Capítulo 27
Na manhã seguinte, eu e Emma chegamos
separadas ao escritório. Ela está emocionada pela minha decisão de ir com ela
para a Alemanha; e eu também estou. Por sorte tenho algumas roupas em seu hotel
e me troco para não ir com a mesma da véspera. Não comentei com ela o episódio
com aquelas mulheres, e decido ficar quieta. No fundo não aconteceu nada, e, se
eu contar, ela vai ficar aborrecida comigo.
Como todo dia, Killian vem me buscar e vamos tomar café antes de começarmos a trabalhar.
Me sento em frente à porta. Sei que Emma entrará de uma hora para outra e vai me procurar com o olhar. Ela não falha. Dez minutos depois, a mulher por quem estou completamente apaixonada passa pela porta e, depois que me localizar, acomoda-se bem diante de mim.
Killian e eu continuamos conversando, e observo discretamente Emma tomando café da manhã. Fico concentrada no seu jeito elegante de passar a manteiga no croissant. Em alguns momentos nossos olhares se cruzam, sei que ela está feliz porque vou morar com ela na Alemanha e preciso me segurar para não ficar rindo como uma boba.
Quando terminamos o café, Killian e eu nos levantamos e Emma faz o mesmo. Eu a vejo sair e, ao chegarmos ao elevador, ela está esperando com as mãos enfiadas nos bolsos de trás da calça, com a sua expressão séria e impenetrável. Assim que repara na nossa presença, olha para nós dois.
— Bom dia, senhorita Mills. Senhor Jones.
— Bom dia, senhora Swan — dizemos em coro.
As portas do elevador se abrem e nós três entramos. Vamos para o 17º andar, mas o elevador vai parando e pegando outras pessoas. De repente, sinto Emma roçando os nós dos meus dedos nos seus, e eu sorrio. Cada vez é mais difícil estarmos juntas sem nos tocarmos.
Quando a porta se abre no nosso andar, nós três saímos, mas Emma toma um caminho diferente do nosso.
— Será que a Icewoman sorri alguma vez? — cochicha Killian ao vê-la se afastando.
— Pssss... não sei.
— Essa mulher precisa é de uma boa trepada. Você ia ver só como ela ia sorrir rapidinho.
Seu comentário me faz soltar uma gargalhada. Se Killian soubesse o que eu sei, ficaria bem surpreso, mas prefiro fazer de conta que concordo e pronto.
Então minha chefe aparece, olha para nós dois e com sua voz irritante me avisa num tom ríspido:
— Regina, deixei várias pastas na sua mesa. Preciso que você xeroque o que está dentro delas e depois leve à minha sala. Killian, acho que estão te procurando no seu departamento. Vamos, ao trabalho!
Sigo meu caminho até a sala. Ali dentro, vejo as pastas e me dirijo à máquina de xerox. Depois respondo vários e-mails das sucursais. Lá pelas onze, entro no arquivo.Preciso de vários papéis que os representantes me pediram. Me concentro neles, até que ouço uma voz às minhas costas:
— Hummmm... confesso que te encontrar no arquivo me dá mil ideias pervertidas.
Sorrio. É Emma, que me observa da porta.
— Senhora Swan, deseja algo?
Seus impenetrantes olhos verdes passeiam pelo meu corpo.
— Pode dar uma voltinha? Você fica ótima com essa calça.
Fico toda boba com seu elogio e faço o que ela pede. Dou uma voltinha e pergunto:
— Satisfeita?
— Sim... mas eu ficaria ainda mais satisfeita se você tirasse sua roupa e...
— Emma!
Com as mãos nos bolsos, sorri.
— Ah mulher.... — murmura sem se aproximar. — Se é você que me provoca...
— Sua cara de pau! — Eu rio e, ao vê-la chegar mais perto, levanto a mão e digo:
— Stop! Don't move!
Emma para.
— Fora do meu arquivo. Estou trabalhando e não quero ser demitida por fazer coisas proibidas no ambiente de trabalho, entendido?
Emma dá outro passo na minha direção.
— Hummmm... você fica tão linda trabalhando. Vem cá e me dá um beijo.
— Não.
— Vem... você está querendo tanto quanto eu.
— Emma, alguém pode ver a gente...
Faz cara de boazinha e um gesto com a mão.
— Um bejinho só?
Solto um suspiro fundo... mas acabo cedendo e lhe dou um beijo nos lábios. Imediatamente, Emma me pega pela cintura, me apoia contra os arquivos e enfia sua língua na minha boca. Me devora e eu correspondo.
— Meu Deus... pequena. O que vou fazer contigo?
— Por enquanto, me soltar — eu digo. — A maçaneta do arquivo está entrando na minha bunda.
Me solta rapidamente.
— Está doendo? — pergunta, preocupada. — Te machuquei?
— Nãããããão. — Rio. — Só falei pra você me soltar.
De novo percebo a zombaria em seus olhos. Passa a língua em seus finos e rosados lábios e dá um passo para trás. Me olha, ergue um dedo e diz:
— Que seja a última vez, senhorita Mills, que você me leva a fazer algo que não quero. Vá trabalhar e pare de ficar se insinuando.
Ela sai do arquivo e abro um sorriso. A felicidade que sinto com Emma não se compara a nada no mundo. Saio e a vejo falando ao telefone. Depois passa ao meu lado e, apesar de não me encarar diretamente, sei que me olhou. Nós duas voltamos às nossas salas.
À uma da tarde me ligam da recepção. Um entregador traz um buquê de rosas. Quando ele aparece e avisa que o lindo buquê de rosas vermelhas é para mim, fico sem palavras. Assim que ele vai embora, tiro o cartãozinho e leio: “Como diz nossa música: penso em você desesperadamente.” Fico admirada e feliz olhando para o cartão com o buquê nas mãos. Emma é muito romântica, e eu adoraria que todo mundo soubesse disso.
Minha chefe, que nesse momento passa ao meu lado, fica reparando nas flores.
— Que maravilha. Quem me mandou esse presente lindo?
— É pra mim.
Ela fecha a cara ao escutar isso, dá meia-volta e se afasta. Não gostou nada de saber que eu posso receber flores tão bonitas. Empolgada, pego um dos jarros que guardo, encho de água e coloco sobre a mesa.
Emma aparece na sala, olha para mim e, sem mudar sua expressão séria, diz:
— Bonitas flores.
— Obrigada, senhora Swan.
— Algum admirador secreto?
Sorrio como uma boba.
— Minha namorada, senhora.
Emma faz que sim com a cabeça, vira-se e volta para sua sala. Nesse dia, quando chego em casa no fim da tarde, ela aparece 15 minutos depois e ficamos a noite toda agarradinhas nos curtindo.
Na sexta-feira, Emma me convida para jantar num restaurante maravilhoso. Marcamos a data de nossa mudança e decidimos que será em meados de janeiro. Meu apartamentinho é próprio. Quando me mudei para Madri, meu pai me ajudou a comprá-lo e, depois de conversarmos, decido não vender nem alugar. É um apartamento que sempre terei quando quiser visitar Madri.
Nessa noite, apesar da felicidade que noto em Emma, percebo que ela está com dor de cabeça. Eu a vi tomar dois comprimidos. Mas não quer falar disso. Ela se recusa. Só quer conversar sobre nós duas e nosso futuro na Alemanha.
Após o jantar, ao sairmos do restaurante, encontramos na rua uns amigos dela. Um casal. Nós as cumprimentamos e, um tempo depois, Emma me pergunta:
— O que acha de eu chamar Shane pro hotel pra brincarmos nós três?
Meu coração bate com força e faço que sim com a cabeça. Emma sorri.
— Vou falar com ela. Tenho certeza de que vai aceitar.
Emma e Shane se afastam um pouco de mim e de Carmem, a garota que está com ela. Muito simpática, à propósito. Nós duas conversamos, enquanto observo as elas.
De repente o celular de Emma toca, ela atende e logo para de sorrir. Em seguida diz:
— Vamos.
Shane e Carmem ficam onde estavam e eu as vejo entrarem no restaurante. O que será que houve?
No caminho de volta, Emma está mais calada que o normal. Tento puxar conversa, fazer alguma piada, mas ela não quer saber de nada. Decido não insistir. Quando ela fica assim, é melhor deixar pra lá.
Já no hotel, Emma pede que nos tragam uma garrafa de champanhe. Tiro os sapatos e me sento na beira da cama. Estou com vontade de participar dos seus joguinhos. A proposta de Emma me deixou muito excitada.
Emma tira a jaqueta, pendura no cabideiro e olha para mim. Alguém bate na porta e meu coração dispara. Mas a ansiedade diminui quando vejo entrar o garçom com duas taças e a garrafa de champanhe.
Assim que ficamos a sós, Emma abre a garrafa, serve a bebida, me dá uma das taças e murmura num tom frio e distante:
— Minha proposta te deixou ansiosa, né?
Penso numa resposta. Poderia mentir, mas não quero.
— Deixou.
Emma balança a cabeça num gesto afirmativo, toma um gole e pergunta:
— Você gosta muito que eu te ofereça a outras mulheres, né?
— Emma!
— Responde, Regina.
Respiro fundo e digo:
— Sim, gosto.
Senta-se ao meu lado e toca meu joelho com delicadeza.
— Também gosto muito disso e espero te oferecer a outras.
— Outras?
— É... outras. Faço muitos jogos e tenho certeza de que você vai querer continuar jogando, né?
Calor... calor... e mais calor... já começo a sentir calor!
Emma repõe o champanhe na taça e me desperta da minha fantasia.
— Você gostaria de brincar com Marisa outra vez?
Surpresa, encolho os ombros.
— Não.
— Tem certeza? — insiste.
Sua insistência me inquieta. Quando vou dizer algo, ela me segura pelo braço e me olha nos olhos.
— Por que não me contou que você e Marisa se conheciam?
Isso me pega totalmente de surpresa.
— O quê?!
— Quero saber quando você costuma encontrar Marisa.
— Não costumo encontrá-la.
Com o olhar encoberto pela fúria, Emma murmura:
— Não mente pra mim, droga.
— Não estou mentindo. Ela frequenta minha academia e já nos vimos ali duas vezes. Só isso.
Nesse instante, sinto que devo lhe contar o que estou omitindo há tanto tempo, mas antes que eu diga qualquer coisa Emma explode.
— Porra, Regina! Não suporto mentira. Por que você não me disse que já se conheciam quando ela veio outro dia ao hotel?
— Não... não sei... eu...
Fora de controle, Emma se afasta.
— É melhor você ir embora, Regina. Estou bastante chateada e não quero falar mais.
— Mas eu quero falar contigo e não quero deixar as coisas pela metade, como a gente sempre faz quando você fica chateada.
— Regina... — ela diz, grunhindo.
— Emma, a gente tem que conversar! Não adianta nada deixar as coisas desse jeito. Você não percebe?
Ela segura a cabeça. Esse gesto me faz ver que não está bem. Emma abre a nécessaire e toma outros dois comprimidos. Fico preocupada. Não quero vê-la sofrer. Sai do quarto e me deixa sozinha. Me sento na cama, calço os sapatos e, sem dizer mais nada, saio também. Ela está na varanda, olhando o horizonte. Vou até ela.
— Está com dor de cabeça?
— Estou.
— Você quer mesmo que eu vá embora?
— Quero.
— Emma, querida, não sei o que te contaram, mas é uma bobagem, acredita em mim.
— Vou pedir pro Tomás te levar pra casa.
— Não.
— Sim. Ele vai te levar. Tchau, Regina. Até amanhã.
— Não me ligue. —Digo magoada.
Não olha para mim. Não se move e, no fim das contas, eu me dou por vencida. Me viro e vou embora, com o coração apertado.
Como todo dia, Killian vem me buscar e vamos tomar café antes de começarmos a trabalhar.
Me sento em frente à porta. Sei que Emma entrará de uma hora para outra e vai me procurar com o olhar. Ela não falha. Dez minutos depois, a mulher por quem estou completamente apaixonada passa pela porta e, depois que me localizar, acomoda-se bem diante de mim.
Killian e eu continuamos conversando, e observo discretamente Emma tomando café da manhã. Fico concentrada no seu jeito elegante de passar a manteiga no croissant. Em alguns momentos nossos olhares se cruzam, sei que ela está feliz porque vou morar com ela na Alemanha e preciso me segurar para não ficar rindo como uma boba.
Quando terminamos o café, Killian e eu nos levantamos e Emma faz o mesmo. Eu a vejo sair e, ao chegarmos ao elevador, ela está esperando com as mãos enfiadas nos bolsos de trás da calça, com a sua expressão séria e impenetrável. Assim que repara na nossa presença, olha para nós dois.
— Bom dia, senhorita Mills. Senhor Jones.
— Bom dia, senhora Swan — dizemos em coro.
As portas do elevador se abrem e nós três entramos. Vamos para o 17º andar, mas o elevador vai parando e pegando outras pessoas. De repente, sinto Emma roçando os nós dos meus dedos nos seus, e eu sorrio. Cada vez é mais difícil estarmos juntas sem nos tocarmos.
Quando a porta se abre no nosso andar, nós três saímos, mas Emma toma um caminho diferente do nosso.
— Será que a Icewoman sorri alguma vez? — cochicha Killian ao vê-la se afastando.
— Pssss... não sei.
— Essa mulher precisa é de uma boa trepada. Você ia ver só como ela ia sorrir rapidinho.
Seu comentário me faz soltar uma gargalhada. Se Killian soubesse o que eu sei, ficaria bem surpreso, mas prefiro fazer de conta que concordo e pronto.
Então minha chefe aparece, olha para nós dois e com sua voz irritante me avisa num tom ríspido:
— Regina, deixei várias pastas na sua mesa. Preciso que você xeroque o que está dentro delas e depois leve à minha sala. Killian, acho que estão te procurando no seu departamento. Vamos, ao trabalho!
Sigo meu caminho até a sala. Ali dentro, vejo as pastas e me dirijo à máquina de xerox. Depois respondo vários e-mails das sucursais. Lá pelas onze, entro no arquivo.Preciso de vários papéis que os representantes me pediram. Me concentro neles, até que ouço uma voz às minhas costas:
— Hummmm... confesso que te encontrar no arquivo me dá mil ideias pervertidas.
Sorrio. É Emma, que me observa da porta.
— Senhora Swan, deseja algo?
Seus impenetrantes olhos verdes passeiam pelo meu corpo.
— Pode dar uma voltinha? Você fica ótima com essa calça.
Fico toda boba com seu elogio e faço o que ela pede. Dou uma voltinha e pergunto:
— Satisfeita?
— Sim... mas eu ficaria ainda mais satisfeita se você tirasse sua roupa e...
— Emma!
Com as mãos nos bolsos, sorri.
— Ah mulher.... — murmura sem se aproximar. — Se é você que me provoca...
— Sua cara de pau! — Eu rio e, ao vê-la chegar mais perto, levanto a mão e digo:
— Stop! Don't move!
Emma para.
— Fora do meu arquivo. Estou trabalhando e não quero ser demitida por fazer coisas proibidas no ambiente de trabalho, entendido?
Emma dá outro passo na minha direção.
— Hummmm... você fica tão linda trabalhando. Vem cá e me dá um beijo.
— Não.
— Vem... você está querendo tanto quanto eu.
— Emma, alguém pode ver a gente...
Faz cara de boazinha e um gesto com a mão.
— Um bejinho só?
Solto um suspiro fundo... mas acabo cedendo e lhe dou um beijo nos lábios. Imediatamente, Emma me pega pela cintura, me apoia contra os arquivos e enfia sua língua na minha boca. Me devora e eu correspondo.
— Meu Deus... pequena. O que vou fazer contigo?
— Por enquanto, me soltar — eu digo. — A maçaneta do arquivo está entrando na minha bunda.
Me solta rapidamente.
— Está doendo? — pergunta, preocupada. — Te machuquei?
— Nãããããão. — Rio. — Só falei pra você me soltar.
De novo percebo a zombaria em seus olhos. Passa a língua em seus finos e rosados lábios e dá um passo para trás. Me olha, ergue um dedo e diz:
— Que seja a última vez, senhorita Mills, que você me leva a fazer algo que não quero. Vá trabalhar e pare de ficar se insinuando.
Ela sai do arquivo e abro um sorriso. A felicidade que sinto com Emma não se compara a nada no mundo. Saio e a vejo falando ao telefone. Depois passa ao meu lado e, apesar de não me encarar diretamente, sei que me olhou. Nós duas voltamos às nossas salas.
À uma da tarde me ligam da recepção. Um entregador traz um buquê de rosas. Quando ele aparece e avisa que o lindo buquê de rosas vermelhas é para mim, fico sem palavras. Assim que ele vai embora, tiro o cartãozinho e leio: “Como diz nossa música: penso em você desesperadamente.” Fico admirada e feliz olhando para o cartão com o buquê nas mãos. Emma é muito romântica, e eu adoraria que todo mundo soubesse disso.
Minha chefe, que nesse momento passa ao meu lado, fica reparando nas flores.
— Que maravilha. Quem me mandou esse presente lindo?
— É pra mim.
Ela fecha a cara ao escutar isso, dá meia-volta e se afasta. Não gostou nada de saber que eu posso receber flores tão bonitas. Empolgada, pego um dos jarros que guardo, encho de água e coloco sobre a mesa.
Emma aparece na sala, olha para mim e, sem mudar sua expressão séria, diz:
— Bonitas flores.
— Obrigada, senhora Swan.
— Algum admirador secreto?
Sorrio como uma boba.
— Minha namorada, senhora.
Emma faz que sim com a cabeça, vira-se e volta para sua sala. Nesse dia, quando chego em casa no fim da tarde, ela aparece 15 minutos depois e ficamos a noite toda agarradinhas nos curtindo.
Na sexta-feira, Emma me convida para jantar num restaurante maravilhoso. Marcamos a data de nossa mudança e decidimos que será em meados de janeiro. Meu apartamentinho é próprio. Quando me mudei para Madri, meu pai me ajudou a comprá-lo e, depois de conversarmos, decido não vender nem alugar. É um apartamento que sempre terei quando quiser visitar Madri.
Nessa noite, apesar da felicidade que noto em Emma, percebo que ela está com dor de cabeça. Eu a vi tomar dois comprimidos. Mas não quer falar disso. Ela se recusa. Só quer conversar sobre nós duas e nosso futuro na Alemanha.
Após o jantar, ao sairmos do restaurante, encontramos na rua uns amigos dela. Um casal. Nós as cumprimentamos e, um tempo depois, Emma me pergunta:
— O que acha de eu chamar Shane pro hotel pra brincarmos nós três?
Meu coração bate com força e faço que sim com a cabeça. Emma sorri.
— Vou falar com ela. Tenho certeza de que vai aceitar.
Emma e Shane se afastam um pouco de mim e de Carmem, a garota que está com ela. Muito simpática, à propósito. Nós duas conversamos, enquanto observo as elas.
De repente o celular de Emma toca, ela atende e logo para de sorrir. Em seguida diz:
— Vamos.
Shane e Carmem ficam onde estavam e eu as vejo entrarem no restaurante. O que será que houve?
No caminho de volta, Emma está mais calada que o normal. Tento puxar conversa, fazer alguma piada, mas ela não quer saber de nada. Decido não insistir. Quando ela fica assim, é melhor deixar pra lá.
Já no hotel, Emma pede que nos tragam uma garrafa de champanhe. Tiro os sapatos e me sento na beira da cama. Estou com vontade de participar dos seus joguinhos. A proposta de Emma me deixou muito excitada.
Emma tira a jaqueta, pendura no cabideiro e olha para mim. Alguém bate na porta e meu coração dispara. Mas a ansiedade diminui quando vejo entrar o garçom com duas taças e a garrafa de champanhe.
Assim que ficamos a sós, Emma abre a garrafa, serve a bebida, me dá uma das taças e murmura num tom frio e distante:
— Minha proposta te deixou ansiosa, né?
Penso numa resposta. Poderia mentir, mas não quero.
— Deixou.
Emma balança a cabeça num gesto afirmativo, toma um gole e pergunta:
— Você gosta muito que eu te ofereça a outras mulheres, né?
— Emma!
— Responde, Regina.
Respiro fundo e digo:
— Sim, gosto.
Senta-se ao meu lado e toca meu joelho com delicadeza.
— Também gosto muito disso e espero te oferecer a outras.
— Outras?
— É... outras. Faço muitos jogos e tenho certeza de que você vai querer continuar jogando, né?
Calor... calor... e mais calor... já começo a sentir calor!
Emma repõe o champanhe na taça e me desperta da minha fantasia.
— Você gostaria de brincar com Marisa outra vez?
Surpresa, encolho os ombros.
— Não.
— Tem certeza? — insiste.
Sua insistência me inquieta. Quando vou dizer algo, ela me segura pelo braço e me olha nos olhos.
— Por que não me contou que você e Marisa se conheciam?
Isso me pega totalmente de surpresa.
— O quê?!
— Quero saber quando você costuma encontrar Marisa.
— Não costumo encontrá-la.
Com o olhar encoberto pela fúria, Emma murmura:
— Não mente pra mim, droga.
— Não estou mentindo. Ela frequenta minha academia e já nos vimos ali duas vezes. Só isso.
Nesse instante, sinto que devo lhe contar o que estou omitindo há tanto tempo, mas antes que eu diga qualquer coisa Emma explode.
— Porra, Regina! Não suporto mentira. Por que você não me disse que já se conheciam quando ela veio outro dia ao hotel?
— Não... não sei... eu...
Fora de controle, Emma se afasta.
— É melhor você ir embora, Regina. Estou bastante chateada e não quero falar mais.
— Mas eu quero falar contigo e não quero deixar as coisas pela metade, como a gente sempre faz quando você fica chateada.
— Regina... — ela diz, grunhindo.
— Emma, a gente tem que conversar! Não adianta nada deixar as coisas desse jeito. Você não percebe?
Ela segura a cabeça. Esse gesto me faz ver que não está bem. Emma abre a nécessaire e toma outros dois comprimidos. Fico preocupada. Não quero vê-la sofrer. Sai do quarto e me deixa sozinha. Me sento na cama, calço os sapatos e, sem dizer mais nada, saio também. Ela está na varanda, olhando o horizonte. Vou até ela.
— Está com dor de cabeça?
— Estou.
— Você quer mesmo que eu vá embora?
— Quero.
— Emma, querida, não sei o que te contaram, mas é uma bobagem, acredita em mim.
— Vou pedir pro Tomás te levar pra casa.
— Não.
— Sim. Ele vai te levar. Tchau, Regina. Até amanhã.
— Não me ligue. —Digo magoada.
Não olha para mim. Não se move e, no fim das contas, eu me dou por vencida. Me viro e vou embora, com o coração apertado.
Escuto um barulho.
Tenho um sobressalto. É o telefone. Pulo da cama. Olho as horas. Cinco e vinte e oito. Assustada, corro para atender. Se alguém está ligando a essa hora, não deve ser nada bom.
— Alô.
— Fofinha... sou eu.
Minha irmã? Vou matá-la... Matá-la! Mas me assusto ao escutá-la chorando.
— O que houve? O que você tem?
— Estou mal... muito mal. Discuti com Whale, ele saiu de casa às nove da noite e olha só que horas são e ele ainda não voltou...
Chora... e chora e chora e eu tento acalmá-la.
— Onde a Grace está?
— Dormindo na casa de uma amiguinha. Por favor, preciso que você venha pra cá.
— Tá bom... estou indo.
Desligo e solto o ar bufando. Minha irmã e seus ataques histéricos... Pelo menos é sábado e não tenho que trabalhar. Penso em Emma. Devo ligar para ela? Talvez esteja acordada, mas no fim decido não incomodar. Do jeito que ela é, ainda deve estar chateada pelo que aconteceu ontem. Escovo os dentes depressa, lavo o rosto, visto uma calça jeans, uma camiseta e um casaco. Está friozinho.
Desço para a rua e pego o carro. Minha irmã não mora longe, mas a essa hora não quero ir caminhando. Ligo o rádio e vou cantarolando enquanto dirijo. Vejo uma vaga para estacionar bem em frente ao portão da minha irmã. Paro, dou marcha à ré e, quando olho pelo retrovisor, fico sem ar ao ver que um carro se aproxima em alta velocidade e termina batendo no meu.
Burburinho... burburinho... ouço um burburinho.
Não consigo abrir os olhos. Estão pesados. Não sei onde estou nem o que está acontecendo. Então me lembro de um carro se chocando contra o meu e me dou conta de que sofri um acidente. Sirenes. O ruído das sirenes me faz abrir os olhos de repente e me vejo numa ambulância com dois homens me olhando, com gazes ensanguentadas nas mãos.
— A senhorita está bem?
— Sim... não... não sei.
— Como se chama?
— Regina.
— Bem, Regina, não se assuste. Uns garotos bêbados bateram no seu carro. Vamos levá-la ao hospital pra ver se está tudo bem.
—Esse sangue é meu?
Um dos jovens enfermeiros confirma:
— Do lábio e do nariz. O airbag do seu carro não funcionou e você foi imprensada contra o volante, mas não se preocupe, não é nada grave.
De repente, escuto uns gritos que identifico de imediato. Minha irmã! Tento me levantar para que ela me veja e saiba que estou bem, mas não consigo. Meu pescoço dói horrores.
— Por favor, é minha irmã que está gritando. Vocês podem deixar ela me ver pra ficar mais calma?
— Não se assuste, mas é.
— Mas é sangue? De onde?
O rapaz diz que sim e sorri.
— Claro. Se a senhora quiser, ela pode ir na ambulância.
Segundos depois, vejo minha irmã aparecer com seu roupão azul de algodão. Está pálida. Ao me ver, seus gritos se transformam em gemidos de terror.
— Ai, meu Deus...! Ai, meu Deus! Fofinha... o que foi que houve? Você está bem? Tudo por minha culpa, minha culpa! Eu te pedi pra vir aqui em casa. Ai, meu Deus! Meu Deus! Quando escutei as sirenes e vi o carro... Ai, Deus! Se acontece alguma coisa contigo, eu me mato, juro que me mato!
Um dos enfermeiros, ao ver seu estado histérico, se vira para ela e diz:
— Se não se acalmar, vamos ter que atender a senhora. Sua irmã está bem. Pode ficar calma.
— Mary — balbucio cheia de dor. — Fica calma, tá?
Faz um gesto com a cabeça, enquanto lágrimas pesadas rolam por suas bochechas. Pega minha mão e a ambulância arranca. Quando chegamos à emergência do hospital, olho para ela e digo:
— Fica com a minha bolsa e não liga pro papai. Não quero assustá-lo, ok?
Ainda aos prantos, ela faz que sim e os enfermeiros me levam para dentro. Tiram várias radiografias do pescoço e do ombro porque eu disse que estava doendo, e fazem outros exames. Estou cansada, cheia de dor, e quero ir para casa. Mas ali tudo demora... demora muito.
Três horas depois, quando saio com um colar ortopédico, um galo na testa e os lábios inchados, me surpreendo ao ver minha irmã, meu cunhado e Emma. A primeira a correr até mim é Emma. Pela sua expressão, sei que levou o maior susto com o que aconteceu. Me abraça com cuidado e não diz nada. Seu jeito de me abraçar e a tensão que noto em seu corpo falam por si só. O abraço é interminável, até que finalmente tenho que sussurrar:
— Emma, estou bem, querida, de verdade.
Minha irmã nos observa e, quando Emma me solta, eu a vejo chorar de novo.
— Anda, vem cá e para de chorar, que não houve nada.
Mary me abraça e chora copiosamente, e meu cunhado me pergunta:
— Está tudo bem?
Sorrio o máximo que consigo.
— Estou, e por favor... parem de brigar. Numa dessas vocês me matam.
— Desculpa. Foi tudo culpa minha — diz Whale.
Me solto da minha irmã e seguro meu cunhado pelo braço.
— Não fala bobagem. Essas coisas acontecem. E agora já passou. Aliás, vocês não ligaram pro papai não, né?
Minha irmã nega com a cabeça e fico aliviada. Quando saímos do hospital, minha irmã e meu cunhado insistem em me levar para a casa deles. Já Emma tenta me convencer a ir com ela ao hotel. No fim, bato o pé.
— Quero ir pra minha casa, por favor, entendam!
Emma olha para minha irmã.
— Vou levá-la pra casa e ficar com ela.
Mary aceita, mas, antes de ir embora, diz:
— Descansa. Depois do almoço vou passar na sua casa pra te ver e ligaremos pro papai.
Quando minha irmã e o marido vão embora, vejo surgir o carro de Emma. Ao perceber meu estado, Tomás desce rapidamente.
— A senhorita está bem?
— Estou, não se preocupe, Tomás. Não é tão grave quanto parece.
Já no carro, fecho os olhos e me recosto no banco. Estou cansada e cheia de dor. Emma se aproxima e dá um beijo na minha testa. Olho então para ela.
— Está melhor da dor de cabeça?
— Estou sim, querida. Não se preocupa com isso, nem com nada. Agora só o que importa é você. Só você.
Suas palavras e o jeito carinhoso de falar me indicam que a discussão já foi esquecida. Sorrio e acaricio seu rosto com ternura.
— Foi minha irmã que te ligou?
Pega minha mão e beija.
— Te mandei uma mensagem e ela me ligou. — Encosta sua testa na minha e murmura: — Nunca na minha vida eu tinha ficado tão desesperada. Quando sua irmã me ligou, chorando... e eu ouvia os soluços dela e só entendia... Regina... ambulância... acidente... quase morri.
— Exagerada.
— Não, exagerada não. Te amo e não quero que aconteça nada de ruim contigo. Os momentos que passei até te ver foram horríveis. Um pavor. Não desejo isso nem ao meu pior inimigo. Me sinto culpada. Se eu não tivesse te mandado ir embora naquela hora, nada disso teria acontecido.
— Emma, você não tem culpa de nada.
— Não concordo. Me sinto péssima. — Ao ver o suspiro que dou, me dá um beijo delicado no canto dos lábios. — Você está bem?
— Estou... — E, tentando fazê-la sorrir, acrescento: — Como você pode ver, não foi dessa vez que você se livrou de mim!
Seus lábios se curvam, mas ela continua tensa.
— Daqui pra frente, vou cuidar de você.
Descanso a manhã inteira, e à tarde minha irmã e meu cunhado aparecem em casa com minha sobrinha e uma tonelada de comida. Mary coloca tudo na geladeira e dá instruções a Emma, que apenas concorda com um gesto de cabeça, apesar de eu saber que ela não está registrando nada.
Ao ligar para o meu pai e contar o que aconteceu, relaxo. Apesar do susto inicial, sei que ele ficou mais tranquilo depois de falar comigo, com minha irmã e com Emma. Minha irmã e Whale estão conversando na cozinha. Precisam mesmo ter uma boa conversa. Emma está assistindo Brothers & Sisters na tevê, o que me surpreende, já que não sabia que ela gostava da série. Minha sobrinha, que está sentada perto de nós duas, pergunta:
— Você é a namorada da minha tia?
Ao escutar a pergunta, Emma olha para ela.
— Sou.
— E você vai casar com ela?
— Ainda não falamos sobre isso — responde surpresa.
— E por que não falaram?
— Porque não.
— E por que não?
— Algum dia.
— Você não quer casar com ela?
Emma crava seu olhar nela.
— Tá bom, Grace... vou falar com ela.
— Quando?
— Não sei. Talvez quando ela ficar boa, o que acha?
— Legal! Você quer ser minha tia?
— Quero.
— E por quê?
Emma começa a se desesperar. Minha sobrinha consegue ser insuportável às vezes, então decido sair em defesa dela.
— Grace, quer ir pro meu quarto e ver desenhos?
A expressão da menina muda. Sorri e corre desenfreada para lá. Emma me olha nos olhos e abre um sorriso.
— Obrigado, amor.
— De nada. — Curiosa, pergunto: — Flyn não é assim?
— Não. É completamente diferente. Você vai ver.
Nessa noite, quando eu e Emma ficamos a sós em casa, ela se dedica a cuidar de mim.
Num caderno anota os remédios que preciso tomar e os horários, e fico admirada em ver como ela é eficiente atendendo uma pessoa doente. Isso me faz lembrar que ela está acostumada a se virar sozinha há muito tempo. Não menciona nossa discussão e eu sou grata por isso. Quando deitamos para dormir, ela me dá um beijo nos lábios.
— Descansa, amor. Eu vou cuidar de tudo.
Na segunda-feira, Emma vai trabalhar e
minha irmã vem substituí-la.
Às onze, chega uma mensagem no meu celular. É Killian, que diz: “Acabo de saber que você é a namorada de Emma Swan. Que safadinha, com esse segredo esse tempo todo! Vai me contar tudo, hein? Um beijinho e melhoras.” Quando deixo o celular em cima da mesa, não sei se rio ou se choro. Oficialmente, já sou a namorada dela.
Fico de molho por três semanas, de licença médica, e aproveito para fazer uma última faxina na casa e começar a encaixotar as coisas que pretendo levar para a Alemanha. Emma quer me dar um carro mais seguro e resistente, mas não aceito. Adoro meu Seat León. Meu seguro o conserta num tempo recorde e imagino que foi Emma quem os pressionou para resolverem tudo depressa. Está como novo.
Emma cuida de mim com carinho e me ajuda com as caixas. Não vou levar muita coisa, só roupa, fotos, livros e minhas músicas. O resto vou levando aos poucos. No dia em que apareço no escritório, todos ficam me olhando. Me observam com curiosidade. Sabem que sou a namorada da chefona e fazem o que eu tanto odeio: ficam cochichando!
Killian vem falar comigo assim que me vê.
— Agora que você é a namorada da chefe, tomaria café da manhã comigo? — pergunta em tom de brincadeira.
Me divirto com seu comentário.
— Vamos, seu chato.
No caminho, demonstra preocupação com meu estado de saúde. Conto o acidente e ele me ouve horrorizado. Na cafeteria, quando estou indo pagar, os funcionários não me deixam. Têm ordem de Swan de não cobrarem nada do que eu consumir. Tudo vai para a conta dela.
Quando volto à minha sala, minha chefe vem me cumprimentar. Seu tom de voz agora é suave e ela tenta ser simpática. Aquela vaca desgraçada. Agora que sabe que sou a namorada de Emma, me trata com a maior delicadeza.
Dez minutos depois de eu chegar, vejo uma moça entrar na sala e sentar na mesa que era de Killian. Me olha e pergunta:
— Você é Regina?
Confirmo e ela se apresenta:
— Sou Georgina, a nova secretária da senhora Swan enquanto ela estiver aqui na Espanha.
Surpresa, olho para ela. Emma não comentou nada nos meus dias de licença, mas isso não é de espantar. Ela não quis tocar em assunto de trabalho durante minha recuperação. Até queria que o médico estendesse a licença, mas não permiti. Isso a deixou irritada, mas não me importa. Minha licença terminou e tenho que voltar ao trabalho.
Emma entra e olha na minha direção. Retribuo o olhar.
— Bom dia, senhora Swan.
Coloca sua pasta em cima da minha mesa, vem até mim e me dá um beijo na boca que deixa minha chefe e a nova secretária completamente paralisadas.
Depois desse beijo mais que bem-vindo, murmura:
— Bom dia, Regina. Você está bem?
Aturdida pela forma como ela me recebeu, não sei para onde olhar e ao mesmo tempo vejo que Emma se segura para não rir. Acabo sorrindo.
— Bom dia, Emma. Estou bem e pronta para o trabalho.
Minha chefe, que se acha o máximo, diz:
— Mas que bonito casalzinho vocês duas.
Falsa! Eu a conheço e percebo a falsidade no jeito de me observar.
— Obrigado — responde Emma.
Minha chefe me olha de cima a baixo. Continua sem acreditar no que vê.
— Oh, mas que anel mais lindo você está usando! É o que estou imaginando?
Emma pega minha mão, beija os nós dos meus dedos e acrescenta com paixão:
— Um diamante pro meu diamante precioso.
Suas palavras me deixam superfeliz, principalmente ao ver como essas duas mulheres me olham. Por fim, após um silêncio constrangedor, minha chefe se vira para mim.
— Regina, essa é a nova secretária de Emma. O nome dela é Georgina Sánchez e é minha irmã mais nova. Vai ocupar seu cargo quando você se mudar pra Alemanha.
Fico perplexa... Por que ela não me falou quando veio se apresentar? E, principalmente, por que já estão fazendo planos sem falar comigo antes?
— Uma secretária muito eficiente, por sinal — acrescenta Emma.
Esse elogio me incomoda, mas consigo disfarçar.
— Obrigada, senhora Swan — responde a moça, encantada. — Pra mim é um prazer ouvir a senhora dizer isso. Fico feliz que esteja satisfeita com meu trabalho.
Conheço esse risinho de safada. É igualzinho ao da irmã e sei que isso não promete nada de bom. Disfarçadamente, observo como ela molha os lábios ao olhar para Emma, e esse gesto me irrita.
— Georgina é superinteligente, além de muito solícita e um amor de pessoa — diz minha chefe. — Aliás, Georgina, diz pra Regina as línguas que você fala.
A jovem hesita e mexe no cabelo.
— Alemão, francês, inglês, russo e um pouco de chinês.
— Impressionante — comenta Emma.
Chega! A mulher é um fenômeno... mas, se continuar passando a língua nos lábios, vou meter a mão na cara dela.
Por um tempo conversam na minha frente, enquanto observo a nova secretária sorrindo. Em seus olhos posso ver que está enfeitiçada pela chefe e, de certo modo, até entendo. Quem não gosta de Emma? Por fim, ela dá a conversa por encerrada e se enfia em sua sala. Mas, quando o telefone de Georgina toca e ela entra na sala também, pela primeira vez me sinto insegura. Tento me concentrar apenas no meu computador. Me limito a olhar discretamente na direção da sala de Emma. Dois minutos depois, Georgina sai.
— Vou pegar um café pra minha chefe.
Assim que ela vai embora, me levanto e entro furiosa na sala da minha namorada.
Ela me olha e eu, com cara de ciúme, pergunto:
— Que história é essa de oferecer meu cargo a outra pessoa sem falar comigo? — Ao ver que ela não responde, insisto: — Quando você ia me contar que tem uma nova secretária? Emma larga a caneta.
— Algum problema, Regina?
— Não... não tenho nenhum problema, mas pelo que vejo você, sim, teve algum problema, porque não me contou nada.
Achando graça, Emma franze os olhos.
— Está com ciúme de Georgina?
— Não.
— Então o que foi?
Mal-humorada, afasto o cabelo do rosto.
— Para de me olhar com esse risinho idiota ou juro que quebro sua cabeça com o vaso. Emma solta uma gargalhada que ecoa pela sala inteira. Levanta, contorna sua mesa e cochicha sem me tocar:
— Hummmm.... você sabe que esse teu temperamento espanhol me deixa louca.
Ao vê-la tão próxima, levanto o queixo e fecho os olhos rapidamente.
— Meu Deeeeeeeeus...! Por que não me disse nada? Que eu saiba esse é meu trabalho e você já deu pra outra pessoa.
— Amor. Ela vai se encarregar dos meus assuntos durante o período em que eu ficar na Espanha e ao mesmo tempo vai tomando pé no que você faz. Assim, quando você não estiver mais aqui, tudo funcionará exatamente como tem sido até agora. Preciso pensar no bom funcionamento da empresa.
Sem prestar atenção ao que ela diz, respondo irritada:
— Mas você viu como ela te olha? Em cinco minutos já deu pra perceber que ela gosta de você e...
— Mas eu gosto é de você... fofinha — me interrompe. — E o resto das mulheres, incluindo Georgina, não significa nada pra mim. Só você. Mete isso nessa cabecinha linda, ok? E se eu não te disse nada antes foi pra evitar preocupações, e sabe por quê? Porque na Alemanha quero que você descanse dessa coisa de horários e viva como uma rainha. Quero que você seja feliz fazendo o que gosta e satisfaça todas as vontades que tiver. Mas, se você quiser trabalhar, não se preocupa. Te prometo que haverá trabalho pra você lá.
De repente me dou conta do quão ridícula eu devo parecer.
— Droga, que vergonha! O que estou fazendo?
Emma sorri, mas, quando vai responder, a porta se abre e Georgina aparece com o café. O telefone toca, ela atende e, após dizer que é uma ligação da Alemanha, eu saio e cada uma segue com seu trabalho.
À uma, Emma sai do escritório. Tem um almoço e eu decido ir comer no Vips. Na volta, ao passar por uma floricultura, tenho uma ideia. Sorrio e me deixo levar pelo impulso. Encomendo um lindo buquê de rosas para Emma que custa uma fortuna, e no cartão escrevo:
Não sei falar francês, nem russo, nem chinês. Você vai renovar meu contrato? Te amo. Fofinha.
Duas horas depois, quando estou digitando no computador, ouço tocar o telefone da minha nova colega. Ela desliga, se levanta e eu vejo entrar um garoto com um lindo buquê de rosas. Georgina se surpreende e o leva a Emma. Disfarçadamente, observo-a entregando as flores e saindo da sala. Ela, surpresa, olha para o buquê. Quando abre o cartãozinho e eu a vejo sorrir e olhar para mim, não consigo me segurar e também abro um sorriso. Instantes depois, meu celular apita. Uma mensagem de Emma: “Seu contrato está renovado para sempre no meu coração. Te amo.”
No início de dezembro, a mãe de Emma aparece em Madri para ver com os próprios olhos como está a filha. Ela me conta que Flyn viria com ela, mas aprontou das suas e ela o proibiu de vir, deixando-o com a babá. Sua felicidade ao ver Emma tão feliz é total, ainda mais quando falamos da nossa mudança para a Alemanha.
Cora se emociona. Saber que sua filha vai voltar para casa a enche de alegria e dá para ver isso em seu olhar.
Nessa noite, quando chego ao restaurante e vejo meu pai e minha irmã com meu cunhado Whale esperando a gente, fico radiante. Emma organizou tudo sem me dizer nada. Quer que nossas famílias se conheçam e que nossa relação seja totalmente oficial. Fico feliz com a surpresa, ainda mais quando meu pai me dá um beijo e murmura:
— Você vale muito, moreninha, e ela sabe disso.
A alegria que sinto ao escutar meu pai e ver sua cara de orgulho é indescritível. Ele quer o melhor para mim e sabe que Emma é minha felicidade. Jane e Maura também chegam para o jantar e, quando acho que não vai chegar mais ninguém, Marta aparece com um amigo. Todos brindam a nós duas, e eu e Emma nos entreolhamos feito bobas. Mal posso acreditar que tudo isso está acontecendo comigo. Encontrei o amor quando menos procurava e com a pessoa que menos esperava. Emma é meu mundo e minha vida e nada, absolutamente nada, pode atrapalhar minha felicidade e minha alegria.
Minha namorada maravilhosa está linda com seu versati preto. Veste- se de um jeito tão elegante que às vezes fico preocupada em não estar à altura. Seu olhar me deixa louca. Sei o que ela está pensando. Sei o que deseja. Me aproximo e murmuro:
— Quero ir logo pro hotel.
— Hummmm, você está ficando mesmo depravada, querida — cochicha e me dá um beijo no ombro.
Sorrio, enquanto todo mundo janta tranquilamente ao nosso redor.
— Tão depravada quanto você. Não penso em mais nada além de...
— Sexo?
Faço que sim e ela sorri.
— O que acha de brincarmos um pouco essa noite?
Seus incríveis olhos claros me encaram.
— Você quer que a gente brinque hoje à noite?
Arregalo os olhos e sorrio mais uma vez.
— Quero.
Emma enfia um pedaço de carne na boca e, após mastigar, me pergunta no ouvido:
— Algum joguinho em especial?
Coço a bochecha e dou de ombros.
— Alguma coisa que seja para as duas.
Emma concorda com um gesto de cabeça.
— Ok. Vou fazer uma ligação.
Saber disso mexe com meus nervos, e a cara que estou fazendo deve ser tão ridícula que ela murmura em meio a risinhos:
— Muda essa cara, sua safadinha.
Nós duas sorrimos e já não consigo parar de pensar no que nos espera no hotel. Quando o jantar acaba, minha irmã e meu cunhado levam meu pai para a casa deles e Cora volta ao hotel. Maura e Jane também se despedem, Logan está com um pouco de febre e ela está preocupada. Peço a Emma para que a gente volte ao hotel, mas ela, animada, me convence a sair para beber com a irmã dela e o amigo dela. Aceito de má vontade. Mas, para provocá-la, não paro de sussurrar em seu ouvido que estou pronta para o que ela quiser. E atinjo meu objetivo. Dá para perceber pelo jeito que me olha, mas ela decide me fazer sofrer um pouquinho mais.
Como sou eu quem vive em Madri e conhece os lugares mais descolados, eu os levo ao Toopsie, longe de onde eu poderia encontrar meus amigos. Se vissem Emma, ficariam boquiabertos. De versati escuro, não tem nada a ver com as tatuagens e os piercings dos meus amigos. Isso me diverte. E acho que, de certo modo, é exatamente isso, além de sua personalidade forte, o que fez com que eu me apaixonasse por ela.
No Toopsie, eu e Marta dançamos empolgadas. Marta é tão doidinha como eu, e logo percebo que nos damos muito bem. Por algumas horas, nós quatro nos divertimos à beça e, quando colocam música lenta e começa a tocar Blanco y negro, Emma a para mim e diz:
— Senhorita Mills, me daria a honra dessa dança?
— Claro, senhora Swan.
Na pista de dança, Emma me abraça e pela primeira vez eu danço com ela. Nunca fiz isso, e me sentir aninhada a ela enquanto nossa música toca é uma das coisas mais especiais que já fiz na vida. Não falamos nada. Apenas dançamos abraçadas enquanto a voz de Malú canta:
Te regalo mi amor, te regalo mi vida,
Te regalaré el sol siempre que me lo pidas.
No somos perfectos, sólo polos opuestos.
Mientras sea junto a ti, siempre lo intentaría.
¿Y que no daría?
Às onze, chega uma mensagem no meu celular. É Killian, que diz: “Acabo de saber que você é a namorada de Emma Swan. Que safadinha, com esse segredo esse tempo todo! Vai me contar tudo, hein? Um beijinho e melhoras.” Quando deixo o celular em cima da mesa, não sei se rio ou se choro. Oficialmente, já sou a namorada dela.
Fico de molho por três semanas, de licença médica, e aproveito para fazer uma última faxina na casa e começar a encaixotar as coisas que pretendo levar para a Alemanha. Emma quer me dar um carro mais seguro e resistente, mas não aceito. Adoro meu Seat León. Meu seguro o conserta num tempo recorde e imagino que foi Emma quem os pressionou para resolverem tudo depressa. Está como novo.
Emma cuida de mim com carinho e me ajuda com as caixas. Não vou levar muita coisa, só roupa, fotos, livros e minhas músicas. O resto vou levando aos poucos. No dia em que apareço no escritório, todos ficam me olhando. Me observam com curiosidade. Sabem que sou a namorada da chefona e fazem o que eu tanto odeio: ficam cochichando!
Killian vem falar comigo assim que me vê.
— Agora que você é a namorada da chefe, tomaria café da manhã comigo? — pergunta em tom de brincadeira.
Me divirto com seu comentário.
— Vamos, seu chato.
No caminho, demonstra preocupação com meu estado de saúde. Conto o acidente e ele me ouve horrorizado. Na cafeteria, quando estou indo pagar, os funcionários não me deixam. Têm ordem de Swan de não cobrarem nada do que eu consumir. Tudo vai para a conta dela.
Quando volto à minha sala, minha chefe vem me cumprimentar. Seu tom de voz agora é suave e ela tenta ser simpática. Aquela vaca desgraçada. Agora que sabe que sou a namorada de Emma, me trata com a maior delicadeza.
Dez minutos depois de eu chegar, vejo uma moça entrar na sala e sentar na mesa que era de Killian. Me olha e pergunta:
— Você é Regina?
Confirmo e ela se apresenta:
— Sou Georgina, a nova secretária da senhora Swan enquanto ela estiver aqui na Espanha.
Surpresa, olho para ela. Emma não comentou nada nos meus dias de licença, mas isso não é de espantar. Ela não quis tocar em assunto de trabalho durante minha recuperação. Até queria que o médico estendesse a licença, mas não permiti. Isso a deixou irritada, mas não me importa. Minha licença terminou e tenho que voltar ao trabalho.
Emma entra e olha na minha direção. Retribuo o olhar.
— Bom dia, senhora Swan.
Coloca sua pasta em cima da minha mesa, vem até mim e me dá um beijo na boca que deixa minha chefe e a nova secretária completamente paralisadas.
Depois desse beijo mais que bem-vindo, murmura:
— Bom dia, Regina. Você está bem?
Aturdida pela forma como ela me recebeu, não sei para onde olhar e ao mesmo tempo vejo que Emma se segura para não rir. Acabo sorrindo.
— Bom dia, Emma. Estou bem e pronta para o trabalho.
Minha chefe, que se acha o máximo, diz:
— Mas que bonito casalzinho vocês duas.
Falsa! Eu a conheço e percebo a falsidade no jeito de me observar.
— Obrigado — responde Emma.
Minha chefe me olha de cima a baixo. Continua sem acreditar no que vê.
— Oh, mas que anel mais lindo você está usando! É o que estou imaginando?
Emma pega minha mão, beija os nós dos meus dedos e acrescenta com paixão:
— Um diamante pro meu diamante precioso.
Suas palavras me deixam superfeliz, principalmente ao ver como essas duas mulheres me olham. Por fim, após um silêncio constrangedor, minha chefe se vira para mim.
— Regina, essa é a nova secretária de Emma. O nome dela é Georgina Sánchez e é minha irmã mais nova. Vai ocupar seu cargo quando você se mudar pra Alemanha.
Fico perplexa... Por que ela não me falou quando veio se apresentar? E, principalmente, por que já estão fazendo planos sem falar comigo antes?
— Uma secretária muito eficiente, por sinal — acrescenta Emma.
Esse elogio me incomoda, mas consigo disfarçar.
— Obrigada, senhora Swan — responde a moça, encantada. — Pra mim é um prazer ouvir a senhora dizer isso. Fico feliz que esteja satisfeita com meu trabalho.
Conheço esse risinho de safada. É igualzinho ao da irmã e sei que isso não promete nada de bom. Disfarçadamente, observo como ela molha os lábios ao olhar para Emma, e esse gesto me irrita.
— Georgina é superinteligente, além de muito solícita e um amor de pessoa — diz minha chefe. — Aliás, Georgina, diz pra Regina as línguas que você fala.
A jovem hesita e mexe no cabelo.
— Alemão, francês, inglês, russo e um pouco de chinês.
— Impressionante — comenta Emma.
Chega! A mulher é um fenômeno... mas, se continuar passando a língua nos lábios, vou meter a mão na cara dela.
Por um tempo conversam na minha frente, enquanto observo a nova secretária sorrindo. Em seus olhos posso ver que está enfeitiçada pela chefe e, de certo modo, até entendo. Quem não gosta de Emma? Por fim, ela dá a conversa por encerrada e se enfia em sua sala. Mas, quando o telefone de Georgina toca e ela entra na sala também, pela primeira vez me sinto insegura. Tento me concentrar apenas no meu computador. Me limito a olhar discretamente na direção da sala de Emma. Dois minutos depois, Georgina sai.
— Vou pegar um café pra minha chefe.
Assim que ela vai embora, me levanto e entro furiosa na sala da minha namorada.
Ela me olha e eu, com cara de ciúme, pergunto:
— Que história é essa de oferecer meu cargo a outra pessoa sem falar comigo? — Ao ver que ela não responde, insisto: — Quando você ia me contar que tem uma nova secretária? Emma larga a caneta.
— Algum problema, Regina?
— Não... não tenho nenhum problema, mas pelo que vejo você, sim, teve algum problema, porque não me contou nada.
Achando graça, Emma franze os olhos.
— Está com ciúme de Georgina?
— Não.
— Então o que foi?
Mal-humorada, afasto o cabelo do rosto.
— Para de me olhar com esse risinho idiota ou juro que quebro sua cabeça com o vaso. Emma solta uma gargalhada que ecoa pela sala inteira. Levanta, contorna sua mesa e cochicha sem me tocar:
— Hummmm.... você sabe que esse teu temperamento espanhol me deixa louca.
Ao vê-la tão próxima, levanto o queixo e fecho os olhos rapidamente.
— Meu Deeeeeeeeus...! Por que não me disse nada? Que eu saiba esse é meu trabalho e você já deu pra outra pessoa.
— Amor. Ela vai se encarregar dos meus assuntos durante o período em que eu ficar na Espanha e ao mesmo tempo vai tomando pé no que você faz. Assim, quando você não estiver mais aqui, tudo funcionará exatamente como tem sido até agora. Preciso pensar no bom funcionamento da empresa.
Sem prestar atenção ao que ela diz, respondo irritada:
— Mas você viu como ela te olha? Em cinco minutos já deu pra perceber que ela gosta de você e...
— Mas eu gosto é de você... fofinha — me interrompe. — E o resto das mulheres, incluindo Georgina, não significa nada pra mim. Só você. Mete isso nessa cabecinha linda, ok? E se eu não te disse nada antes foi pra evitar preocupações, e sabe por quê? Porque na Alemanha quero que você descanse dessa coisa de horários e viva como uma rainha. Quero que você seja feliz fazendo o que gosta e satisfaça todas as vontades que tiver. Mas, se você quiser trabalhar, não se preocupa. Te prometo que haverá trabalho pra você lá.
De repente me dou conta do quão ridícula eu devo parecer.
— Droga, que vergonha! O que estou fazendo?
Emma sorri, mas, quando vai responder, a porta se abre e Georgina aparece com o café. O telefone toca, ela atende e, após dizer que é uma ligação da Alemanha, eu saio e cada uma segue com seu trabalho.
À uma, Emma sai do escritório. Tem um almoço e eu decido ir comer no Vips. Na volta, ao passar por uma floricultura, tenho uma ideia. Sorrio e me deixo levar pelo impulso. Encomendo um lindo buquê de rosas para Emma que custa uma fortuna, e no cartão escrevo:
Não sei falar francês, nem russo, nem chinês. Você vai renovar meu contrato? Te amo. Fofinha.
Duas horas depois, quando estou digitando no computador, ouço tocar o telefone da minha nova colega. Ela desliga, se levanta e eu vejo entrar um garoto com um lindo buquê de rosas. Georgina se surpreende e o leva a Emma. Disfarçadamente, observo-a entregando as flores e saindo da sala. Ela, surpresa, olha para o buquê. Quando abre o cartãozinho e eu a vejo sorrir e olhar para mim, não consigo me segurar e também abro um sorriso. Instantes depois, meu celular apita. Uma mensagem de Emma: “Seu contrato está renovado para sempre no meu coração. Te amo.”
No início de dezembro, a mãe de Emma aparece em Madri para ver com os próprios olhos como está a filha. Ela me conta que Flyn viria com ela, mas aprontou das suas e ela o proibiu de vir, deixando-o com a babá. Sua felicidade ao ver Emma tão feliz é total, ainda mais quando falamos da nossa mudança para a Alemanha.
Cora se emociona. Saber que sua filha vai voltar para casa a enche de alegria e dá para ver isso em seu olhar.
Nessa noite, quando chego ao restaurante e vejo meu pai e minha irmã com meu cunhado Whale esperando a gente, fico radiante. Emma organizou tudo sem me dizer nada. Quer que nossas famílias se conheçam e que nossa relação seja totalmente oficial. Fico feliz com a surpresa, ainda mais quando meu pai me dá um beijo e murmura:
— Você vale muito, moreninha, e ela sabe disso.
A alegria que sinto ao escutar meu pai e ver sua cara de orgulho é indescritível. Ele quer o melhor para mim e sabe que Emma é minha felicidade. Jane e Maura também chegam para o jantar e, quando acho que não vai chegar mais ninguém, Marta aparece com um amigo. Todos brindam a nós duas, e eu e Emma nos entreolhamos feito bobas. Mal posso acreditar que tudo isso está acontecendo comigo. Encontrei o amor quando menos procurava e com a pessoa que menos esperava. Emma é meu mundo e minha vida e nada, absolutamente nada, pode atrapalhar minha felicidade e minha alegria.
Minha namorada maravilhosa está linda com seu versati preto. Veste- se de um jeito tão elegante que às vezes fico preocupada em não estar à altura. Seu olhar me deixa louca. Sei o que ela está pensando. Sei o que deseja. Me aproximo e murmuro:
— Quero ir logo pro hotel.
— Hummmm, você está ficando mesmo depravada, querida — cochicha e me dá um beijo no ombro.
Sorrio, enquanto todo mundo janta tranquilamente ao nosso redor.
— Tão depravada quanto você. Não penso em mais nada além de...
— Sexo?
Faço que sim e ela sorri.
— O que acha de brincarmos um pouco essa noite?
Seus incríveis olhos claros me encaram.
— Você quer que a gente brinque hoje à noite?
Arregalo os olhos e sorrio mais uma vez.
— Quero.
Emma enfia um pedaço de carne na boca e, após mastigar, me pergunta no ouvido:
— Algum joguinho em especial?
Coço a bochecha e dou de ombros.
— Alguma coisa que seja para as duas.
Emma concorda com um gesto de cabeça.
— Ok. Vou fazer uma ligação.
Saber disso mexe com meus nervos, e a cara que estou fazendo deve ser tão ridícula que ela murmura em meio a risinhos:
— Muda essa cara, sua safadinha.
Nós duas sorrimos e já não consigo parar de pensar no que nos espera no hotel. Quando o jantar acaba, minha irmã e meu cunhado levam meu pai para a casa deles e Cora volta ao hotel. Maura e Jane também se despedem, Logan está com um pouco de febre e ela está preocupada. Peço a Emma para que a gente volte ao hotel, mas ela, animada, me convence a sair para beber com a irmã dela e o amigo dela. Aceito de má vontade. Mas, para provocá-la, não paro de sussurrar em seu ouvido que estou pronta para o que ela quiser. E atinjo meu objetivo. Dá para perceber pelo jeito que me olha, mas ela decide me fazer sofrer um pouquinho mais.
Como sou eu quem vive em Madri e conhece os lugares mais descolados, eu os levo ao Toopsie, longe de onde eu poderia encontrar meus amigos. Se vissem Emma, ficariam boquiabertos. De versati escuro, não tem nada a ver com as tatuagens e os piercings dos meus amigos. Isso me diverte. E acho que, de certo modo, é exatamente isso, além de sua personalidade forte, o que fez com que eu me apaixonasse por ela.
No Toopsie, eu e Marta dançamos empolgadas. Marta é tão doidinha como eu, e logo percebo que nos damos muito bem. Por algumas horas, nós quatro nos divertimos à beça e, quando colocam música lenta e começa a tocar Blanco y negro, Emma a para mim e diz:
— Senhorita Mills, me daria a honra dessa dança?
— Claro, senhora Swan.
Na pista de dança, Emma me abraça e pela primeira vez eu danço com ela. Nunca fiz isso, e me sentir aninhada a ela enquanto nossa música toca é uma das coisas mais especiais que já fiz na vida. Não falamos nada. Apenas dançamos abraçadas enquanto a voz de Malú canta:
Te regalo mi amor, te regalo mi vida,
Te regalaré el sol siempre que me lo pidas.
No somos perfectos, sólo polos opuestos.
Mientras sea junto a ti, siempre lo intentaría.
¿Y que no daría?
Emma me olha e diz baixinho quando a
música termina:
— Acho que chegou a hora de te levar pro hotel.
— Finalmente! — sussurro, fazendo-a rir.
Minha felicidade é tão completa que acho que vou explodir de uma hora para outra. Emma me leva até onde estão sua irmã e o amigo, e nós nos despedimos. Eles riem ao perceber nossa pressa para ir embora.
Assim que saímos da boate, Tomás aparece. Dentro do carro, Emma aciona o vidro que nos separa do motorista e diz, enquanto suspende seu vestido e deixa à mostra o dildo — Fico perplexa! Ela estava com ele o tempo todo!
— Regi... monta em mim. Agora!
Surpresa com essa urgência, sorrio e faço o que ela pede.
— Ai, mulher... você me deixa num estado, que parece que vou explodir.
Eu rio e sinto suas mãos subindo pelas minhas coxas até chegar à minha linda calcinha fio-dental. É nova. Mas com um só movimento ela a arranca.
— Emma!
— Vou te comprar centenas de calcinhas... Não se preocupa com isso. Agora abre as pernas pra mim.
— Certo, senhora Swan — sussurro, enquanto ela põe na minha frente a calcinha rasgada. — Agora que já rasgou minha calcinha, só espero que a senhora se comporte e me coma da forma como a senhora sabe.
— Ah, claro... amor, não tenha dúvida.
Minhas palavras a estimulam e ela entra em mim de uma vez só. Minha boca se abre, respiro ofegante e ouço seu gemido gutural. Sim... sua voracidade me deixa mais excitada. Ela me aperta contra si e eu solto um gemido também.
— Assim... você gosta?
A sensação que me provoca me faz gemer com mais intensidade, enquanto ela mete cada vez mais em mim, e com a mão, esfrega os dedos no meu clitóris
— Vamos, senhorita Mills — diz em meu ouvido. — Responda.
— Gosto... siiiiim... continua.
Respiro ofegante. Meu corpo, eletrizado e tomado por ela, reage a um movimento mais profundo. Mais implacável. Ela gosta da minha resposta, segura com força meus quadris e mete várias vezes até eu gritar. Agarrada a seus ombros, sinto Emma entrando e saindo de mim sem parar. Uma... duas... três vezes... me aperta forte os seios e eu grito de novo. Uma... duas... três... até que nossos movimentos nos fazem gozar juntas.
Continuo montada nela por alguns segundos. Sinto seus beijos no meu pescoço, e ela murmura:
— Essa noite você vai ser toda minha. Toda.
— Estou morrendo de vontade.
Sorri. Sua expressão e seu gesto deixam claro o quanto está feliz.
— Levanta com cuidado esse teu corpo lindo, mas não se afasta.
Achando graça, faço o que ela pede. Aperta um botãozinho da limusine e surgem lenços de papel. Pega um e coloca entre minhas pernas, me limpando. Isso me excita ainda.
— Senhorita Mills... relaxe e espere chegar ao hotel, onde continuaremos nossa brincadeira.
Limpa-se, abaixa o vestido e eu balbucio, sentando-me em cima dela de novo:
— Eu quero você... quero sexo selvagem... quero que me compartilhe com outras... quero o que você quiser.
— Hummm... — Sorri e pergunta:
— Alguma brincadeira em especial?
— Você tem carta branca. Escolhe você. Só quero ser totalmente sua.
Ela ri e me beija. Dois minutos depois, o carro para. Desço sem calcinha e sigo Emma até o elevador. Quando entramos na suíte, ficamos na sala, onde há um balde de gelo com champanhe nos esperando. Ela sabe o que quero e eu sei o que ela quer.
Me olha de cima a baixo.
— Deslumbrante.
Dou uma voltinha para ela me ver. Estou com um vestido azul escuro que bate nos joelhos, com um imenso decote na frente e outro nas costas.
— Obrigada — agradeço, rindo, enquanto olho ao redor e reparo que não há mais ninguém.
Abre uma garrafa de champanhe rosé, me estende uma taça e toma um gole da sua.
— Vem... me acompanha.
Passamos ao quarto e, ao entrar, vejo diversos brinquedinhos em cima da cama. Estou com calor. Meus mamilos ficam arrepiados e minha vagina se contrai.
Emma aumenta a música, depois me abraça e beija meus lábios.
— Pronta pra brincar?
Faço que sim com a cabeça e retribuo seu beijo ardente. Me agarra pela cintura, me ergue para eu ficar da sua altura e me beija de novo.
— Lindo vestido... mas pode tirar.
Me solta no chão e senta na cama, esperando que eu obedeça à sua ordem. Sem pensar duas vezes, tiro o cinto largo que marca os quadris e depois solto os colchetes que ficam embaixo do peito. O vestido cai aos meus pés e eu fico apenas com um sutiã preto. Ela já tinha arrancado a calcinha no carro.
Nesse momento, a porta do quarto se abre e vejo entrar uma mulher ruiva. Não a conheço. Não sei quem é, mas sei por que veio. Caminha na nossa direção e Emma me informa:
— Ela se chama Helga. É uma colega de Helena que está de passagem pela Espanha e por coincidência está hospedada aqui no hotel.
Helga e eu nos cumprimentamos, e Emma acrescenta:
— Primeiro, quero observar vocês duas. Pode ser, querida?
Sei o quanto ela gosta de assistir e abro um sorriso. Emma se despe e senta na beira da cama. A ruiva passa as mãos por todo o meu corpo. Seus dedos param no meu traseiro e ela aperta. Emma sorri e faço uma careta. De repente tenho uma ideia.
— E se for eu que te ofereço?
Emma me olha surpresa. Levanto as sobrancelhas e ando até a cama. Pego um outro dildo , entrego a ela e beijo sua boca.
— Traca por esse e coloca.
Volto ao lugar onde eu estava, e Helga me toca outra vez enquanto Emma faz o que pedi. Troca o dildo pelo que usava antes e em seguida o prende a cinta. Então pego Helga pelas mãos e sussurro em seu ouvido diante do olhar enlouquecido de Emma:
— Monta nela e come ela pra eu ver.
Helga senta em cima de Emma, pega seu "pênis" e pouco a pouco se encaixa nela. Sua cara diz tudo. Ela está adorando. Subo na cama, fico atrás de Emma e peço em seu ouvido ao mesmo tempo que acaricio seus seios.
— ... chupa os mamilos dela.
Sem sentir nem uma pontinha de ciúme, vejo a mulher que me deixa louca fazendo o que peço. Ela lambe os mamilos dela, enfia na boca e chupa enquanto a mulher mexe os quadris e a faz estremecer. A respiração de Emma se acelera e ela a agarra pela cintura para chegar mais fundo. Isso me deixa mais excitada ainda. Ver Emma em ação me estimula e sinto vontade de ocupar o lugar de Helga. Gemidos... calor... Helga geme, se inclina para trás e seus seios voltam à boca de Emma, enquanto ela mete nela. Força. Tesão. Gosto de senti-la assim. Minha vagina se contrai e eu encho seus ombros de beijos.
— Aproveita, querida... — murmuro de novo em seu ouvido. — Agora sou eu que estou assistindo.
Emma joga a cabeça para trás, para eu beijá-la, e eu a devoro com a boca, enquanto a dança sexual delas duas continua por vários minutos. Ao fim, Helga se contorce e grita. Emma goza enquanto me beija. Abre a boca para soltar um gemido rouco e mordo seus lábios. Ao contrário do que faz quando sou eu quem está em seus braços, Emma sai de cima de Helga assim que termina.
Sem dizer nada, a jovem vai ao banheiro e eu escuto o barulho da água. A respiração de Emma começa a ficar mais tranquila, ela desaba na cama e eu deito ao seu lado.
— Nunca uma mulher tinha me oferecido.
— Fico feliz em ser a primeira e te garanto que não vai ser a última.
Emma cochicha:
— A senhorita é muito perigosa, senhorita Mills. Não para de me surpreender.
— Gosto de ser assim e de fazer isso, senhora Swan.
Eu a beijo e ela retribui com ardor. Me abraça e, quando Helga sai do banheiro, me solta.
— Vou tomar um banho, querida.
Emma desaparece e Helga vem até mim e acaricia minha cintura.
— Agora eu quero você.
Excitada, chego mais perto. Ela toca meus seios e, com delicadeza, se agacha para enfiá-los na boca. Acaricia minha cintura e fecho os olhos enquanto me deixo levar pelo prazer da luxúria.
Volto a ficar parada bem no meio do quarto, e ela se coloca atrás de mim. Segue seu percurso e sobe lentamente pela minha coluna. Até que, de repente, sinto-a abrindo meu sutiã. Um colchete... depois outro... e outro... e por fim o pano fino cai aos meus pés. Os dedos hábeis de Helga passeiam agora pelas minhas costelas, descrevem pequenos círculos e, quando encostam nos meus seios, eu respiro ofegante ao senti-la apertando meus mamilos.
Emma sai do banheiro, senta na cama ainda molhada e nos observa. Helga me faz andar até ela e, segurando meus seios, oferece a ela. Cheio de tesão, ela aceita. Primeiro chupa um. Depois o outro. E, quando os mamilos eriçados estão duros como pedras, ela dá mordidinhas do jeito que sabe que eu gosto.
Calor... calor... muito calor.
As mãos de Helga voltam à minha bunda, e Emma, ao ver isso, me agarra pelos quadris e me atrai para si. Põe os lábios em meu púbis e o beija com ternura.
— Ah... — eu solto
Emma sorri, senta ao fundo da cama e move a cabeça. Helga segura minha mão e me faz subir na cama. Me leva até onde está Emma e me faz ficar de bruços. Me coloco entre as pernas de Emma e ela senta no meu bumbum. Remexe os quadris sobre mim e eu sinto sua lubrificação bem no momento em que seu hálito está no meu pescoço. Passeia suas mãos pela minha cabeça e envolve seus dedos no meu cabelo. Me puxa e me faz erguer a cabeça. A vagina de Emma fica bem diante de mim. Enfio minha lingua em seu sexo molhado e a chupo e me delicio. Luxúria. Luxúria. Ter meus lábios a saboreando é algo que me enlouquece. Eu a encaro e vejo seus olhos brilhantes. Excitados. Helga rebola outra vez sobre mim e usa a mão livre para separar minhas pernas e me tocar os lábios externos.
Mais calor... muito...
Solta meu cabelo e desliza as mãos pelas minhas costas. Emma se retira da minha boca.
— Tudo bem, pequena... temos tempo.
Helga me faz ficar de quatro na cama. Morde meu bumbum e enfia um dedo em mim. Curvo as costas em busca de mais. Mete outro dedo e começa a mexê-los dentro de mim. Inconscientemente, solto um gemido enquanto Emma murmura:
— Assim... se entrega.
Por vários minutos, a mulher toca meu corpo enquanto Emma me beija na boca. Não sei quanto tempo passa até que Emma me pega pelas axilas e me vira. Me apoia contra seus seios, segura minhas pernas e me abre para Helga.
Sua boca me invade enquanto Emma me oferece a ela e me sussurra palavras carinhosas. Helga brinca com meu corpo. Me lambe com voracidade... me chupa. Lambe meu clitóris de um jeito delicado. Ela o faz inchar, endurecer. Degusta-o como se fosse um bombom em sua boca habilidosa. Respiro ofegante e me abro para ela.
De repente, ela passa uma perna por baixo do meu corpo. Emma se inclina para o lado e eu sinto a vagina de Helga encostando na minha. Seu calor me faz gemer e eu sinto uma espécie de corrente elétrica quando ela me aperta contra si. Seu clitóris e o meu se encontram. Os dois estão ardentes e molhados. Inchados e loucos de tesão. Mil sensações atravessam meu corpo enquanto Helga se mexe e se esfrega em mim. Quero que ela continue. Não pode parar. E, quando solto um grito e sinto a lubrificação entre nós duas, ela se separa de mim, fica de joelhos e pega um vibrador vermelho. Passa lubrificante nele e enfia devagar em mim.
Calor... gemidos... calor. Sussurrando em meu ouvido, Emma me pede:
— Goza, vai... goza.
De repente o vibrador começa a tremer dentro de mim. Eu grito e me contorço. Helga sorri, e percebo que está adorando. Em seguida ela murmura:
— Agora vou meter no seu bumbunzinho apertado.
O vibrador continua dentro da minha vagina dando voltas, depois ela pega outro menor e em formato de chupeta. Passa lubrificante, leva ao meu ânus e, incentivada por Emma, começa a introduzi-lo pouco a pouco. Até entrar totalmente.
— Assim... querida... assim... quero sua bunda... preciso.
Emma solta minhas pernas de repente, e na sequência ela junta uma à outra.
— Não se mexe. Não separa as pernas. Não quero que saia nada de você além de gemidos e suspiros.
O vibrador continua girando dentro de mim, e ondas de prazer percorrem meu corpo. Emma e Helga me observam, ao mesmo tempo que cada um delas chupa um mamilo, e os vibradores continuam funcionando dentro de mim. Arqueio as costas e abro a boca. Grito de prazer. Faço menção de abrir as pernas, mas Helga senta sobre elas e eu não consigo me mover. Emma fica de pé sobre a cama e faz com que Helga caia de boca na sua vagina. Segura a cabeça dela e começa a ditar o movimento, enquanto Helga agarra a bunda dela para facilitar o entrar e sair de sua língua. Extasiada, olho para as duas e ao mesmo tempo Helga se move sobre mim pelos trancos de Emma e faz com que os vibradores se choquem no meu interior. Me excita ver essa cena. Me excita ver a cara de Emma enquanto é fodida por Helga pela boca e me excita que Helga se mexa em cima de mim. Estou ardendo de tesão... grito e solto um gemido quando sinto que vou gozar.
Calor... muito calor.
Emma me olha e goza na boca de Helga ao mesmo tempo que um orgasmo incrível toma conta de mim. Mas Helga quer mais. Muito mais. E, depois que limpa a boca e sai de cima de mim, abre minhas pernas e tira primeiro o vibrador da vagina e em seguida o do ânus. Surpresa, noto que ela veste algo, e Emma murmura:
— É um virbrador de 16 centímetros. Helga vai te comer.
Olho para ela, e algo cresce em mim. Ela termina de ajustar a cinta e Emma me faz deitar na cama. Helga sobe em mim e enfia a ponta do brinquedo na minha boca. Me faz chupá-lo enquanto movimenta os quadris dentro e fora da minha boca. Excitada, me mexo e Emma fala:
— Agora sou eu que vou te oferecer a ela. Helga vai te comer, querida, e depois nós duas vamos te comer ao mesmo tempo.
Estou com tesão. Muito tesão. Helga deita em cima de mim. Chupa meus seios e eu sinto o objeto entre nós duas. Minha vagina se contrai. Ela move o vibrador e esfrega na parte interna das minhas coxas, e eu solto um gemido.
— Abre as pernas pra recebê-la, Regi — sussurra Emma.
Centímetro a centímetro, Helga enfia em mim e, quando está totalmente dentro, ela o retira. Delicia-se com seus movimentos. Entra... sai... entra... sai e mete outra vez. Me agarra pela cintura e me come com vontade. Meu Deus, isso é muito bom! Me dá uma palmada na bunda e volta a me penetrar. Uma... duas... três... quatro... cinco... até seis vezes seguidas. E eu grito. Me contorço enlouquecida e Emma me beija. Chego ao orgasmo quando ela levanta minhas pernas, segura minha bunda e me aperta contra a cinta. Louca de prazer, tenho mil espasmos. Helga para e deixa o vibrador dentro de mim enquanto eu vou relaxando. Fecho os olhos e minha respiração se normaliza aos poucos. Helga sai de cima de mim e Emma me beija com paixão. Saboreia meus lábios.
— Você é linda... perfeita...
Sorrio. Ainda estou extasiada e Emma, ao ver meus lábios secos, levanta-se e enche várias taças de champanhe. Dá uma a Helga e me oferece a outra.
— Bebe.... vai te refrescar.
Sedenta, me sento na cama, bebo a taça inteira e minha garganta agradece o frescor. Largo a taça e vou ao banheiro. Preciso de uma chuveirada. Emma me segue, entra comigo na enorme ducha e murmura enquanto a água cai sobre nós:
— Agora nós duas vamos te comer ao mesmo tempo.
— As duas?
Me observa de cima com seu olhar provocante.
— Sim.
— Emma...
— Não se preocupa... pequena... sua bundinha está preparada. Helga vai colocar um cinto com um vibrador menor e vai dilatando aos poucos seu traseiro lindo. O consolo aumenta à medida que vai entrando. Ela vai preparar o caminho pra mim. Não vai doer e eu logo vou assumir o lugar dela.
— Emma...
— Está com medo?
— Estou...
— Confia em mim?
A água escorre pelos nossos corpos, e eu balbucio:
— Sempre, você sabe.
Sorri e me dá um beijo doce nos lábios.
— Fico feliz em saber.
Um espasmo percorre meu corpo. Emma fecha a torneira e me enxuga com a toalha.
— Tudo vai correr bem. Te prometo que você vai adorar quando a gente comer você. Balanço a cabeça num gesto afirmativo e voltamos ao quarto. Vejo Helga sentada numa cadeira com uma taça de champanhe nas mãos. Olho para seu cinto. Desta vez é vermelho e o vibrador pendurado ali é muito mais fino e menor. Não se aproxima. Apenas nos observa. Assim que chegamos até a cama, Emma sobe nela, põe seu cinto e senta bem no meio, pisca para mim, me faz sorrir e diz enquanto me orienta a sentar no seu colo e de frente para ela:
— Vamos, senhorita Mills. Me satisfaça. Monte em mim.
Excitada, faço o que ela pede. Em frações de segundo, ela gira na cama e fica em cima de mim. Me beija. Me acaricia. Me fala doces e maravilhosas palavras de amor e se dedica a realizar todos os meus desejos. Dá milhares de beijos no meu pescoço, lambe meus seios, chupa meu umbigo e, quando chega ao meu púbis, ela o beija e sussurra:
— Peça-me o que quiser.
Sua voz. Essa sua voz profunda lendo a tatuagem me deixa louca. Abro as pernas e ela sabe o que quero. Me chupa, esfrega o queixo na minha vagina e em seguida abre meus lábios internos e procura o clitóris. Descreve pequenos círculos com a língua, estimulando-o, e o chupa com sua boca maravilhosa. Meus gemidos não demoram a chegar, e me deixo levar por mil sensações.
— Emma...
Suas mãos percorrem meu corpo e, enquanto sua boca brinca entre minhas pernas, provocando-me ondas de prazer, seus dedos apertam meus mamilos. Ela os apalpa e os deixa maiores e mais arrepiados. Enlouquecida, apoio minhas pernas em seus ombros e me aperto contra ela. Emma segura minhas coxas e pressiona minha vagina em sua boca. Sua voracidade é total. Magnífica. Única.
Saciada, ela volta à minha boca. Seu sabor, que é meu sabor, é doce. Sua língua viva e inquieta percorre meus lábios. Eu a desejo e, antes mesmo que eu peça, Emma se aproxima ainda mais e enfia todo o dildo bem dentro de mim, do jeito que gosto. Meu grito de prazer a faz sorrir.
— Olha pra mim — exijo.
Uma... duas... três... quatro vezes entra em mim e eu, enfeitiçada, me abro para ela.
O dildo que Emma usa é tão grande, ocupa tanto espaço dentro de mim, que me faz ofegar e gemer.
De repente, me agarra pelos quadris e me coloca sentada no seu colo e de frente para ela. Agora sou eu que marco o ritmo. Sou eu que rebolo sobre ela, enquanto Emma me observa com os olhos repletos de amor. A cama balança, olho para trás e vejo Helga. Emma me pega pelo queixo e, sem sair de dentro de mim, sussurra:
— Deita em cima de mim, Regina... e relaxa.
Faço o que ela manda e sinto Helga esfregando algo úmido e quente no meu ânus. Lubrificante.
Emma me separa as nádegas para facilitar e, ao ver minha cara de susto, mexe os quadris, me penetra e murmura:
— Toda minha... hoje você vai ser toda minha.
Sinto Helga encostando o consolo no meu ânus e fazendo rotações com ele. Uma vez, depois outra... e outra... até que me dou conta de que está começando a entrar em mim. Emma me beija. Morde meus lábios, meu queixo, enquanto um “Ah!” me escapa ao sentir como Helga mete em mim. Isso faz com que eu me mexa, excitanda Emma, que continua dentro de mim. Move-se devagar e com cuidado enquanto Helga vai se enfiando aos poucos.
De repente, um movimento brusco da parte dela me faz gritar. Está doendo... mas a dor desaparece com os movimentos de Emma, e eu a ouço dizer:
— Calma... já passou, querida.... assim... se entrega... relaxa e se abra pra me receber. Nesse instante, sinto o corpo de Helga totalmente colado ao meu traseiro. Ela me dá um tapa na bunda e murmura:
— Já está tudo dentro, Regina. Se mexe.
Arregalo tanto os olhos que Emma sorri.
— Querida... não me assusta. Você está bem?
Balanço a cabeça e respondo:
— Sim... mas estou com tanto medo de me rasgar por dentro que não consigo me mexer. Emma então se move por mim. E eu respiro ofegante.
É alucinante a sensação que tenho nesse instante, com as duas me tomando por completo ao mesmo tempo. Diante dos movimentos de Emma, Helga entra e sai. Logo me sinto mais e mais preenchida, à medida que o vibrador cresce com esse ritmo dela. Estou tão molhada, que ouço o barulho do lubrificante enquanto a mulher agarrada à minha cintura me come várias vezes. Emma se mexe. Não consegue continuar parada. Quatro mãos me pegam pela cintura e manuseiam meu corpo a seu bel-prazer. Na frente... atrás... forte... fraco... suave... selvagem. Vejo a cara de Emma e sinto que ela vai explodir. Mas de repente as duas saem de mim.
Emma se levanta, me mantém de bruços e me penetra lentamente pelo mesmo lugar de onde Helga acaba de sair. De quatro, eu grito.
O dildo de Emma não tem nada a ver com o brinquedo, mas o que de início me fez gritar agora se acopla ao meu interior e eu respiro ofegante enquanto ouço Emma murmurar na minha orelha:
— Agora sim você é toda minha... toda minha...
— Sim...
— Ah, Regina... você está tão apertada...
Pressiona de novo seus quadris contra mim e eu estou ofegando de prazer. Meu Deus... adoro o que ela faz, o que ela diz. Fico desconcertada por ela penetrar meu ânus e enlouqueço ao perceber que estremece. Ela se segura. Sei que controla a vontade de me dar uns tapinhas. Sinto minha dilatação quando seu "pênis" entra e sai. Mexo os quadris e encaro Emma. Ouço-a apertar os dentes e peço:
— Forte... me come forte.
— Não... não quero te machucar.
Mas o tesão é tamanho que eu mesma lanço a bunda para trás e grito ao sentir totalmente o brinquedo. Fico parada. Não consigo me mexer. Dor. Suspiro e ela sussurra:
— Cuidado, querida... assim você vai se machucar.
Sem sair de dentro de mim, Emma desliza as mãos, abre minha vagina e aperta o clitóris. Eu me mexo... solto gemidos... e Emma entra e sai com mais facilidade, cada vez mais fundo. É o que quero. Seu dedo volta a pressionar o clitóris e grito outra vez. Os minutos passam e nós duas continuamos unidas pelo meu ânus. Não quero que acabe. Quero que ela continue metendo em mim e que esse prazer seja infinito. Mas ao fim acelera o ritmo e, mesmo não sendo tão forte nem tão profundo como o que ela já me deu pela vagina, um orgasmo selvagem me faz gritar enquanto me aperto contra ela. Emma goza também, sai de mim e tomba para o lado. Me abraça e, enquanto continuo tendo espasmos por tudo o que fizemos, ela diz:
— Te amo, Regina, te amo como nunca pensei que poderia amar alguém.
— Acho que chegou a hora de te levar pro hotel.
— Finalmente! — sussurro, fazendo-a rir.
Minha felicidade é tão completa que acho que vou explodir de uma hora para outra. Emma me leva até onde estão sua irmã e o amigo, e nós nos despedimos. Eles riem ao perceber nossa pressa para ir embora.
Assim que saímos da boate, Tomás aparece. Dentro do carro, Emma aciona o vidro que nos separa do motorista e diz, enquanto suspende seu vestido e deixa à mostra o dildo — Fico perplexa! Ela estava com ele o tempo todo!
— Regi... monta em mim. Agora!
Surpresa com essa urgência, sorrio e faço o que ela pede.
— Ai, mulher... você me deixa num estado, que parece que vou explodir.
Eu rio e sinto suas mãos subindo pelas minhas coxas até chegar à minha linda calcinha fio-dental. É nova. Mas com um só movimento ela a arranca.
— Emma!
— Vou te comprar centenas de calcinhas... Não se preocupa com isso. Agora abre as pernas pra mim.
— Certo, senhora Swan — sussurro, enquanto ela põe na minha frente a calcinha rasgada. — Agora que já rasgou minha calcinha, só espero que a senhora se comporte e me coma da forma como a senhora sabe.
— Ah, claro... amor, não tenha dúvida.
Minhas palavras a estimulam e ela entra em mim de uma vez só. Minha boca se abre, respiro ofegante e ouço seu gemido gutural. Sim... sua voracidade me deixa mais excitada. Ela me aperta contra si e eu solto um gemido também.
— Assim... você gosta?
A sensação que me provoca me faz gemer com mais intensidade, enquanto ela mete cada vez mais em mim, e com a mão, esfrega os dedos no meu clitóris
— Vamos, senhorita Mills — diz em meu ouvido. — Responda.
— Gosto... siiiiim... continua.
Respiro ofegante. Meu corpo, eletrizado e tomado por ela, reage a um movimento mais profundo. Mais implacável. Ela gosta da minha resposta, segura com força meus quadris e mete várias vezes até eu gritar. Agarrada a seus ombros, sinto Emma entrando e saindo de mim sem parar. Uma... duas... três vezes... me aperta forte os seios e eu grito de novo. Uma... duas... três... até que nossos movimentos nos fazem gozar juntas.
Continuo montada nela por alguns segundos. Sinto seus beijos no meu pescoço, e ela murmura:
— Essa noite você vai ser toda minha. Toda.
— Estou morrendo de vontade.
Sorri. Sua expressão e seu gesto deixam claro o quanto está feliz.
— Levanta com cuidado esse teu corpo lindo, mas não se afasta.
Achando graça, faço o que ela pede. Aperta um botãozinho da limusine e surgem lenços de papel. Pega um e coloca entre minhas pernas, me limpando. Isso me excita ainda.
— Senhorita Mills... relaxe e espere chegar ao hotel, onde continuaremos nossa brincadeira.
Limpa-se, abaixa o vestido e eu balbucio, sentando-me em cima dela de novo:
— Eu quero você... quero sexo selvagem... quero que me compartilhe com outras... quero o que você quiser.
— Hummm... — Sorri e pergunta:
— Alguma brincadeira em especial?
— Você tem carta branca. Escolhe você. Só quero ser totalmente sua.
Ela ri e me beija. Dois minutos depois, o carro para. Desço sem calcinha e sigo Emma até o elevador. Quando entramos na suíte, ficamos na sala, onde há um balde de gelo com champanhe nos esperando. Ela sabe o que quero e eu sei o que ela quer.
Me olha de cima a baixo.
— Deslumbrante.
Dou uma voltinha para ela me ver. Estou com um vestido azul escuro que bate nos joelhos, com um imenso decote na frente e outro nas costas.
— Obrigada — agradeço, rindo, enquanto olho ao redor e reparo que não há mais ninguém.
Abre uma garrafa de champanhe rosé, me estende uma taça e toma um gole da sua.
— Vem... me acompanha.
Passamos ao quarto e, ao entrar, vejo diversos brinquedinhos em cima da cama. Estou com calor. Meus mamilos ficam arrepiados e minha vagina se contrai.
Emma aumenta a música, depois me abraça e beija meus lábios.
— Pronta pra brincar?
Faço que sim com a cabeça e retribuo seu beijo ardente. Me agarra pela cintura, me ergue para eu ficar da sua altura e me beija de novo.
— Lindo vestido... mas pode tirar.
Me solta no chão e senta na cama, esperando que eu obedeça à sua ordem. Sem pensar duas vezes, tiro o cinto largo que marca os quadris e depois solto os colchetes que ficam embaixo do peito. O vestido cai aos meus pés e eu fico apenas com um sutiã preto. Ela já tinha arrancado a calcinha no carro.
Nesse momento, a porta do quarto se abre e vejo entrar uma mulher ruiva. Não a conheço. Não sei quem é, mas sei por que veio. Caminha na nossa direção e Emma me informa:
— Ela se chama Helga. É uma colega de Helena que está de passagem pela Espanha e por coincidência está hospedada aqui no hotel.
Helga e eu nos cumprimentamos, e Emma acrescenta:
— Primeiro, quero observar vocês duas. Pode ser, querida?
Sei o quanto ela gosta de assistir e abro um sorriso. Emma se despe e senta na beira da cama. A ruiva passa as mãos por todo o meu corpo. Seus dedos param no meu traseiro e ela aperta. Emma sorri e faço uma careta. De repente tenho uma ideia.
— E se for eu que te ofereço?
Emma me olha surpresa. Levanto as sobrancelhas e ando até a cama. Pego um outro dildo , entrego a ela e beijo sua boca.
— Traca por esse e coloca.
Volto ao lugar onde eu estava, e Helga me toca outra vez enquanto Emma faz o que pedi. Troca o dildo pelo que usava antes e em seguida o prende a cinta. Então pego Helga pelas mãos e sussurro em seu ouvido diante do olhar enlouquecido de Emma:
— Monta nela e come ela pra eu ver.
Helga senta em cima de Emma, pega seu "pênis" e pouco a pouco se encaixa nela. Sua cara diz tudo. Ela está adorando. Subo na cama, fico atrás de Emma e peço em seu ouvido ao mesmo tempo que acaricio seus seios.
— ... chupa os mamilos dela.
Sem sentir nem uma pontinha de ciúme, vejo a mulher que me deixa louca fazendo o que peço. Ela lambe os mamilos dela, enfia na boca e chupa enquanto a mulher mexe os quadris e a faz estremecer. A respiração de Emma se acelera e ela a agarra pela cintura para chegar mais fundo. Isso me deixa mais excitada ainda. Ver Emma em ação me estimula e sinto vontade de ocupar o lugar de Helga. Gemidos... calor... Helga geme, se inclina para trás e seus seios voltam à boca de Emma, enquanto ela mete nela. Força. Tesão. Gosto de senti-la assim. Minha vagina se contrai e eu encho seus ombros de beijos.
— Aproveita, querida... — murmuro de novo em seu ouvido. — Agora sou eu que estou assistindo.
Emma joga a cabeça para trás, para eu beijá-la, e eu a devoro com a boca, enquanto a dança sexual delas duas continua por vários minutos. Ao fim, Helga se contorce e grita. Emma goza enquanto me beija. Abre a boca para soltar um gemido rouco e mordo seus lábios. Ao contrário do que faz quando sou eu quem está em seus braços, Emma sai de cima de Helga assim que termina.
Sem dizer nada, a jovem vai ao banheiro e eu escuto o barulho da água. A respiração de Emma começa a ficar mais tranquila, ela desaba na cama e eu deito ao seu lado.
— Nunca uma mulher tinha me oferecido.
— Fico feliz em ser a primeira e te garanto que não vai ser a última.
Emma cochicha:
— A senhorita é muito perigosa, senhorita Mills. Não para de me surpreender.
— Gosto de ser assim e de fazer isso, senhora Swan.
Eu a beijo e ela retribui com ardor. Me abraça e, quando Helga sai do banheiro, me solta.
— Vou tomar um banho, querida.
Emma desaparece e Helga vem até mim e acaricia minha cintura.
— Agora eu quero você.
Excitada, chego mais perto. Ela toca meus seios e, com delicadeza, se agacha para enfiá-los na boca. Acaricia minha cintura e fecho os olhos enquanto me deixo levar pelo prazer da luxúria.
Volto a ficar parada bem no meio do quarto, e ela se coloca atrás de mim. Segue seu percurso e sobe lentamente pela minha coluna. Até que, de repente, sinto-a abrindo meu sutiã. Um colchete... depois outro... e outro... e por fim o pano fino cai aos meus pés. Os dedos hábeis de Helga passeiam agora pelas minhas costelas, descrevem pequenos círculos e, quando encostam nos meus seios, eu respiro ofegante ao senti-la apertando meus mamilos.
Emma sai do banheiro, senta na cama ainda molhada e nos observa. Helga me faz andar até ela e, segurando meus seios, oferece a ela. Cheio de tesão, ela aceita. Primeiro chupa um. Depois o outro. E, quando os mamilos eriçados estão duros como pedras, ela dá mordidinhas do jeito que sabe que eu gosto.
Calor... calor... muito calor.
As mãos de Helga voltam à minha bunda, e Emma, ao ver isso, me agarra pelos quadris e me atrai para si. Põe os lábios em meu púbis e o beija com ternura.
— Ah... — eu solto
Emma sorri, senta ao fundo da cama e move a cabeça. Helga segura minha mão e me faz subir na cama. Me leva até onde está Emma e me faz ficar de bruços. Me coloco entre as pernas de Emma e ela senta no meu bumbum. Remexe os quadris sobre mim e eu sinto sua lubrificação bem no momento em que seu hálito está no meu pescoço. Passeia suas mãos pela minha cabeça e envolve seus dedos no meu cabelo. Me puxa e me faz erguer a cabeça. A vagina de Emma fica bem diante de mim. Enfio minha lingua em seu sexo molhado e a chupo e me delicio. Luxúria. Luxúria. Ter meus lábios a saboreando é algo que me enlouquece. Eu a encaro e vejo seus olhos brilhantes. Excitados. Helga rebola outra vez sobre mim e usa a mão livre para separar minhas pernas e me tocar os lábios externos.
Mais calor... muito...
Solta meu cabelo e desliza as mãos pelas minhas costas. Emma se retira da minha boca.
— Tudo bem, pequena... temos tempo.
Helga me faz ficar de quatro na cama. Morde meu bumbum e enfia um dedo em mim. Curvo as costas em busca de mais. Mete outro dedo e começa a mexê-los dentro de mim. Inconscientemente, solto um gemido enquanto Emma murmura:
— Assim... se entrega.
Por vários minutos, a mulher toca meu corpo enquanto Emma me beija na boca. Não sei quanto tempo passa até que Emma me pega pelas axilas e me vira. Me apoia contra seus seios, segura minhas pernas e me abre para Helga.
Sua boca me invade enquanto Emma me oferece a ela e me sussurra palavras carinhosas. Helga brinca com meu corpo. Me lambe com voracidade... me chupa. Lambe meu clitóris de um jeito delicado. Ela o faz inchar, endurecer. Degusta-o como se fosse um bombom em sua boca habilidosa. Respiro ofegante e me abro para ela.
De repente, ela passa uma perna por baixo do meu corpo. Emma se inclina para o lado e eu sinto a vagina de Helga encostando na minha. Seu calor me faz gemer e eu sinto uma espécie de corrente elétrica quando ela me aperta contra si. Seu clitóris e o meu se encontram. Os dois estão ardentes e molhados. Inchados e loucos de tesão. Mil sensações atravessam meu corpo enquanto Helga se mexe e se esfrega em mim. Quero que ela continue. Não pode parar. E, quando solto um grito e sinto a lubrificação entre nós duas, ela se separa de mim, fica de joelhos e pega um vibrador vermelho. Passa lubrificante nele e enfia devagar em mim.
Calor... gemidos... calor. Sussurrando em meu ouvido, Emma me pede:
— Goza, vai... goza.
De repente o vibrador começa a tremer dentro de mim. Eu grito e me contorço. Helga sorri, e percebo que está adorando. Em seguida ela murmura:
— Agora vou meter no seu bumbunzinho apertado.
O vibrador continua dentro da minha vagina dando voltas, depois ela pega outro menor e em formato de chupeta. Passa lubrificante, leva ao meu ânus e, incentivada por Emma, começa a introduzi-lo pouco a pouco. Até entrar totalmente.
— Assim... querida... assim... quero sua bunda... preciso.
Emma solta minhas pernas de repente, e na sequência ela junta uma à outra.
— Não se mexe. Não separa as pernas. Não quero que saia nada de você além de gemidos e suspiros.
O vibrador continua girando dentro de mim, e ondas de prazer percorrem meu corpo. Emma e Helga me observam, ao mesmo tempo que cada um delas chupa um mamilo, e os vibradores continuam funcionando dentro de mim. Arqueio as costas e abro a boca. Grito de prazer. Faço menção de abrir as pernas, mas Helga senta sobre elas e eu não consigo me mover. Emma fica de pé sobre a cama e faz com que Helga caia de boca na sua vagina. Segura a cabeça dela e começa a ditar o movimento, enquanto Helga agarra a bunda dela para facilitar o entrar e sair de sua língua. Extasiada, olho para as duas e ao mesmo tempo Helga se move sobre mim pelos trancos de Emma e faz com que os vibradores se choquem no meu interior. Me excita ver essa cena. Me excita ver a cara de Emma enquanto é fodida por Helga pela boca e me excita que Helga se mexa em cima de mim. Estou ardendo de tesão... grito e solto um gemido quando sinto que vou gozar.
Calor... muito calor.
Emma me olha e goza na boca de Helga ao mesmo tempo que um orgasmo incrível toma conta de mim. Mas Helga quer mais. Muito mais. E, depois que limpa a boca e sai de cima de mim, abre minhas pernas e tira primeiro o vibrador da vagina e em seguida o do ânus. Surpresa, noto que ela veste algo, e Emma murmura:
— É um virbrador de 16 centímetros. Helga vai te comer.
Olho para ela, e algo cresce em mim. Ela termina de ajustar a cinta e Emma me faz deitar na cama. Helga sobe em mim e enfia a ponta do brinquedo na minha boca. Me faz chupá-lo enquanto movimenta os quadris dentro e fora da minha boca. Excitada, me mexo e Emma fala:
— Agora sou eu que vou te oferecer a ela. Helga vai te comer, querida, e depois nós duas vamos te comer ao mesmo tempo.
Estou com tesão. Muito tesão. Helga deita em cima de mim. Chupa meus seios e eu sinto o objeto entre nós duas. Minha vagina se contrai. Ela move o vibrador e esfrega na parte interna das minhas coxas, e eu solto um gemido.
— Abre as pernas pra recebê-la, Regi — sussurra Emma.
Centímetro a centímetro, Helga enfia em mim e, quando está totalmente dentro, ela o retira. Delicia-se com seus movimentos. Entra... sai... entra... sai e mete outra vez. Me agarra pela cintura e me come com vontade. Meu Deus, isso é muito bom! Me dá uma palmada na bunda e volta a me penetrar. Uma... duas... três... quatro... cinco... até seis vezes seguidas. E eu grito. Me contorço enlouquecida e Emma me beija. Chego ao orgasmo quando ela levanta minhas pernas, segura minha bunda e me aperta contra a cinta. Louca de prazer, tenho mil espasmos. Helga para e deixa o vibrador dentro de mim enquanto eu vou relaxando. Fecho os olhos e minha respiração se normaliza aos poucos. Helga sai de cima de mim e Emma me beija com paixão. Saboreia meus lábios.
— Você é linda... perfeita...
Sorrio. Ainda estou extasiada e Emma, ao ver meus lábios secos, levanta-se e enche várias taças de champanhe. Dá uma a Helga e me oferece a outra.
— Bebe.... vai te refrescar.
Sedenta, me sento na cama, bebo a taça inteira e minha garganta agradece o frescor. Largo a taça e vou ao banheiro. Preciso de uma chuveirada. Emma me segue, entra comigo na enorme ducha e murmura enquanto a água cai sobre nós:
— Agora nós duas vamos te comer ao mesmo tempo.
— As duas?
Me observa de cima com seu olhar provocante.
— Sim.
— Emma...
— Não se preocupa... pequena... sua bundinha está preparada. Helga vai colocar um cinto com um vibrador menor e vai dilatando aos poucos seu traseiro lindo. O consolo aumenta à medida que vai entrando. Ela vai preparar o caminho pra mim. Não vai doer e eu logo vou assumir o lugar dela.
— Emma...
— Está com medo?
— Estou...
— Confia em mim?
A água escorre pelos nossos corpos, e eu balbucio:
— Sempre, você sabe.
Sorri e me dá um beijo doce nos lábios.
— Fico feliz em saber.
Um espasmo percorre meu corpo. Emma fecha a torneira e me enxuga com a toalha.
— Tudo vai correr bem. Te prometo que você vai adorar quando a gente comer você. Balanço a cabeça num gesto afirmativo e voltamos ao quarto. Vejo Helga sentada numa cadeira com uma taça de champanhe nas mãos. Olho para seu cinto. Desta vez é vermelho e o vibrador pendurado ali é muito mais fino e menor. Não se aproxima. Apenas nos observa. Assim que chegamos até a cama, Emma sobe nela, põe seu cinto e senta bem no meio, pisca para mim, me faz sorrir e diz enquanto me orienta a sentar no seu colo e de frente para ela:
— Vamos, senhorita Mills. Me satisfaça. Monte em mim.
Excitada, faço o que ela pede. Em frações de segundo, ela gira na cama e fica em cima de mim. Me beija. Me acaricia. Me fala doces e maravilhosas palavras de amor e se dedica a realizar todos os meus desejos. Dá milhares de beijos no meu pescoço, lambe meus seios, chupa meu umbigo e, quando chega ao meu púbis, ela o beija e sussurra:
— Peça-me o que quiser.
Sua voz. Essa sua voz profunda lendo a tatuagem me deixa louca. Abro as pernas e ela sabe o que quero. Me chupa, esfrega o queixo na minha vagina e em seguida abre meus lábios internos e procura o clitóris. Descreve pequenos círculos com a língua, estimulando-o, e o chupa com sua boca maravilhosa. Meus gemidos não demoram a chegar, e me deixo levar por mil sensações.
— Emma...
Suas mãos percorrem meu corpo e, enquanto sua boca brinca entre minhas pernas, provocando-me ondas de prazer, seus dedos apertam meus mamilos. Ela os apalpa e os deixa maiores e mais arrepiados. Enlouquecida, apoio minhas pernas em seus ombros e me aperto contra ela. Emma segura minhas coxas e pressiona minha vagina em sua boca. Sua voracidade é total. Magnífica. Única.
Saciada, ela volta à minha boca. Seu sabor, que é meu sabor, é doce. Sua língua viva e inquieta percorre meus lábios. Eu a desejo e, antes mesmo que eu peça, Emma se aproxima ainda mais e enfia todo o dildo bem dentro de mim, do jeito que gosto. Meu grito de prazer a faz sorrir.
— Olha pra mim — exijo.
Uma... duas... três... quatro vezes entra em mim e eu, enfeitiçada, me abro para ela.
O dildo que Emma usa é tão grande, ocupa tanto espaço dentro de mim, que me faz ofegar e gemer.
De repente, me agarra pelos quadris e me coloca sentada no seu colo e de frente para ela. Agora sou eu que marco o ritmo. Sou eu que rebolo sobre ela, enquanto Emma me observa com os olhos repletos de amor. A cama balança, olho para trás e vejo Helga. Emma me pega pelo queixo e, sem sair de dentro de mim, sussurra:
— Deita em cima de mim, Regina... e relaxa.
Faço o que ela manda e sinto Helga esfregando algo úmido e quente no meu ânus. Lubrificante.
Emma me separa as nádegas para facilitar e, ao ver minha cara de susto, mexe os quadris, me penetra e murmura:
— Toda minha... hoje você vai ser toda minha.
Sinto Helga encostando o consolo no meu ânus e fazendo rotações com ele. Uma vez, depois outra... e outra... até que me dou conta de que está começando a entrar em mim. Emma me beija. Morde meus lábios, meu queixo, enquanto um “Ah!” me escapa ao sentir como Helga mete em mim. Isso faz com que eu me mexa, excitanda Emma, que continua dentro de mim. Move-se devagar e com cuidado enquanto Helga vai se enfiando aos poucos.
De repente, um movimento brusco da parte dela me faz gritar. Está doendo... mas a dor desaparece com os movimentos de Emma, e eu a ouço dizer:
— Calma... já passou, querida.... assim... se entrega... relaxa e se abra pra me receber. Nesse instante, sinto o corpo de Helga totalmente colado ao meu traseiro. Ela me dá um tapa na bunda e murmura:
— Já está tudo dentro, Regina. Se mexe.
Arregalo tanto os olhos que Emma sorri.
— Querida... não me assusta. Você está bem?
Balanço a cabeça e respondo:
— Sim... mas estou com tanto medo de me rasgar por dentro que não consigo me mexer. Emma então se move por mim. E eu respiro ofegante.
É alucinante a sensação que tenho nesse instante, com as duas me tomando por completo ao mesmo tempo. Diante dos movimentos de Emma, Helga entra e sai. Logo me sinto mais e mais preenchida, à medida que o vibrador cresce com esse ritmo dela. Estou tão molhada, que ouço o barulho do lubrificante enquanto a mulher agarrada à minha cintura me come várias vezes. Emma se mexe. Não consegue continuar parada. Quatro mãos me pegam pela cintura e manuseiam meu corpo a seu bel-prazer. Na frente... atrás... forte... fraco... suave... selvagem. Vejo a cara de Emma e sinto que ela vai explodir. Mas de repente as duas saem de mim.
Emma se levanta, me mantém de bruços e me penetra lentamente pelo mesmo lugar de onde Helga acaba de sair. De quatro, eu grito.
O dildo de Emma não tem nada a ver com o brinquedo, mas o que de início me fez gritar agora se acopla ao meu interior e eu respiro ofegante enquanto ouço Emma murmurar na minha orelha:
— Agora sim você é toda minha... toda minha...
— Sim...
— Ah, Regina... você está tão apertada...
Pressiona de novo seus quadris contra mim e eu estou ofegando de prazer. Meu Deus... adoro o que ela faz, o que ela diz. Fico desconcertada por ela penetrar meu ânus e enlouqueço ao perceber que estremece. Ela se segura. Sei que controla a vontade de me dar uns tapinhas. Sinto minha dilatação quando seu "pênis" entra e sai. Mexo os quadris e encaro Emma. Ouço-a apertar os dentes e peço:
— Forte... me come forte.
— Não... não quero te machucar.
Mas o tesão é tamanho que eu mesma lanço a bunda para trás e grito ao sentir totalmente o brinquedo. Fico parada. Não consigo me mexer. Dor. Suspiro e ela sussurra:
— Cuidado, querida... assim você vai se machucar.
Sem sair de dentro de mim, Emma desliza as mãos, abre minha vagina e aperta o clitóris. Eu me mexo... solto gemidos... e Emma entra e sai com mais facilidade, cada vez mais fundo. É o que quero. Seu dedo volta a pressionar o clitóris e grito outra vez. Os minutos passam e nós duas continuamos unidas pelo meu ânus. Não quero que acabe. Quero que ela continue metendo em mim e que esse prazer seja infinito. Mas ao fim acelera o ritmo e, mesmo não sendo tão forte nem tão profundo como o que ela já me deu pela vagina, um orgasmo selvagem me faz gritar enquanto me aperto contra ela. Emma goza também, sai de mim e tomba para o lado. Me abraça e, enquanto continuo tendo espasmos por tudo o que fizemos, ela diz:
— Te amo, Regina, te amo como nunca pensei que poderia amar alguém.
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