobre mim. Eu a abraço e ela apoia sua cabeça no meu pescoço. Permanecemos assim por alguns minutos. Exaustas. Rendidas. Consumidas. Ela então se separa de mim e, sem me olhar, ordena com voz seca:
— Vista-se. Estamos indo.
Em êxtase por tudo o que acaba de acontecer, pego e coloco o vestido. Me sento na cama e observo Emma se vestindo. Depois, me dou conta de que estamos sozinhas no quarto.
— Onde está Helena?
Emma olha para mim e, de um jeito que me desconcerta, pergunta:
— Por que você quer saber?
— Por nada, Emma — respondo, sem entender sua pergunta. — Só por curiosidade. Nesse instante percebo que algo está acontecendo com ela e a seguro pelo braço. Emma se solta irritada.
— Por que está aborrecida?
A fúria de seus olhos me deixa sem fala.
— Por que você queria meter sua boca na boceta dela?
Suas palavras me pegam de surpresa. Não sei o que responder.
— Sei lá, Emma. A loucura do momento.
Ao ver que ela não olha para mim e continua se vestindo, explodo:
— Ótimo! Perfeito! Você me traz aqui, me faz abrir as pernas pra ela e ainda vem reclamar comigo? Porra, Emma... não dá pra entender.
— Você concordou. Não se esqueça disso.
— Claro que concordei. Idiota! Entrei no jogo. Seu jogo! Me deixei lamber, chupar e ser comida por uma pessoa que nem conheço porque sei que é disso que você gosta, e agora, quando vê que eu me diverti e que aproveitei essa perversão toda, você reclama comigo. Vai à merda!
A fim de dar o fora dali, me dirijo pra porta. Mas, ela me agarra e me joga na cama.
— Tem razão, Regina... tem razão.
— Babaca!... É isso que você é, uma verdadeira babaca.
— Entre muitas outras coisas. Me desculpa.
Seus olhos... sua voz... o cheiro de sexo e ela inteirinha conseguem, como sempre, fazer minha irritação desaparecer em décimos de segundo.
— Me desculpa, querida. Sou mesmo possessiva e me descontrolei e...
— Mas, olha só, Emma. Eu sou sua! Você ainda não se deu conta de que só quero fazer o que você quiser? É sério que ainda não percebeu que eu gosto das brincadeiras e perversão, mas só se for com você? Você me disse que meu prazer é seu prazer. E a recíproca é verdadeira. O que acabou de acontecer aqui foi incrível. Maravilhoso! Enlouquecedor! Gostei de ver o brilho nos seus olhos quando te pedi o que eu queria. Você curtiu o momento e eu também. O que há de mau nisso? Só curti o que você me ensinou a curtir, essa loucura sexual toda. Essa loucura, você e o que você fazia comigo me fizeram querer mais e mais. Só que...
Emma me beija. Não me deixa terminar.
Devora minha boca e brinca com minha língua, e eu adoro o que ela faz. Por um momento permanecemos sozinhas e abraçadas no quarto. Apenas abraçadas. Estamos exaustas. E, quando voltamos à sala principal, Helena se aproxima, nos oferece taças de champanhe bem gelado, pega minha mão e a beija.
— Foi um prazer, Regina...
Faço que sim com a cabeça. Helena olha para Emma.
— Obrigado, amiga, por me oferecer à sua mulher. Foi uma delícia.
Emma sorri.
— Fico feliz em saber. — Aliás — acrescenta Helena. — Amanhã à noite vamos brincar de roda no chalé que eu aluguei. Marisa e Frida já toparam. Vocês se animam?
De roda? O que é roda? Quero perguntar. Mas Emma responde enquanto nos afastamos:
— Obrigado pelo convite, mas não. Talvez em outra ocasião.
Quando chegamos à pista de dança e começamos a nos movimentar ao som da música, não aguento de curiosidade e acabo perguntando:
— O que é a roda?
— Um jogo para o qual você não está preparada.
— Tá... mas como é?
Emma sorri e me puxa mais para si.
— Logo de cara, você ficaria nua, assim como as outras. Cada uma com sua dona à frente, jogaríamos cartas enquanto vocês nos serviriam bebidas e satisfariam nossos caprichos mais imediatos. Ao fim da partida, fazem um círculo ao redor das mulheres de dentro do círculo e toda a roda as come. Mas, claro, sempre com consentimento.
Engulo em seco. Não. Definitivamente não estou preparada para isso.
Por volta das quatro da manhã, depois de só ficarmos conversando com os outros convidados, Emma e eu decidimos voltar pra casa. Maura e Jane vão mais tarde. Quando nos sentamos na limusine que os donos da casa puseram à nossa disposição, Emma me abraça e eu olho pra ela com malícia.
— Estou exausta. Por que será?
— Por causa do esforço, moreninha... não tenha dúvida.
Nós duas rimos e Emma me beija no pescoço.
— Você se divertiu?
— Sim. Muito.
— Vai então querer repetir outro dia?
Olho bem nos seus olhos e respondo:
— Ah, sim... claro que sim. Além disso, vi umas coisas que gostaria de experimentar e... Emma sorri e aproxima seus lábios dos meus.
— Meu Deus, criei um monstro!
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